Amor E Auto-hipnose

15 Capítulo 15: 30 minutos depois


Notas iniciais
Agora estou um pouco mais entusiasmado para escrever. '-'

Não acredito no que aconteceu hoje. Não tenho ideia do que pode acontecer agora. O problema é. Eu deixei meu celular na minha casa, não o peguei, então tive de dar o número do celular da Emily... tenho que deixá-la distraída entre os 10 minutos finais e os outros 10 minutos sucessores. De longe eu já vejo Emily me esperando na porta da casa dela. Sigo andando calmamente, e quando ela me vê, corre até a mim e se joga. — Charles, pelo amor de Deus! Aonde você estava??? — ela pergunta. — Eu tinha que pegar uma informação na delegacia... — digo. — Mas..? Que blusa preta é essa? — a pergunta que eu não queria que acontecesse. O que eu vou responder...? — Eu estava com frio... comprei uma blusa no caminho. Sabe, eu não estava me sentindo muito bem. — respondo. — Ah... desculpe... eu estava nervosa... vamos entrar logo... — ela me puxa pelo braço, a mãe dela, que estava passando na hora, apenas sorri para mim. Sorrio de volta.


Tenho que em 10 minutos tirar o pouco sangue da blusa branca e inventar alguma desculpa para usar o celular da Emily em algum lugar quieto... — Ah, Emily, posso usar o banheiro? Quero tomar um banho... — digo. — Pode ir lá, já deixei uma toalha e umas roupas novas. — ela diz. — Obrigado. — beijo-a no rosto e sigo para o banheiro. Chegando lá, tranco a porta, tiro a roupa e entro no box, segurando a blusa branca. — Tenho que tirar esse sangue o mais rápido possível... só tenho 14 minutos. — falo baixo, esfregando com bastante sabão as partes com respingos de sangue na blusa. — Sai logo... — ainda bem que o sangue está meio fresco, então está saindo rápido, mas não saiu tudo. — Já sei... — tenho de usar água sanitária. Saio do box, seco-me, coloco as roupas e enrolo a camisa dentro da toalha, e sigo rapidamente para o quarto de hóspedes, colocando a toalha com a camisa dentro da gaveta que fica na parte da base da cama. Faltam 7 minutos. Vou até a cozinha. — Hã... senhorita Sara — pego um copo qualquer — ...onde fica a área de serviço daqui? — pergunto. — Hm? Fica no final daquele corredor ali. — ela aponta na diagonal direita. Pego água do filtro. — OK, obrigado. Ah! A Emily está aonde? — pergunto. — Ela está no outro banheiro... — ela responde. — OK.. — saio. — Ei, espere! — Sara me chama. Viro-me, nervoso. — Para quê quer ir até a área de serviço...? — ela pergunta. — Ah... eu queria saber se aqui tem fita isolante pois eu preciso para fazer um experimento... — digo. — Hm... nossa, o namorado da minha filha é um garoto cientista! Hehe, estou apenas brincando, pode ir. — ela diz. Agradeço e saio. Chegando lá, jogo a água do copo dentro do tanque de lavar roupas, ela vai escorrendo pelo ralo. Olho em volta procurando o galão de água sanitária.

– Ah, aqui está... — abro-o e vou despejando um pouco dentro do copo. Fecho-o e coloco de volta no lugar. Sigo de volta para o quarto. Faltam 4 minutos... Entro e tranco a porta. Abro a gaveta e coloco a água sanitária nos lugares onde o sangue não saiu por completo. Ainda bem que não peguei muita água, pois iria sobrar... — Charles? — alguém bate na porta. Quase levei um susto. É a voz da Emily. — Oi? — pergunto. — O que você tá fazendo aí com a porta trancada...? — ela pergunta. — Ah, eu já vou sair. — digo. Fecho a gaveta e abro a porta. Ela fica me olhando com uma cara de desconfiada. — Eu, hein... — ela diz. — Calma, amor... eu só estava ajeitando a bermuda. Eu a coloquei do lado errado. — OK... hm? Que copo é esse? — Emily pergunta. — Ah, eu fui pegar água, eu ia levar de volta... — digo. — Então coloca lá de volta na pia que eu estou te esperando no meu quarto. — ela diz e sai. Ótimo. Sigo para a cozinha e deixo no copo lá. Mas é melhor eu lavar pois a mãe de Emily pode perceber... — Deixe que eu lavo... — digo. — Nossa, que garoto prestativo, hehe. — Sara diz. Sorrio. Lavo o copo e coloco no lugar onde ele estava. Falta 1 minuto e meio... Subo as escadas e entro no quarto de Emily. — Emily... poderia me emprestar seu celular um momento? Tem uma pessoa que eu gostaria de falar em particular. — digo. — Em particular? Nossa... quem é a pessoa? — ela pergunta.

Estou suando.

– Um amigo. — tento fazer a voz parecer melancólica, para ela pensar que é algum acontecimento ruim. — OK... toma. — ela me entrega o celular. — Já venho. — sigo para o meu quarto. Entro. Agora é melhor eu deixar a porta destrancada para evitar problemas...

45 segundos.
40 segundos.
30 segundos.
15 segundos.
5 segundos.
1 segundo.

~~Ta ra ra ra~~ — Hã?? Que música é essa? Lost Destination...? KAITO Append e Len Append... nossa, ela também gosta de VOCALOID... Vejo o número. Eu não conheço, provavelmente é o Denis. Atendo. — A-alô..? — pergunto. — Ooooooooi. Pelo visto não era mentira que você ia me atender... Quer marcar aonde? — ele pergunta. — No quinto dos infernos. Eu vou lhe dar um aviso. Eu tenho seu telefone e seu endereço. Fale para a polícia qualquer coisa em relação ao que aconteceu hoje e eu vou na sua casa e mato você. — digo. Silêncio. — Hmf. Duvido que tenha meu endereço... — ele diz. Pego o papel no meu bolso. — Rua LLLLLLLL número YYY apartamento SSS. — digo. Novamente, silêncio. Agora escuto um leve arfar na ligação. — Vo... como??! — ele pergunta. — Eu tenho meus truques. Agora está avisado. Caso faça algo, eu mato você. Você viu que fui capaz de matar meu próprio pai, matar você será fichinha. Passar bem. — desligo.

Respiro, aliviado.

Notas finais
Em breve, décimo-sexto capítulo:
Palácio da justiça.