Amor E Auto-hipnose
5 Capítulo 05: Na festa
Notas iniciais
Vejo que alguém está lendo...
Quinto capítulo aí :D
São 23h12min. Meu pai e minha mãe não chegaram, e estou bem preocupado. Eu apenas fico olhando as fotos de Emily. Amanhã é a festa de Amanda, e minha amada estará lá, com seus olhos cor de âmbar. Qual será sua roupa? Seu perfume...? Mas antes de tudo, tenho que decidir o que comprar para Amanda, claro, por questão de consideração... — Ai, que saco... por quê não é o aniversário de Emily, hein...? — digo, enquanto pego alguns docinhos de morango que ficam em cima do criado-mudo, do lado da minha cama. Olho para o céu. A lua está tão bela... as cortinas dançam à roda do vento. A roda do tempo... que girava e me aproximava mais daquela que me ama. A vida é tão imprevisível... não pensei que isso fosse acontecer tão abruptamente. Agora, o abrupto é o som da porta se abrindo. E eu imediatamente guardo todas as fotos e folhas espalhadas pelo quarto. Pelo menos do ponto de vista dos outros, eu estaria ficando maluco... Então, após guardar tudo no armário, abro a porta do meu quarto e desço as escadas. Minha mãe está entrando. — Mãe?! Por quê tão tarde?? Fiquei preocupado! — digo. Ela fica olhando para mim. — Se estivesse tão preocupado assim, poderia ter me ligado, né, anta. Hehe. — ela diz, rindo. Incrível como ela consegue mudar o clima da conversa. Mas é verdade. Eu estava tão concentrado sobre a Emily que esqueci que eu poderia ligar para o celular de minha mãe.
– OK... eu vou dormir. Não me assuste mais assim, tá? — eu digo, ela me manda um beijo maternal. Deito na minha cama e o sono vem pouco a pouco...
...
Acordo. Meu pai e mãe estão na cozinha, tomando café. Minha mãe sempre apressada já está indo embora (esqueceu dos dentes DE NOVO)... Meu pai termina o café dele, escova seus dentes e sai. Pego minha mochila e vou para a escola, ao som de Life-Reset Button, da GUMI. A aula é a mesma coisa de sempre, tediante. Na hora do recreio, entrego as Madeleines que Sabrina tanto queria, e ela pula de alegria. Eu estou tão ansioso para encontrar Emily na festa que nem vi a hora passar. Todos já estão no alvoroço de ir embora. Então sigo para minha casa. Agora ao som de Shirokuro Byoutou de Kagamine Rin/Len... apesar de que nessa música quase não há melodia. Ao longo da rua, vejo Emily. — Emily...? — o que ela faz aqui? Corro em direção a ela, mas meus pés param. Não consigo me mexer, gritar, nada. Apenas meu rosto faz expressão, até que muda para a expressão de desespero, quando vejo Emily atravessando e um caminhão estar vindo em direção a ela. "EMILY!!!" — foi o grito na mente. Minha única reação. E o sangue espalhado fazia a minha voz voltar, os gritos ecoando, e o caminhão indo embora. Parecia até um remake da música Kagerou Days, da Hatsune Miku. Não... ela estava morta?
NÃO!!
...
– Não!! — acordo. Levanto, suando bastante. Olho em volta, tudo normal. — Pesadelo... droga. — digo para mim mesmo, enquanto vou tirando o pijama. Espera... estou sem pijama. Estou de uniforme... ah, é verdade. Fiquei ontem o dia inteiro procurando tudo sobre Emily. Eu tiro o uniforme e vou tomar um banho. As gotas de água quente vão escorrendo pelo meu corpo, assim como o meu pensamento flui para com minhas conclusões do que eu vou falar/fazer na festa de hoje. Após terminado o banho, olho para o relógio. Sorte que o pesadelo me acordou antes do despertador tocar. Estou 13 minutos adiantado. Coloco um outro uniforme, e desço para a cozinha. Minha mãe come correndo e meu pai normalmente. — Mãe, não esqueça de escovar os seus dentes hoje. — digo. Ela fica corada e meu pai fica rindo. Pego uma xícara e vejo que há uma nova caneca. Meus olhos brilham. Pego ela com delicadeza. — Pai! Não acredito...! Você comprou aquela Donna Hay Modern Nostalgia da Royal Doulton! É a que eu queria! Ah, obrigado...! — exclamo e o abraço. Ele apenas sorri e continua lendo o jornal. Eu sento novamente na cadeira e coloco o café e o leite na caneca, seguindo, cubos de açúcar e um pouco de limão. Misturo tudo. Olho para o prato do lado, Madeleines. Ah... Sabrina vai pirar. — Mãe, eu irei levar algumas para o lanche, OK? E algumas para a minha amiga. — digo, enquanto pego algumas para comer. — Tudo bem. Espero que ela goste. — ela diz enquanto termina de comer a maçã e já vai para a porta. — OS. DENTES. — digo, alto. Ela faz uma expressão relutante e volta para o banheiro. Ela é muito apressada... esquece de cuidar do próprio corpo por causa do trabalho.
– Sua mãe não toma jeito... só você mesmo para lembrá-la. — meu pai diz. — E por qual razão você não fala? — pergunto. — He... eu já desisti. Desde os tempos de noivo que ela é esquecida das coisas. — isso me faz ficar rindo. Até que já deu a hora e meu pai vai. Pego meu pote de doce, guardo algumas Madeleines e pego minha mochila. Guardo o pote e vou. Sigo para a escola ao som de Paradichlorobenzene, do Kagamine Len.
"Para quê eu canto? Paradichorobenzene
Eu canto sem entender o porquê. Paradichorobenzene
Sim, eu comecei a correr procurando uma resposta. Paradichorobenzene
Mas cheguei ao ponto de descobrir que não havia nada lá"
– Paradichlorobenzene... — e a música segue. Chego no colégio e guardo o fone na mochila. O inspetor (chato) me libera e eu vou para a minha sala, que já está no clima, pois hoje é a festa de Amanda. — Yo, Charles! Todos já estão preparados e estão planejando o que vestir, o que levar e tudo mais... e você, já sabe o que vai querer dar de presente? — Diego chega até mim e pergunta. — Eu vou comprar algo depois que eu sair da aula de violino. — digo. — Cara... você e seu violino... seu estranho! Ah, falando em violino, eu soube que o Maurício e o Carlos rasgaram uma folha de partitura sua... eles foram suspensos e trocados de turno. Agora estudam de tarde. — ele diz. Ótimo! Pelo menos os dois não irão ficar me perturbando.
E a aula segue, Sabrina fica feliz no recreio pelas Madeleines... chega o final da aula e eu fico conversando com ela até minha mãe chegar. Eu falo a ela que iria a uma festa, e peço um dinheiro para comprar o presente. — Eu também vou te dar o dinheiro do ônibus. — a mesma frase de antes. Agora está tudo muito estranho, e não posso ignorar. O que está havendo entre minha mãe e meu pai...? — OK. — digo. Logo chego a aula de violino, me despeço com um beijo e saio do carro, seguindo para a sala de aula. Lá praticamos uma composição feita pelo próprio professor, chamada Naos, que é referência a uma estrela, já que o som do violino sai suave e sereno. Terminada a aula, sigo para as ruas de comércio. Já são 17h. Preciso decidir logo. Decido entrar em uma perfumaria. Lá vejo vários e vários perfumes (eu iria querer ver o quê? Cachorros?)... E decido levar um com cheiro de rosas brancas. Peço para presente e sigo para o ponto de ônibus. Logo ele chega, subo, pago a passagem e sento, e fico escutando Lynne, da Hatsune Miku. Cuja música eu queria ter escutado antes logo...
"Quando as cigarras choram,
elas vão embora
A divisão das linhas, a vermelha e a na direção inferior
Um beco sem saída, sem entrada, e eu apenas me chutei para longe
As sombras selvagens vêm lentamente, derramando-se"
Apesar da música falar darling (querido) — eu não gostaria de estar perguntando algo a um homem 'querido'... é uma boa música. Então eu chego em casa. Lá eu abro a porta, e tudo um silêncio. Tranco a porta, subo para meu quarto e jogo a mochila em cima da cama. Tiro o uniforme e vou tomar banho. Um banho para acalmar a ansiedade de encontrar aquela que me ama... "Ela me ama", vou praticando a frase na cabeça. Após o término do banho, coloco a minha roupa. Decido por uma camisa branca normal, um colete xadrez, calça jeans e um all star preto. Espero a hora passar e dar 19h. Não gosto de chegar antes do começo da festa. Logo após de esperar, pego o presente e sigo para a casa de amanda, cujo endereço estava no convite, que Diego me entregou uns minutos antes do recreio terminar. Como é perto, vou andando. O lugar é uma casa de festas bem grande, pintada de vermelho, com vários balões colados nas paredes. Mostro o convite para o segurança e ele confirma meu nome na lista. Lá chegando a luz pisca incessantemente nas cores mais variadas, ao fundo toca Diamonds, da Rihanna (típica música para balada)... Lá eu encontro a maioria dos alunos da minha turma, inclusive Diego e Sabrina...
E também...
Emily.
Notas finais
Em breve, sexto capítulo:
Decisão de um futuro stalker.
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