Amor E Amizade
7 Capítulo 7 - Meus mais profundos sentimentos...
Notas iniciais
“...- Eu não te deixarei sozinha. – Eu disse firme retornando percebendo que aquilo , por mais que ela tente negar , era o certo.Um sorriso singelo e discreto se fez em seus lábios que antes carregavam sempre a mesma impressão de dor e tristeza. Me irradiei ao ver aquilo. Era como se eu tivesse ganhado um milhão de estrelas de uma só vez. Então de repente parei e pensei: O Universo estava sorrindo para mim. Eu a amava....”
POV Sam
- Olha Freddie , por favor. Minha melhor amiga morreu e eu acho que e a milionésima vez que eu me esqueço , então por favor saia. – Eu disse tentando me controlar e não chorar.
- Ela não era SÓ sua melhor amiga! Era minha também! – Freddie disse como se ela fosse só dele. Como se ainda fosse apaixonado por ela.
- Por favor saia – Minha voz já estava no final e as lagrimas caiam sem controle.
- Sam eu não vou sair. – Ele disse firme novamente.Eu já não agüentava mais. Meus braços não correspondiam aos meus comandos e minha voz não saia.
- Freddie , por favor. – Eu disse chorando. Ele percebeu meu desespero e finalmente me deixou sozinha.Minha vontade era de sair correndo daquele lugar e gritar o mais alto. Foi tudo culpa minha... culpa minha... Eu a deixei cair! Deveria ter sido eu!
- CARLY! – Eu gritei chorando e arrancando aquelas coisas de mim.
POV Freddie
Ouvi Sam gritando no quarto e logo corri. Me deparo com ela chorando desesperada e arrancando a agulha que lhe dava o sangue.
- CARLY! – Ela gritava desesperada. Suas mãos se mexiam com dificuldade ate a bolsa de sangue que ela tentava arrancar.
- Sam, calma. Calma. – Eu disse a abraçando por trás fazendo ela deitar novamente.
- Ela não deveria ter caído. Foi minha culpa. Foi sua culpa. EU TE PEDI PRA LIGAR! VOCÊ NÃO AVISOU A ELA! SEU IDIOTA SAI DAQUI! – Ela gritava. Sua voz se perdia ao medo de seu olhar que recaia sem vida sobre as coisas.
- Sam calma. Calma. – Eu disse segurando sua mão em quanto a enfermeira injetava um paralisante a ela. Seus olhos se fecharam lentamente.
POV Sam
A medida que a agulha entrava em minha pele eu sentia um alivio penetrar. Minhas pálpebras estavam pesadas e eu não agüentava mais. Fechei os olhos torcendo para ser acolhida finalmente pela morte , que acabaria com a tortura que havia virado minha vida.
POV Freddie
- Ela terá que ficar em coma induzido por três dias ate recuperar todo o sangue , e depois terá que ficar mais dois dias se recuperando em observação. – O doutor disse anotando os remédios de Sam na folha.
- Tudo bem. Já posso vê-la? – Perguntei.
- Ainda não. Ela esta muito fragilizada.Se o senhor me permite , a quanto tempo essa amiga morreu? – O doutor perguntou.
- Já faz uns três meses. – Respondi lutando contra a saudade.
- Isso pode ser um problema. Já era para Sam ter saído do luto e voltado a sua rotina. – Os olhos do velho caiam cansados sobre mim com um semblante preocupado.
- Eu sei. Mas Sam e muito orgulhosa. Ela não aceita tudo facilmente. – Falei.
- Então , nesse caso , não a estresse e tente ficar ao máximo ao lado dela. Por que as vezes , nós não precisamos de palavras , mas sim de gestos.As vezes as mais belas melodias nos fazem doer os ouvidos , quando apenas queremos o reconforto do silencio. – O Doutor falou. Sai da sala logo em seguida. Suas palavras não me saiam da cabeça. Comecei a andar pelas ruas de Seattle procurando um silencio reconfortante , sabendo que o único que me fazia bem , era o som de sua respiração.Fui ao cemitério fazer uma visita a Carly. Sua sepultura estava limpa e clara , nítida , para quem quisesse vê-la. Lírios roxos se encontravam frescos e postos em cima da pedra. Pareciam tão frágeis para ficarem sobre aquela fria e dura superfície. Fazíamos o web-show e elas pareciam tão livres naquele espaço, com a absoluta certeza , de que milhares de pessoas a estariam assistindo , e que aquilo era eterno. Um mundo onde tudo se comandava por controles. “Ela era uma ótima amiga.” Pensei ignorando as lagrimas. Um pássaro pousou na pedra , e ao contrario dos filmes de Terror , não era um corvo , mas sim um lindo canário amarelo , que logo em seguida voou para em longe se perdendo entre as nuvens.O tudo começou com uma briga , e tudo acabou com uma.As vezes gosto de pensar que a cada final e um novo recomeço , onde se deixa os troféus velhos e começa a lutar por novos , com a mesma esperança que quando conquistá-lo , estará alguém a sua espera para lhe parabenizar. Mas comigo não mais. A única que me apoiava havia ido, e levou consigo meu melhor troféu.Ela havia partido , para sempre.
- Freddie? – Spencer disse se aproximando.
- Sim – Respondi na tentativa falha de enxugar as lagrimas.
- Não e vergonha chorar , mas sim esconder o que sente. – Ele falou firme , mas percebi uma leve tristeza em seus olhos.
- Ela faz falta. Ficou sabendo de Sam? – Perguntei seguindo seu olhar ate as flores.
- Sim. Ela já esta melhor? Fiquei sabendo que era grave. – Ele pela primeira vez disse serio.
- Sim.Ela se cortou de novo , só que... Se ela fizer de novo vai provavelmente morrer. – Falei me arrependendo da frieza com que havia dito aquelas palavras.
- Esta tudo bem? – Spencer perguntou.
- Sim. – Falei firme. Sabendo que aquilo era a pior mentira que eu havia dito.
- Então ,tudo bem. – Ele se virou e caminhou lentamente ate o portão do cemitério.
- Spencer! Espere. – O Chamei.Iria contar tudo a ele. O que eu sentia. As confusões , os medos , tudo.
- Sim? – Ele disse.
- Quero conversar com você.Podemos ir ao seu apartamento? – Pedi.Ele assentiu.
POV Sam
Me sentia na mais bela inconsciência.Não havia nada. Simplesmente um escuro e um silencio , ambos acolhedor.Por mais que eu tentasse ou quisesse , não conseguia mover uma parte de meu corpo sequer.Eu vagava naquela imensidão vazia que era minha mente. Eu estava presa em mim mesma , e não faria o menor esforço para sair dali e encontrar todas as faces preocupadas. Não trocaria aquilo ,pelas palavras falsas e sorrisos sínicos que me aguardavam todos os dias.Sentia um vazio dentro de meu peito. Misturada em angustia , dor , tristeza, sofrimento e desespero , minha esperança de um dia melhorar quase não existia.Eu sabia que ela nunca voltaria , e que um dia minha tortura teria que acabar , e eu tinha que arranjar forças para cumprir minha promessa. Carly estava morta , mas eu não. E eu a prometi que cumpriria cada desejo , mas acima de tudo , prometi a mim mesma que ela nunca morreria , por que a verdadeira morte só leva uma misera casca , na qual não há utilidade.Em quanto a pessoa estiver em nossas mentes , guardadas em nossas lembranças e sempre em nossos corações , ela nunca morrera.
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