Amor Duplo

3 Capítulo 3 - Entre filmes e sorrisos


Notas iniciais
Olá! :3 Aqui na minha cidade está em época de festa, então fica mais difícil ter postagens. Mas eu voltei, para as meninas que leem " Fotografias de um amor ", estarei postando o próximo capítulo (provavelmente) domingo ou segunda. E tenho uma notícia ruim para vocês (leitoras de Fotografias de um amor), direi somente lá. Voltando à fanfic. Espero que gostem desse capítulo que fala mais um pouco do passado de Edward, Bella e Isabelle. E claro, do encontro de Beward. *-* Beijos, boa leitura.

Isabella Swan,

Sentei-me na cama arrependida de ter aceitado o convite de Edward, eu nem sabia o que vestir (sim, isso é clichê) e também se tinha a coragem de sair com ele. Eram muitos sentimentos dentro de mim, por um lado ficava feliz por amá-lo no passado e no presente e o outro era que se minha irmã descobrisse ela iria simplesmente surtar!

Era uma conexão esquisita, mesmo que brigássemos.

— Kate. — Estávamos falando no celular já fazia um minuto e eu não tinha ideia do que vestir. — Iremos ao cinema.

Vestido está dispensado, acho que o jeans fica muito legal em você.

— Jeans. — Repeti meio refletindo sobre a ideia e fiquei feliz porque jeans eram as coisas que eu mais tinha no meu closet. — Own! Você é um anjo!

Eu só...

— Não, os meus jeans ficaram perfeitos com uma renda ou algo do tipo.

Não se esqueça do casaco e das camisinhas.

— Droga, para de falar essas besteiras. Não irei deixar o Cullen tocar em mim.

Sei! O amor nos deixa fazer coisas impensáveis.

Suspirei, ela estava correta. Mas a parte das camisinhas completamente fora de cogitação, nem eu deixaria e acredito que nem ele iria me querer, pois eu sou uma... Droga. Não me sinto confortável com meu corpo, nunca vou me sentir amada.

Na verdade, eu nunca me senti – Pensei.

— Kate, bye!

— Beijinhos.

E ela desligou, depois fui ao closet escolher a roupa. Eu estava de roupão e havia tomado banho há alguns minutos, sabe como eu sou... Maluca.

Encontrei a peça perfeita para ir, um short jeans meio claro, uma blusa branca soltinha e botas escuras (sim, estava fazendo frio. Sempre faz frio). E deixei meus cabelos soltos com uma traça envolta deles.

Logo depois, ouvi a buzina e desci com tudo (dei uma de flash). Foi por pouco, pois Isabelle já ia se levantar do sofá para ir ver quem era. Papai e mamãe estavam assistindo TV com ela, então me olharam meio assustados quando viram praticamente eu passar como um flash na frente de Isabelle.

— Ah, vou sair para o cinema com a Kate. — Falei com a maior cara de inocente possível, Isabelle bufou voltando ao sofá enquanto meus pais assentiram.

Saí de dentro de casa e logo vi Edward saindo do carro, mas praticamente o mandei entrar rapidamente porque eu sabia que Isabelle olhava pela janela com que eu iria sair.

— Por que você... — Ele falou quando entrei no carro e parou para me olhar. — Uau.

Corei, mais ou menos.

— Minha irmã está olhando pela janela com quem eu vou sair, ela é curiosa e sempre me dedura.

— Oh porra, ainda tem que avisar aos seus pais que vai sair?

— Às vezes ter dezessete anos não é legal.

Ele deu um meio sorriso e se inclinou para me dar um selinho, esse garoto é doido. Cheguei à conclusão de que eu gostava do seu jeito, ele chegava do nada e me beijava era simplesmente um frenesi para mim.

— Edward... Pare.

— Ok, a gente vai para conversar.

— Isso, conversar.

(***)

Fazia dez minutos que eu estava na fila dos ingressos, enquanto Edward foi comprar pipoca para a gente. Quando cheguei à minha vez, ele veio ao meu lado e perguntou qual filme eu queria.

— Ãn, de ação.

— Okay.

Escolhemos um que falava sobre um agente muito atrapalhado que encontrava uma agente da FBI que era a pessoa mais dura do mundo. Era comédia romântica misturada ação, acho que era legal.

Logo estávamos dentro da sala pouco iluminada, eu estava meio desconfortável ao lado dele lembrando os flashes. As memórias de antigamente. As mesmas coisas que fazíamos, íamos para Port Angeles e assistíamos filmes no cinema.

E no final, namorávamos.

— Bella. A gente pode conversar? Ainda falta dez minutos para o filme e...

— Ok.

— Eu tenho muito a te explicar, te devo isso.

— Não que seja da minha conta. — Retruquei com um sorriso meio de lado, provocativo.

Ele riu baixinho.

— Não me venha com essa de que não se importa, nós nos amamos e sei muito bem disso.

— Se não fosse pela Isabelle... Até que eu poderia cogitar a ação de te amar.

— Mas eu te amo.

Ele se aproximava perigosamente, seus braços passavam pela minha cintura e nossas poltronas balançaram um pouco fazendo-nos rir. E seu rosto estava bem próximo ao meu e... As luzes se acenderam, dando início aos trailers.

Edward fechou os olhos forçadamente.

— Merda.

— Cala a boca, eu quero assistir o filme. — Falei e ele revirou os olhos.

Resultava que o filme nem lá era essas coisas, mas Edward sempre tentava algo como entrelaçar nossas mãos. O estranho disso tudo era que ele não prestava muita atenção ao filme e sim em nossas mãos unidas, obviamente depois de alguns minutos o encarei meio compreensiva.

Mas logo me lembrei do passado e várias memórias ruins. Resultantes de depressões e pesadelos.

— É curioso. — Edward sussurrou depois de um tempo e eu o olhei confusa. — Nossas mãos... Elas... Pode me achar um idiota, bobo e também masoquista, mas elas ficam perfeitas no sentindo do encache.

— Sim, isso foi muito clichê e bobo. — Concordei o vendo soltar um sorriso de lado. — Mas é a verdade, elas ficam legais. Mas não pense que com essa conversa vai arranjar uma desculpinha de você me levar para qualquer lugar que seja e...

— Você não aceita a verdade. É isso?

Abaixei meu olhar para meus dedos, gélidos pelo frio no cinema.

— Nunca senti a sinceridade. Nem em nosso amor. — Sussurrei e o senti soltar minha mão.

E isso fez com que eu entendesse que o cara estava mesmo magoado. Mas também não me preocuparia tanto, Edward foi tão frio no passado que também não se importaria com minhas palavras duras.

— Esse filme é uma droga. — Edward falou depois de um tempo em silêncio, só ouvíamos risos das pessoas e o barulho de pipoca. — Deveríamos ter escolhido aquele lá de terror.

— “Aquele lá de terror?”. — Debochei. — Queria que eu me segurasse em você com medo? Se for isso que está pedido pode ir tirando o cavalinho da chuva.

— Ah... Eu nunca entendi esse termo “cavalinho da chuva”. E muitas pessoas usam.

— Eu também não entendo, mas na minha imaginação nada fértil tem seu significado.

— E qual é ele?

— Desistir, esse é o verbo que conceitua “cavalinho da chuva”.

— Então não posso usar muito esse termo. — Ele falou olhando tão profundamente em meus olhos que senti vontade de abraça-lo. — Não desisto tão fácil assim das coisas que valem a pena.

— Céus, vamos parar com essa conversa. E terminar o filme!

E assim passou o filme, eu evitava olhar para Edward. Mas o mesmo não seguiu com a regra do “não me encare, porque sou tímida e estou tentando não perder a concentração seja em qualquer coisa que faço”. E isso me deixava irritada.

Enfim o filme acabou e saímos do cinema, peguei meu celular vendo mensagens de Kate perguntando como foi o encontro e... Isabelle?! Fiquei curiosa e li:

Sei que está com Edward, mas saiba sua vadia que não vai durar tanto tempo assim. Como foi no passado e como tem que ser no presente, quem sabe no futuro.

— Então ela ainda te tormenta? — Perguntou Edward atrás de mim olhando para a mensagem.

E claro que tomei um susto.

— Dizem que tempestades são temporárias, Isabelle não.

— Eu fui idiota pensando que ela iria me ajudar com você. — Falou suspirando. — Me desculpe tocar no assunto.

— A gente veio para conversar sobre isso, certo?

— Aqui não é o lugar certo. — Ele pegou minha mão com um sorriso e balançou a cabeça, como se lembrasse de algo. — Vamos a lugar que é muito legal, e você gosta demais.

(***)

Estávamos em uma cafeteria que eu e Edward víamos no passado, com Bree e outras pessoas. O fato era que a nostalgia foi bem mais forte e soltei um sorriso vendo a estrutura de paredes verdes à nossa frente.

— Evito esse lugar faz muito tempo. — Sussurrei maravilhada, não que isso fosse a Disneylândia ou algo do tipo. Mas foi aqui que passei vários momentos felizes com pessoas que amo, mesmo que nem todas as pessoas fossem verdadeiras comigo.

— Devo saber que o motivo sou eu.

— Passou muito tempo, mas Edward Cullen nunca perde a modéstia.

Ele dá um sorriso torto e fala:

— John que falava isso. — Ele falou referindo-se a um garoto, que me fez muito feliz enquanto estava vivo. — Desculpe, eu também sofro com a perda do meu melhor amigo.

— Foi minha culpa tudo aquilo.

Edward me puxa para um abraço e logo depois de me soltar dos seus braços fortes e protetores ele acaricia minha bochecha e solta um suspiro.

— Não foi nossa culpa, então não fique com essas coisas na cabeça. — Falou enquanto entrávamos na cafeteria e nos acomodamos em uma das mesas mais reservadas perto de uma janela de madeira. — Carmen!

Virei-me vendo a morena de sempre, cabelos com pequenas mechas de branco com a idade e também marcas em seu rosto que ainda estava angelical.

— Meus queridos! — Falou dando um beijo no meu cabelo e também nos de Edward. — Ainda fico impressionada com o cheirinho de vocês.

Rimos e eu meio corada falei:

— E como estão os negócios?

— Indo. Sabia que agora fazemos donuts? — Perguntou com um sorriso no rosto. — Céus! Estou tão feliz em vê-los juntos ainda mesmo sob aquela maldita bruxa que era sua irmã Bella. Desculpa-me!

Mordi meus lábios vendo o nome de Isabelle sendo citado mais uma vez hoje, será que tudo seria ao redor dela? Todos os meus problemas e medos? Onde estaria Edward com aqueles erros do passado? A verdade era que meu amor por ele fazia com que eu me esquecesse de temporariamente e quando chegasse em casa me desabasse de tanto chorar.

— Não queremos falar sobre ela, desculpe Carmen. — Edward falou por mim. — Estávamos com saudades desse lugar, e viemos para cá.

— Fizeram o certo. — Falou decidida e com o queixo empinado que nos fez rir. — A pequenina vai querer a mesma torta de morangos e chocolate quente?

— Sim. — Dei um sorriso radiante para ela.

— Certo o garoto aqui vai querer café forte e... Ãn, hambúrguer feito pelo Eleazar?

— Não sei como se lembra dos nossos pedidos, a gente vinha com muitas pessoas para cá. — Falou Edward e piscou o olho logo depois. — Sei que ama a gente, tiazinha.

Carmen colocou suas mãos na cintura e olhou ameaçadoramente para Edward. Lembrei-me de Esme o repreendendo quando me deu um beijo daqueles de cinema na frente dos seus pais e fez uma brincadeirinha me deixando envergonhada, era muito engraçado.

— Desde quando Edward Cullen me chama de tiazinha?

— Desde que vocês brigaram porque ele não pediu um dia o café forte feito por você. — Lembrei e eles riram. — Foi bem besta, se querem saber.

— Foi demonstração de carinho! Pequenina e garoto vou ter que ir fazer seus pedidos, está bem?

— Claro. — Falamos juntos.

— Aproveitem. — Piscou o olho em direção a Edward e fingi não notar o sorrisinho vitorioso dele provavelmente se achando por Carmen ainda nos achar que éramos namorados.

Peguei meu celular e mandei uma mensagem rápida para Kate. Que respondeu com entusiasmo me mandando agarrar logo o Edward.

— Podemos conversar? — Perguntou Edward depois que eu enviei a mensagem para a Kate.

— Sim...

— Eu quero que acredite em mim, no amor que sinto por você. — Ele falou e quando viu que eu abri a boca para retrucar, suspirou e continuou não me dando chances alguma de falar. — Bella a gente era um casal, não consigo ficar com outra garota sem ser você. Isabelle só foi um erro, que nem sei como aconteceu ou algo do tipo. Eu não gostei de sua irmã desde que você nos apresentou, tanto que comentei com você e brigou comigo logo depois. Porra, eu te amava demais e ainda amo. Acho que o amor que sinto por você intensificou depois de um tempo.

Fechei os olhos com vontade de chorar, o assunto era delicado para mim acima de tudo.

— Acho que devíamos esquecer essa parte das nossas vidas e...

Resolvi interromper Edward:

— Não podemos simplesmente fingir que aquilo aconteceu! Éramos felizes, sim! Mas quando tudo aquilo aconteceu com John e Bree... Não consegui ter forças, você me abandonou quando eu mais precisei de você... Você ficou duas semanas sem aparecer e depois aconteceu todo aquele teatro!

— Minha mãe tentou ligar para você dizendo o real motivo: fiquei com um pouco de depressão e o médico me internou. Você nem tentou ir lá em casa, só me ligava e nada! Proibiram-me o celular, sabia? Minha mãe e meu pai tentaram falar contigo e você os ignorava.

— Eu não era totalmente inteligente, ok? Era isso que queria ouvir? — Falei quase me levantando da cadeira.

— Não, você era inteligente Bells.

Abri minha boca, totalmente surpresa.

— V-Você me chamou de... Bells.

— Sim. — Ele deu um sorriso torto. — Ok, paremos essa conversa que não deve ser acabada hoje! E bora encher a barriga.

— Até parece que você não tinha comido um combo com pipoca.

Notas finais
Gostaram? :3 MEREÇO RECOMENDAÇÕES? * Olhos pidões, olhos mais fofos que os do Gato de Botas * MEREÇO MAIS DE TRINTA COMENTÁRIOS? Õ Espero seus comentários, favoritos e (recomendações) se der. *-*