Notas iniciais
Demoramos... Mas temos motivos u.u, a Iasmym tem simulado toda sexta-feira na escola dela e eu estou com matéria tinindo na minha, tá uma loucura. Enfim, está aí mais um capítulo e nesse nós mesclamos as duas épocas, é claro que está separado de uma forma que você entendem. Esperamos que gostem :3 P.S.: Não foi desta vez que o Jin apanhou, falo logo u.u. Nos vemos nas notas finais ^^

Jin ficou um tanto acuado com o que estava acontecendo.

— Tá bom... O que houve?

— Você ainda pergunta? – Ronan questionou num tom irritado.

— Eu não sei o que está acontecendo. – O ruivo olhava os dois bem assustado.

O garçom trazia os sucos que Ronan e Elesis pediram. Jin, do jeito que era, pegou o suco que ele deduziu ser de maracujá para amenizar os ânimos naquele momento. Para se acalmar um pouco, ele tomou apenas um gole. Ronan não gostou do que o ruivo fez e tomou o copo da mão dele.

— Por que não me contou que estava noivo? – Indagou o rapaz pondo de volta o copo na mesa.

Jin, que ainda não havia engolido o líquido, cuspiu tudo justamente na hora que Ronan voltava a olhar para ele.

— O quê?! – Gritou o ruivo, passando a mão na boca.

Elesis começou a rir, todos que estavam no estabelecimento olhavam para o trio. O garçom resolveu não se intrometer mais. Só iria falar algo, caso fosse preciso. Ronan passou a mão no rosto e encarou Jin.

— Não precisava disso, tá bom? Na próxima vez, cuspa em outro lugar, não no meu rosto, idiota.

Jin pediu desculpas e Ronan o encarou. A ruiva pegou guardanapos para ajudar Ronan a se limpar.

— Toma. – Ela nem conseguia esconder os risos.

— Valeu. – O menino pegou e secou o rosto, enquanto isso, Jin tossia muito, parecia ter se engasgado.

— Como assim noivo? Desde quando? – Perguntou o ruivo espantado, depois de ter se recuperado da notícia e do acontecido.

— Você está noivo e não me pergunte quando você fez esse pedido, seu traidor!

— Mas eu não fiz pedido nenhum, nem sabia que estava noivo... Aliás, de quem?

— De mim! – Disse Elesis, cruzando os braços.

Jin arregalou os olhos e ficou boquiaberto.

— Eu não me recordo de tal ato. Nunca a pedi em casamento, noivado, sei lá... — Ele falou ofegante.

— Claro que não, nossos pais que combinaram isso e ontem fostes visitar a mim para nos conhecermos e para tu pedistes minha mão formalmente.

Jin nem estava acreditando no que a ruiva estava dizendo, muito menos na forma culta e coloquial das palavras.

— É você mesmo, Elesis?

— Claro! Quem mais seria? – A ruiva olhou para Jin bem irritada.

— Não fui ontem a sua casa. Nem ao menos estive com você. – Jin olhava para os dois, estava muito confuso com o que acontecia.

***

No século XIX, Elesis estava tentando conectar os fatos com o que estava acontecendo, como estava em seu quarto por ordens de seus pais, ficou completamente entediada e pensou que, se permanecesse ali, nunca descobriria o que de fato aconteceu.

Olhou pela janela e viu a altura, não era tão alto, mas um pulo dali poderia machucar. Pensou também em chamar o Jin, mas estava com tanta raiva dele que preferiu não o fazer, além do mais, não poderia.

— Droga! Como vou sair dessa loucura? – Elesis andou até a cama, mas acabou tropeçando em seu vestido. – Isso só pode ser um pesadelo!

A ruiva gritou, ainda caída no chão. Sieghart e Bernard conversavam na sala e ouviram o escândalo que a ruiva arrumara.

— Não sei até quando os responsáveis por essa menina irão aguentar e quero saber quando tomarão providências. – Comentou o moreno.

— Perdoe-me minha intromissão, senhor, mas também és o responsável pela milady. – Interviu Bernard.

— É... De fato sou, mas não tolerarei Elesis assim. Ela está prometida, deve cumprir com os ensinamentos das mulheres. Deve respeitar seu marido, o que não fez.

— Sabes bem como a senhorita Elesis é, deve ser de família, não acha? Mais uma vez um membro da família Sieghart não aceita o casamento proposto... – Bernard não esperou uma resposta, deixou as palavras soltas no ar, apenas saiu da sala e foi até a cozinha onde Arme e Lire estavam.

Sieghart riu do comentário. Lembrou-se de quando fugiu para se encontrar com o seu verdadeiro amor. Mas essa é uma história que o mesmo não gosta muito de lembrar, ou, até mesmo, comentar.

Na cozinha, Arme ficou afoita e foi logo perguntar sobre a ruiva.

— Como está a Elesis, Bernard?

— Está bem... Eu acho... — Suspirou o senhor.

— Ela irá comer junto com os demais? – Indagou Lire, esperando por uma resposta positiva.

— Não acredito muito que o Duque irá permitir que a milady esteja presente à mesa, já que seu comportamento não está adequado para sentar-se a mesa junto do Marquês e de sua família.

— Mas precisamos falar com a Elesis! Eu preciso falar com ela! – Arme acabou se estressando e, nem Lire, nem Bernard, entenderam o motivo.

A baixinha percebeu que havia falado muito e se desculpou por sua exaltação. Lire não disse nada, mas ficou pensando em mil coisas, preferiu indagar depois que Bernard saísse.

“Arme está muito estranha com essa volta da Elesis...” – Pensou Lire.

Enquanto isso, Elesis procurava uma roupa melhor para vestir, já que estava quase rasgando o vestido de novo, estava se sentindo sufocada.

— Como esse povo aguenta?! Eu vou morrer com esse vestido! – Reclamava e ia jogando todos os outros vestidos pelo chão do quarto.

O piso de madeira, que parecia que era sempre envernizado, estava tomado com vestidos de tudo que era cor. A ruiva só parou de jogar as vestimentas no chão, quando viu uma calça. O que ela não sabia era que a calça era usada apenas quando fosse cavalgar. Mas ela nem estava ligando, só queria trocar de roupa. Pegou um vestido branco, que deduziu ser um pijama, já que o tecido era fino. Com isso, rasgou a parte da “saia”, deixando que se formasse uma blusa. Trocou-se e resolveu descer. Mesmo sabendo que poderiam brigar com ela.

— Espero que não tenha mais ninguém aqui. Se estou mesmo na minha casa, mesmo sendo tão diferente, pelo menos meus pais não estarão aqui. – Elesis abriu a porta toda confiante e começou a andar pelo corredor, até chegar à escada. Ainda tinha esperança que era tudo um sonho, ou pesadelo como a mesma estava deduzindo.

Olhou a sua volta, fechou os olhos e respirou fundo, logo depois abrindo-os. Começou a descer cada degrau.

— Bem... Acho que ainda estou naquela tal mansão dos meus pais. Ninguém merece. E o pior é que nem sei o porquê de isto estar acontecendo, além do mais...

— Está falando sozinha, menina?! – Questionou a Marquesa.

Elesis iria dar uma resposta bem dada, mas a mãe do ruivo continuou.

— Aliás, o que estás fazendo aqui? Não deverias estar em vosso quarto? E que roupas extravagantes são essas? – Perguntou a Marquesa horrorizada.

— O que eu faço, ou deixo de fazer, diz respeito à mim, não à senhora, estamos entendidas?

A Marquesa ficou boquiaberta.

— Não sei como meu filho irá casar-se com vossa pessoa.

— Se depender de mim, isso nunca acontecerá! – Elesis enfatizou bem as duas últimas palavras.

— Esta vestimenta está ridícula! Como vossos pais permitem que use uma roupa dessas?

— Minha cara, cuide da sua vida é deixe a minha! – A ruiva estava no seu limite de paciência – Até parece que eu usaria esses vestidos, isso sim é ridículo.

A Duquesa, que se encontrava na sala principal, levantou-se para ver o que estava acontecendo.

— Que alvoroço todo é esse? – A mãe da ruiva deu uma boa olhada nela – Que tipo de traje esdrúxulo é esse?

— Ainda bem que a Duquesa tem bom senso, também indaguei isto. — Comentou a Marquesa de braços cruzados.

— Até parece que eu usaria esses vestidos bregas! – Elesis cruzou os braços também – Gostei muito mais desse estilo, uma calça básica e uma blusa, está ótimo! E outra: não devo satisfação de minhas roupas, sou bem crescida para isso.

— Mas até parece que é a sua camisola cortada e a calça para cavalgar. – Observou sua mãe.

— Bem que eu achei aquele pijama horroroso, agora que sei que era uma camisola, tenho certeza de que fiz a escolha certa em transformá-lo numa blusa. E quanto à calça, não se preocupe, não irei cavalgar com ela.

— Não irei permitir que filha minha use trajes como estes!

— Agora você também vai reclamar? Até parece que se importa com o que eu uso. Só acho que nem você, nem essa aí. – Elesis olhou para a Marquesa – Deveriam tomar conta da minha vida.

— Sua filha, Duquesa, não tem um pingo de educação com a minha pessoa. É um ultraje a forma que ela me trata.

— Não tenho educação com a senhora, nem com o seu filho e muito menos com o seu marido, que insiste nessa parada de casamento!

Tanto a Duquesa como a Marquesa se espantaram com a linguagem que a ruiva usou.

— Acho que terei que lhe mostrar novamente todos os ensinamentos de postura e comportamento! – Gritou a mãe de Elesis.

— Acho belíssima a sua atitude, Duquesa, e ainda acho que...

— Não precisa intervir na educação de minha filha, Marquesa, pois dela eu tomo conta, podes ter a plena certeza de que ela será uma maravilhosa esposa.

“Boa, mãe! Valeu por me defender, já estava quase batendo nessa mulher chata, só não concordo com o argumento de que irei casar, o que não irá acontecer.”— Pensou Elesis, deixando transparecer sua expressão de satisfação por ter sido defendida pela mãe.

A princípio a ruiva estranhou, já que ela não tinha muito contato com a mãe ou até mesmo momentos assim, de proteção. O que a entristeceu um pouco, mas permaneceu firme.

— Elesis, por favor, filha, volte para o vosso quarto e troque este traje antes que seu pai a veja. Pedirei para Bernard levar algo para comer até seus aposentos. Acho que vosso pai não gostará de vossa presença à mesa depois de hoje, concorda comigo?

— Não! Onde já se viu não poder comer à mesa, só porque fiz um pequeno escândalo?

Até aquele momento, a Marquesa ficou quieta depois do que a mãe da ruiva disse, mas resolveu falar.

— Olha, menina, ficar no quarto é o mínimo que vossos pais podem fazer. Foi um desrespeito que fizestes com a minha família, com meu filho principalmente, ameaçando-o! Isso não é coisa que uma dama faça.

— E eu lá sou uma dama? – Elesis encarou a Marquesa.

— Suba, agora! – Uma quarta voz foi ouvida, e as três olharam para ver quem era.

— Elscud, eu estava falando com a vossa filha que... – A Marquesa foi interrompida.

— Não precisa dizer a mim, sei bem como Elesis é, sabia que a educação que recebeu não foi o suficiente para me obedecer, mas tudo mudará a partir de hoje. Começando com este traje incomum que está usando, onde já se viu isso? Não permitirei que use isto, tens vários vestidos importados, use-os! – Ordenou Elscud – De onde vós tirastes isto? Mudarás e muito depois de algumas providências que tomarei!

— E o que pretende fazer?! Nunca se preocupou comigo e agora que dar uma de paizão? Criticando até a roupa que uso!

— "Paizão"? – Elscud a olhou – A filha de um Duque deve ser privilegiada, prestigiada e educada como uma dama, ser delicada como uma flor e, se for preciso, vós mudareis esse vosso comportamento para se tornar uma filha adequada, far-te-ei com que mude!

O Duque saiu da sala, olhando com nojo a vestimenta de Elesis. Deixando bem claro o que queria, foi até onde Bernard estava, na Sala principal e conversou com ele. Ainda perto da escada, Elesis reclamava muito.

— Como assim “delicada como uma flor”? Só se for com muito espinho, meu bem! Onde já se viu obrigar alguém a ser uma dama! Que mundo é esse? Cadê meus direitos!? E ainda reclama da minha roupa! Não irei usar aqueles vestidos, importados ou não! Quem ele pensa que é para falar assim comigo?!

— Vosso pai. – Respondeu a Duquesa friamente, o que fez a ruiva parar de ser exaltar.

— Assim não vale, né? Desnecessário você cortar toda a minha dramatização avisando que ele é meu pai, eu já sabia. – Elesis se deu por derrotada e subiu as escadas – É bom que a comida seja algo gostoso, senão eu desço e irei comer com vocês! Onde já se viu ficar presa dentro da minha própria casa? Isso no meu tempo não pode! E ainda descerei com essa roupa, para que o Marquês e aquele ruivo idiota me vejam assim!

A ruiva subiu pisando forte nas escadas e, quando chegou em seu quarto, bateu a porta e se se encostou à mesma, escorregando até atingir o chão.

— Cadê o Ronan quando eu preciso dele?! Onde está Lire e Arme? Eu quero acordar logo desse pesadelo... – Elesis pôs a mão no rosto e começou a chorar, mesmo não querendo, mesmo lutando contra sua vontade, mas ela estava exausta, estava sozinha em um tempo desconhecido.

***

Jin resolveu não indagar mais, sentou-se à mesa, percebeu que muita gente olhava para eles.

— Podem me explicar isso tudo direitinho? É que eu ainda não absorvi essas informações. E, se for possível, sem fazer muito alvoroço. – Pediu o ruivo.

— Por que todo mundo fica falando isso? Nem estamos brigando, ora. – Elesis falou um tanto intrigada.

— E nem vamos brigar. – Disse Ronan, sentando-se também.

— Como assim? Não defendereis vós a mim? Deixar-me-á ser desposada por ele?

Jin engoliu a seco, estava começando a passar mal de tanto ouvir palavras que se assemelhavam a casamento.

— E o que quer que eu faça? Você aceitou, não aceitou?

A discussão voltou a ser entre Elesis e Ronan; Jin, vendo que a situação iria piorar, levantou-se, mas acabou sendo puxado por ambos, pela ruiva que estava em pé e Ronan que estava sentado, fazendo Jin se sentar de novo.

— Eu não aceitei! Tanto que acabei fugindo deste ser mesquinho!

— O mesquinho sou eu? – Perguntou o ruivo, se recompondo e olhando para os dois.

— SIM! – Gritaram ambos.

Novamente o garçom apareceu para pedir que falassem mais baixo, mas acabou recebendo olhares amedrontadores de Elesis e Ronan, Jin ficou assustado assim como o pobre do garçom.

— Eu só estou exercendo o meu trabalho, em nome do gerente e de alguns clientes, só peço que cessem o alvoroço. – Disso o coitado, temendo que recebesse novamente olhares.

— Ninguém está alvoraçado aqui, meu nobre. – Respondeu Elesis, agora, mais calma.

Jin pediu um copo d’água, estava suando de nervoso. A ruiva e o azulado continuaram.

— Como eu estava dizendo, você aceitou, agora arque com as consequências.

— Mas eu não quero casar-me com ele, nem o amo.

— E você por acaso ama alguém? – Ronan perguntou, já que sabia muito bem que a Elesis que ele conhecia não demonstrava muito seus sentimentos.

— Ainda não! Mas sinto-me perto de meu verdadeiro amor. — Disse ela.

— Nossa! Nunca pensei ouvir isso de você, Elesis. – Comentou Jin.

— Por obséquio, fique quieto que a conversa com a vossa pessoa é mais tarde. – Disse a ruiva com um olhar desafiador.

O garçom voltou com o copo d’água e se retirou rapidamente. Ele iria perguntar se eles ainda almoçariam ali, ou se levariam numa quentinha, mas achou melhor deixar os três resolvendo aquela situação, sem interromper.

— Elesis, eu nem acredito que estou discutindo isso com você. Sabe? É impossível conversar com alguém e tentar entendê-la, quando ela própria não se entende.

— Mas eu já lhe disse que não consigo me adaptar a este novo tempo que estou vivendo. É tudo novo! Eu estava prometida, na verdade, estou até que me digam o contrário. – Elesis iria continuar, mas Jin resolveu falar.

— Então eu digo que está errada! Não vamos nos casar, eu nunca estive tão maluco a ponto de propor um casamento. Eu nem quero compromisso sério, não com você, Elesis. Nada contra, por favor, não me interprete mal, mas...

Ronan e a ruiva se espantaram com a forma que o ruivo disse, não parecia mais nervoso. Elesis começou a sentir uma tontura e se apoiou na mesa. Ronan logo se levantou e a segurou.

— Acho que nem deveríamos ter saído de casa. Vou pedir para entregarem o almoço na sua casa. Você não está nada bem.

Elesis apenas assentiu, estava fraca. Realmente a ruiva não estava bem, estava ficando pálida e gelada. Também pudera, tinha acabado de receber alta e já passara por várias situações estressantes.

Jin tentou ajudar, mas Ronan estava com raiva naquele momento, então resolveu leva-la sozinho.

— Irei me encontrar com vocês no apartamento, okay? – O ruivo nem esperou por uma resposta negativa ou positiva, pagou a água e pegou sua moto para estacioná-la no prédio.

Ronan pediu para o garçom levar a quentinha. O gerente escreveu um bilhete para que o menino que levaria o almoço entregasse junto.

Notas finais
O que será que tem no bilhetinho? '-' (pode ser um mistério ou algo engraçado '-'²). Como vocês puderam ver, os três ainda terão uma conversinha, ou seja, o Jin ainda pode apanhar *_* ~Iasmym invade: Mary! O meu divo não vai apanhar! ~Mary: Mas ele merece u.u kkkk, bem, é isso. Gostaram?