Amor Do Contra
12 Capitulo 11 – Amor cego, surdo e mudo.
Notas iniciais
Bem vinda Nyne!!
Minhas queridas leitoras espero que gostem!!
É fácil saber que aquele foi o pior natal da minha vida, minha mãe tinha me dito pra que assim que eu chegasse em casa, procurasse ele para conversar, enquanto meu pai fazia questão de xinga-lo em alto e bom som toda vez que eu chorava.
Era véspera de ano novo, e não queria ficar sozinha, estava consumida de raiva e tristeza, Maga tinha se oferecido pra passar a virada do ano comigo, mas não achei justo ela passar esse dia tão romântico escutando minhas lamurias ao invés de estar com o namorado.
Queria ligar pro Toni e me vingar, mas não achei certo iria apenas machucar um amigo, pensei em ligar pro Dc e dizer que eu perdoava qualquer cachorrada que ele pudesse ter feito, desde que prometesse que nunca mais fizesse de novo, mas acabei me convencendo de que era muito ridículo da minha parte, por fim passei a virada do ano na casa da minha mãe, trancada no quarto comendo como uma condenada, assistindo filmes românticos, enquanto secava todas as lágrimas dos meus olhos.
Era dia 1º de janeiro, ainda estava devastada, mais tinha que voltar pra casa, pois em dois dias iria trabalhar, tomei café com meus pais, agradeci tudo o que haviam feito até ali, e prometi que resolveria esse “problema” o mais rápido possível.
Enquanto dirigia tomei uma decisão, assim que chegasse em casa era isso que iria fazer, e nunca mais olharia na cara daquele... Idiota.
(Narrador DC On)
Eu tinha chegado na casa dos pais dela, percebi que apenas seu carro estava estacionado, fui até a porta e respirei fundo antes de bater, ninguém atendia, e eu estava começando a ficar nervoso, comecei a esmurrar a porta com toda raiva que tinha guardado até aquele momento, quando ela abriu a porta gritando.
(Mô) – O que diabos faz uma pessoa esmurrar a porta da outra a essa hora? – Apenas respirei fundo e respondi.
(Dc) – Bom dia pra você também – estava com os olhos fechados apertando a ponte do nariz com o polegar e o indicador.
(Mô) – Desculpa Dc, eu acabei de acordar, entra. – ela se encaminhou para o sofá, eu fui até a mesa depositei o capacete e ali me encostei, mas não a olhei em momento algum, não tinha coragem.
(Dc) – Eu vim por um ponto final nessa palhaçada – respirei fundo. – Mônica eu não do a mínima do porque você tá me evitando todo esse tempo, mas se era pra terminar, que fosse do jeito certo, cara a cara.
(Mô) – Então olha pra mim – Ela se levantou e colocou-se a minha frente, não tinha como evitar o contato visual. – Porque raios você acha que eu quero terminar?
Olhei no fundo dos seus olhos castanhos tentando entender o que aquilo significava, mais uma vez contei até dez para começar a falar.
(Dc) – Porque eu acho que você quer terminar? Você tá de zoação com a minha cara garota, faz duas semanas que você não me dá noticia, não responde minhas mensagens, nem tem a decência de falar comigo, e ainda pergunta o porquê – deixei transparecer toda a minha fúria em cada palavra que pronunciava e ela voltou a sentar no sofá de cabeça baixa, chorando?
(Mô) – Escuta Do Contra, você está coberto de razão em me odiar, mas antes da gente terminar me deixa explicar o que aconteceu pelo menos? – Não ouvi direito o que ela falou, pois percebi que a única coisa que ela usava era minha camisa, a mesma da ultima vez que havíamos nos visto, estava perdendo o controle, queria pega-la no colo e beija-la inteira, respirei fundo.
(Dc) – Então fala!
(Mô) – Olha! depois daquele dia na sua casa eu fiquei com muito medo, estava apavorada e confusa, então eu não sabia o que fazer nem o que te dizer, por isso fugi e não entrei em contato, precisava de um tempo pra pensar em algumas coisas, e só ontem quando tive uma conversa séria com a minha mãe entendi o que eu realmente sentia. – Não entendi nada, a culpa era minha agora?
(Dc) – Pera ai me explica isso direito, o que eu te fiz pra que você ficasse com tanto medo?
(Mô) – Não fez nada! – Lágrimas escorriam pelo seu lindo rosto, seus olhos estavam fechados, me aproximei.
(Dc) – Então medo do que? – enxuguei suas lagrimas, fazendo-a mais uma vez olhar diretamente em meus olhos.
(Mô) – Você vai achar que eu sou estupida, uma garotinha boba – continuava apenas olhando – Dc eu sou virgem, estava com medo de me entregar pra você, porque você é o cara mais incrível que eu já conheci e eu te amo de verdade, fiquei com medo de te desapontar, você é homem, e eu apenas uma garota ainda.
(Dc) – Você não tá falando sério né Mônica, — eu estava nervoso comigo mesmo – você que é incrível – baixei a cabeça – Eu sou apenas um garoto perto de você, não consigo segurar os meus impulsos, estar perto de você me deixa maluco – como tinha sido tolo, eu não deveria tê-la julgado daquela forma – Se você ao menos tivesse conversado comigo antes!
Estava triste por tê-la xingado tantas vezes na minha cabeça, tê-la julgado antes de conversar com ela, eu não pensei em nenhum momento que poderia haver um lado dela da história.
Recebi uma mensagem de texto, era da Dani, nem abri sabia o que era, pois desde que tinha começado a namorar a Mônica ela vinha me mandando mensagens absurdas que eu apenas ignorava.
Em um momento a Mônica tinha pegado o aparelho e estava lendo a mensagem, no outro ela estava atirando o aparelho em cima de mim e gritando para que eu saísse, perguntava o porquê daquela mudança repentina de humor, mas ela não respondia, quando eu estava já fora da casa ela atirou o capacete que bateu no meu nariz o fazendo sangrar, e fechou a porta na minha cara.
Nem me dei o trabalho de bater na porta novamente, e muito menos de ler aquela maldita mensagem, estava encostado na moto, apertei meu nariz para tentar para o sangramento, demorou um pouco mais quando consegui, apenas coloquei o capacete e sai dali.
Aquela garota, por mais que eu a amasse não confiava em mim, nem que eu quisesse daria pra sustentar um relacionamento desse jeito, ela é paranoica e doida, prometi a mim mesmo que não pensaria naquela garota que acabara de mais uma vez pisar no meu coração.
Eu poderia ser o ultimo dos românticos, mas nem Shakespeare conseguiria fazer com que essa menina começasse a ser uma mulher de verdade.
Mesmo minha cabeça tendo tomado a decisão de esquecê-la, meu coração não conseguia parar de ama-la, passei as duas ultimas semanas do ano bebendo e chorando, como fazem os sertanejos que perdem um amor, pensei seriamente em formar uma dupla sertaneja, quem sabe não daria certo, era muita dor de amor pra uma pessoa só.
Era dia 1º de Janeiro, eu tinha acordado com uma ressaca de matar, já era tarde. Estava num estado deplorável deitado naquela cama pensando em uma mulher que nunca mais teria nos braços, cansei daquela “Baitolice”, e resolvi tomar um banho, iria sair àquela noite e esquecer tudo de um jeito ou de outro não poderia mais ficar daquele jeito ela não merecia.
Entrei no chuveiro e tomei um banho bem demorado. Quando estava quase saindo, ouvi um barulho na sala. Enrolei-me numa toalha, e peguei um bastão de beisebol que estava no meu quarto, fui até a sala empunhado do bastão, até que avistei quem estava lá.
(Narração DC Off)
Finalmente tinha chego em casa estava exausta, a viagem tinha sido longa e torturante, mas nada me faria parar, entrei no meu quarto e fui juntando cada coisinha que fosse, que me fizesse lembrar dele, tinha um ursinho que ele me deu de um mês de namoro, “ainda dava pra sentir o seu perfume”, joguei dentro de uma caixa. Vários bilhetinhos que escrevíamos um para o outro, um álbum de fotos, um moletom, a camisa dele, um quadro que ficava no meu criado mudo onde eu o abraçava por trás, e um livro. O livro não era dele, mas não tinha coragem de abri-lo para tirar o que tinha dentro.
Entrei no carro jogando aquela caixa no banco do passageiro, e dirigi até sua casa, respirei fundo várias vezes antes de descer do carro.
Tirei a chave de sua casa que ainda estava no meu chaveiro, abri a porta e depositei a caixa em cima do sofá. Aquele sofá em que várias vezes dormimos abraçados.
Coloquei sua chave em cima da mesa e sai, mas não consegui ir embora, fiquei parada ali por um tempo apenas comtemplando o movimento dos carros na rua e uma fina garoa que começava a cair, até que resolvi entrar novamente.
Fui em direção à caixa e peguei o livro, era um livro bem velhinho de poesias do qual eu gostava muito, abri em uma página onde se encontra um poema de Fernando Pessoa.
"É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!
Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo."
Fernando Pessoa
No meio da página uma flor, já seca pelo tempo, porém conservada, era uma rosa roxa, a flor que presenciou o nosso primeiro beijo, ela era mais do que especial, pensei em deixa-la, não consegui, pensei em leva-la, não consegui também. Tudo naquele momento estava reduzido a pó, a raiva que tinha sentido, a insegurança, o medo, a dor, as lágrimas, a única coisa que sentia era saudade, de seus beijos, do seu cheiro, do seu corpo em contato com o meu e dos espasmos que esse encontro causava.
Ouvi que alguém se aproximava me virei era ele, enrolado em uma toalha, todo molhado segurando um taco de beisebol, um sorriso se formou em meu rosto, mas logo se desfez, guardei a flor dentro do livro, o levaria comigo, me virei em direção da porta, mas ele se colocou entre mim e ela.
(Dc) – Você vai conversar comigo!
Nada respondi.
(Dc) – Eu não sei o que está passando nessa sua cabeça mole, mas o que quer que seja não é verdade.
Revirei os olhos e dei um passo à frente, mas ele nem se mexeu.
(Dc) – Eu não fiquei com ninguém enquanto você me dava um gelo, e muito menos depois que você quase quebrou o meu nariz.
Eu andei me aproximando da porta, não queria ouvi-lo.
(Dc) – Se você não quer acreditar o problema é seu. Você pode ser a pessoa mais “forte” do mundo, mas não passa de uma garotinha que não escuta ninguém, nem a você mesma.
Olhei furiosamente em sua direção.
(Dc) – É a pura verdade, você sabe que eu estou falando a verdade, e sabe que nós não estamos juntos nesse exato momento por causa de uma criancice sua.
Pra mim já estava bom! abri a porta, mas antes que eu saísse, ele concluiu.
(Dc) – Eu não vou te esperar pra sempre Mônica.
(Mô) – Eu não pedi nada pra você! – virei às costas e fui em direção ao carro.
(DC) – Então tchau! Eu Ainda te Amo!
Notas finais
Eu sei que dei uma enroladinha. hasuahsuah'
mas é só pra segurar um pouco do suspense.
até o próximo cap e não esqueçam de deixar reviews!!
=)
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