Amor Desejado
5 Capítulo 5 Confiança
Notas iniciais
Os dias foram passando, rapidamente, Bella e Edward, cada dia ficavam mais próximos. Passaram a ter uma rotina agradável, fazendo algumas coisas juntos, corriam, iam para o restaurante e a noite Edward sempre aguardava, na portaria, Bella chegar com Alice. Conversavam um pouco e depois cada um ia para seu próprio apartamento. Gostavam da presença um do outro, conversavam assuntos variados, sempre sorrindo, tinham muitos gostos em comum. No escritório tudo corria muito bem, os amigos de Edward percebiam que ele estava diferente, continuava centrado, responsável, mas havia uma leveza em seu olhar, antes desconhecida por todos. Muitas vezes parecia estar vagando em pensamentos. Nesses momentos os pensamentos de Edward, estavam em uma pequena menina loira, sexy, de lindos olhos verdes, que mexia com todos os seus sentidos. Edward era um homem acostumado a comandar, a estar à frente, a tomar decisões, mas tudo isso era no âmbito profissional, pois com Bella, ele parecia um adolescente, não sabia o que fazer e ela sendo de personalidade forte, se ele não tomasse cuidado, seria como uma massinha de modelar em suas mãos. Não que ele se importasse, afinal já estava totalmente enredado a ela.
–Então Gatinha, pronta para o nosso piquenique? Está levando um biquíni? Lembra te falei, lá tem uma ótima cachoeira.
–Sim Ed, também estou levando um lanche bem gostoso, uma esteira e toalhas.
–É isso aí, garota prevenida. Então vamos?
Os dois foram conversando durante todo o trajeto. Bella observava atentamente todo o caminho.
–Garotão, onde é esse lugar? Estamos perto da floresta, não tem perigo de nos perdermos? Ou você pretende me raptar?
–Não Isabella, pode ficar calma. Conheço aqui sim. Já estive várias vezes, sei o caminho. Estamos chegando, relaxa gatinha.
Passaram-se somente mais alguns minutos e Edward parou.
–Vou deixar o carro aqui. Vamos caminhar um pouquinho. Vem.
Edward estendeu sua mão e Bella de pronto segurou. Com a mão que estava livre ele levava uma pequena cesta onde estava o lanche e Bella uma sacola com as toalhas, uma troca de roupa e a esteira. Não levaram muita coisa. A caminhada não era muito longa e logo chegaram ao local. Era uma clareira, com muitas flores, um local perfeito e muito romântico.
–Que lugar lindo, Garotão. É um dos mais lindos que já vi. Parece um cenário de filme.
–Sabia que iria gostar. Gosto muito de vir aqui e quis compartilhar com você.
–Passando pela estrada, não tem como imaginar que existe tudo isso aqui. Como descobriu esse paraíso garotão?
–Foi por acaso que conheci esse lugar. Meus pais moram mais adiante. Um dia eles estavam viajando e me pediram para receber uma entrega na casa deles e fui. Só que na volta, meu carro apresentou um defeito, e o mecânico ia demorar um pouco, então resolvi caminhar por perto para passar o tempo e encontrei esse lugar. Desde esse dia sempre que posso venho aqui.
–Então Ed, é aqui que você trás suas amigas, ou namoradas...
–Não Isabella, nunca trouxe ninguém aqui, você é a única.
–Aiw, Garotão, obrigada. Adorei saber que sou a primeira.
–O prazer é meu, Gatinha. Então quer conhecer a cachoeira? É aqui pertinho, podemos deixar as coisas aqui mesmo. Vamos aproveitar o sol e que dia que está quente. Logo começará a esfriar.
–Tudo bem Ed, só preciso vestir o meu biquíni. Você pode se virar, por favor?
OMG, Edward teve que se controlar para não gemer, sua menina iria ficar completamente nua, ele ficou duro só de pensar. Também ficou feliz em saber que ela confiava nele. Ele já estava de costa para ela, mas a tentação era tanta, que até fechou os seus olhos, bem apertados, para garantir que não iria sucumbir e trair a confiança de Bella.
–Prontinho Garotão, podemos ir.
Edward observou que Bella, estava com vestidinho verde soltinho e curto e uma sandália de dedos. Foram caminhando de mãos dadas, o caminho não era de muito difícil acesso, mas Edward fazia questão de ajudá-la sempre.
–Estamos chegando, Gatinha. Logo a frente tem uma pedra maior que teremos que descer, mas não se preocupe que te ajudo. Olhe é logo ali, venha. Vou descer primeiro e te pego.
–Sei que você é forte , mas não me deixe cair.
–Até parece, Isabella, que vou deixar você cair.
Edward desceu e estendeu seus braços para Bella, que se inclinou e se deixou ser segurada. Ele a pegou com delicadeza, ficaram se olhando e sorrindo. Ele a colocou no chão e a ajudou a se firmar.
–Ual, Garotão, nunca tinha visto uma cachoeira, é muito lindo.
–Sério Gatinha? Nunca foi a uma cachoeira?
–Sim, também nunca nadei em um rio, nunca fui à praia, nunca saí de Forks. Não fiz muitas coisas.
–Mas por quê? Estava presa é?
–Não bobo, fui criada em um orfanato, então não podia sair, o máximo sempre foi colégio, um passeio ou outro com Alice ao shopping e só. Tínhamos uma disciplina a seguir.
–Isabella, você nem chegou a conhecer os seus pais?
–Não, não sei nada sobre eles. Fui deixada no orfanato por pessoas que não sei se eram meus pais.
–E isso a incomoda muito?
–Não é bom não saber nada sobre você mesma, mas procuro levar da melhor maneira possível e procuro não ficar pensando muito nisso.
–Me desculpe por tocar neste assunto. Vamos entrar na água, Gatinha?
–Vamos, mas é fundo? Não sei nadar e não vá me deixar afogar, Garotão.
–Pode confiar, linda, não vou deixar que se afogue.
–Confio em você, Garotão. Confio minha vida.
O peito de Edward se inflou com essa declaração. Tirou sua camisa ficando só de bermuda, Bella tirou seu vestido e ele ficou maravilhado com tamanha formosura. Estava com um biquíni preto e simples. Seu corpo era pequeno, magro, mas com curvas deliciosas, seios grandes, um bumbum arrebitado e durinho, era uma ninfeta. Edward por alguns segundos fechou os olhos tentando se acalmar e fazer com que aqueles pensamentos de beijar todo aquele corpinho e se afundar nele passasse. Bella por sua vez, ficou sem ar ao ver aquele peito másculo, uma barriga tanquinho, com gominhos que davam vontade de lamber, ela se assustou com isso e chacoalhou a cabeça para espantar o que pensava. Eles entraram em um lugar mais raso. E ficaram brincando e conversando ali.
–Gatinha, vamos para um lugar mais fundo? Precisamos molhar nosso corpo.
–Se você me segurar vamos sim.
Então ele a puxou de encontro a si. Ela enlaçou suas pernas em sua cintura e foram para um local que só dava pé para ele. Eles ficaram um bom tempo ali, conversando e sorriam das próprias besteiras que falavam. Mas como estavam muito próximos, não tinha como não começarem a se sentirem excitados. Bella começou a sentir sua vagina molhada e uma leve ardência, estava se sentindo quente, não entendia bem o que era aquilo, pois era uma experiência nova que estava vivenciando. Começou a sentir algo duro próximo a sua feminilidade e ficou assustada ao perceber que era o pênis de Edward e arregalou os olhos. Ele logo percebeu sua gafe. Caminhou alguns passos, até que desse pé para ela e a colocou no chão.
–Isabella, você pode ficar um pouco sozinha? Vou dar um mergulho, está muito quente.
–Si-sim, po-pode ir. Vou me sentar na pedra um pouco.
Edward se afastou e afundou na água. Estava muito excitado e duro. Não queria assustá-la. Afinal eles eram amigos, estavam se conhecendo. Não sabia como eram os relacionamentos dela e nem se ela gostaria de ter alguma coisa no sentido sexual com ele. Não sabia como abordar isso também, nunca havia cortejado uma garota. Ficou um tempo nadando até que sentiu- se mais calmo e pode voltar para perto dela.
–Ei Gatinha, vamos comer? Estou com fome.
–Vamos, também estou com fome.
Bella colocou seu vestido novamente e ele pendurou sua camisa no ombro. Os dois caminharam em silêncio cada um com seu pensamento. Chegaram de volta à clareira, comeram, e resolveram descansar um pouco deitados na esteira. Ficaram lado a lado conversando de frente um para o outro. Começou a ficar tarde e decidiram que era hora de voltar para casa. Juntaram tudo e começaram a caminhada.
–Ed, parece que está mais longe, quando viemos não demorou tanto.
–Não reclama Gatinha! Você deve estar cansada, foi um dia diferente. Vem que te carrego.
Edward falou e já a pegou no colo.
–Me coloca no chão Ed, não precisa me carregar, vai se cansar a toa.
–De jeito nenhum minha gatinha brava. Vou te levar e não quero mais reclamação. Segure a cesta.
–Ok, Drº Mansen.
Edward ficou em êxtase ao ouvir Bella, chamá-lo de Drº Mansen. Seu membro, novamente deu sinal de vida. Por sorte o corpo de Bella não estava tocando nessa parte, então ele suspirou aliviado. Não passaria de novo por um constrangimento. Chegando ao prédio, entraram e foram para o elevador. Como Bella morava um andar a baixo desceria primeiro. Assim que o elevador parou Bella desceu e Edward ficou segurando a porta.
–Obrigada meu Garotão. O dia foi perfeito, o mais feliz de toda minha vida.
Bella foi beijá-lo no rosto, mas eles se atrapalharam e acabaram dando um selinho. Eles se olharam assustados, mas depois Bella deu uma gostosa gargalhada, fazendo com que Edward risse também. Ela acenou para ele e foi para seu apartamento. Quando fechou a porta, colocou sua mão sobre a boca e ficou encostada na porta paralisada, como uma boba adolescente que era e sem acreditar no que havia acontecido. Já Edward, foi com um sorriso enorme, pensando naquele simples encostar de lábios, mas que para ele foi muito significativo.
A semana começou, com o tempo mudando e caindo a temperatura, mas ainda dava para manter as corridas matinais. No trabalho dos dois tudo corria bem, mas as pessoas em volta estavam percebendo que alguma coisa acontecendo. Eles faziam tudo juntos. Bella tinha que passar relatório completo a Alice, que ficava eufórica e não acreditava em quanto sua amiga era lerda e não atacava logo o ruivo.
–Ah Alice, já te falei que somos amigos. Você acha mesmo que ele se interessaria por mim?
–Amiga tudo bem que o homem é um deus, mas você também é uma deusa. Não sei o que te impede de agarrar logo aquele pedaço de mau caminho.
–Alice, ele é um homem. Tem 25 anos, é formado, bem estabelecido profissionalmente. Tem seu próprio apartamento, carro, família.
–Onde está a minha amiga? O que você fez com ela? Bella, não estou te reconhecendo. Você não é medrosa, não se intimida com facilidade, o que deu em você.
–Ai Alice, deu Edward Mansen, estou completamente apaixonada. Mas ele me vê como uma amiga, talvez como uma irmãzinha.
–Ele te falou isso? Se não falou não tem como saber. Se atire mais, seja ousada.
–Alice, nunca dei um beijo na boca, como vou ser ousada. Ele deve ser um homem experiente. É lindo, rico, charmoso. Muitas mulheres devem correr atrás dele.
–E daí, muitas mulheres não são você.
–Vamos parar com essa conversa, que ele já está me esperando na portaria. Amanhã nos vemos. Tchau e obrigada.
Bella entrou, conversou um pouco com Edward e foi para seu apartamento, mas a conversa com Alice ficou rondando sua cabeça. A semana estava passando rápido. Na sexta-feira, Bella não acordou muito bem, resolveu não correr, estava muito frio. Edward ficou preocupado, mas ela o acalmou dizendo só estar indisposta. Foram para o trabalho, se viram na hora do almoço. Depois só se veriam a noite quando ela chegasse do colégio com Alice. Mas ela começou a sentir fortes cólicas e decidiu não ir ao colégio, ligou para Alice avisando, se deitou no sofá enrolada em uma coberta e logo dormiu. Mais tarde acordou e suas dores estavam mais fortes. De uns tempos vinha sentindo cólicas antes de menstruar, mas não eram tão fortes como a de hoje. Começou a chorar e não sabia o que fazer, se Esme estivesse por aqui ligaria para ela, mas estava viajando, não poderia fazer nada e não poderia preocupá-la atoa. As dores estavam cada vez mais fortes e já ficava desesperada. Ouviu a campainha, mas não tinha forças para se levantar. Tocou novamente e ela com muito custo foi abrir a porta. Quando abriu e viu que era Edward, seu choro aumentou. Ele se assustou a pegou no colo e entrou no apartamento se sentando com ela.
–O que aconteceu, Gatinha? Qual o motivo de todo esse choro? Alguém te fez alguma coisa? Estou preocupado. Fale-me, por favor.
–Ai, Ed estou com muita dor. Nunca senti tanta dor. Minha tia está viajando e não sei o que fazer.
–Que tipo de dor, já tomou algum remédio? Costuma sentir isso? O que eu posso fazer para ajudá-la? Fala que eu faço o que você quiser.
–Por favor, não faça tantas perguntas, não estou conseguindo pensar direito. Acho que estou morrendo.
–Só me responda então onde é a sua dor, para que eu possa ajudá-la.
–Estou com cólica.
–Cólica? Mas que tipo de cólica, foi alguma coisa que comeu? Dói muito?
–Ah! Pare de fazer perguntas, já não te disse que estou morrendo? Ajude-me, mas não faça mais perguntas.
Bella falou de forma alterada mas sem gritar e começou de novo a chorar, só que mais alto ainda e agora agarrada a Edward. Ele já estava desesperado e não sabia o que fazer.
–Vou levá-la ao hospital, a médica de minha mãe ainda deve estar atendendo. Vamos Isabella, vou te ajudar a se trocar, vamos para o quarto.
Bella enterrou sua cabeça no pescoço de Edward e ele se levantou a levando junto. Ela estava de short e regata. Ele pegou no guarda roupas um conjunto de moleton, ajudou ela a tirar o short, e lhe vestiu a calça. Colocou a blusa por cima da regata que ela usava. Ela já estava de meias, então só calçou- lhe um tênis. A pegou novamente no colo e saíram rapidamente. Ele estava tão preocupado que dirigiu feito um louco e logo ao hospital. Drª Leah, realmente ainda estava atendendo e mandou logo que entrassem. A médica perguntou o motivo da consulta e Isabella informou.
–Bom, então as cólicas você vem sentindo há algum tempo e são uns dias antes de menstruar. Vou te fazer algumas perguntas básicas e compor sua ficha de paciente.
A Drª fez algumas perguntas e Bella respondia com voz chorosa. Edward a todo o momento segurava sua mão.
–Você toma algum contraceptivo?
–Não.
–Tem vida sexual ativa?
Bella nessa hora teve vontade de entrar embaixo da mesa, mas não teria como fugir.
–Sou virgem.
Drª Leah fez mais algumas perguntas e pediu que Isabella se dirigisse a outra sala para que a examinasse.
–O senhor vai querer acompanhá-la no exame?
–Não, só a ajudarei a ir até a sala e depois esperarei aqui mesmo.
A médica a examinou e colheu líquido para exame laboratorial.
–Olha Isabella, provavelmente as suas dores são por motivo hormonal, então estarei passando um contraceptivo, que nesses casos é muito recomendado. Vai controlar sua menstruação e melhorar suas cólicas. Vamos aproveitar que está para menstruar e então começará com as pílulas. Agora vá a enfermaria, estou receitando uma injeção que fará com que essa dor passe logo. Talvez sinta sonolência, aproveite para descansar e evite essa friagem de hoje. Volte daqui a alguns dias para sabermos os resultados de seus exames.
Edward foi a recepção, pagou a consulta e os exames. Bella foi medicada e foram embora. No caminho mesmo ela dormiu. Ao chegar nem percebeu que Edward a levou para o apartamento dele. Ele ligou para um restaurante e pediu uma sopa de galinha.
–Gatinha, acorde para comer. Você precisa se alimentar, depois poderá voltar a dormir.
–Nossa eu apaguei, que lugar é esse?
–Me desculpe, mas te trouxe para o meu apartamento, queria ficar de olho em você.
–Tudo bem, obrigada por tudo Garotão. Não sei o que faria se você não estivesse comigo. Desculpe-me pelo piti. Eu estava com muita dor e não soube muito bem como lidar. Você não merecia, me perdoa?
–Te perdôo porque é uma gatinha e tem horas que é uma gatinha brava, bem brava. Mas estou aqui para você. Fiquei apavorado quando te vi chorando, também não soube lidar. Com a situação. Desculpe-me também por isso.
–O que gastou comigo, posso pagar quando receber?
–De jeito nenhum, fiquei feliz em poder te ajudar.
Os dois tomaram a sopa. Conversaram um pouco, logo Bella se sentiu sonolenta, foi ao banheiro e escovou os dentes com a escova dele. Voltou a se deitar e dormiu. Ele foi ao banheiro e sorriu ao perceber que ela havia usado sua escova. Voltou a cama, se deitou ao seu lado a abraçou e os cobriu. Ficou pensando em tudo que aconteceu nesse dia. Em como ficou desesperado quando a viu chorar. Agora até que era engraçado, lembrar daquele piti todo como ela mesma chamou, achar que ia morrer por causa de cólica menstrual e ficar tão brava com ele por causa de suas perguntas. Pensou na confiança que ela teve com ele, permitiu que ele a trocasse, que entrasse em um consultório ginecológico com ela, ouvindo todas as informações que eram particulares. Sentiu-se feliz em saber que ela era virgem, não se importava com isso, mas saber que nunca havia sido tocada surgiu um sentimento de posse no seu peito. Mas o que ele estava pensando? Ela não era dele. Mas ele percebeu que ela precisava dele, assim como ele, dela. Não via mais sua vida sem aquela pequena e linda loira. No que dependesse dele, faria tudo para que ela o desejasse como ele a desejava. Que permanecesse em sua vida e sua cama como estava agora. Com esse pensamento, ele a apertou mais contra si e dormiu feliz.
“Ver-te é um sopro de ar que me inspira, me alimenta, me excita, me tranquiliza, me perturba, me mata... tenha pena de mim...” (Ingryd Andrade)
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