Amor Desejado

25 Capítulo 25 Capitulo especial


Notas iniciais
Olá queridas, obrigada por cada comentário. Esse capítulo é um esclarecimento do que aconteceu no dia do acidente, em que os pais de Bella morreram. Boa leitura.

Pov de Charlie.

Quando eu era criança conheci a menina mais alegre, amorosa, meiga, linda, minha irmãzinha Esme. Meus pais a adotaram do orfanato da cidade. Esme era muito divertida, brincava comigo e meu melhor amigo e vizinho Carlisle, como se ela fosse um moleque também. Tínhamos que ficar de olho nela, se não aprontava, ela era um pouco mais nova que eu e Carl. Separamos-nos quando fomos fazer faculdade. Esme e Carlisle seguiram juntos, queriam ser advogados, já eu fui para a Austrália, queria ser veterinário. Lá conheci Renée, fazíamos o mesmo curso, nos aproximamos, começamos a fazer trabalhos juntos e ficamos amigos. Ela era de outro país, veio do Brasil, estava na Austrália para estudar, assim como a mim. Seus pais eram muitos ricos, tinham grandes empresas, mas morreram em um acidente aéreo, quando viajavam a trabalho. Como ela não tinha pretensão em seguir a carreira dos pais, pois ela não queria se prender dentro de uma empresa, gostava de ser livre, vendeu as ações das empresas, se tornando uma garota com uma conta bancária bilionária, mas não demonstrava para ninguém. Ainda possuía muitos bens no Brasil, fomos várias vezes até lá, às vezes para negociar e muitas a passeio, é um país incrível, o lugar mais lindo que já vi. Renée apesar de muito rica e ser criada com luxo, era uma pessoa muito simples, parecia mais uma hippie, com roupas engraçadas e meio maluca. Nossa amizade logo se tornou amor, fomos morar juntos, casamos, depois de alguns anos, ela engravidou. Não quis contar a novidade para minha irmã Esme por telefone, Renée teve uma gravidez complicada e não podíamos viajar, resolvemos esperar nossa menina nascer e iríamos a Forks contar a surpresa. Minha irmã havia se casado com nosso amigo de infância, meu grande amigo Carl e já tinham um filho, um lindo garotão, que se chamava Edward. Nossa filha nasceu e a chamamos de Sofia Swan, é o bebê mais lindo e amado do mundo. Renée não quis que colocássemos o seu sobrenome nela para que ela não sofresse perseguição, pois seu sobrenome era muito conhecido, e não queria que nossa filha sofresse com paparazzi. Quando nossa Sofia estava com 6 meses, fomos para Forks. Fomos de avião até Seattle e depois seguimos em um carro alugado. Estava um dia frio e a estrada estava um pouco escorregadia, havia chovido há pouco tempo, mas ainda ouvíamos muitos trovões, os relâmpagos rasgavam o céu e nossa Sofia estava assustada e chorava muito. Não sei o que aconteceu, mas de repente, perdi o controle do carro e saí da estrada, o carro capotou, e bateu em uma árvore, ficando com as rodas para cima. Olhei para Renée e ela estava desacordada, Sofia chorava, ela estava protegida em sua cadeirinha e eu não conseguia me mover. Ouvi algumas pessoas me chamando pareciam andarilhos, usavam roupas coloridas, ciganos talvez, pedi que ajudassem minha menina, vi que uma mulher se aproximou de Sofia e a acalmava. Um homem retirou do carro a cadeirinha que minha filha estava, senti um cheiro forte de combustível, pedi a Deus que guardasse e protegesse minha menina e logo tudo escureceu...

_______________________________________________________________

Pov desconhecida

Estávamos viajando há dias, só parávamos quando encontrávamos um lugar calmo, tranquilo e seguro para armarmos nossas tendas. Nós eramos um grupo de ciganos, vivíamos como nômades de cidade em cidade. Nem sempre éramos bem recebidos pelos moradores, a maioria achava que iríamos assaltá-los ou roubarmos suas criancinhas. Essa fama se deu por causa de alguns ciganos que sujaram nossas raízes, cometendo mesmo esses delitos, mas nós não somos assim, só pagamos pela culpa de uns poucos bandidos, nós apenas queríamos um lugar para ganhar nosso dinheiro e levar nossa cultura. Estávamos passando pela estrada quando avistamos um motorista perder o controle do seu carro, sair da estrada capotando algumas vezes até parar em uma árvore. Paramos nosso comboio e corremos em socorro deles. Havia uma mulher no banco do carona, aparentemente já estava morta, um homem loiro, muito machucado, ele estava muito mal, com certeza também não duraria muito e no banco de trás uma criancinha. O homem implorou que salvássemos sua menina. Foi o tempo de meu companheiro tirar a criança com a cadeirinha e tudo e o carro se incendiou. Era a menina mais linda que já tinha visto. Tinha o cabelinho bem ralinho e loiro, os olhinhos eram tão verdes, pareciam duas esmeraldas e estavam vermelhinhos de chorar. Comecei a niná-la e ela parou com o choro, mas a cada trovão que se ouvia, seu beicinho começava a tremer novamente. Queria ficar com ela, mas sabia que não daria uma vida boa, então escrevi um bilhete rapidamente, dizendo que havíamos a encontrado, mas que não tinha condições de criá-la. A deixamos na porta do orfanato da cidade, que estava no caminho e fugimos, não queríamos envolvimento com polícia. Pedi a Deus que abençoasse e guardasse aquele anjinho e que ela tivesse a chance de ser feliz...

Agora a quase 18 anos, a culpa está ainda mais pesada em minha consciência, não houve um dia se quer que não pensasse naquele fatídico dia. Aqueles olhinhos ficaram gravados na minha mente, sempre que acontecia uma chuva de trovoadas, me pegava chorando, me lembrando daquele bebezinho. Fiquei muito doente, sabia que não teria mais do que alguns dias de vida. Tomei uma decisão, iria enviar uma carta aquele orfanato, nela contaria tudo que deveria ter contado naquele dia, estávamos na semana do Natal, semana que muitas famílias passam juntas e meu coração está me cobrando que faça isso. Sim, escrevi a carta, tinha certeza que os serviços de correspondências me ajudariam a encontrar o endereço certo do orfanato. Que Deus me perdoe, por ter sido covarde, por não ter esperado e contado as pessoas do orfanato sobre a menina, mas o medo era tanto, tinha medo que os policiais pensassem que nós poderíamos ter roubado a criança, ou provocado o acidente, estava tão confusa, tão atemorizada, que preferi fugir e eu precisava pensar nos meus filhos também, na minha família...Deus me perdoe...

Amores eternos

“Eu acredito em amores eternos, daqueles que acompanham a gente pela vida inteira, como se tempo e amor se fundissem num só elemento, tornando-se imutáveis, indestrutíveis.

Eu acredito em amores eternos, daqueles que vão com você para qualquer lugar, não importando o quão distante você esteja, por que a pessoa amada reside em seu próprio coração.

Acredito em amores eternos e sublimes, capazes de reconsiderar tudo, com suavidade, ternura e perdão. Acredito, sim, em amores para toda a vida, e além da vida, pois seria um tipo de amor unido à própria alma, e sem alma a vida não tem razão...

Amores eternos existem sim, e superam qualquer coisa, mesmo quando ninguém mais acredita neles, eles continuam sempre à espreita, esperando apenas um olhar, um retorno...”

(Augusto Branco)

Notas finais
Então é isso. Comentem por favor, para que eu saiba o que estão achando. Próximo capítulo com muitas emoções, dia 1/11. Bjs.