Amor Desejado
16 Capítulo 16 Ciúmes?
Notas iniciais
A semana estava fria e chuvosa. Edward esperava sua mãe para conversarem, ele suspeitava que alguma coisa estivesse se passando com Bella e que ela não queria contar.
–Drº Edward, sua mãe está aqui, posso mandar que entre? –perguntou Tânia.
–Sim Tânia, obrigado. –respondeu Edward e já se levantou para aguardar a mãe.
–Oi Dudu, tudo bem meu amor? –falou Esme abraçando o filho.
–Sim mamãe, está linda. Sente-se aqui. –ele indicou o sofá de couro que havia em seu escritório e sentou-se ao lado.
–Então filho, o que está te preocupando? –perguntou a mãe com um sorriso singelo.
–Mamãe, é a Isabella. Tenho pedido que ela venha morar comigo, ela se recusa, mas estou achando que tem alguma coisa por trás, pois nós nos damos bem, fazemos quase tudo juntos. Dormimos separados durante a semana, mas aos finais de semana ficamos juntos. Não entendo o porquê ela não aceitar, já que é sozinha. –ele falava com expressão de aborrecimento.
–Olha filho, não sei exatamente o que seja, pelo que você me falou ao telefone, as desculpas que ela mais insiste, é a questão da idade e não ter familiar, não é isso? –ela perguntou.
–É isso mamãe, mas são desculpas esfarrapadas, quando a insisto, desconversa. Tem algo que não estou conseguindo enxergar e ela também não fala. –ele falou balançando a cabeça em negação.
–Filho, olha só, Bella é uma menina que foi deixada em um orfanato e mesmo que não demonstre, será que, no subconsciente o que ela quer não é se sentir segura? –Esme perguntou olhando Edward nos olhos.
–Não entendi? Segura do que? –ele perguntou confuso.
–Segurança Dudu, lar, família, apoio. Sei que nós oferecemos tudo isso a ela, mas será que é o bastante? Nem um sobrenome que seja dela, ela não tem. –ela falou demonstrando um pouco de tristeza.
–Mamãe, você acha que ela quer... Ela quer que eu me case com ela? –ele perguntou com um sorriso enorme.
–Acredito que sim Edward, ela viveu em orfanato, foi criada sempre esperando por algo a mais, todo criança abandonada sente isso, sente a esperança de ter seu lar, sua família. Penso que seja isso. –a mãe falou com sinceridade.
Edward se levantou e puxou sua mãe a abraçando e rodando-a no ar. Colocou-a no chão e encheu seu rosto de beijos. Nessa hora Carlisle entrou e arqueou as sobrancelhas sorrindo com a cena.
–Também quero participar da festa, qual é o motivo da comemoração? –o pai falou ainda sorrindo.
–Eu vou me casar! Eu vou me casar com garota mais linda e amada desse mundo! –Edward exclamou quase gritando de felicidade.
–Oh meu Deus! Eu vou ser avô? -Carlisle perguntou com os olhos arregalados.
–Não amor, as pessoas não se casam só por causa disso. –ralhou Esme com o marido.
–Tudo bem, é que Bella é tão nova e ainda vai começar a faculdade. –ele falou se justificando pela gafe.
–Carl, quando nos casamos eu tinha 18 anos, estava no 1º ano da faculdade, grávida e pior, você só tinha 19 anos e estava na minha sala. –lembrou Esme.
–É verdade querida, pelo menos Edward já é formado, não passarão pelos mesmos apertos que nós. Mas o que deu em você de tomar essa decisão filho, não acha que ainda é cedo? –perguntou o pai.
–Isabella não quer morar comigo e mamãe acredita que seja por sermos solteiros. –ele respondeu.
–Mas você vai casar por isso? Você também tem que querer. –falou o pai.
–Claro que não. Quero viver e envelhecer ao lado dela. Vou amar que ela seja minha esposa. Sinto uma felicidade tão grande, só em pensar, em me casar com ela. –falou Edward muito feliz.
Eles ainda ficaram conversando, fazendo planos em segredo e combinou com sua mãe até o dia que ele pediria sua gatinha em casamento. Pediria também ajuda a de seus amigos para esse momento importante e especial.
–Amor, ei Gatinha, está me ouvindo? –perguntou o ruivo.
–Claro Garotão. Vou sim à festa com você. Tia Esme já tinha me falado da festa de fim de ano dos funcionários. Vou ficar muito orgulhosa em acompanhá-lo. –respondeu Bella.
–Quero que você vá bem linda, para que todos vejam o homem de sorte que sou. –ele falou sorrindo.
–E eu a mulher mais feliz do mundo. –falou dando um selinho nele.
–Rose vai passar aqui? Ou você quer que eu a leve para se encontrar com elas? –ele perguntou.
–Alice é quem vai passar, vamos nos encontrar com Rose lá. –ele respondeu.
–Tudo bem, só não chegue tarde, por favor, me ligue que te espero na portaria. –ele falou e a beijou carinhosamente.
–Hum amor, deixe-me ver o celular deve ser Alice. É ela mesma, vou descer. Quer que eu traga alguma coisa para você? –ela perguntou se soltando dele.
–Você de volta inteirinha e logo. Vou te levar até o carro. -ele estendeu a mão para ela e já foram saindo do apartamento.
As meninas estavam adorando ir às compras, era um dos passeios que mais curtiam juntas. Isso era novo para Bella, ainda estava se acostumando, também estava aceitando melhor o fato de usar o cartão que Edward lhe deu, mas não abusava. Já tinham comprado os vestidos para a festa e agora iriam à loja que Rose adorava.
–Ahhhhh! Amiga estou no paraíso! –falou Alice dando palminhas.
–Fala baixo Alice! O shopping inteiro não precisa saber que estamos aqui. –ralhou Bella.
–Vamos meninas, venham conhecer tudo. –chamou Rose.
Rose chamou uma vendedora que mostrava tudo com muita atenção. Bella estava envergonhada com tudo que via já Alice estava adorando tudo. As três separaram alguns acessórios, óleos de massagem, langerie provocantes, filmes e muitas outras coisas.
–Não vejo a hora de usar tudo com o Jass. Ele vai ficar louquinho. –falou Alice toda empolgada.
–Com certeza ele vai adorar Alice. Mas ele ainda não tinha te apresentado nada? –perguntou Rose.
–Não, você acredita! Agora também ele vai se ver comigo. Vou acabar com ele. –Alice falou com cara de brava e depois sorriu maliciosa.
–É isso aí Alice, vai fundo. –falou Rose rindo.
–É ruim, heim Rose, ele é que vai fundo, beeem fundo. –Alice disse rindo.
–Bella e você, está ansiosa para usar o que comprou? O Ed vai amar tudo. –falou Rose.
–Fiquei com um pouco de vergonha de ver aquilo tudo. Mas Rose, as pessoas usam mesmo aqueles negócios enormes? –perguntou Bella chocada.
–Sim, são vibradores, você viu? Tem de toda cor, tamanho, grosso, fino, para todos os gostos. -Rose falou rindo da cara da amiga.
–Prefiro o meu garoto. –Bella falou baixinho, mas foi o suficiente para as amigas escutarem.
–O QUE? Você chama o pau daquele deus grego de garoto? Garoto, amiga, deveria o chamar de Zeus! –Alice falou empolgada.
–O de Em também tem apelidinho. O chamo de ursão e ele me chama de ursinha. Você e Jass não têm apelidinhos na hora do sexo? –Rose perguntou.
–Não, nós somos sem vergonha mesmo e falamos muita besteira um para o outro sem rodeios. Mas e você amiga, qual é o seu? –Alice perguntou para Bella interessada.
–Ed me chama de menininha e eu adoro, ele sempre diz que tem que cuidar da menininha dele. Acho fofo e sexy. –falou Bella com um sorriso tímido.
–Amiga, quem te viu e quem te vê, heim. –Alice falou rindo sendo acompanhada pelas amigas.
As três foram para a praça de alimentação e no caminho Rose viu duas pessoas que tinha o desprazer em encontrar, Irina e Jane.
–Olá Rosalie, como vai? –Irina cumprimentou com um falso sorriso.
–Vou muito bem, obrigada, passar bem. –Rose falou com a cara fechada e já saiu andando.
Bella percebeu o clima, mas não falou nada.
–Quem são as ariranhas? –perguntou Alice.
–Ariranhas mesmo, essas engolem até piranhas. São duas ridículas que vivem dando em cima de todo homem. –Rose respondeu irritada.
–Vamos comer, estou com fome. –o clima estava tenso, então Bella desconversou, não deixando Alice perguntar mais nada.
Logo Rose se recuperou e voltou a conversar e rir. Mas Bella ficou incomodada com a situação daquele encontro.
–Oi amor, já estava com saudade, minha gatinha. –Edward falou dando um beijinho em Bella.
–Um que Garotão mais manhoso que arrumei. Vamos subir, quero tomar um banho e descansar. –Bella falou suspirando.
–Ah, gatinha, descansar? Eu queria namorar e brincar um pouquinho. –ele falou dengoso.
–Garotão hoje não dá, estou menstruada. E com um pouquinho de cólica.
–Mas você não está tomando remédio? A médica não disse que as pílulas ajudariam com a dor? –perguntou ele.
–E ajuda, agora pelo menos, não penso mais que vou morrer. –falou e os dois riram, com Edward a abraçando.
Tomaram um banho quentinho, depois Bella vestiu uma calcinha de malha rosa, pois hoje não poderia dormir nua e foi se deitar. Edward, regulou o aquecedor para o quarto ficar mais quentinho, se deitou ao lado dela os cobrindo com um ededrom. Ele a abraçou encostando sua barriga na dela.
–Deixa eu te esquentar, fique com a barriga encostadinha na minha e sua dor vai passar logo. Não é assim que se faz para passar a cólica dos bebês? Então, vou fazer passar a cólica da minha filhotinha de gato, ou seja, minha gatinha bebê. –ele falou sorrindo e beijando os cabelos dela.
–Obrigada amor, isso ajuda mesmo... Garotão, no shopping, Rose encontrou com duas moças que a cumprimentaram e ela ficou tão estranha. Parecia que não gostava delas. Nunca tinha a visto daquele jeito. –Bella falou como se estivesse se lembrando da cena.
–Rose é fogo, quando não gosta de alguém, não disfarça. Às vezes ela coloca Emmet em cada situação. Ela é muito ciumenta sabia? –ele perguntou.
–Já desconfiava e acho que tem haver com ciúmes mesmo a atitude dela. –Bella falou bocejando.
–Vamos dormir gatinha, você está com sono. –ele deu um selinho nela.
–Estou mesmo, aquelas duas acabaram comigo. Te amo, Garotão.
–Também te amo, amor.
Os dois se beijaram mais uma vez e logo dormiram, abraçadinhos. No outro dia já que era domingo Edward, Bella e os amigos se reuniram na casa de Esme, foi um domingo muito agradável, mas passou rápido e acabou o final de semana.
–Gatinha já fiz o café, fique na cama mais um pouquinho, está muito frio. -falou Edward, dando-lhe um selinho.
–Daqui a pouco sua mãe vai passar aqui, vamos ao orfanato levar os presentes das crianças. Nos vemos no almoço? –ela perguntou a ele.
–Não amor, hoje vou a Port Angeles, tenho uma audiência muito complicada lá, e depois uma reunião com alguns clientes que querem nos contratar. Não tenho nem hora para voltar, talvez só à noite. –ele falou com aborrecimento na voz.
–São ossos do ofício, Drº Mansen. –ele falou sorrindo.
–Não me chame assim à uma hora dessas, Gatinha, ainda mais que ainda não posso me enterrar em você. –ele falou fazendo bico.
–Manhoso, te amo, bom trabalho e me ligue.
Ele assentiu a beijou e saiu. Bella ficou feliz em ajudar Esme com a entrega dos presentes, ela sabia muito bem a importância desse dia na vida das crianças, quem diria, recebeu por tantos anos e agora estava ali para doar. Quando terminaram, almoçaram juntas no restaurante da Nessie e depois foram embora.
A audiência atrasou para começar e foi demorada. Depois Edward, ainda foi se encontrar com os possíveis clientes em um restaurante. Os advogados nesse caso seriam Drº Riley e Drª Irina, mas Edward foi acompanhar, por ser um caso muito complexo. A reunião estava acabando e todos já haviam terminado o jantar. Logo os clientes se retiraram e ficaram somente os advogados. Edward pediu licença e foi ao banheiro. Irina e Riley ficaram na mesa. O celular de Edward tocou e Irina viu o visor indicando “GATINHA”, ficou louca de curiosidade, nem sabia que o ruivo tinha namorada. Pegou o celular e atendeu.
–Alô! –falou com voz enjoativa.
–Esse celular é do Edward? –perguntou Bella, confusa, ouvindo uma música em som ambiente ao fundo.
–Sim, mas ele está muito ocupado em um jantar comigo e não pode atender. –falou Irina de forma arrogante.
–Oh, me desculpe, pode avisar que Isabella ligou, por favor? –pediu Bella um pouco desconfortável.
–Claro, quando terminarmos o que estamos fazendo. Se eu não esquecer, dou o recado. –falou Irina e já desligou com um sorriso maldoso.
–Você está louca Irina? Edward vai ficar louco quando souber. Ele está te dando uma chance de ouro com esse caso, afinal você é nova no ramo e é isso que faz? –falou Riley chocado.
–Fica quieto, vou apagar a chamada e ele nem vai saber. E você não vai contar nada, se não melo seu casinho com Jane. –Irina falou ameaçadoramente.
Logo Edward voltou para a mesa, se despediu dos colegas, pegou sua pasta, celular e se foi. No caminho, ligou para Bella e avisou que já estava a caminho. Bella estava em seu apartamento, ainda confusa com a ligação, quem seria essa mulher que a atendeu daquele jeito? Procuraria de uma forma sutil descobrir, ela confiava em Edward, mas foi muito ruim, ouvir a mulher falando de forma maliciosa sobre seu namorado.
–Oi gatinha fiquei com saudade. –Edward falou a abraçando e a beijando carinhosamente.
–Também fiquei amor. Está com fome? Posso preparar um lanche. –Bella, jogou um verde para ver se ele falaria do jantar.
–Não amor, já jantei. A reunião foi em um restaurante. –falou ele dando selinhos nela.
–Tinham muitas pessoas nessa reunião com você? –ela perguntou.
–Eram três os clientes, mais os advogados. –informou ele.
–Sei, todos os clientes são homens? –ele perguntou sem mostrar grande interesse.
–Sim, de mulher só tinha a Irina, que é uma de nossas advogadas. –ele respondeu, não percebendo o interesse da menina.
–Ela foi com você? –Bella perguntou com voz tranquila.
–Não, foi com Riley que também trabalha comigo. Ele vai dirigir o processo já que é experiente e ela o estará auxiliando, ela é formada há pouco tempo, vamos ver como ela se sai. –ele respondeu achando normal a curiosidade da namorada.
–Está tarde quer dormir aqui comigo? –ela perguntou fazendo com que um sorriso enorme nascesse no rosto do namorado.
–Amor, é o que mais quero dormir abraçadinho com minha gatinha e em plena segunda-feira, é um sonho.
Ele respondeu todo alegre e ela sorriu com a resposta. Edward, tomou um banho rápido e foi se deitar. Apesar de ainda não poderem fazer amor por causa da menstruação, ele estava feliz com o fato de apenas se deitar agarradinho a sua gatinha, estava cansado e logo dormiu. Bella ainda ficou pensando um pouco, a mulher que a atendeu devia ser a tal Irina, que pelo jeito a mulher não havia dado o recado a ele. Resolveu não ter contado tudo de uma vez a Edward, porque queria saber tudo primeiro, queria saber sobre essa Irina e sabia muito bem a quem recorrer, Rose....
“Os ciumentos não precisam de motivo para ter ciúme. São ciumentos porque são. O ciúme é um monstro que a si mesmo se gera e de si mesmo nasce”. (William Shakespeare)
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