Amor Desejado
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Quando ainda um bebezinho, Isabella foi deixada em um orfanato apenas com um bilhete, dizendo que quem estava cuidando dela não tinha condições de continuar com esses cuidados, por isso, estavam a entregando orfanato. O caso foi entregue a polícia, mas ninguém reclamou o sumiço de um bebê. E agora ela está a alguns meses de completar dezoito anos, a partir dessa idade não poderá mais viver no orfanato onde foi criada. Mas como é uma menina responsável, já quer resolver tudo antes que chegue seu momento de partir.
-Bom dia dona Esperança, dormiu bem? _pergunta Bella a senhora que cuida da instituição.
-Bom dia, minha querida! Dormi muito bem sim. As crianças parecem que desmaiaram está noite. _Falou a senhora sorrindo.
-Dona Esperança, a que horas tia Esme virá hoje? Preciso acertar com ela os detalhes para o meu emprego. _falou Bella
-Querida, você me fazendo essa pergunta, deixa o meu coração apertado, pois me lembro que irá embora e fico tão triste. _dona Esperança murmurou tristemente.
-Oh, nós sabíamos que esse dia chegaria, não é verdade? Só estou me adiantando, ainda bem que Deus colocou um anjo, que se chama Esme, em minha vida para me ajudar. _disse Bella.
-Respondendo sua pergunta, Bella, Esme virá as 9 hs. Aproveite tome seu café e se prepare para conversarem. _falou a senhora.
-É o que vou fazer. Com licença. _Bella se dirigiu a cozinha, tomou seu desjejum e foi procurar outros afazeres.
Algum tempo depois, Esme chega ao orfanato e vai direto a sala de dona Esperança.
-Bom dia, Esperança! Que prazer revê-la minha amiga.
-Oh, querida Esme, bom dia, que bom que chegou. Bella está muito ansiosa para conversarem.
-Imagino. Amo essa garotinha, queria tanto que fosse morar comigo, mas é tão madura e responsável, querendo ter seu próprio espaço.
-Ah, Esme, fico tão feliz que ela tenha você para ajudá-la. Sinto-me tranquila sabendo que poderá contar sempre com sua ajuda.
-Esperança, desde a primeira vez que vi Bella, aqui há dois anos, senti um amor tão profundo, aqueles lindos olhos verdes lembram muito os olhos de meu irmão. Já te contei, ele e sua esposa estavam vindo nos visitar, estavam felizes, disseram que tinham uma grande surpresa para Carl e eu. Mas infelizmente aconteceu aquele acidente horrível e eles morreram carbonizados no carro.
-É Esme foi uma grande tragédia.
-Sim, amiga o que me deu força foi meu marido, e meu filho, se não fosse por eles, acho que não aguentaria tanta tristeza. Então, quando vi Bella com aqueles olhos, foi inexplicável o que senti. Se Charlie tivesse tido uma filha, acredito que seria como a Bella. Com aqueles lindos olhos verdes e cabelos tão loiros quanto o dele.
-Me lembro, como se fosse hoje, Esme. Você ficou muito emocionada, quando veio ao orfanato depois de tanto tempo longe.
-Pois é, após anos, morando em Londres, volto e tenho a surpresa de saber que você, minha grande amiga, estava responsável por esse orfanato, que um dia também foi meu lar e principalmente por ver aqueles lindos olhos que me acalmaram a alma.
-Ela também se apegou a você rapidamente, foi amor a primeira vista.
-Pena ela nunca ter aceitado ir morar comigo e minha família. Eu ficaria tão mais sossegada. Poderia cuidar e protegê-la. Mas entendo, é uma garota forte, destemida, inteligente, e aqui sempre foi o seu lar.
-Esme, vou chamá-la, se souber você que já chegou e não a chamei, ai, ai, conhece a pimentinha que temos, vai ficar reclamando.
-Vai amiga, estou louca para vê-la.
Passados poucos minutos, Bella chega à sala onde Esme estava.
-Tia Esme, que saudade! Uma semana sem nos vermos, é muito tempo, você sabe que é minha grande amiga.
-Ah, meu amor. Precisei ir a Londres, acompanhei Carl, em uma reunião. Ele não gosta de viajar sozinho. E Dudu, não podia acompanhá-lo. Uma semana sem os dois no escritório é muito tempo.
-Te perdôo tia, mas me deixe te abraçar mais um pouco, adoro sentir seu calor, seu cheiro de mãe.
-Oh, minha doce Bella, sabe que te amo, meu pequeno anjo. Queria tanto que você morasse comigo. Você sabe que Carl também te ama e tenho certeza que você e Dudu se dariam tão bem. Já te contei, ele é muito tímido, não é dado a fazer muitas amizades, mas as que fazem são muito sinceras, ele é um bom homem.
-Também te amo muito, tenho você como minha mãe, mas morar na sua casa, isso não, aceito seu amor, sua ajuda, mas quero construir minha vida, lutar minhas lutas. Quero trabalhar, estudar, casar, ter filhos, construir uma família.
-Mas Bella, morar comigo não vai te impedir de nada disso. Queria fazer mais por você, mais do que só te ajudar. Queria que você tivesse o meu sobrenome. Se é pela adoção, você sabe que eu também não sou filha biológica de meus pais, mas nunca me senti menos amada que meu irmão Charlie. Por favor, repense sua decisão.
-Nós já conversamos sobre isso, tia. Você tem seu marido, seu filho, não quero atrapalhar sua rotina. E não vamos nos abandonar, vamos continuar nos vendo, vou te visitar e você a mim.
-Ai Bella! Senti-me agora a adolescente da relação. Querida, Carl e eu te amamos e Dudu é um homem de 25 anos, não haveria nenhum problema para nós. A qualquer momento, se mudar de opinião, minha casa será sua casa.
-Ok, ok. Agora vamos conversar sobre o emprego. Está tudo certo mesmo? O que vou fazer?
-Olha querida, queria muito que você fosse trabalhar comigo, como minha acompanhante e...
-Pode parar! Tia, não vai me enrolar, você não precisa de uma acompanhante.
-Tudo bem, tudo bem, pimentinha. Já que no escritório do Carl você também não quer, tenho uma amiga que tem um restaurante, é próximo ao escritório. Ela está precisando de uma recepcionista, você poderá começar segunda- feira. E consegui também um pequeno apartamento, que fica próximo ao restaurante, está mobiliado, não é grande, mas é tudo de muito bom gosto.
-Mas e o valor tia Esme? Não é muito caro, não é? Tem que ser um, que eu possa pagar.
-Não se preocupe. Vai dar tudo certo, querida. Agora tenho que ir. Vou almoçar com os dois homens da minha vida e aproveitar e acertar tudo com Valéria sobre a sua contratação.
-Tudo bem tia, nos vemos amanhã. Te amo.
-Também te amo. Até amanhã.
Pov Bella
Acredito que tudo dará certo, apesar de sempre viver em um orfanato, sempre fui feliz, bem tratada, fui ensinada a dar valor às pessoas, aos estudos, ao trabalho. Por esse motivo, não vou morar com tia Esme, a amo muito, mas quero conquistar, quero ter o gosto de correr atrás das coisas. Se bem que, estou sentindo que ela está fazendo além do combinado, que era me ajudar a arrumar um emprego e um lugar para morar. Mas não vou chateá-la também, quem faria por mim o que ela está fazendo? Não posso ser tão orgulhosa, afinal, sou sozinha nessa vida.
Conheço o tio Carl, sei que ele é um grande advogado, tem seu próprio escritório, onde trabalha seu filho e demais profissionais. Ele é ótimo, é uma pessoa muito agradável, bem humorado, trabalhador. Não vem tanto ao orfanato, quanto tia Esme, mas sempre que dá aparece. Penso que eles ajudam o orfanato, como uma forma de retribuir, pelo tempo que tia Esme viveu aqui, quando criança, até ser adotada pela família Swan. Ela já me contou sua história, o quanto foi amada por seus pais e irmão. Contou- me também sobre a morte de seu irmão e cunhada há quase dezoito anos atrás, mas que até hoje sofre com a perda.
Não conheço o Dudu, pelo que Tia Esme fala, ele é meio fechado, acho que um pouco tímido, trabalha com o pai, não é namorador, nunca nem levou uma namorada na casa de seus pais. Sei que tem seu próprio apartamento, que segundo a tia é próximo ao escritório deles, mas que vive dormindo na casa dela.
Estou muito triste por deixar o orfanato, sempre vivi aqui, mas ao mesmo tempo muito feliz, por começar uma nova vida, ter a oportunidade de fazer e conhecer coisas, que durante esses anos não pude. Não tenho medo de desafios, penso que eles existem para serem conquistados. Não sei muita coisa sobre o meu passado, sei que fui deixada aqui, com um bilhete e a pessoa que o escreveu dizia ter me encontrado, mas que também não tinha condições de me criar. Não tenho mágoa quanto a isso Vou começar a trabalhar, continuar estudando, e se tiver sorte conhecer um bom homem, começar a namorar, casar, ter filhos. Será que isso é desejar muito?
Pov Esme
Estou feliz por ajudar meu pequeno anjo. Sinto como se Bella fizesse parte de mim. Parece que temos uma ligação, mas não entendo e não sei explicar o que é, só sei que é muito forte.
Sou muito feliz com minha família, meu marido é um homem muito bom, me ama, me protege, participa e me auxilia em ajudar o orfanato, onde vivi por alguns anos. Tenho meu filho lindo, que se tornou um homem excelente, um profissional exemplar. Sempre foi muito estudioso, responsável, tanto que, assim que começou a trabalhar com o pai, mesmo antes de se formar, já foi morar sozinho, quis ter seu próprio canto. Mas é tão tímido quando o assunto é mulher. Se a mulher for muito atirada então, corre delas como o diabo corre da cruz. Deus ajude que ele encontre logo uma namorada, uma mulher que o faça feliz, que seja carinhosa, que o ajude a crescer. Será que isso é desejar muito?
Pov Carlisle
Amo minha família acima de tudo. Agradeço a Deus todos os dias pela mulher maravilhosa que tenho, tão amorosa, carinhosa, de um coração sem tamanho. Ela viveu em um orfanato quando criança, e mesmo no tempo que moramos em Londres, nunca deixou de ajudar a instituição. Quando voltamos para Forks, a dois anos, ela foi logo visitar as crianças, e ficou feliz em saber que a responsável pelo lugar é uma grande amiga de longa data. Também se surpreendeu com uma garota de 15 anos que se chama Isabella, foi paixão a primeira vista. Esme diz que Bella tem os olhos de Charlie, seu irmão falecido, e que esses olhos lhe confortam a alma. Meu filho Dudu, é o melhor, já é um homem, mas tem um coração tão doce, tão bom, tenho um imenso orgulho dele. Quero muito que ele encontre uma boa garota, que seja sua cúmplice, que o ame como ele merece. Será que isso é desejar muito?
Pov Edward
Sou um advogado renomado, segui o exemplo de meu pai, nunca tive dúvida de qual carreira seguir. Antes de me formar, já trabalhava em seu escritório o auxiliando, agora sou sócio, além de termos nossos próprios clientes, também comandamos muitos outros advogados. Tenho 25 anos e uma carreira sólida.
Hoje o dia está corrido, acabei de sair de uma audiência e estou indo direto para o restaurante da Vanessa, almoço lá quase todos os dias, o ambiente é muito agradável, a comida é muito boa, de excelente qualidade, além de que ela é amiga de minha mãe. Por falar em mamãe, hoje almoçaremos juntos, mamãe, papai e eu. Adoro esses momentos família, procuro sempre ir a casa deles e até mesmo dormir lá. Sonho em ter um amor como o deles, mas está meio difícil, quando as mulheres descobrem que sou um Cullen, ficam muito pegajosas e insistentes, entendo com isso que não estão interessadas em relacionamento sincero e sim em status. Já tentei alguns relacionamentos, mas logo nos primeiros encontros me decepciono e desisto. Mamãe diz que sou muito exigente, mas não é isso, só quero uma garota sincera, humilde, que deseje formar família e não somente curtir o momento. Será que isso é desejar muito?
“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1 Coríntios 13:4-7)
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