Amor, Depressão e Masoquismo!
19 O Que Eu Faço Agora?
Notas iniciais
Essa noite, na escuridão do crepúsculo
Eu quero adormecer em seus braços
Como um tremor
Uma marionete quebrada
Profundamente ferida por essas mãos
Coisa que ela está sendo protegida com tanto cuidado (Kaya- Marionette)
Bruno não estava normal, a notícia de que Hazz morreria daqui a um tempo havia mexido muito com ele. Bruno mal comia ou dormia ele apenas ficava o tempo todo no quarto olhando a janela, enquanto abraçava as pernas e deixava lágrimas caírem constantemente por sua pele agora pálida.
–Bru? Amor? Vamos, temos que ir para escola nossas vidas continuam Hazz ainda está vivo e ele quer te ver.
–Para você é fácil falar né? Nunca perdeu sua família toda pra depois na próxima seu irmão morrer, você não sabe o que eu estou sentindo então me deixe em paz Jake. — ele dizia entre soluços.
–Eu posso não saber como é perder a sua família toda, mas os cortes e cicatrizes em meus braços, pernas e corpo todo você pode ter certeza que não é apenas por masoquismo, modismo ou atoa. Eu posso não ter um irmão agora, mas é por que o meu já MORREU. — falei chorando e saindo do quarto.
–Jake, espera! Perdoa-me, eu não sabia!
–Tudo bem. — respondi suspirando. — estamos todos nervosos com essa situação toda não me surpreende que você fique arisco.
–Obrigado. — ele disse com sua vozinha fraca num sussurro.
–De nada meu anjinho.
Saí do quarto, e fui para a sala de estar assistir um filme, Jason estava lá mandando mensagens para alguém com um rosto melancólico. Ele teclava, teclava não parava de teclar e suspirava era como se cada palavra fosse um suspiro.
–O que está fazendo? — perguntei curioso.
–Comunicando os amigos de Hazz, é o celular dele na verdade. Algum deles deve ser compatível com Hazz já que eu não sou. — ele disse ficando cabisbaixo na última parte. — Eu me sinto tão inútil, ele já me salvou tantas vezes e quando ele precisa de mim, eu deixo ele na mão. — ele dizia decepcionado, como se fosse culpa dele.
–Jason, não é culpa sua.
–Mas eu não posso fazer nada, eu queria poder proteger ele e não posso, você entende o quanto é agonizante isso?
–Eu posso imaginar.
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