Amor De Aluguel
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Eram 05:00 horas quando Sakura se levantou, tinha que acordar nesse horário se quisesse chegar ao seu trabalho, não que a casa do Uchiha fosse muito longe, mas o ônibus sempre se atrasava e tinha que enfrentar um enorme engarrafamento.
Não sabia que roupa colocar então decidiu-se por uma calça jeans escura e uma regata branca, devido sua atual situação financeira também não tinha muitas roupas. Mas também levou uma blusa e um short por precaução na sua bolsa. Mas levou uma blusa e um short por precaução na sua bolsa. Eram 05:30 quando saiu de casa e aconteceu tudo o que ela previu, o atraso do ônibus e o engarrafamento, mas às 07:00 estava tocando a campainha da casa de Sasuke.
Um homem atendeu e a guiou até a casa, mansão melhor dizendo. Pode ver que o Uchiha tinha um bom gosto, o lugar era requintado como um todo desde a parte exterior da casa à interior. Quando chegou no hall uma mulher de cabelos pretos e longos por volta dos 45 anos esperava por ela.
—Eu sou Kurenai, e você deve ser a Sakura a nova babá, certo?
—Sim.
—Bom eu vou te explicar suas funções, acertar seu pagamento e o lugar onde você vai dormir.
—Dormir?
—Sim, as babás tem que dormir aqui, algum problema?
Sakura ficou pensativa por alguns instantes, não esperava que tivesse que fazer isso, mas teve que aceitar, saberia que não encontraria outro trabalho igual a esse.
—Nenhum problema, é que ninguém avisou que eu teria que dormir aqui.
—Hum, sem problemas, hoje eu te libero mais cedo e você pega suas coisas, tudo bem?
—Sim.
Kurenai começou a explicar Sakura as suas funções e mostrou a quantia do salário dela, que ela considerou muito generosa. A primeira tarefa era acordar Saito para tomar café. Então dirigiu-se ate o quarto do menino, abriu a porta devagar, foi para o lado da cama dele e o sacudiu lentamente.
—Não mãe, me deixa dormir mais um pouco.
Sakura ficou meio abalada com o que ele disse, a chamou de mãe, sabia que ele estava com sono e nem prestava atenção no que dizia, então decidiu ignorar tal fato.
—Saito acorde!- Falou um pouco mais alto e fez efeito pois o garoto levantou-se rapidamente.
—Quem é você?- Indagou o garoto coçando os olhos.
—Sakura, sua nova babá.
Não pode conter um pouco do espanto, afinal o garoto a sua frente tinha apenas três anos e falava perfeitamente, ela mesma só começou a falar daquele jeito com uns cinco anos de acordo com a tia.
—E o que está fazendo aqui tão cedo?
—Te acordando.
—Ah, eu estou de férias.
—É muito injusto mesmo, nas minhas férias eu costumava dormir até tarde, mas a Kurenai disse para te acordar.
Saito suspirou e rapidamente deitou e se enrolou nas cobertas, como se elas fossem barreiras. Sakura sabia que ia ser difícil a relação de ambos, mas sorriu de canto com a ideia que teve. Tirou-lhe os lençóis e começou a lhe fazer cosquinhas. Saito começou a rir e pedisse que parasse então ela parou.
—Tudo bem já acordei.
—Bom você tem que descer para tomar café.
—Isso se você conseguir me pegar.
Dizendo isso começou a correr pelo quarto, que Sakura acabara por notar o quão grande era. Sakura o agarrou e disse.
—Tomar café agora mocinho.
Ele bufou e saiu do quarto de mãos dadas com Sakura, que temia que ele escapasse. Ele tomou café junto com Sakura e ficou correndo pela casa para que Sakura o pegasse. Esta olhou para o relógio eram 11:00 horas estavam correndo há muito tempo.
Foi aí que Saito tropeçou em uma pedra e caiu na piscina, primeiro Sakura achou a situação divertida pois a cena foi cômica, mas ao notar que o menino se debatia e pedia por socorro sem pensar duas vezes tirou o sapato e se jogou na piscina, agarrou ele e o subiu pela escada, ele estava chorando muito então ela o abraçou e disse:
—Vai ficar tudo bem.
Ele só se agarrou mais ao abraço dela e foi parando de chorar aos poucos. Kurenai assistiu a cena mas percebeu que não era o momento de interferir, não era todo dia que Saito abraçava uma babá. Sorriu vendo a cena e foi em direção a sala e para sua surpresa avistou Sasuke.
—Bom dia Sasuke, o que faz aqui tão cedo?
—Vim resolver alguns negócios aqui em casa e a nova babá, como ela é?
Kurenai pôs-se a explicá-lo que Sakura parecia ser uma boa pessoa e era muito gentil, contou que ela acordou seu filho muito rápido diferente das outras babás. Quando Sasuke perguntou onde eles estavam, Kurenai pensou em não contar o que houve na piscina, mas sabia que se Sasuke descobrisse por outra pessoa iria ser pior. Contou-lhe tudo então o Uchiha com cara de desespero perguntou:
—E onde meu filho está agora?
—Deitado no gramado perto da piscina conversando com Sakura.
Ele pôs-se a correr em direção a piscina e quando estava perto viu uma cena que o fez se alegrar, como há muito não fazia. Seu filho e Sakura estavam abraçados conversando deitados no gramado, então decidiu ouvir a conversa.
—Sakura você é a melhor babá que eu já tive.
—Por quê? — Perguntou Sakura com cara de espanto.
—Porque você se preocupa comigo diferente das outras babás, elas ficavam só olhando meu pai e não se importavam comigo, titia Kurenai disse que isso se chama paquerar.
Sasuke abriu um pequeno sorriso, era verdade o que seu filho disse e se lembrou das inúmeras tentativas das outras babás de paquerá-lo, era até engraçado, foi então que a voz de Sakura interrompeu os seus pensamentos.
—Não se preocupe com isso, seu pai não faz o meu tipo. – Disse Sakura entre risos.
Sasuke estava pasmo “como eu não faço o tipo dela, eu faço o tipo de todo mundo, que garota irritante”. Saito apenas riu e bocejou, se aninhou mais ao abraço de Sakura e adormeceu. Ela o olhava com ternura, ele era muito fofo e muito inteligente também. Ele dormia enquanto Sakura acariciava seus cabelos. Foi mais fácil do que esperava conquistar a simpatia dele. Foi então que avistou o Uchiha mais velho e resolveu falar com ele.
Sasuke viu a babá se aproximando e seu olhar recaiu sobre a blusa dela. Era branca, mas como estava molhada ficou transparente deixando aparecer o sutiã vermelho sangue, fazendo o Uchiha pensar coisas indecentes.
—Senhor Uchiha gostaria de falar com o senhor.
—Não me chame de senhor, me chame de Sasuke, pode me dizer do que se trata.
—Eu queria pedir demissão.
Continua...
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