Amor Cumplice

17 Jessica e Vanessa


Notas iniciais
Hey como vão? Enjoy e até lá embaixo

Eu tinha que parar de ficar vagando pela cidade senão ia começar a virar uma alma penada. Mas o dia não seria hoje, por isso me pus a andar e pensar em todos os afrontamentos que eu recebera naquele dia. Primeiro Dante com a mesma ladainha de sempre, mas aquela mulher, Amanda, ela sim parecia falar sério, ela parecia que sabia o que o futuro me esperava, e ele não parecia bom.

Não! Eu não podia deixar me convencer, não podia me deixar levar pela opinião dos outros, aquilo já me rendera coisas ruins demais. Eu sabia o que eu queria, e era paz. Não queria Dante, nem roubos, nem gente me falando como agir e nem estar sozinha como eu estava, mas era o que eu tinha para agora e teria que me contentar com aquilo. A tarde estava um pouco mais quente do que os dias anteriores e eu achava que ia chover, então antes de ligar para Tomás resolvi me abrigar, em uma lanchonete, claro.

– Ora, ora quem eu encontro por aqui.

Me virei e lá estava Jessica Franz, uma idiota do ramo que ela intitulava “Busca e resgate”, um nome bonitinho para roubos.

– Hey Jess, como vai?

– Bem Ana e você? Engraçado que eu sempre te encontro em lanchonetes ou cafeterias, você tem algum fraco por elas?

– São lugares agradáveis e não suspeitos. E tem a melhor coisa do mundo...

– Chocolate de várias formas. – Ela completou uma de minhas frases favoritas.

– Exatamente, e que tal sentarmos e comermos um pouco dessa maravilhosa coisa?

– Porque não? – Ela deu de ombros e sentamos numa mesa na área dos fundos da lanchonete onde havia um lindo jardim. Pedimos bolo de chocolate, frappuccinos de café com muito chantili em cima e bombas de chocolate. – Acho que temos chocolate o suficiente para colocarmos os assuntos em dia.

– Acho que sim – Dei um gole no meu frappuccino – Conte-me o que anda fazendo? Ainda na ativa?

– Sim, estou trabalhando com administração das buscas, sem sair mais para a ação, estava se tornando muito complicado, cheguei a ser indiciada duas vezes, sem provas, mas a polícia começou a colar em mim.

– Eu entendo, quase fui pega semana passada, e a mulher que me contratou queria que eu trabalhasse de novo para ela, uma louca total.

– Concordo, estamos vivendo dias cada vez piores nesse ramo, mais polícia, roubos mais arriscados, hackers mais idiotas, menos profissionais, contratantes mais ambiciosos. Mas o pagamento vem melhorando não há como reclamar.

– Sim, me ofereceram 5,5 mil para roubar alguns livros.

– Não quer me por nessa?

– Eu não aceitei, as coisas estavam muito estranhas.

– Ana por 5,5 podiam pedir para eu ir de lingerie que eu ia. – Dei risada, Jess era mesmo uma palhaça.

– Então vá no meu lugar, Dante ficará muito feliz em trabalhar com você.

– Tá, eu passo essa também, Dante e um grande salário é muito suspeito mesmo, mas você não tem problemas grandes com ele como eu tenho, tem mais alguma coisa aí.

– Não tem nada de mais, só estou achando tudo muito suspeito, você me conhece o suficiente para saber que tomo cuidado com as coisas depois do meu incidente.

– Ana eu te conheço além do que você imagina e por isso você me odeia, porque te deixo exposta e porque eu sou muito mais linda que você, mas enfim se eu não fosse assim não diria que tem um cara envolvido nisso, mas qual a relação dele com tudo eu ainda não descobri.

– Você é chata mesmo. Meu problema é – talvez sempre seja – um garoto, mas eu estou controlando isso.

– Ele é rico, posso ver na sua cara que é isso e é controlador, ou acha que pode ser com você.

– Você vai fazer a ficha dele, ou vai deixar eu falar?

– Pode falar, mas não prometo que vou me segurar.

– Ele é rico sim, mas o pior é que ele é assistente na delegacia em frente à onde eu trabalho. Isso não seria problema se eu não o amasse, mas eu o amo demais, mais do que acho que já amei alguém.

– Nossa isso que é amar mesmo. Posso perguntar algo? Você é masoquista?

– Idiota, mas se quer saber não sou.

– Para mim parece, garota com passado duvidoso se apaixona por cara rico e que trabalha na polícia, além dele ser controlador e ciumento.

– Ele não é controlador e ciumento. – Ele era, mas eu não ia dar a Jess o luxo de ter razão.

– Ah ele é sim, tenho certeza, pela maneira que você olhou para os lados várias vezes para ver se não tinha ninguém e checou o celular três vezes desde que sentamos, eu diria que você está com medo. – Ela era muito boa naquilo, aquilo era um saco.

– Bom... Dizer que ele não é controlador e ciumento é mentira, mas ele não faz por mal e já percebeu que agir assim comigo não vai adiantar muita coisa.

– É bom mesmo que ele saiba se comportar, não quero ter que fazer uma visitinha para ele. Mas alguma coisa que eu precise saber?

– Tenho uma amiga, na escola nova.

– Você está dizendo que me trocou por umazinha!!?? Eu não estou conformada.

– Eu não te só adicionei mais uma amiga a minha lista, como você falou para eu fazer.

– Acho que preciso rever minha lista de conselhos. – Ela terminou de comer seu bolo e olhou seu relógio. – Preciso ir, vê se consegue se manter na linha viu, e anota meu número.

Peguei o celular, pus a senha e dei para ela. Jess digitou o número e depois tirou uma foto de si mesma.

– Aqui está, a foto está ruim, mas dá para você lembrar de como sou mais bonita que você.

– Sempre humilde, se cuida você também – Levante e a abracei. – A gente se fala depois. – Ela pagou e saiu, terminei de tomar meu frappuccino e sai também.

Eram quase quatro horas, e estava começando a esfriar e eu estava sem blusa como sempre. Comecei a tomar o caminho do ponto de ônibus já que Tomás não ligara, eu ia para casa.

O ônibus não demorou muito e nesse meio tempo meu celular tocou. Era Vanessa.

– Oi – Eu falei contente por ela ter ligado.

– Olá, tudo bem? Liguei para te chamar para uma mega noite.

– Nossa que convite, mas acho que vou ter que passar, minha avó morreu ontem e eu acho que não estou muito no clima de ir para festas.

– Oh Ana, eu sinto muito, sinto mesmo, você quer que eu vá ficar com você? Precisa de algo?

– Não, não. Eu estou bem, só preciso que você pegue a matéria de amanhã por mim, já que eu estarei no enterro.

– Sim, pode deixar comigo, tem certeza que não quer nada? E sei lá, sair não seria melhor para você agora, esfriar a cabeça essas coisas?

– Obrigada Vanessa, mas eu acho que meu sofá está mais convidativo hoje.

– Está bem, qualquer coisa me liga. Beijoooos – Ela tirou o celular do ouvido mas não desligou e eu pude ouvi-la dizer a alguém que eu não iria, e essa pessoa disse que eu sempre inventava desculpas, desde sempre, porque eu não podia pagar. Aquilo me deixou com muita raiva, mas o que me deixou com mais raiva foi Vanessa não dizer nada. Então eu desliguei.

Acho que eu não servia para ter amigos.

Notas finais
E aí o que acharam. Com esse capítulo acho que chegamos a metade da fanfic (Weeeeeee) >////< Galera eu sei que vocês acham chato, mas eu não recebo comentários faz tanto tempo que sei lá, eu não vejo mais graça escrever e não saber o que vocês estão achando do capítulo (de tudo na verdade), então eu vou prolongar a data das postagens para ver se eu ganho algo e se não rolar eu vou pensar em outra coisa... Beijos Bia-chan