Amor Contaminado
2 Capítulo 2

The Lion, Cersei Lannister — 17 anos atrás
Foi por volta das nove da manhã que todos que fariam a viagem até Porto Real deixaram Rochedo Casterly junto com o seu anão deformado que durante a ausência de Lorde Tywin serviria como senhor do Rochedo. Era uma ironia muito grande para Cersei que aquela criaturinha tão ridícula nomeada de Tyrion devesse ser chamado de amo pelos vassalos do lugar. Cersei juntara-se com a sua septã em uma carruagem e ouvira durante todo o percurso até Porto Real histórias magníficas sobre o rei Robert, lhe causando raros momentos de felicidade pela sorte de se tornar a rainha. A viagem durou aproximadamente uma mudança de lua. Cersei e Jaime mal trocaram palavra, quando se viam andando lado a lado com a escolta, eles conversavam sobre banalidades, como o clima, o que Tyrion estaria fazendo em Rochedo Casterly e até mesmo tirava informações do irmão sobre como o seu noivo era. Ela nunca tocara no assunto sobre Jaime ser um regicida, ainda que se coçasse de curiosidade para fazê-lo.
Quando finalmente chegaram em Porto Real foi no alvorecer do sexto dia do percurso. A cidade tinha um cheiro horrível de podridão, as ruas eram muito estreitas, várias casas estavam em ruínas e havia um alvoroço de pessoas que se aglomeraram para ver quem estava chegando. Muitas dessas pessoas estavam feridas, algumas amputadas e o número de homens eram inferior ao número de mulheres e crianças. Cersei compreendeu que aquilo era o legado da Rebelião de Robert.
Ao se aproximarem da Fortaleza Vermelha, o castelo de Porto Real, diversos soldados se aliaram ombro a ombro para abrir espaço para a caravana de Rochedo Casterly. Dentro da fortaleza da cidade muitas pessoas estavam circulando, o anúncio do casamento real era de conhecimento de todo o reino e os nobres que lutaram a favor de Robert Baratheon se encontravam ali para homenageá-lo. Já os nobres que se redimiram de terem ficado ao lado do inimigo não foram convidados para a grande data, a grande maioria foi perdoada e puderam permanecer com o título e as posses.
Cersei sempre sonhara em ter um casamento magnífico e cheio de pessoas para lotar o septo e isto estava se tornando realidade. O Septo de Baelor era o maior de toda a Westeros e só eram realizadas ali cerimônias de grande importância para o reino, tendo sido a última o casamento de Rhaegar Targaryen com Elia Martell, nem mesmo o corpo de Aerys Targaryen, o último rei, foi velado ali, primeiro porque não houve velório e segundo porque o rei Robert proibira.
Quando a carruagem que carregava Cersei com a sua septã parara ela soube que havia chego em seu ponto final. Estava prestes a descer por conta própria quando sua mentora instruiu-a para esperar que viessem abrir sua porta e quando isto ocorreu ela desceu e os seus olhos ficaram maravilhados com a Fortaleza Vermelha. Cersei já vivera ali por dois anos e sentira saudades do lugar, a vida na Corte era algo totalmente diferente da vida que tinha no Rochedo Casterly. Pessoas de todos os lugares passavam por ali, membros da alta e da baixa camada social trazendo consigo novidades mercantis e até mesmo o cheiro de podridão do lugar não lhe era um problema.
– Onde ele está? — Cersei perguntou para Jaime, que se aproximara da irmã.
Jaime estava cansado pelas atividades dos últimos dias, mas a sua expressão de exaustão servira no momento para ocultar a ferida que esta pergunta causara em seu ego. O cavaleiro da Guarda-Real sentia ciúmes de Cersei com qualquer homem que fosse, ele podia aguentar o fato dela ter que se casar com o rei Robert, mas não conseguia aguentar a curiosidade que crescera durante a viagem para conhecê-lo. Jaime temia que sua amada transferisse sua afeição para outro que não fosse ele.
– Pelo o que os soldados disseram, ele foi caçar na Matadorrei — respondeu Jaime com rispidez — Aparentemente ele quer servir a própria caça no banquete de casamento de vocês.
– Isto é tão romântico! — a Septã interviu na conversa de ambos — Quão sortuda é a senhorita, Cersei! Está se casando com o rei e ele ao invés de encarregar uma pessoa qualquer para organizar o banquete está ele mesmo cuidando disso!
Cersei abriu um pequeno sorriso de contentamento nos lábios, coisa que até sete dias atrás ela não o faria. O olhar de Jaime passou da septã para a irmã. Era um olhar de repreensão. Robert não estava organizando o banquete, ele estava apenas caçando o que seria servido. Não era uma atitude romântica, pelo menos não no ponto de vista de um homem. Mas o que um homem sabia sobre romance?
– Cersei — Lorde Tywin a chamou. Havia repreensão nos olhos do pai. Cersei compreendeu que era o fato de estar próxima a Jaime. Antes do casamento ela não deveria permitir que os rumores sobre seu relacionamento duvidoso com o irmão chegasse aos ouvidos da corte e suas atitudes fizesse jus a eles. A jovem não sabia se o pai havia ou não conversado com o irmão sobre isso, mas Jaime saiu de perto dela quando Lorde Tywin se aproximou — Suas coisas serão levadas para o seu novo aposento, seu casamento será realizado em três dias, parece que chegamos com antecedência e as preparações ainda não foram feita. Tomei a liberdade de escolher o seu vestido para a data, falei com o melhor alfaiate de Porto Real antes de partir para buscá-la e dois modelos já estão prontos e se encontram no seu quarto, você poderá escolher qual utilizar.
– Sim, papai — Cersei respondeu com educação, embora não estivesse respeitando as regras de Lorde Tywin ao chamá-lo de pai em público. A ansiedade estava afligindo-a, três dias era um prazo muito curto e ao mesmo tempo parecia demorar uma eternidade.
– Irei deixá-la com a sua Septã. Ouça-a e não fique circulando pela Fortaleza Vermelha. Vá para o seu quarto e desfaça as malas. Irei me encontrar com Robert e levarei o seu irmão comigo.
Dito isto, Lorde Tywin se afastou da filha e de sua Septã e junto com Jaime, montaram cada um em um cavalo e deixaram a cidade, junto com um grupo de mais seis pessoas carregando armas de caça consigo. Depois que eles desapareceram de seu campo de vista, junto com a sua mentora foram guiadas até o seu novo aposento, um quarto mais amplo e de melhor localização do que aquele ao qual ficara hospedada na última vez. Seus pertences foram colocados lá antes de sua chegada, mostrando a competência de seus vassalos. Sua primeira atitude foi se direcionar até os dois vestidos postos sobre sua cama.
– Como são lindos, minha senhora! — exclamou a Septã levando as mãos a boca em exaltação.
Cersei tomou nos braços os vestidos. Um deles era dourado, da mesma cor que seus cabelos, mas o tecido possuía um tom metalizado. Não havia desenho, nem bordado, porém ele era franzido, cheio de pregas. O corpete era justo e apesar das mangas longas, ele era um corselet, sendo mais grosso o tecido da parte de cima da peça do que de baixo, nas costas havia os laços do corselet feitos de setin negro. O colo da noiva ficaria exposto se não fosse a presença da renda de Myr negra que se estendia até formar um colarinho de três dedos no pescoço. A mesma renda estava presente nos punhos e na segunda camada de dentro do vestido, ficando exposta como barra. O outro vestido já era mais sofisticado. Ele também era feita do mesmo tecido dourado, todavia ele possuía bordado por toda a extensão e cada vez que um bordado encontrava com outro havia uma pérola negra costurada na amarração. Essas pérolas também eram encontradas nas costas da vestimenta e serviam como botões para se fechar o vestido, onde no outro eram os laços. Os punhos e a barra do vestido apresentavam a mesma renda negra do outro vestido, mas esse não havia a gola, deixando dessa forma o colo exposto. O tecido do segundo era mais leve do o outro.
– Gosto mais do segundo modelo — decidiu Cersei.
– O primeiro é mais simples e o segundo tem riqueza de detalhes — analisou a Septã — Os dois ficarão muito bem em você.
– Eles tem a cor da Casa Baratheon — observou a jovem — Amarelo e Preto.
– Mas eles são dourados — debateu a Septã — olhe bem. Dourado é a cor do leão de sua Casa.
– Isto é indiferente, serei uma Baratheon quando aceitar Robert no altar — Cersei disse, depositando cuidadosamente os vestidos sobre a cômoda do aposento. A jovem sentia orgulho em ser uma Lannister, fora criada para saber o valor que era pertencer a Casa Lannister e agora, dizer que seria uma Baratheon não lhe causava tão asco quanto imaginava. Trocar um leão por um cervo não parecia uma ideia tão ruim, ainda mais quando o cervo era coroado.
– Você pode usar um vestido na cerimônia no Septo de Baelor e o outro durante o banquete de seu casamento — sugestionou sua mentora.
Os dois vestidos no ponto de vista de Cersei eram lindos e poder usar os dois no mesmo dia e mostrá-lo para todas as pessoas seria magnífico, talvez até desse início a um novo costume, de ter uma roupa para o casamento e outro para o banquete. Abriu um sorriso no rosto e agradeceu a mulher que lhe servia por essa boa ideia.
Cersei se ocupou em desempacotar todos os seus bens durante o período da manhã. O quarto onde estava alojada ficava na Fortaleza de Maegor, o castelo dentro do castelo, isto é, dentro da Fortaleza Vermelha, a área destinada para os aposentos reais. Era um dos costumes de Westeros os cônjuges não dividirem o mesmo quarto e essa lei se aplicava até mesmo para a nobreza, tanto que a Fortaleza Vermelha foi criada de acordo com esta tradição, o quarto que pertencia a rainha se localizava dois andares abaixo dos aposentos do rei, aparentemente foi um dos primeiros reis Targaryen, que irritado com a constante presença da esposa durante todos os seus afazeres diários clamou a noite para si e separou o seu quarto do dela. Foi mais recentemente que a mudança de andar do quarto da rainha ocorreu, se a jovem não estivesse enganada esta mudança estava relacionada com uma suspeita de envenenamento da realeza, onde o cônjuge era o principal suspeito. Após estas mudanças, ficou determinado que o marido, sendo ele o rei, possuía o direito de entrar no quarto de sua esposa e cobrar-lhe os seus direitos nupciais e então deixá-la após o ato, conforme fosse sua vontade. Já a esposa não possuía o direito de entrar no quarto do marido, sendo ele o rei, a menos que fosse convidada pessoalmente e deveria retirar-se quando fosse mandada.
Foi por volta do horário do almoço que Cersei ouviu uma batida na porta de seu quarto. Sua Septã havia já tinha algum tempo se retirado para seu próprio aposento, deixando-a só. Quando abriu a porta, a jovem noiva real pensou que iria encontrar o rosto amigável da velha servente, porém no lugar encontrou um rosto velho e masculino que ao vê-la sorriu. Cersei reconheceu a tão conhecida expressão de Jon Arryn, mas não entendeu o que ele fazia ali.
– O que deseja? — perguntou na defensiva. Lorde Tywin lhe ordenou para não deixar seu leito, a razão para tal não era precisa ser dita em voz alta. A Corte era repleta de inimigos e apostar a confiança na pessoa errada poderia ter um custo alto.
– Vossa alteza — o velho fez uma simples reverência cordial — Acredito que os cavaleiros que saíram para a caça não irão retornar antes do anoitecer, incluindo o senhor seu pai — Jon Arryn informou — A viagem deve ter sido muito exaustiva, até mesmo para a senhorita, portanto vim convidá-la para almoçar comigo.
– E por que eu iria? — Cersei perguntou com simplicidade.
O velho Arryn compreendeu o que havia por trás daquela desconfiança e o seu sorriso se alargou.
– Lhe prometo que nada de mau lhe ocorrerá. Você terá a proteção da Mão do Rei — garantiu-lhe o velho.
– Meu pai é a Mão do Rei — a desconfiança na jovem apenas aumentava.
– Era, do antigo rei — contou-lhe Arryn — O rei Robert me fez sua Mão.
– Mas... — Cersei começou.
– Podemos conversar mais sobre isso, se desejar. Vejo que tem um interesse por política, terei o maior prazer em lhe contar umas coisas ou outras, desde que não se torne perigoso — Jon Arryn estendeu-lhe a mão, esperando que ela a aceitasse — Uma mulher não deve se envolver com assuntos do Estado, porém uma informação ou outra não lhe é proibido saber, principalmente se a mulher em questão estiver para ser a Rainha de Westeros.
Cersei relutou por um instante, mas então se deu por vencida e aceitou a mão do velho Arryn. Lorde Tywin nunca lhe disse mais do que o óbvio sobre a política de Westeros e sempre em frases curtas como: "você se casará com Rhaegar Targaryen", "O Rei Aerys recusou a proposta de casamento que fiz sobre Rhaegar e agora o príncipe se casará com Elia Martell" e "Estamos em guerra".
– Diga-me, criança — Arryn virou-se para Cersei enquanto caminhavam para a Torre da Mão, onde o almoço seria servido nos aposentos do homem — O que espera encontrar no rei Robert?
Cersei arqueou uma de suas sobrancelhas.
– Pensei que conversaríamos sobre política e não sobre minha vida matrimonial — respondeu com rispidez, arrancando uma gargalhada da Mão do Rei.
– Oh, por favor, não me leve a mal — pediu em tom de brincadeira — Eu quero que entenda que a sua vida conjugal é um assunto político, criança.
– Eu não sou criança — corrigiu-o, pela primeira vez ao ser chamada de criança.
– Pois bem, Vossa Alteza, diga-me o que espera encontrar no rei.
Cersei hesitou. Seu olhar percorria cada pedra das paredes por onde passava, enquanto os seus pensamentos vagavam em tudo o que lhe foi dito sobre o seu noivo.
– Espero encontrar... — tornou a hesitar — um homem corajoso, forte, de personalidade e físico agradável, que demonstre uma forte inclinação para ser o unificador dos Sete Reinos e que seja romântico — ousou abrir um sorriso verdadeiro com a última expectativa. O sorriso saiu involuntariamente e não passou despercebido por Arryn.
O rosto do velho que até o momento estava amigável fechou-se.
– Você irá de fato encontrar um homem corajoso e forte como espera, todavia eu recomendo que esqueça suas altas expectativas sobre a inclinação política do rei Robert, como ficou sabendo, ele é um cavaleiro, sua força está no braço, o rei é emoção e não razão e ainda que isto venha a lhe ferir, Vossa Alteza, não espere que essas emoções lhe diga respeito, nem espere encontrar o romantismo com o qual sonha, o senhor seu noivo não é este homem.
Cersei sentiu as bochechas corarem conforme o velho ia lhe dizendo a última frase. Já não mais lhe segurava a mão, não iria mais permitir-se ser guiada por Arryn. A Mão conseguiu expô-la ao ridículo ao instigá-la a contar suas expectativas, que não parecia nada além do que sonhos de cavaleiros e donzelas de uma garotinha que ela nunca fora, ou acreditava não ter sido.
– Você está enganado — Cersei defendeu sua visão — o rei Robert só iniciou esta guerra por amor! — exclamou e apenas o homem e as paredes foram suas ouvintes.
– E este amor que valeu a pena iniciar uma guerra não foi por você, criança — Arryn esticou a mão para Cersei, como faria para consolar uma alma magoada.
– Ele não me conhecia, como poderia ter sido por mim? — debateu, consciente da realidade, fugindo dos dedos viciosos do homem — Foi por aquela garota lobo que morreu antes da guerra chegar ao fim.
– Então você conhece a história de Robert com Lyanna e a interferência de Rhaegar?
Cersei meneou a cabeça em sinal positivo.
– E sabe o quanto o rei Robert ficou ferido com a morte da amada?
Cersei mais uma vez confirmou.
– É por isso que acredita que ele é romântico?
Pela terceira vez, a jovem respondeu positivamente ao que lhe era perguntado.
– O romantismo dele está diretamente relacionado com a imagem de Lyanna, não espere que esta afeição seja transferida para você.
A leoa de Rochedo Casterly se sentiu ofendida com as palavras de Arryn.
– Primeiramente, eu não mendigo amor, eu não espero receber o mesmo sentimento que Robert tinha pela garota Stark, espero receber sentimentos exclusivos para mim e, segundo, ele não me conhece ainda, como você, a Mão do Rei, ousa a afirmar tal coisa que desmerece o caráter do seu rei? — o enfrentou com autoridade.
– Vossa Alteza deveria saber que a função da Mão do Rei é dar as notícias desagradáveis, porém eu não estou lhe dizendo isto por causa do meu título, mas como um amigo, que lhe deseja o bem — afirmou o velho.
– Mentiroso! — explodiu — Se realmente me desejasse o bem não me diria tais coisas, se o que diz realmente for verdade sobre os sentimentos do rei Robert iria convencê-lo a me amar!
A Mão do Rei abriu um sorriso doloroso.
– Eu já o tentei, todavia o rei está preso em seu luto. O máximo que consegui fazer foi convencê-lo a aceitar a proposta do Lorde Tywin de se casar com vós.
– Você! — acusou Cersei e o ódio sobre este matrimônio retomara. Foi Robert Arryn que a prendeu nesta situação, era culpa dele estar entrando dentro de um casamento onde o responsável por ele lhe garantia uma vida sem o amor esperado — Você fez tudo isto!
– Esqueça o que me ouviu dizer, tome as suas próprias conclusões quando a hora chegar. Por enquanto, venha, vamos almoçar antes que a comida esfrie, o cozinheiro me garantiu uma torta de pombo deliciosa.
– Não tenho mais fome — declarou e sem esperar por resposta, fez o caminho de volta para os seus aposentos.
A jovem conseguiu ouvir passos que a seguia pelos dois primeiro corredores que cruzara, depois da terceira curva o som cessou. Cersei sabia que era a Mão do Rei que a seguia, mas decrépito pela idade avançada, compreendeu que não teve o folego nem a vontade suficiente para alcança-la. Por esta conversa a jovem sabia que tinha o poder em suas mãos para condená-lo por traição ao rei; fosse Jon Arryn a Mão do Rei ou apenas um camponês qualquer, ele não tinha o direito de dizer que o rei Robert não possuía o espírito político necessário para governar o reino, mesmo que de fato isto se provasse verdade. Porém ela decidiu não entregá-lo, ela não sabia quem realmente eram os seus aliados, em quem podia confiar, e ter um velho que contribuiu para a realização de seu casamento real e de quem possui evidências para condenar era mais fácil de manipular do que o seu próprio pai, visto que se Jon Arryn fosse destituído do título que possuía, Lorde Tywin seria o próximo escolhido para ocupar o cargo de Mão. Será que papai sabe que ele não será a Mão de Robert? Questionou-se e não pode evitar um grande contentamento ao imaginar a reação de Lorde Tywin quando descobrisse as novidades.
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