Amor Autista
17 Capítulo 17 segunda fase - Cartas na mesa - Conclusão.
Notas iniciais
A discussão havia sido feia. O mais admirável e não é no bom sentido, foi Isabella se envolver numa briga com uma adolescente. Jamais imaginou que essa proteção excessiva da menina chegaria a tal ponto.
Carlisle e Esme estavam chocados. Não poderiam aceitar tal comportamento. Tudo tinha um limite e a própria filha ultrapassou ele.
Sempre foram a favor da conversa. Escutavam alguns pais dizerem que em muitos casos a conversa só dava munição para a criança ou adolescente, como queira dizer, a continuar a fazer, pois sabiam que seus pais não levantaria a mão contra eles. Esme estava furiosa e precisaria se acalmar um pouco antes de falar com a filha, estava sentindo que esse poderia ser um “desses caso” onde a conversa não adiantaria.
— Isabella. Pode me acompanhar, por favor. — Carlisle não queria se impor dessa forma, mas a ocasião era necessária. Algo tinha que ser feito e tinha que ser agora não poderia esperar. Principalmente depois de tudo o que soube do seu filho.
— Eu sinto muito. Sei que extrapolei a hospitalidade de vocês e — e começou a chorar desgraçadamente. Os soluços sacudiam seu corpo. A vergonha era tanta que tampou o rosto com as mãos não tinha coragem, mas para olhar nos rostos das duas únicas pessoas que se importam verdadeiramente com ela.
— Levante a cabeça, Bella — o som doce que vinha da voz de Esme, a feria cada vez mais, eram como facas lhe rasgando o peito. Uma mão fria tocou-lhe a face em ambos os lados. -Limpe o rosto, respire fundo e apenas venha conosco. Por favor.
Diante de tal pedido não pode recusar. Depois de fazer o que Esme ordenou, seguiu-os casa a dentro com Erick ao seu lado. No caminho para o escritório ela o viu olhando-a e ficou a imaginar no que ele estaria pensando sobre ela. Se era louca, se estava com medo dela, se a odiava por discutir com sua irmã a quem ele tanta zela… ela não sabia. Seus olhos focados nela nada diziam. Ao menos era isso que Isabella pensava. Ou no que queria acreditar.
— Edward. Poderia ficar uns minutos com o Erick? — Carlisle pediu se aproximando dele — será algo rápido, não quero delongar. — disse sim e seus pais sumiram corredor adentro com Isabella.
Não queria pensar nela, mas era totalmente impossível. Sua mente vivia repetindo o que ela falou. Que o amava e que estava apaixonada por ele. Mas qual seria a diferença em amar e ser apaixonar? Não queria saber, a única coisa que importa é saber que ela sente o mesmo por ele.
Sentado e inquieto no sofá, mordeu o dedo indicador enquanto o cotovelo se apoiava na perna que balançava e sorriu para si mesmo. O sorriso foi se abrindo cada vez mais até que um rugido gostoso de prazer e alívio fez-se ouvir não só por ele assim como Erick.
— Você gosta dela certo? — não obteve resposta. Erick nunca teve medo do Edward e isso confundia as pessoas. Respeito sim, mas medo… jamais sentiu e foi isso que o fez sair de onde estava e sentar-se próximo a ele e repetir a pergunta que dessa fez foi ouvida.
— Pelo visto não é segredo para ninguém. — Erick riu. – Seria errado? – e seu sorriso sumiu.
— Não.
E mais uma vez o silêncio tomou conta. Era estranho estar ali no meio de toda aquela confusão, Erick deseja apenas poder voltar para a casa. Estava muito triste com sua melhor amiga. Apenas do que ela lhe fez e lhe disse ele apenas sente muito por tudo o que aconteceu.
Se ele estava desconfortável, imagine para sua prima que estava no centro de toda a confusão.
— Eu quero me desculpar em nome da minha irmã – Edward sentiu que o garoto ao seu lado estava bastante triste. – Sei que ela não queria ofender ninguém e, não sei, uma hora ela vai ver que tudo o que disse foi da boca para fora e vai te pedir desculpas. Ela gosta muito de você. – Erick o olhou abismado, pois sabia que nada do que ela havia dito foi da boca para fora. Rosalie nunca fala as coisas e pede desculpas depois.
— Não precisa amenizar a coisas. Conheço ela muito bem e sei que nada foi da boca para fora. Ela estava furiosa, mas isso não é desculpas. – Erick olhava para o chão, estava envergonhado. – Será que seus pais vão demorar com a minha prima?
Edward sentiu pena da criança a seu lado. Sabia que ele era o melhor amigo da irmã e não poderia deixa-la perder isso. – Eu não sei – respondeu.
— O que vocês estão falando?
Ambos os rapazes olharam para atrás. Rosalie estava com os olhos vermelhos demonstrando que chorara por algum tempo. Sua voz rouca e irritada era outro indício de que sua ira não havia se aplacado ainda.
Terminou de descer as escadas e foi para perto de seu irmão que para a surpresa geral a questionou antes que se sentasse.
— Você não tem nada a dizer? – com a cara ainda fechada ela apenas disse “não” grosseiramente.
Erick estava muito triste e chateado com a amiga, mas não queria ficar perto dela no momento. Levantou e com um simples ‘tchau” para Edward voltou para os fundos da casa. Ambos os irmãos ficaram apenas olhando. Edward com pena do garoto enquanto sua irmã nada demonstrava. Pensava que ele estava todo dramático apenas.
— Acho melhor você ir pedir desculpas a ele antes que você perca sua amizade. – levantou e saiu do recinto. Ele não queria dizer, mas estava muito incomodado com o fato de seus pais estarem com Isabella.
Rosalie não aguentava mais ficar em seu quarto esperando e isso estava deixando-a louca e sem paciência. E como sabia que de um jeito ou de outro levaria uma boa bronca de seus pais... desceu para o andar debaixo.
E pensando no que seu irmão disse, resolveu ir até o Erick.
— Erick? – nada – Hei! Relaxa, não sei por que você está assim. – então foi até ele, sentando-se do seu lado. Um toque pequeno de ombros e nada e ela bufou por estar sendo ignorada. – Sério que você vai ficar assim por causa daquela sua prima chata? Juro que não entendo. Você não tem nada a ver com ela. Duvido até de que sejam realmente parentes. Você é legal, enquanto ela é super chata e intrometida.
— A intrometida aqui é você. – finalmente ele falou algo.
— Como é? – estava abismada com o que ele disse.
— Isso mesmo o que você ouviu. Você que é a intrometida nessa história toda. Você não consegue enxergar um palmo a frente do seu nariz.
— Mas o que é que está acontecendo? Você nunca falou assim comigo. – estava estupefata.
— Eu só não aguento mais a sua implicância com a Bella. Ela nunca...
— Implicância? Falar a verdade agora é ser implicante? Que ótimo! – começou a bater palmas para ele com muita ironia.
— Chega! Abra teus olhos garota antes que seja tarde demais. Somos melhores amigos há anos, mas você precisa parar um pouco com isso. Deixe seu irmão respirar você não...
— Quando foi que meu irmão entrou na conversa? O problema aqui é sua parente e não ele. — ela não queria ser questionada, não queria que um garotinho lhe desse alguma lição de moral ou que dissesse o que deveria ou não fazer.
— O problema está todo aí e só você que não enxergar. Você não é a mãe dele então pare de agir como se fosse. Será que você realmente não enxerga o que está fazendo? – furiosa com tudo o que ouvia, Rosalie disse as palavras que mais tarde se arrependeria para sempre.
— Falou o garoto do qual os pais não ligam.
Erick ao ouvir tais palavras se sentiu traído e isso doeu. Doeu muito, mesmo sabendo que ela estava dizendo a verdade, porém nunca imaginou que algum dia sua melhor amiga pudesse o ferir tão forte assim. Ele apenas só queria sair dali e como se os deuses estivessem a seu favor sua prima apareceu e ao avistá-la correu em sua direção abraçando-a forte.
— Vamos para casa. – Isabella não queria ficar mais na casa. Pelo menos por hora e principalmente depois de toda confusão mais cedo.
Ela não estava se sentindo diferente do primo, só que estava magoada consigo mesma e arrependida, pois sabia que não deveria ter caído nas provocações de Rosalie. Não deveria. Mas também não poderia deixar de se sentir querida ao olhar Edward e reviver aquele beijo que tanto sonhou um dia. Foi como mágica. Jamais se arrependerá daquele momento. Entretanto a afronta e a revelação para todos de seus sentimentos para com Edward... não queria que fosse assim, ela desejava falar com ele em particular e saber se aquele beijo foi por mera curiosidade ou se ele sentia algo de verdade por ela.
Carlisle se prontificou em levar os dois para a casa de Erick, já que mais uma vez o menino se encontrava sozinho novamente e os empregados já sabem como lidar nessas ocasiões. Isabella por muitas vezes deixava de ser a prima que ele tanto gosta para ser a irmã mais velha. Nos momentos mais críticos, a mãe do garoto.
Chegando, Isabella usou sua chave reserva sabendo que nenhum empregado se encontrava. Abriu a porta e entraram.
— Quer algo para comer? – ela não estava muito a fim, comeria caso ele quisesse.
— Não sei. – respondeu triste.
— Ok, vamos ver se tem algo para um simples sanduiche, depois vamos para a cama.
Erick acenou a cabeça e subiu para o quarto dizendo que logo retornaria e Isabella ficou sozinha relembrando toda a conversa que teve com Esme e Carlisle.
— Levante a cabeça, Bella. – ela continuava com a cabeça baixa, a vergonha era tamanha que ela pensava que se levantasse não aguentaria as caras de decepção de ambos. As duas únicas pessoas adultas que a trataram com respeito e carinho, sem nada em troca. Ela própria estava muito decepcionada consigo mesma por permitir que uma garota a tirasse do sério dessa forma. Isabella tinha orgulho de si mesma por nunca ter entrado numa discussão com nenhuma criança depois que entrou na adolescência.
— Tudo bem. Não precisa levantar a cabeça já que não quer, não a forçaremos, eu só queria poder conversar com você olhando em seus olhos.
— Eu sinto muito! – o desespero tomou conta de sua mente e não podia ficar mais calada. Precisava falar. Mesmo que isso terminasse de uma forma bem dolorosa para ela. – Eu não deveria ter feito e dito tudo o que fiz, mas é que eu estava tão, mas tão cansada de tudo que quando percebi já estava retrucando, eu sinto muitíssimo mesmo. Principalmente por desrespeitar a casa de vocês. Eu não... eu só sinto muito.
“Eu já estava cansada de tantos insultos sendo direcionados a mim por ela. Eu nunca fiz nada com a Rosalie, mas ela me despreza e ela não faz questão nenhuma de esconder isso. Confesso que depois do que aconteceu comigo poderíamos chegar a um entendimento ou sermos amigas algum dia, mas ledo engano. Rosalie me odeia por eu ter... por eu ter sentimentos pelo irmão. Pelo visto ela sempre esteve um passo a minha frente.
Eu não sei dizer quando foi que me apaixonei por ele – sorriu – eu só sei que o amo. Ele é... eu não sei dizer. Tudo o que ele faz me encanta, o jeito como ele trata a irmão. O jeito reservado dele... sei que isso condiz com sua condição, mas... eu não sei dizer. Algo nele me encanta, me atrai e muito. Eu amo a forma como ele sorri discretamente quando acha que ninguém está perto. Amo quando ele olha para mim. Amo como ele ama sua família... eu não sei. Eu admiro muito ele querer ir sempre além. Eu aprendo muito com o filho de vocês. A forma como ele age e tenta conquistar as coisas por mérito próprio é fascinante.”
Seus olhos brilhavam de emoção. Um sorriso largo e bobo sempre surgia em sua face quando lembrava dele.
— Eu sonho com ele quase todas as noites. Nós dois andando de mãos dadas... nos beijando na chuva ou embaixo de uma árvore... sentados num sofá falando como foi o nosso dia... eu sei que são sonhos bobos, mas não consigo evitar.
Ao olhar para Esme e Carlisle seus olhos eram suplicantes de desespero e o choro foi inevitável.
— Eu juro que tentei lutar contra o que sinto por ele, mas eu não consegui. Eu não consegui. É mais forte que eu. – o soluço irrompeu pela garganta a fazendo chorar sem parar. – Eu juro para vocês que eu tentei.
O pesar de Isabella era quase palpável no escritório. Esme não poderia deixar de confortar a garota, principalmente depois de ouvir tudo aquilo. Ela sentiu a dor de Isabella em cada palavra, assim como sentiu o amor que ela tem pelo seu filho em cada palavra.
— Shiu! Não fique assim. Por favor. Respire devagar e tente se acalmar. Shiii.-
Diz um ditado que querer nem sempre é poder e apesar de querer se acalmar, Isabella não estava conseguindo e Esme apenas ficou consolando-a sem dizer mais nada.
Carlisle apenas observava e naquele momento agradecia a Deus pelo sentimento do filho ser tão correspondido. Seu coração estava mais leve, pois sabia que seu filho teria a maior experiência que o ser humano poderia sentir. Edward estava apaixonado por Isabella. Isabella estava apaixonada por Edward e Carlisle conseguia ver um futuro para ambos. E ele sorriu com seu coração explodindo de emoção.
Para Isabella foi muito difícil se expor dessa maneira. Dizer tudo aquilo deixou não só sua mente mais leve como também seu coração. Mas não poderia deixar de lembrar o motivo dos três estarem naquele lugar.
— Eu sei que fiz errado ao discutir com a Rosalie, mas quero pedir mais uma vez desculpas. A vocês dois. Vocês não mereciam que eu retribuísse dessa forma todo o apoio que vocês veem me dando. Sinto muito. Estou muito arrependida. – Esme se afastou da garota e nem soube o que falar neste momento.
Em uma mudança de postura, Carlisle iniciou – ou terminou- o assunto.
— Eu confesso que não imaginava que isso poderia acontecer um dia, mas depois de tudo tenho certeza de que não dava mais para segurar. Eu quero pedir desculpas pelas ofensas de minha filha. É óbvio que ela tem uma proteção excessiva para com o irmão, mas acho que ambas chegaram no limite.
Carlisle como um bom pai que é tentou ver os dois lados da história. Não tinha mais o que fazer.
— Devíamos ter previsto que isso poderia acontecer, Carlisle. Rose sempre foi uma criança impulsiva em relação ao irmão. Erramos em não corrigi-la na primeira vez em que usou de ignorância com Isabella, talvez se tivéssemos conversado mais com ela na época não estaríamos aqui agora. – Esme se lamentava muito com tudo aquilo. Não podia ficar do lado da filha, mas também não ficaria contra.- Espero que você a entenda, Bella. Não peço para esquecer, nem que a perdoe, mas tenha certeza que iremos fazer o mesmo com ela o que estamos fazendo aqui. Rosalie errou. Você errou, mas vamos resolver.
“ Não quero que fique triste e muito menos cabisbaixa. Você não merece isso.” – Isabella estava louca para sair daquela casa. Tinha medo de que a proibisse de chegar perto de Edward e depois do beijo seria impossível não continuar sonhando e amando aquele garoto autista.
— Entendo perfeitamente. – fungou e limpou o rosto para se recompor – Não quero que me julguem por sentir o que sinto pelo filho de vocês.
— Hei! Nem pense nisso. A única coisa gratificante de toda essa confusão foi saber dos seus sentimentos para com ele. – um sorriso genuíno tomou conta do rosto da matriarca. – Tenho certeza que mais alguém aqui nessa casa ficou feliz em saber disso – e piscou com o olho esquerdo para ela. Mas Isabella estava tão fora do ar que não entendeu muito bem s palavras de Esme.
— Acho que podemos encerrar por aqui. – citou Carlisle.
— Eu quero levar Erick para casa.
Nem a Esme e nem Carlisle tentaram persuadi-la disso. Não neste momento.
— Com uma condição. Que eu os leve. – a garota assentiu e os três saíram do escritório.
Ao retornar para a casa, Carlisle chamou Rosalie para uma conversa ali na sala mesmo, pois agora não havia ninguém de fora mais. A única pessoa que não se encontrava ali era Edward.
— Você sabe que o que fez foi totalmente errado, não sabe? – começou o pai muito chateado.
Esme e Carlisle dividiam o mesmo sofá e Rosalie estava há frente deles com a cara muito zangada. Em sua mente quem estava errada era Isabella.
— Para vocês eu estou sempre errada, mas infelizmente vocês não querem ver o que aquela garota está querendo. – a raiva fluía em cada palavra que saia de sua boca.
— Então nos explique onde foi que Isabella errou? O que ela quer de verdade? – perguntou a mãe.
— Mãe! Como vocês não conseguem ver que ela está querendo desestabilizar o Eddie. Não perceberam ainda que sempre que ela está por perto ele fica agitado e mal fica com a gente? – ciúmes. Estava claro como água para os pais.
— Rose. Se você prestasse atenção de verdade no seu irmão quando a Bella está por perto você veria que o incômodo dele por ela não é dessa forma que você descreve. – numa calma que Esme achou que não teria e somente uma mãe tem para com um filho chato, Esme continuou – Ela o incomoda sim, mas é porque ele fica nervoso na presença dela. E você sabe o porquê? Seu irmão gosta dela... e muito. — tais palavras não deveriam ter sido pronunciado neste momento.
Rosalie ficou em choque. Olhos arregalados. Vermelhos e sua respiração nem saia mais. Estava totalmente em choque pelo o que acabou de ouvir.
— Isso é mentira. Ele não gosta dela. Ele nunca vai poder gostar de ninguém porque ninguém vai entende-lo como a gente. Como eu. Ele não pode. Não pode.
Cortou o coração da mãe ao ver sua filha daquela forma. Estava totalmente errada, pois ele não só podia como estava gostando de alguém e era correspondido. Ver a filha chorando daquela forma doeu em seu coração.
Começou a lembrar de todas as vezes que viu Rosalie sendo grosseira com Isabella e pensou que era apenas uma proteção excessiva vinda da irmã, mas agora estava claro e não queria admitir. Rosalie naquelas palavras soava como uma pessoa incrédula. Não poderia continuar assim.
— Não quero que você pense jamais que seu irmão não possa ter o amor de uma mulher um dia. Você sabe perfeitamente que ele pode, deve e vai ter e ser o que ele quiser. Basta ele querer e somente ele. Não fique presa neste pensamento, minha filha. É triste e isso vai magoar seu irmão se ele souber.
Pensar no irmão com a intrometida fez seu estômago se revirar. Ela não poderia aceitar. Não queria aceitar. Não iria aceitar.
— A partir de hoje – começou Carlisle – você irá respeitar a Bella – ela quis falar mais o pai a interrompeu levantando a mão a fazendo se calar – Eu estou falando e não aceitarei que você trate Isabella daquela forma novamente. Aquela garota merece o nosso respeito e se você não a respeita então o dia que ela aparecer ou você se comporta ou ficar longe dela. No seu quarto. Hoje você me decepcionou e passou da conta.
A conversa foi bem curta, todos estavam esgotados e Rosalie cuspindo fogo pelas ventas saiu da sala pisando alto no chão.
— Tem mais uma coisa. – ela parou e Carlisle esperou até que ela se virasse e olhasse para ele. – Amanhã você irá pedir desculpas a Bella e ... principalmente ao Erick. Não pense que não ouvimos o que você disse a ele. Foi injusto e você sabe disso.
Finalizando, ela não respondeu seu pai e saiu correndo entrando no quarto trancando a porta.
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