Amor Autista
13 Capítulo 13 segunda fase - O Começo de Novas Memórias
Notas iniciais
Edward agora com 18 anos estava um rapaz muito bonito. Alto, com seus 1,85. Magro, mas com umas definições aqui e outra ali. Seus cabelos como sempre, não havia perdido sua tonalidade, estava em um emaranhado ninho ruivo. Esse estilo chamava muito a atenção das garotas.
Na faculdade, por mais que recebesse cantadas femininas, ele não havia dado abertura para nenhuma delas. Loiras. Morenas. Ruivas. Negras... Não importava qual sua cor ou raça, Edward não havia se interessado por nenhuma delas, fazendo assim correr um boato na instituição de que ele era gay, mas como não deu ouvidos aos boatos sobre si, logo morreu e novos outros sobre outros alunos surgiram.
Todas as férias e feriados, Edward ia para a casa ficar com sua família. Quando chegava, Esme sentia que a família estava completa, mas quando ele tinha que voltar... Era como se um pedacinho seu estivesse indo também. De certa forma era isso mesmo que acontecia. Todas as mães quando vê seus filhos abrindo suas "asas" e partindo para algum lugar distante, era esse o sentimento.
A vida dele na faculdade levou um tempo significativo para que se acostumasse. Não era uma coisa que se via sempre, uma pessoa com alguma deficiência ou doença incurável entrar em uma faculdade de renome. Seja ela qual for. Edward era autista, era especial, mas ele não queria ser visto assim. Seu nível de doença era baixo em relação a sua agressividade. Edward tinha certa vantagem sobre ela. Com pouco mais de um mês, conseguiu fazer todo o seu cronograma funcionar com a ajuda de um psicólogo da própria instituição acadêmica e ele estava bem com isso. O psicólogo da faculdade fazia um acompanhamento com ele uma vez por mês. No início das aulas era uma vez por semana. Isso estava ajudando bastante em seu desenvolvimento.
Em uma das sessões, o Dr. Grover pediu a Edward que entendesse que imprevistos existem e que era normal e que ali, não era diferente, mas que ele tentasse entender que era normal e que não se sentisse perdido acaso isso viesse ocorrer com ele deveria ligar. O Dr. Grover deu-lhe seu número pessoal para Edward e pediu que se ele se sentisse "estranho" era para ligar, não importava a hora. Logo, Edward tornou-se amigo do psicólogo.
Agora, dois anos e passaram e pela primeira vez, Edward tem a confiança de ir viajar sozinho para a casa. Ele estava muito nervoso, mas atribuiu isso a ansiedade que estava em fazer aquilo. Pela primeira vez. E ir ver sua família.
Quando chegou em casa ao abrir a porta sua ansiedade foi para o espaço e deu lugar apenas para o nervosismo. E ao medo. Edward não esperava nem em um milhão de anos rever aquela garota que um dia invadiu seu espaço e que não deixou seus pensamentos em paz, apesar de tê-la desenhado em uma simples folha de papel há anos atrás.
Ao vê-lo parado na porta, Esme exclamou surpresa e começou a chamar por seu marido e sua filha. A coitada não sabia o que fazer ou o que pensar. Seus pensamentos havia ido para o espaço. Literalmente. Esme abraçou seu filho feliz, mas sua expressão de surpresa não a deixava.
Quando conseguiu voltar a si após beijar, abraçar e dizer o quanto estava surpresa com sua surpresa, lembrou-se de que havia outra pessoa em sua casa. Isabella.
– Lembra-se dela, filho?
– Sim, mamãe. Lembro-me sim. -bem com essas palavras, Edward pediu licença a sua mãe e foi para o outro lugar. Fora da casa. Sem esperar para ver seu pai.
Ao chegar a sala, Carlisle não viu o filho e Esme com apenas um sinal, fez seu marido entender e sorrio para ela e foi se sentar junto das "garotas". Isabella nunca se esqueceu da primeira e única conversa que teve com o patriarca daquela família e isso a fez sentir os olhos se anuviarem.
– Oi, Bella. Quanto tempo criança! — disse ele sorrindo e ela retribuiu. Há muito ninguém a chamava assim, mesmo que não gostasse na época, mas Carlisle era diferente. Ele não a repreendia quando dizia assim, era uma forma carinhosa que ele a tratava.
– Oi. Desculpem-me se atrapalhou algo eu vim sem avisar e não quero causar nenhum tipo de constrangimento.
– Pare com isso. — disse Esme — Você não está atrapalhando em nada, até porque você não foi a única nos fazer uma surpresa hoje. — sorriu.
– É, eu percebi. Parece até que combinamos!
– É o destino. — disse Carlisle sorrindo olhando diretamente para Isabella.
– Eu não acredito nisso, em coincidência.
– Eu não disse isso. Eu disse... Destino. — e piscou com o olho esquerdo.
Um silêncio quase mortal se instalou no ambiente e Esme vendo que Isabella não continuaria seu desabafo na presença de Carlisle, falou:
– Venha comigo, Bella. Você é nossa convidada para o almoço, mas para que ele saia precisamos fazer, assim colocamos o "papo" em dia. — as duas se levantaram e Esme acrescentou para o seu marido — Edward deve está lá fora, querido.
Já na cozinha, enquanto Esme separa os ingredientes que usaria para o preparo do almoço, Isabella sentou em um banco da bancada voltando a falar.
– Juro pra você, Esme. Eu tento entender minha mãe, mas não tem como. Ela sempre me aparece com uma novidade absurda e escabrosa a cada dia. Você se lembra de quando te contei como foi minha festa de debutante em um de nossas trocas de e-mails? — Esme sinalizou que sim com a cabeça — Minha mãe não tem limites.
– Vou repetir o que disse no e-mail. Sua mãe fez sua festa da forma que ela queria que tivesse sido a dela. Uma coisa que Carlisle e eu preservados é o sonho dos nossos filhos e nunca tentar viver os nossos, neles. Cada um é cada um.
Isabella abaixou sua cabeça na bancada de mármore preto e começou a se lamuriar chorosa enquanto Esme sorria para ela. Isabella parecia uma adolescente que estava proibida de ir ao shopping com as amigas do que como uma adulta de 20 anos.
– Minha mãe não sabe o mal que estará me fazendo. Ela é doida. Maluca.
– Não fale assim de sua mãe. Apesar de tudo, ela ainda é sua mãe e merece o mínimo de respeito. — a repreendeu com sutileza. Isabella levantou a cabeça com indignação olhando diretamente nos olhos de Esme.
– Mas é verdade. Ela vive no mundo da lua de joias, riquezas e status. Ela não tem coração. — uma lágrima escapou de seus olhos que foi limpa rapidamente — O que eu faço, Esme. Eu não vou fazer essa vontade dela. Já não basta ter me obrigado a entrarem uma faculdade de renome e caríssima?
– Da qual você não frequenta a mais de dois meses? — falou Esme arqueando a sobrancelha esquerda para Isabella.
– Certo. Mas mesmo assim, ela passou de todos os seus e dos meus limites. Eu não vou me casar.
A voz de Isabella estava um tanto alterada. Sua irá estava a flores pele e ela sentia a necessidade de continuar seu desabafo. Afinal não foi para isso que ela foi até a casa dos Cullens? Esme era a única pessoa a qual Isabella sabia que não a criticaria e falaria que sua reação era infantil e que ela já havia passado dessa fase. Esme a escutaria e lhe aconselharia da melhor forma que pudesse sem dizer o que ela deveria fazer.
– E o que seu pai fala sobre isso?
– Ele é uma marionete nas mãos dela. Se dona Renée mandá-lo limpar seus saltos de grife com a língua, ele faz e sem reclamar.
– Infelizmente o que posso dizer é que você precisará ter pulso forte. Ser firme em sua decisão. Se você não quer casar com esse rapaz... Você terá quer terá que jogar com sua mãe. Não sei bem como, sinto muito. Ela tem que ver que você é muito jovem ainda para assumir um compromisso grande desse como o matrimônio. — Isabella prestava bastante atenção em tudo o que Esme dizia e ficou pensativa.
– E se nada disso der certo? O que farei? — sua voz tremeu ao dizer isso visualizando sua entrada na igreja.
– Realmente? Eu não sei, só posso dizer que confio em você.
– Pois eu sei. — disse em tom de desespero — Eu fujo. Vou para o outro lado do mundo com direito só de ida, mas não me casarei com esse Jacob Black. — Isabella sempre fazia essa cara de nojo sempre que citava o nome do rapaz a quem sua mãe estava tentando casa-la. Esme franziu o senhor.
– Esse rapaz é tão horrível assim?
– Esme, quando você não gosta de uma pessoa por mais bonita e gentil que ela seja se torna a mais nojenta, insuportável e horripilante do mundo.
A conversa continuava fluindo enquanto elas preparavam o almoço. Enquanto as mulheres estavam na cozinha, Carlisle foi à procura do filho e o encontrou sentado em um dos balanços com Rosalie ao seu lado. E dali ficou apenas os observando.
– Tenho que te contar uma novidade, Eddie! — exclamou a menina feliz da vida — Mas antes tenho que dizer que estou super feliz e orgulhosa de você pela surpresa que nos fez ao chegar aqui sem avisar.
– Eu também estou orgulhoso de mim mesmo, mas também fui surpreendido ao chegar em casa. Qual a probabilidade disso acontecer?
– Disso o quê? Você chegar e encontrar a intrometida aqui em casa? Nenhuma. Quer dizer, eu não sei. Ela e mamãe estão sempre em contato através de e-mails desde a época em que a conhecemos naquele dia no meu aniversário.
Edward ficou surpreso com aquilo. Seus não haviam contado nada sobre isso e a última vez que ouviu o nome dela, foi quando voltavam para a casa depois de passar a noite no hospital.
– Mas me conte a sua novidade porque depois tenho uma para você. — as órbitas oculares de Rosalie abriram-se tanto que chegou a doer por um instante.
– Você não está namorando não. Não é!? Por favor, Edward Cullen. Me diga que você ainda está solteiro!
Edward estava um pouco assustado com a forma possessiva em que sua irmã falava, mas não deixou de sorrir com o drama que ela fazia. Sua irmã era bem mais nova do que ele. Tinha apenas 12 anos se portava como se os papéis estiveram invertidos.
– Não. — agora, ele gargalhava — Não tenho nenhuma namorada. Larga de ser tão dramática. — e ele continuou rindo até que reparou que ela não ria e estava de cabeça baixa. Uma coisa passou por sua mente e dessa vez foi Edward quem "surtou". — Espere! -seu sorriso morreu — Você não tem nenhum namorado, não é Rosalie Cullen?!
Rosalie saiu do balanço rápido sem nem olhar para seu irmão cuspindo no chão com nojo.
– ECA! Que nojo. Trocar saliva? Isso não está nos meus planos, irmãozinho. Eca. — ela parou por um segundo, respirou fundo e prosseguiu — A novidade que tenho é que entrei para o time misto de futebol do bairro onde todo ano ocorre um campeonato nas férias escolares. — ela gritou as últimas palavras jogando os braços s para cima com um sorriso contagioso na face.
– Jura! — seu irmão exclamou e correu até ela passando os braços por baixo dos de Rosalie e começou a rodá-la. A alegria era contagiante. As gargalhadas e gritos se misturaram e podia ser ouvida de dentro da casa.
Carlisle não se continha em si de tanta felicidade e para não atrapalhar o momento dos irmãos, entrou na casa indo em direção a cozinha.
– Deixe-me adivinhar. — falou sua esposa — Ela contou para ele, não foi?
– Contou o quê? — perguntou a “intrometida" ao casal.
– Não ouvi a conversa deles, mas pela alegria e os gritos lá fora eu acredito que ela contou, sim. — o casal sorria cúmplices um para o outro. Esme virou para Isabella que estava esperando a desponta de sua pergunta curiosa.
– Rose entrou para o time misto de futebol daqui do bairro. Acho que seu primo também faz parte. Amanhã será seu primeiro jogo oficial. Você pode vir conosco, se quiser.
– Hum... Meus tios ainda não sabem que estou na cidade, mas não se preocupem. Sei que Rose não vai muito com a minha cara, mas tentarei ir prestigiá-la amanhã em seu grande dia. Tenho certeza que isso deve ser uma realização de um sonho dela. — piscou um olho para Esme que sorria, pois sabia que Rosalie queria muito jogar futebol. — Acredito que se meu primo está no time, minha tia não deve estar muito feliz com isso.
Do lado de fora da casa à comemoração ainda rolava solta entre os irmãos. Depois de rodar e rodar Rosalie por vários minutos, Edward e sua irmã brincavam de pega-pega até que ambos caíram cansados na grama verdinha do quintal.
– Então... Qual a sua novidade. — perguntou Rosalie quase não conseguindo falar de tão ofegante que estava. Edward respirou profundamente duas vezes na tentativa de normalizar a sua própria respiração.
– Quando eu voltar das férias, eles irão me passar para o último ano da faculdade.
– Como assim? — perguntou sentando-se rapidamente.
– O reitor disse que sou um aluno exemplar com um QI avançado para a informática. Ele e os outros professores que me acompanham nas aulas, na verdade, sou eu que os acompanho, mais o psicólogo decidiu depois de alguns meses que passaram me avaliando sem que eu percebesse e decidiram que eu estava apto e tinha capacidade e "genialidade" — fez aspas com os dedos — Para avançar o suficiente e ir para o último ano de conclusão. Assim, eu me formo no próximo ano letivo em técnico da computação avançada e poderei voltar para a casa. Para sempre.
– Ai meu Deus. Ai meu Deus. AI MEU DEUS! — ela começou a pular gritando "ai meu Deus" — Eu não acredito. Você... Você... — e começou a chorar — Eu sempre soube que você era especial, não por ser autista, mas porque você simplesmente é você. Especial.
Edward levantou e abraçou-a. Ele não queria fazê-la chorar, queria vê-la sorrindo.
– Não chore, pinguinha. — sua voz soava tranquilizadora — Por favor.
– Assim você estraga o momento, Eddie e eu estou chorando é de alegria! — os dois ficaram assim abraçados até serem interrompidos por Isabella.
– Humrum... Desculpe-me, mas... — dois pares de olhos voltaram-se para ela. — Mas a mãe de vocês pediu para que eu viesse aqui avisá-los que o almoço já esta na mesa.
Da mesma forma que sentiu-se nervosa conversando com Carlisle há alguns anos atrás, ela estava agora, na frente de Edward, tremendo da cabeça aos pés. Isabella tinha receio de ser tratada novamente daquela forma como foi tratada por ele quando o conheceu. Mas isso não aconteceu. Hoje Edward entendia o que não podia e não conseguia entender quando era apenas uma criança. Rosalie por sua vez, com o rosto molhado pelas lágrimas, enxugou as pressas e olhou para o irmão com um sorriso que iluminava qualquer pessoa.
– Meu irmão é um gênio. — soltou-o e correu para dentro, gritando — Meu. Irmão. É. Um. Gênio!
Edward mantinha um sorriso aberto nos lábios olhando a irmã correndo e saltitando enquanto gritava aquelas palavras. Ele a amava muito e o sentimento era recíproco.
Isabella sabia bem do que a forma dele seria capaz para defender o irmão e não tardou em se desculpar com ele. Antes tarde do que nunca pensou ela.
– Edward — começou retraída — eu queria me desculpar por... Por àquele dia. No aniversário dela. — Isabella apontava para trás em direção a Rosalie. Suas mãos estavam suando com medo de aquilo voltar a acontecer, mas ela sentia a necessidade de se desculpar. Mas foi pega de surpresa.
– Desculpe-me, também. Eu fui pego de surpresa e não gosto disso.
– Você foi invadido. Eu invadi seu espaço sem pedir autorização. — sua voz saia trêmula diante dele.
– Prefiro dizer que fui surpreendido! — seu tom era sério e Isabella não conseguia olhar para outra direção que não seja Edward. — Acho melhor entrarmos. — e começou a andar enquanto ela permanecia parada no lugar como se numa força invisível estivesse a segurando. Suas terminações nervosas estavam palpitantes em seu ouvido.
O almoço ocorreu tudo nos conformes, Carlisle finalmente conseguiu dar um abraço no filho que tanto estava aguardando.
– Meu filho. — disse dando tapinhas em suas costas — você não poderia me deixar mais orgulhoso. Bem vindo, Edward. — seu sorriso só se alargava de tão emocionante em orgulhoso que tava por seu filho. Edward não disse nada, apenas sorriu e foi se sentar a mesa. De frente para Rosalie.
– Onde está a Bella? — perguntou Esme.
– Aqui. — disse ela entrando no local, sua voz soou baixa como se estivesse sido abduzida para outro mundo que não conhecia.
– Venha, querida. Sente-se.
Ela sentiu-se ao lado de Edward. Não sabia como agir. Estava surpresa de que quando falou, ele não a expulsou ou deixou-a falando sozinha. Tudo bem. Todos estavam crescidos, mas Isabella não espera que ele seja cordial ou...
Desde que ela soube da doença que Edward carregaria para o resto de sua vida, Isabella o admirava, mesmo que de longe.
Quando soube que ele havia entrado em uma faculdade, chorou de emoção por ele, mas assim como sua família ela se preocupou também, pois seria um mundo novo e diferente, ele teria novas rotinas, mas não pode deixar de torcer e vibrar por ele por mais uma vitória!
Isabella queria ter contato com uma pessoa autista, sabia como lidar com isso na teoria, mas na prática ela sabia que não seria fácil. Na prática nunca eh como se diz na teoria, ela apenas lhe da uma noção do que você deve fazer em relação a algo e ali, ao lado dele, não sabia como agir.
– Então Eddie, depois vamos "bater uma bolinha"?
Isabella foi tirada de seu devaneio pela conversa animada que estava na mesa. Reparou que todos comiam alegremente, menos ela. Sua refeição estava intacta.
– Não esta com fome, querida? Você ajudou com tanto prazer, experimente! — pelo visto, Esme a observou.
– Desculpe-me, eu estava... Estava, nossa! — exclamou sincera — O cheiro está maravilhoso. — e estava mesmo, Esme era uma cozinheira de mão cheia. Apesar de sua ajuda que só sabia fritar ovos e esquentar pão com manteiga no mosteiro.
– Tem certeza? Não a quero chorando depois. — a conversa já havia mudado, agora estava com Edward e Rosalie.
– Papai, você será nosso juiz — declarou a pequena e Carlisle não contestou, ao contrário, achou maravilhoso poder voltar a participar de alguma atividade com seus filhos, juntos. Novamente.
O decorrer do almoço foi agradável. Bella ainda não conseguia se soltar ao lado de Edward, mas era incluída nas conversas dos mais velhos, enquanto isso, Edward por sua vez estava tendo uma "briga de pernas" embaixo da mesa com sua irmã.
Carlisle sorria feliz ao ver sua família reunida e Esme sorria de volta para ele sentindo-se realizada.
Quando a refeição deu-se por encerrada, a mesa logo foi desfeita e seu enfeite habitual voltara para cima dela.
A cozinha agora estava impecável e Edward, Rosalie e Carlisle estavam no jardim dos fundos correndo atrás da bola. Mas Isabella não estava se sentindo bem. Queria sair dali e foi isso que ela fez. Despediu-se apenas da Esme que percebeu que a garota estava desconfortável ali, mas mesmo assim, não questionou dizendo apenas para que a garota se cuidasse. A brincadeira dos jovens Cullen rolou a tarde toda.
Enfim. O grande dia de Rosalie chegou e a família toda estava animada para a sua primeira partida de futebol. Carlisle e Esme permitiram que ela participasse do time misto para suprir a falta que o irmão fazia na vida da pequena. Que já não era tão pequena assim, Rosalie estava crescendo rápido a olhos vistos.
Por várias noites, Carlisle teve que levar a filha no colo, dormindo de volta a sua cama. Ela sempre dava um jeito e escapava para o quarto do irmão e ali, acabava dormindo. Rosalie sentia muita falta dele, mas a saudade sempre era amenizada quando eles se falavam por telefone.
Ao chegarem no campo de futebol aberto perto da escola onde Rosalie e Erick estudavam, Rosalie saiu correndo com sua mochila nas costas. Estava atrasada para se reunir com seus companheiros de time. Sua euforia era tamanha que passou por Isabella, que havia chegado a pouco com seu primo Erick, que nem a viu.
– Achei que não vinha, Rose! — disse o menino de cabelos negros, super liso e de olhos da mesma cor.
– É. Eu também pensei, mas ainda bem que chegou. Agora estamos completos. — completou o menor jogador do time e goleiro. Na verdade, goleira. Era uma menina de pele negra do cabelo black que ela amava. Sid poderia ser pequena, a menor menina do grupo, mas tinha uma agilidade e reflexo que seria uma lástima não deixa-la no gol.
– Desculpa a demora, mas agora estou aqui e cheia de vontade para jogar. — estava animada — Vamos ganhar esse jogo. — declarou com muita euforia e todos bateram palmas de incentivo.
– Okay criançada — chegou o técnico os interrompendo. Laurent era um negro muito charmoso e de bom coração. Era educado e respeitava a todos e exigia o mesmo tratamento. Prova disso era Sidney — Sid para os amigos- sua filha não tinha regalias no time, era tratada como igual aos demais jogadores do time misto. Na verdade, todos eles eram tratados de maneira igual. Meninos e meninas. A única coisa que Laurent não suportava era birra de criança por causa de nada. Ou eles eram companheiros dentro de campo ou não faria parte do seu time — Chegou a hora. Todos vocês prestem atenção uns nos outros, assim vocês saberão quem estará livre para chegar ao gol adversário. — disse olhando nós olhos de cada um deles. — Mãos no centro. — o técnico colocou a sua primeiro e logo foi seguido pelos outros — Lembrem-se, não importa se ganharmos ou perdermos, esse é o nosso primeiro jogo desta temporada, somos amigos, companheiros, camaradas e família então não importa, estaremos sempre juntos. — exclamou e jogou as várias mãos para cima.
A partida começara.
Todos os familiares estavam nas arquibancadas, sentados e torcendo para seus filhos. Isabella encontrou com os Cullen e foi sentar juntos deles.
Na noite anterior, Isabella havia se dado conta de que seu nervosismo há mesa durante o almoço foi por causa da atração física que começou a sentir no momento em que seus olhos pousaram em Edward. Se tornando um homem. Um homem lindo e vencedor. Sim, ela admitiu para si mesma, mas não havia nada que pudesse fazer contra isso, não tentaria nada, não por ele ser autista, mas sim por Esme. Não queria magoar ninguém. Então Isabella decidiu guardar para si mesma essa atração que estava sentindo, desejando assim que logo acabasse. Tentaria ela não alimentar esse sentimento, assim, logo isso passaria.
O jogo permanecia empatado em zero a zero. O time de Rosalie atacava pouco e o técnico tentava formar jogadas aos gritos, mas eram sempre desarmados. O fim do primeiro tempo se aproximava.
Edward estava muito concentrado na irmã, em como ela se movimentava para lá e para cá. Isabella fazia o mesmo ao lado dele, mas concentrada em seu primo.
Como sempre, seus tios estavam sempre ocupados demais em ter um pouco de lazer para com o filho. Descobriu através do primo que era os pais de Rosalie quem sempre o levava para os treinos do time misto do bairro.
Fim do primeiro tempo.
O juiz apitou.
Todos os jogadores foram para perto do técnico.
Edward e Isabella levantaram de seus lugares sincronizados e correram em direção a seus parentes.
Carlisle e Esme ficaram olhando com olhos intrigados para os jovens que não se deram conta dá sincronia que houve com ambos ao se levantarem. O casal Cullen se olharam em busca de uma resposta, mas não havia nenhuma, então... Sorriram.
– Rose! — chamou ele
– Erick! — chamou ela
Ambas as crianças correram até eles. Edward começou a dar instruções para sua irmã e Isabella fez o mesmo com eu primo.
– E se não der certo? — perguntou Rosalie.
– Isso é uma jogada ensaiada, mas vocês pelo visto, não ensaiaram nenhuma jogada de ataque e será um pouco difícil. Pelo menos o que eu observei do outro time, vocês conseguirão. — respondeu Edward.
– Isso pode dar certo, desde que vocês façam exatamente o que foi lhes passados. — dessa vez foi Isabella a falar e as crianças a olharam como se ela parecesse um E.T. — O que foi?
– Você entende de futebol? — soltou Rosalie curiosa.
– Muito bem, se quer saber! Agora está na hora de vocês voltarem para o técnico e começarem a mostrar o por que vocês treinam tanto!
As crianças deram de ombros e voltaram para o círculo junto de seus companheiros.
Quando as crianças voltaram para o centro de campo, Edward e Isabella permaneceram onde eles estavam.
– Você acha mesmo que isso pode dar certo? — Isabella soltou a língua sem perceber.
Edward sem olhá-la, respondeu:
– Cruzar os dedos não fará mal. Ou fará?
Isabella sorriu e por um momento achou que não conseguiria parar, até que ouviu a risada dele. Edward.
Rosalie e Erick tentaram fazer a jogada que Edward ensinou. Por duas vezes eles quase conseguiram, mas aos 45 do segundo tempo... Finalmente... A jogada deu certo e time misto saiu vencedor em seu primeiro jogo da temporada.
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Continua...
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