Amor Autista

10 Capítulo 10 - Mãe sendo, mãe.


Notas iniciais
Não, não é nenhum fantasma que voz digita. Sou eu mesma, a autora da fic ashuashua Quanto tempo em meninas e meninos!!! Sei que vcs não querem nenhum texxxxto e sim o capítulo então vamos aos agradecimentos. Muito obrigada a TODOS que comentaram, vcs são DEMAIS!!! Muitíssimo obrigada a MICHELLE GARCIA pela recomendação que AA recebeu no último capítulo ( lembrando que quem recomenda, ganha um SPOILER do próximo capítulo). Mi como eu já havia dito, eu amei sua recomendação, muito obrigada gata. Enfim... BORA LER amores. Ps: caso encontre alguns erros, sorry, mas a pessoa aqui ta dopada de remédio para dor (alguém tem umas costas ae para me emprestar por uns dias??? minha pessoa agradece).

#Capitulo 10#


Ao término da festa de aniversário da pequena Rose, os contratados para a limpeza logo colocaram as mãos á obra, limpando toda a sujeira da criançada deixada no quintal. Mas Esme estava mais do que feliz, estava satisfeita por tudo ter ocorrido super bem, mesmo o pequeno contratempo da prima de Erick ter saído daquele jeito, toda assustada, nada iria tirar a alegria que explodia dentro de seu peito. Esme estava radiante principalmente pelo seu filho ter vencido mais uma batalha. E não era uma simples batalha, era uma enorme. Cada obstáculo oferecido a Edward não poderia ser levado como "pequeno" e sim como "um grande passo". Ela estava orgulhosíssima de seu guerreiro.


Mas como nem tudo são flores... Ao entrar, dentro de casa, Esme não viu nem Carlisle, nem Edward e muito menos sua filha e achou estranho, pois imaginava que depois da super festa, pelo menos seu marido estaria ali, na sala, jogado ao sofá, mas não, ninguém estava ali. E como toda mãe tem um sexto sentido apuradíssimo principalmente para com os filhos, sentiu-se sendo puxada para o quarto de Edward e ao chegar á porta estava escancarada e seu marido estava agarrado ao filho com a respiração desregular e imediatamente ela correu até eles.


– Meu Deus, o que houve? Edward o que aconteceu meu querido?


– Eu não sei bem o que aconteceu entrei, dentro de casa e ouvi os gritos dele e quando cheguei aqui tinha uma garotinha aqui no quarto e ele gritava com ela, mandava-a sair desesperado e minha única reação foi tentar acalmar nosso menino. — dizia Carlisle sem respirar, ele também estava afetado com a ação do filho por que nunca passou pela sua cabeça de que alguém poderia entrar ali. No quarto dele.


Esme na mesma hora soube de quem se tratava e sentiu-se muito culpada pelo ocorrido.


– A culpa foi minha. Eu deixei aquela garota entrar aqui. Não pensei que sua curiosidade fosse tamanha ao ponto de querer bisbilhotar os cômodos da casa. Mas o que eu podia fazer? Ela estava com sede e eu não o via para que pudesse levá-la até a cozinha e dar-lhe a água para beber! — nesse momento Esme também estava nervosa e começou a culpar o marido também.


– Agora a culpa é minha?


– Sim, também é porque eu estava despedindo-me dos convidados e se você estivesse por perto nada disso teria acontecido.


– Chega!!! Por favor, chega. Che-ga. — balbuciava Edward tentando se afastar dos braços dos pais. — Por favor... não briguem.


E mais uma vez a culpa caiu sobre Esme que não conseguia evitar sentir-se assim, mesmo sabendo que com uma criança autista em casa e no meio de uma festa cheia de gente desconhecida isso poderia acontecer.


Carlisle deixou que o filho se afastasse e assim que se viu livre, Edward saiu correndo de seu quarto indo em direção a outro cômodo, tal esse que era seu refúgio, o seu lugar favorito em toda casa. O quarto de "brinquedos".


Pai e mãe perceberam de imediato que estavam gritando e isso não poderia acontecer dentro daquela casa, muito menos perto daquela criança que é tão especial. Respirando fundo, Carlisle saiu do recinto indo para os jardins dos fundos onde a poucos minutos encerrara-se uma festa infantil. Esme ficou no quarto do filho olhando aturdida para os seus braços e com o coração dilacerado de dor pelo estado em que encontrara o filho. Sozinha, ela não parava de sussurrar desculpas para o filho que não estava mais ali, até que percebeu que isso não faria o tempo voltar.


Olhando em volta do quarto percebeu que em nenhum momento viu Rosalie ali e começou a preocupar-se novamente. Agora com a menina.


Carlisle se encontrava a beira do balanço, o mesmo que quando foram conhecer o lugar viu seus dois filhos parado olhando. Seus olhos estavam lacrimejantes e uma lágrima cedeu, fazendo assim um caminho único molhado em sua face. Carlisle sabia que não poderia se deixar levar pelo fato ocorrido, mas nem um super-herói é imbatível, até mesmo eles têm suas fraquezas e esse pai heróis estava cansado de ser forte. Precisava de um espaço para que pudesse relaxar e deixar suas emoções virem à tona.


Ele tenta segurar o choro que estava prestes a vir mordendo o canto do lábio inferior e respirando fundo e em alguns momentos até contando de zero a dez (por várias vezes). Cada vez mais ele respirava fundo e olhava para o céu, em busca de alguma ajuda divina, mas o peso estava tão forte que quando pensava que estava se aliviando do que sentia em seus ombros, uma nova vontade de chorar chegava e assim, Carlisle começava todo o processo de respirar, morder e contar.


Finalmente ele conseguiu controlar suas emoções, mas uma hora ele não ia ser tão forte quanto pensa e ele sabia disso. Quanto mais ele guardava essa emoção, mais forte ela viria e mais difícil seria controlar-se.


Enquanto Carlisle meditava do lado de fora da casa, Esme procurava por sua filha dentro. Sabia ela onde Edward estava e constatou que estava certa quando passou pela porta do quarto de brinquedos e o pegou lá dentro sentado em um pufe segurando um brinquedo.


Rosalie pode ser pequena e muito nova, mas tinha um respeito e amor por seu irmão que aguçava seu pequeno e inocente instinto de proteção e ao vê-lo naquele estado ao qual ela sofria por saber que ele era assim, tratou logo de fazer algo logo que entendeu o motivo.


Desceu as escadas e foi em direção ao telefone tirando-o da base e correu para o escritório do pai. Ao abrir a porta, bateu com a mão na testa chamando a si própria de “burra” pois estava tão focada no que iria fazer que esqueceu-se que ali também possuía um aparelho telefônico, mas logo recuperou-se e torceu para que discasse os números certos e que a pessoa da outra linha com quem ela queria falar, já estivesse chegado em casa. Torcia para que tudo ocorresse bem, pois se seus pais a pegam ali, fazendo o que pretendia, seria uma bronca certeira. Mas ela não conseguia evitar, era seu irmão que tinha sido prejudicado e na sua concepção, irmãos defendem irmãos.


Começou a discar os números rezando para que estivessem certos, pois se errasse um número, não teria como ir até seu quarto, pegar sua agenda de contatos, rosa e lilás, para conferir. Ao fim, o som da chamada fez-se ouvir e no terceiro toque uma voz soou do outro lado da linha. Rosalie sentiu seu corpo todo tremer, suas mãos suaram e sentiu sua face esquentar, mas isso não a impediu de prosseguir.


– A-alô! – mesmo que gaguejando – O Erick já chegou? – um sorriso fez-se ouvir da voz e Rosalie tinha quase certeza de que era a mãe dele.


– Não, ele ainda não chegou. – respondeu educadamente – Posso saber com que eu falo? – pediu.


– É a Rose, ele veio na minha festa de aniversário, hoje á tarde.


– Oi querida, ele ainda não chegou. Da sua casa, ele iria para outro lugar com a prima dele, mas se quiser deixar recado...


Rosálie não tinha pensado em nenhuma desculpa para dar o telefonema e se viu em um beco sem saída. Sua mente deveria trabalhar rápido, mas ela só pensava no que tinha de ser feito. Sua preocupação com seu irmão foi, maior do que em planejar como faria para saber quem era essa tal prima de Erick.


– Alô? Ainda está aí Rose?


– Oi! Sim, bem... Eu só queria saber se ele gostou da festa, só isso, tchau! – e desligou o telefone.


Assustada, Rosalie saiu correndo do escritório do pai, mas não sem antes observar pela fresta se não havia ninguém por ali que pudesse vê-la. Saiu em disparada colocando o aparelho na base e logo seguiu em direção a seu quarto dando de cara com sua mãe.


– Rose, onde estava? – perguntou com viril preocupação.


Rose não soube o que dizer, mas da mesma forma que o improviso veio durante a ligação, o mesmo ocorreu agora. Engoliu em seco e soltou a primeira coisa que veio a cabeça.


– Não gosto de ver meu irmão daquele jeito e fui tomar água. – não era de todo improviso – Como ele está?


– Está no quarto de brinquedos, agora ele está calmo. Também não gosto de vê-lo assim. – suspirou – Bom preciso resolver umas coisas e você... Vê se não some!


Esme passou a mão na cabeça da filha e saiu. Assim que a menina viu sua mãe sair de suas vistas, entrou em seu quarto e correu para a cama se jogando nela e abraçando suas pernas encolhidas com os braços balançando-se para frente e para trás pensando num modo de colocar seu plano em ação sem levantar suspeitas.


– Eu sei que consigo. Eu só tenho que pensar antes de agir e não fazer nada com a cabeça quente. Como minha mãe diz, sou muito impulsiva e tenho que fazer as coisas com calma.


O fim de semana festivo passou-se numa lentidão desesperadora para a pequena Rosalie. A pequena peralta passou todo o tempo livre pensando numa forma de começar a sua operação secreta e no fim, ao chegar à escola a única saída seria improvisar mais uma vez. A própria não conseguia chegar, em um acordo com ela mesma de como tocar no assunto “sua prima intrometida machucou meu irmão”.


Chegando a sala de aula, Rosalie passou os olhos pela mesma a procura de Erick e o encontro nos fundos dela junto com outros dois amiguinhos de classe. Eles estavam brincando de virar cartas. Andou até eles timidamente e cutucou-o no ombro no exato momento em que Erick levava as mãos juntas ao alto e abaixava-as rapidamente em forma de conchas, fazendo um efeito sugador quando fosse levantar as mãos para que as cartas virassem, mas o toque dela o fez parar separando as mãos no meio do caminho. Olhou para trás para ver quem o tinha atrapalhado prestes a soltar impropérios, mas ao ver Rosalie ali, parada com o rosto um pouco corado, sua fúria se esvaiu.


– Oi Rose, como vai você. Minha mãe me deu seu recado.


– É, eu... Eu só – olhou para os outros meninos que estavam com sorrisos zombeteiros nos lábios e isso a enfureceu agravando sua voz – Sim, eu liguei, mas você não me retornou.


– Era para retornar? – disse inocente.


– Lógico. Se eu liguei era porque eu queria falar com você e não com sua mãe! – exclamou com evidente raiva fazendo Erick se encolher.


– Desculpe, mas minha mãe disse que você só queria saber o que achei de sua festa e imaginei que não precisava retornar, pois eu já havia lhe dito lá, que tinha sido uma tremenda festa, umas das melhores que eu já havia ido. – ela respirou fundo vendo que havia assustado o garoto e que ele estava certo.


– Tá, tudo bem. Tá desculpado, mas eu preciso falar com você. – ao dizer isso, Rosalie ouviu risinhos vindo dos meninos novamente e um deles arriscou a irritá-la fazendo seu estômago embrulhar.


– Tão namorando. – disse o garoto de pele morena e cabelos escuros e como uma boa criança na idade de sete anos, a reação dela não foi de se espantar. Rosalie mostrou a língua e os mandou tomar banho. Reação típica quando se escuta uma gracinha desse tipo.


Não esperou que dissessem mais nada e virou-se indo sentar-se em seu lugar, mas não deu tempo de começar com sua Operação Estou De Olho Em você, pois a professora acabara de entrar. Rosalie bufou sentada e ficou carrancuda até a hora do recreio.


Quando o sinal tocou, Rosalie puxou Erick pelo braço e correu para o pátio, o coitado era menor que ela e consequentemente suas pernas também o que fazia com que tivesse que se esforçar mais para seguir o ritmo dela. Pararam embaixo a sombra de uma copa de árvore. Ofegantes.


– Rose... outra corrida... dessa... você... me enfarta. – Erick estava colocando os bofes para fora enquanto tentava falar e encher os pulmões de ar ao mesmo tempo.


– Desculpa, mas eu... – tomou um longo fôlego antes de começar – Você gostou da minha festa?


– Sim, estava muito legal – Erick franziu o cenho sem entender porque ela insistia em saber disso – Por quê?


– E a sua prima? Ela disse alguma coisa? — pronto. Que o jogo comece, ou melhor, que a operação, estou de olho em você, comece.


Rosalie e Erick sentaram-se no chão e ele começou a contar todo empolgado dizendo que sua prima havia ficado fascinada com uma festa muito bem organizada. Principalmente por ser infantil, coisa – disse ela – era raridade porque sempre tem aquelas crianças birrentas que antecipam tudo em uma festa de aniversário.


– Mas eu não sei o motivo... Você se lembra de quando estava nos despedindo, Bella estava estranha, mal falava só dizia que tinha que parar de ser tão curiosa, mas quando perguntei porque ela falava aquilo, ela mudou de assunto e voltou a ficar normal.


– Humm. – sua boca respondeu “humm”, mas sua cabeça gritava “lógico que tinha que parar, isso é feio”.


O recreio havia acabado, mas a professora ainda não havia retornado e Rosalie decidiu fazer mais perguntas.


– Erick, sua prima é legal?


– Sim. Porquê?


– Nada não é que... O pouco que falei com ela, eu gostei. Só isso. – mentiu.


– Bom, ela virá me buscar hoje. Quer carona? Assim você pode conversar com ela. – seria uma ótima oportunidade para Rosalie se aproximar da garota, mas não poderia, sua mãe viria buscá-la.

– Fica para uma próxima. Alias qual a idade dela? – perguntou antes que se esquecesse.


– Bella tem quinze, mês que vem ela faz dezesseis e meus tios estão preparando uma enooorme festa de debutante para ela. Pena que a festa não será aqui. Será na cidade deles. — Rosalie arregalou os olhos, mas Erick não soube decifrá-los.


Caramba. Ela é quase uma adulta!” – pensou Rosalie.


– Mas ela é muito legal, você vai gostar dela. – disse – Hey – continuou – porque na hora que sua mãe vier te buscar, você não pede a ela para ir para a minha casa brincar? Assim você conhece mais a minha prima. – ela achou uma ótima idéia.


– Verdade! – falou empolgada.


Todo o resto da conversa foi feita na base do sussurro.


O fim da aula se aproximava e Rosalie começou a sentir o frio da ansiedade tomar conta de si. O portão foi aberto e logo Rosalie avistou sua mãe e correu em sua direção com Erick junto.


– Oi mamãe! Posso ir para a casa do Erick? Ele me convidou para ir brincar junto com a prima dele, ela vem buscá-lo e como gostei dela eu queria conhecê-la mais, pois na minha festinha foi tudo muito rápido. – soltou tudo de uma vez com os olhos brilhando e um enorme sorriso no rosto.


Esme olhou de soslaio para o garoto que sorria pedindo “por favor” com os olhos. Duvidosa, Esme pediu para falar com a prima do menino primeiro e mais uma vez Rosalie e Erick correram juntos. Esme apreçou os passos para não perdê-los de vista em meio a várias crianças que ainda saíam e não pode deixar de sorrir com a feição de espanto que a jovenzinha trazia no rosto. Quando Rosalie viu, ela saboreou o momento.


– Olá Isabella! – disse Esme estendendo a mão para cumprimentá-la. Isabella piscou os olhos várias vezes, ela estava suando muito nas palmas das mãos e passou-as rapidamente em seu jeans antes de devolver o cumprimento.


– Oi senhora. E-eu... Eu sinto muito pelo outro dia.


– Posso trocar algumas palavrinhas com você, será rápido, eu prometo.


Rosálie colocou as mãos sobre a boca para abafar o risinho que começava a escapar de seus lábios. Era a segunda vez em poucos minutos que Isabella ficava assustada. Ou talvez o assombro dela ainda não tivesse passado. Ela acenou com a cabeça em forma de concordância.


– Por que vocês não nos esperam sentados na escadaria da entrada? – pediu Esme – Será coisa rápida, prometo. – e adivinhe só... Correram mais uma vez.


– O que será que sua mãe quer com minha prima?


– Não sei. – mentiu mais uma vez. "Só sei que ela ta estragando o meu plano". — pensou.


Esme se afastou muito pouco das crianças, pois queria tê-las sob sua visão enquanto falava com Isabella.


– Bem, senhora, antes que... Eu sei o que a senhora quer e... – ela aparentava-se tão nervosa e realmente, estava nervosa, suas mãos não paravam quietas, ora em seus cabelos, ora em suas pernas.


– Calma criança. Não estou aqui para brigar com você. Acredito que você tenha se arrependido de ter feito o que fez, em um lugar que não conhece e desejo do fundo do meu coração que você tire o ocorrido como uma lição e que isso não se repita mais.


– Sim senhora. Eu aprendi a lição sim e me perdoe por assustar o garoto. Eu não sabia – mordeu a unha do polegar em sinal de medo – me desculpe, por favor. – os olhos de Isabella estavam lacrimejando.


– Confesso que ao vê-la eu queria brigar com você, mas você deve ter o quê? Doze, treze anos?


– Quinze, senhora.


– Ah, desculpe-me, mas achei ser mais nova, sua estatura não faz jus a sua idade. Bom, isso não vem ao caso e, por favor não me chame de senhora, isso me faz sentir-me mais velha do que sou. – sorriu simpática – Isabella que quero pedir-lhe desculpas pelo meu filho.


– Por que a senhora, desculpe, por que me pede isso se a errada fui eu?


– Sim, você estava errada, mas creio eu que você também saiu bastante assustada. Eu percebi isso quando nos despedimos na festa. Edward é uma criança especial. Ele é autista.


– Como? – respondeu espantada.


– Quando você entrou no quarto dele, ele sentiu-se com a privacidade invadida e isso o levou a ter aquela reação. Foi um avanço, uma vitória enorme para ele e para nós que ele tenha participado boa parte da festa da irmã sem nenhuma crise. Ele fez tudo isso pela irmã. Ela é a única que consegue fazê-lo olhar bem nos olhos quando estão dialogando. Ela é a única que consegue olhar bem nos olhos dele, ver sua alma. Ela é a única que consegue qualquer coisa dele. O amor entre os dois é muito grande. Mas no fim – suspirou – aconteceu o que aconteceu e mais uma vez Isabella, não faça o que você fez. Você poderia ter saído machucada dali caso a crise do meu filho fosse pior e meu marido não tivesse chegado logo. Ele não tem controle sobre suas ações quando se sente invadido.


– Senhora. Esme, eu sinto muitíssimo. Eu não sabia. Erick não me contou que vocês tinham uma criança especial.


– Se soubesse, teria mudado algo? – Isabella abaixou a cabeça – Pois bem, você é uma criança ainda e todas elas são curiosas.


– Eu estou muito envergonhada por tudo o que fiz em sua casa e obrigada por me contar, espero que ele esteja bem, eu não... Eu só... Desculpe-me e obrigada. – disse Isabella ao levantar a cabeça e fitar os olhos de Esme. Ali ela viu que a garota estava realmente arrependida. Esme deu um passo para a frente e abraçou-a surpreendendo Rosalie que ficou de boca e olhos bem abertos.


– Quero fazer-te um convite, Isabella. Gostaria que passasse uma tarde comigo, assim poderemos tirar as más impressões que ambos deixaram um no outro. Meu filho é um amor de criança e acredito que você também seja. Que tal? – Isabella sorria ao responder.


– Gostaria muito, nunca tive contato com alguém autista, na verdade eu sei bem pouco sobre a doença, mas eu viajo amanhã. Estou voltando pra casa e não sei quando volto a visitar meus tios novamente. – Esme fez um muxoxo fazendo um biquinho de banda que fez a garota sorrir abertamente com aquilo.


– Então deixemos para uma próxima.


Esme deixou que Rosalie fosse para a casa de Erick e como ela já havia mentido para que conseguisse ir, não pode dizer não. Sua “operação” foi de ralo ha baixo por causa de sua mãe e ela se sentia triste.


Quando chegaram na casa, a senhora York serviu-lhes um lanche. No caminho para lá, Isabella foi no mais absoluto silencia perdida em seus devaneios. Nunca passou por sua cabeça que aquele garoto tivesse algum problema e ela sentiu-se muito mal depois de tudo que a mãe dele havia lhe dito.


Após o lanche, a garota como não conseguia tirar de sua cabeça a cena com o garoto naquele quarto então pegou seu notebook e pesquisou sobre o autismo. Ela encontrou vários links, várias matérias, blogs com depoimentos de mães de pessoas que vivem e conviveram com pessoas – crianças ou adultos – com autismo ou sídrome de asperger – que é uma síndrome dentro do autismo.


– Meu irmão é demais. — assustou-se Isabella ao ouvir Rosalie atrás de si, ela virou-se e olhou para a menina encostada no encosto do sofá olhando para ela — Meu irmão é muito especial. Muito forte. Ele luta todos os dias e a cada dia eu vejo o quanto ele está forte e sendo vencedor mesmo que essa doença não tenha cura.


– Eu sinto muito. – foi o que conseguiu dizer.


– E eu nunca. Nunca deixarei mais ninguém machucar meu irmão novamente, mesmo que a pessoa não tenha culpa. – Rosalie disse em tom de ameaça e Isabella entendeu perfeitamente o que ela dizia e sabia que o recado havia sido para ela.


Operação concluída”. – pensou Rosalie.

Notas finais
Lembrando que quem recomenda ganha spoiler! Bjs e até o próximo capitulo de AA. Espero não ter decepcionado vcs com a demora! :*