Amor Amigo

29 Capítulo 29 – Família


Notas iniciais
Abrigada Luara Nunes, adorei sua recomendação. Capítulo dedicado a você. Espero que goste.

Meses depois...

Os meses seguintes passaram tão depressa que o casal mal percebera. Emmett conseguiu permanecer na casa dos Cullen sem maiores problemas. Embora, em alguns momentos, se mostrasse irritado, Rosalie sabia que fazia parte da personalidade dele, e que geralmente acontecia quando se sentia enciumado. Da melhor forma possível ela contornava a situação.

Dias antes de completar os nove meses de gestação Rosalie teve um alarme falso. Ainda não era o momento de Noah vir ao mundo, eram os tais gases que lhe causavam dores dando a impressão de que eram contrações.

Noah nasceu um dia depois de completar a marca dos noves meses, em uma cesariana. Emmett esteve o tempo inteiro na sala de parto acompanhando tudo de perto. Ele fez questão de registrar o momento em que o filho veio ao mundo. Seu chorinho estridente preencheu a sala, como se estivesse reclamando por tê-lo separado da mãe.

Embora ainda não o tivesse visto, Rosalie se emocionou apenas em ouvir o chorinho. Emmett era um reflexo da emoção da esposa. Ambos foram completamente tomados por um sentimento novo. Um amor que transcende a razão.

Quando levaram Noah para o outro lado da cortina, para que Rosalie pudesse vê-lo, a emoção só se intensificou.

Uma das assistentes o colocou bem pertinho do rosto de Rosalie, ainda todo sujo de sangue e outros resíduos do parto. No mesmo instante ele parou de chorar, deu o que pareceu uma fungada e logo depois ficou quietinho.

Segurando a câmera, Emmett chegou mais perto e beijou a testa da esposa. Quando ele se afastou, Rosalie sussurrou com a voz suave, olhando o rostinho do filho perto do seu.

“Esse é o seu papai amor. Ele te desejou tanto quanto a mamãe.”

Noah agitou a mãozinha, Emmett aproveitou o momento para segurá-la e dar um beijo. O pequeno nascera com pouquíssimos fios de cabelos, mas eram tão louros que chegavam a ser quase brancos. Os olhos azuis exatamente iguais aos do pai.

Como se quisesse provar algo, ele ameaçou o que pareceu um sorriso e imediatamente covinhas adoráveis surgiram em suas bochechas. O jovem casal ficou rindo a toa, deslumbrados com a singularidade de cada gesto do pequeno herdeiro.

Rosalie deu mais um beijinho no bebê, quando avisaram que o levariam para que recebesse os cuidados necessários. Com os olhos marejados, de repente, sentindo um medo repentino, pediu que Emmett ficasse perto de Noah enquanto finalizavam a cirurgia.

Ela só tornou a ver o filho horas mais tarde. Devidamente instalada em um quarto hospitalar. Esme e Emmett estavam com ela quando lhe trouxeram Noah, resmungando, certamente com fome. Ele estava limpinho e bem aquecido envolvido em uma manta de um tom azul bem clarinho.

Embora ainda bastante dolorida e cheia de pontos, Rosalie sentiu a melhor e mais fascinante sensação de toda sua vida, que fora a de segurar Noah em seus braços pela primeira vez. Seus olhos se encheram de lágrimas, que rolaram apressadamente em seu rosto. Ela o abraçou, aspirando seu cheirinho. Verificou cada um dos dedinhos admirando a obra prima de Deus. Sorriu, mesmo em meio às lágrimas, passando a mão na cabecinha do filho, notando que agora, depois de limpinho, os poucos fios de cabelos pareciam ainda mais louros.

Antes de amamentá-lo pela primeira vez, a enfermeira lhe deu algumas instruções que ajudassem tanto a ela quanto ao bebê. Quando os lábios do pequeno encontraram o bico do seio da mãe os sugou com vontade, como se já soubesse o que fazer. Inicialmente a sensação foi dolorosa, mas aos poucos foi se tornando prazerosa, fascinante, algo que jamais, mesmo que buscasse fundo, não encontraria palavras suficientes para descrevê-lo.

E foi ali, durante aquele momento sublime entre mãe e filho, que a maternidade deixou de ser apenas um sonho para se tornar algo real. O amor que sentia por Noah estava cravado no mais intimo de seu ser. Rosalie sabia que jamais deixaria de amá-lo. Tinha certeza de que faria qualquer coisa por ele, correria qualquer risco. E ao olhar para o marido ela não teve dúvidas de que ele sentia o mesmo.

Emmett ficou sentado na beirada da cama o tempo inteiro, observando com atenção, tendo a certeza de que jamais vira cena mais linda em toda sua vida. A mulher que ama como jamais amou outro alguém, amentando seu primeiro filho.

Rosalie encostou a cabeça no peito do marido enquanto Noah mamava alheio a todas as novas emoções que estava causando ao jovem casal. Emmett afagou os cabelos da esposa, que ergueu a cabeça para olhá-lo, recebendo em troca um beijo cheio de paixão.

Noah soltou o bico do seio naquele mesmo instante, erguendo os olhinhos, começando a chorar. Rosalie afagou o rosto do marido e voltou a dar toda atenção ao seu bebê, alegando que ele ficara enciumado. Que era igualzinho ao pai. Ela tentou colocá-lo no peito novamente, mas o pequeno se recusou chorando a plenos pulmões.

Esme o pegou no colo e o ninou, andando de um lado para o outro. Emmett aproveitou para beijar Rosalie mais uma vez. Depois pediu que Esme lhe ensinasse como segurar o bebê de forma correta. Rosalie sorriu da forma atrapalhada e amedrontada com que ele segurou o filho pela primeira vez. Ele se defendeu dizendo que suas mãos eram grandes demais e o bebê muito pequeno e frágil. Rosalie rolou os olhos achando tudo quilo uma bobagem.

Tudo o que acontecia virava motivo para fotografias.

Naquele mesmo dia, toda a família esteve no hospital para visitar a nova mamãe e o bebê. Alice estava eufórica com a ideia de ser tia, e tagarelava sem parar.

Quando Rosalie teve alta retornou a casa dos Cullen para passar o período de resguardo. Como o quarto do bebê estava montado no apartamento do casal, Esme comprou outro bercinho e Carlisle montou ao lado da cama, do quarto em que eles ocupavam na mansão.

Rosalie mal pode acreditar quando viu, metade do quarto havia sido preparada para a chegada de Noah. Esme até tinha desocupado um dos quartos de hospedes para redecorar para o bebê, mas a nova mamãe se recusou alegando que era desnecessário.

Os meses foram passando e eles permaneceram na mansão recebendo todo apoio e ajuda adequada.

Emmett ficava arrasado toda vez que saía para trabalhar, era muito difícil deixá-los. A única coisa que o deixava tranquilo era saber que eles não estavam sozinhos.

[...]

Recentemente Noah havia completado cinco meses de vida. Estava tão gordinho que todos diziam querer mordê-lo. A cabecinha já estava cheia de cabelos, agora não tão louros quanto o dia em que nasceu, estava em um tom mais escuro, as pontas se curvavam em cachinhos dourados. As covinhas estavam sempre presente, marcando seu sorriso ainda sem a presença de dentinhos. Seus lábios pareciam uma cereja em contraste com a pele tão clarinha.

Tudo o que fazia era motivo de risos e orgulho para a família.

Até então ele só mamava no peito e era um grude só com a mãe. Bastava ver Rosalie para que um sorriso de covinhas adoráveis surgisse em seu rostinho. A mamãe coruja o enchia de beijos, mimos e cheirinhos a todo instante. Aquecida pela sensação maravilhosa de ser mãe.

Rosalie o amava mais que sua própria vida. Não havia certeza maior que essa. Emmett não ficava atrás. Não havia nada no mundo que ele mais amasse do que a esposa e o filho.

Durante esses meses eles iam duas vezes por semana ao apartamento, sempre levando ou trazendo coisas. A diarista ia uma vez por semana, como eles não estavam ficando muito por lá, não havia necessidade de ir com mais frequência.

[...]

Tarde de quinta-feira por volta das dezesseis horas. Rosalie estava em casa com o bebê, na companhia de Esme e uma funcionaria. Carlisle e Edward tinham saído para resolver questões relacionadas à rede de restaurantes da família. Alice tinha ido para sua aula de ballet. Emmett tinha saído há pouco tempo para comprar fraldas e outros itens que a esposa pedira.

Rosalie havia colocado um tapetinho colorido sobre o carpete da sala de TV, e jogado alguns brinquedinhos da fisher price, depois de Noah resmungar para sair da cadeirinha de descanso. Ela estava sentada no carpete, de frente para ele, vendo-o brincar recostado nas almofadas. Seus olhos brilhavam sem conseguir deixar de olhar o filho, vez ou outra lhe beijava as mãozinhas roliças.

Bastava uma única palavra da mãe para Noah se derreter todo, esbanjando um sorriso banguela.

Em dado momento ele se desequilibrou e por pouco não caiu para o lado. A mamãe coruja foi mais rápida e o pegou, deitando-o de bruços no tapetinho. Mas Noah não gostou nenhum pouco, ficou agitado e resmungando.

– Ai que bebê mais exigente – ela murmurou, levantando-o novamente. Noah ainda agitava as mãozinhas e acabou agarrando uma mecha dos cabelos de Rosalie. – Quem é o bebê lindo da mamãe?! – ela repetia a mesma pergunta enquanto o enchia de beijos, ora no rostinho ora no pescoço. Noah se derreteu todo, sorrindo para ela. – Que sorriso mais lindo amor. Igualzinho o do papai – comentou sem interromper a sessão de beijos. Noah espalmou as duas mãozinhas roliças no rosto dela, depois encostou a boca cheia de baba beijando-a. – Que beijinho mais lambuzado – brincou. Ele deu um gritinho, e isso fez Rosalie gargalhar.

Esme chegou à sala, sorrindo, satisfeita em vê-los ali.

– Parece que estão se divertindo – disse ela em um tom descontraído. Noah virou o rostinho assim que ouviu o som da voz da avó, ao vê-la ficou completamente saliente no colo da mãe, fazendo barulhinhos com a boca enquanto agitava as perninhas e os bracinhos. – Vem com a vovó amor – Esme estendeu os braços para pegá-lo. Ele foi de bom grado para os braços da avó, mas, vez ou outra olhava em volta buscando a presença da mãe.

– Mamãe, fique de olho nele ele pra mim um pouquinho – Rosalie pediu ao ficar de pé –, preciso ir ao banheiro – ela segurava um brinquedinho de borracha e o deixou na cadeirinha de descanso do bebê.

Preocupado, Noah ficou observando Rosalie se movimentar na sala. Os olhinhos atentos seguiam cada gesto dela. Bastou que ela saísse do cômodo onde estavam para ele começar a chorar.

– Mamãe já volta amor – ela gritou de onde estava. Noah se esticou no colo de Esme tentando encontrar a mãe, chorando com o beicinho tremendo.

Esme andou de um lado para o outro ninando-o tentando consolá-lo, mas Noah só queria saber da mãe.

– Não chore amor, sua mamãe já volta – explicou Esme, limpando o rostinho dele. Noah encostou cabeça ao ombro dela, fungando, inconsolável.

Esme ainda andava de um lado para o outro, quando Emmett chegou cheio de sacolas. Uma verdadeira montanha de fraldas e pomada para assaduras, entre outros itens e alguns medicamentos.

– Onde está a Rose? – ele perguntou, olhando em volta, visivelmente preocupado porque o filho estava chorando.

Logo que ouviu a voz do pai, Noah ergueu a cabecinha procurando sua presença.

– Ela foi ao banheiro – Esme explicou vendo-o dispensar as sacolas, com o ar preocupado, sobre um dos sofás.

– Porque o bebê do papai está chorado, hein?! – Emmett estendeu os braços para pegá-lo. Noah fez beicinho, chorando, a boquinha rosada cheia de baba. Ele olhava na direção da porta por onde Rosalie havia saído, como que dissesse para pai o que tinha acontecido. Emmett lhe beijou o rostinho molhado de lágrimas. – Mamãe saiu – ele murmurou olhando na mesma direção que o filho olhava.

– Comprou bastante fralda – comentou Esme, retirando um pacote de dentro da sacola, sem querer, notando também que ele tinha comprado absorventes.

– É pra Rose não reclamar... – ele respondeu, beijando o rostinho do filho. – Ela estava resmungando que a fralda tinha acabado.

– O que tem eu? – a voz de Rosalie soou ainda no cômodo que antecedia a sala. Quando Noah ouviu a voz dela, abriu um sorriso gigantesco, chegando até mesmo a fechar os olhinhos.

Automaticamente um sorriso surgiu no rosto de Rosalie ao se aproximar de Emmett, que segurava Noah no colo.

– Porque chora assim filho – murmurou ela, beijando os pezinhos que estavam apenas de meias –, a mamãe não fugiu, não – Noah esticou os bracinhos agarrando com ambas as mãozinhas os cabelos da mãe, enquanto se jogava na direção dos braços dela. Em vez de pegá-lo no colo, Rosalie se inclinou beijando Emmett nos lábios. Noah não se conformou e voltou a chorar a plenos pulmões.

Emmett deu mais dois beijinhos em Rosalie antes de ela se afastar.

– Acho que precisa trocar a fralda – comentou.

– Precisa sim, amor – ela concordou. – Essa está cheia de xixi. Você troca ele, ou eu troco?

– Pode deixar que faço isso – Emmett confirmou.

– Comprou tudo o que eu pedi amor?

– Comprei, sim – ele respondeu.

Rosalie se afastou, pegou uma fralda de pano e usou para forrar o sofá. Emmett colocou Noah deitado, ele ainda chorava e não gostou nada de ficar naquela posição. Suas perninhas e bracinhos não paravam quietos, impaciente, querendo o colo da mãe.

Esme retirou de uma das sacolas um pote de lencinhos umedecidos e a pomada de assaduras. Abriu o pacote de fraldas e entregou uma para Emmett.

Com muito cuidado e precisão ele trocou o filho. Toda vez que fazia isso repetia que era um garotão assim como o papai. Rosalie rolava os olhos achando tudo muito divertido. Ele teve dificuldades para vestir a roupinha de Noah de volta, porque ele não parava quieto. Rosalie acabou tendo que ajudá-lo.

O telefone fixo tocou e Esme foi atendê-lo. Era Carlisle, ela então ficou conversando com ele por alguns instantes, deixando o casal cuidando do filho.

Emmett deu a chupeta para Noah, mas ele recusou virando o rostinho, parecendo irritado.

– O que ele tem Rose? – perguntou, preocupado, enquanto tentava acalmá-lo sem sucesso.

– Acho que sei o que ele quer – disse Rosalie sentando-se no sofá, ao lado de Emmett. – Me dá ele amor – ela pediu, preparando os braços para recebê-lo.

Emmett o pegou no colo passando-o para Rosalie. Ela o aconchegou nos braços, lhe dando o peito. Noah parou de chorar assim que sua boquinha encostou ao bico do seio da mãe. Ele sugou com força, ansioso, chegando a se engasgar. Suas bochechinhas ficaram vermelhas e os olhinhos cheios de lágrimas. Preocupada, Rosalie o afastou do seio, para que ele pudesse respirar. O colocou de volta somente quando ele se acalmou. Noah manteve a mãozinha espalmada no seio dela enquanto mamava. Seus olhinhos vidrados na mãe, cheio de amor. Ele sugava com avidez, causando pequenos barulhos de sucção. Às vezes parava, respirava fundo, e voltar a mamar novamente.

Emmett, sentado ao lado, ficava apenas observando-a amentar o filho, como sempre fazia quando estava por perto. Rosalie se recostou ao ombro largo dele, que lhe beijou o pescoço enquanto fazia carinho na mãozinha de Noah que estava espalmada no seio da mãe.

Quando Noah terminou, Rosalie o entregou a Emmett para que ele o fizesse arrotar, como sempre fazia antes de levá-lo para o berço.

Os dois subiram as escadas juntos. Rosalie levando todas as sacolas e Emmett levando Noah, sonolento, com a cabecinha recostada ao ombro sobre uma fralda branca, de pano.

Esme tinha ido ao escritório, ainda falando ao telefone, verificar se Carlisle realmente havia deixado uma pasta de documentos sobre a mesa.

Noah arrotou enquanto eles subiam as escadas. Assim que entraram no quarto, Emmett o colou no bercinho ao lado da cama. Ele se inclinou e ficou por um bom tempo fazendo carinho nas mãozinhas roliças do filho.

– Ele é tão lindo – sussurrou o pai coruja, admirando seu herdeiro. – Fizemos um bom trabalho, não foi amor?

Rosalie, que esteva guardando a compras, se virou para olhá-lo.

– Fizemos, sim – confirmou orgulhosa. – Ele tem muito de nós dois. Não me arrependo de nada que passei durante a gestação e o parto. Faria tudo outra vez, se preciso, somente para tê-lo em nossas vidas. Mesmo que digam que sou muito jovem ainda, não me arrependo de nada... Absolutamente nada.

Emmett olhou de Noah para Rosalie.

– Adoro que ele tenha a mesma cor de seus cabelos – devagar caminhou diminuindo a distância entre ambos e a abraçou pela cintura.

– Eu adoro que ele tenha a cor de seus olhos, e as suas covinhas – ela se virou lentamente ficando de frente para Emmett, lhe afagando o peito. – Ele é ainda mais lindo do que eu imaginei que seria. Obviamente que toda mãe acha seu bebê lindo. Mas, olha só para ele amor – comentou esticando os olhos na direção do berço. Noah sugava a chupeta mexendo a boquinha em uma leve sucção. Os bracinhos e pernas esparramados, totalmente à vontade. – Amor eu sei que já te disse isso, mas volto a dizer; nosso filho dorme igualzinho a você, todo largado.

Emmett gargalhou apertando-a em seus braços, lhe beijando o pescoço. Rosalie se encolheu diante o gesto de carinho do marido, passando os braços em volta do corpo largo dele.

– Não faz barulho Emm, assim você vai acordá-lo – ela pediu.

– Ok – ele lhe sussurrou ao pé do ouvido, mordiscando a orelha, deixando-a levemente arrepiada.

– Também não precisa sussurrar desse jeito – ela comentou com a voz melodiosa.

– Você bem que gostou – disse ele, lhe acariciando os braços. – Está toda arrepiada...

– Não sei disso não... – sussurrou ela, no mesmo tom de voz melodiosa.

– Não adianta negar – ele sussurrou outra vez, com a voz rouca. – Eu conheço seu corpo, suas reações, suas nuances. Eu sei quando você está afim apenas pelo som de sua voz.

Como que para comprovar que ele estava certo, Rosalie beijou o peito dele. Depois ergueu a cabeça e o beijou no queixo.

– É você conhecesse sim... – ela sussurrou entre um beijo e outro, ora no queixo ora no canto dos lábios dele.

Emmett segurou mão dela e a conduziu até a beirada da cama.

– Vamos falar sério agora – ele avisou.

Rosalie recolheu um elástico de cabelo na mesinha do abajur, e usou para prendê-los em um rabo de cavalo frouxo.

Sem entender onde ele estava querendo chegar, ela sentou ao seu lado, espalmando ambas as mãos nas cochas dele.

– Eu estava pensando... Acho que já está na hora de voltarmos ao nosso apartamento.

Rosalie mordeu o lábio inferior e, antes de responder, suspirou.

– Você está chateado com alguma coisa? – ela se precipitou, ficando rapidamente preocupada. – Foi algo que eu fiz?

– Não, de forma alguma – ele negou. – Eu só acho que já passou da hora de voltarmos. Somos um casal. Uma família agora. Precisamos do nosso cantinho. Sinto falta de ficar sozinho com você por mais tempo. De andar só de cueca pela casa. Não ter que me preocupar que nos flagre fazendo amor. Eu quero poder fazer amor com você em qualquer canto da casa, não apenas no quarto ou no banheiro.

Rosalie afagou o queixo dele, se mostrando compreensiva.

– Temos o Noah – disse ela antes de olhar na direção do bercinho, onde o filho dormia.

Emmett olhou na mesma direção que ela. – Ele ainda é muito novinho para saber o que se passa a sua volta. Desde que não presencie, não temos com que nos preocupar. Ele não vai acordar com certos barulhos...

– Então você quer mesmo voltar...?

Ele pareceu um pouco receoso, mas acabou confirmando. – Eu quero, sim, Rose. Mas não posso fazer isso sozinho. Você e Noah precisam estar comigo. Mas não quero que pense que estou te obrigando.

– Não amor... – ela sussurrou, afagando o queixo dele. – Eu também acho que já está mesmo na hora. Só me preocupa que eles fiquem tristes com nossa partida. Não quero magoa-los. Principalmente a mamãe.

Emmett beijou de leve os lábios dela. – Nós não estaremos indo embora do país, Rose. É só o nosso apartamento, alguns quarteirões daqui. Eles podem ir nos visitar sempre que quiserem como sempre fizeram. Nós também podemos vir dormir aqui de vez em quando. E, bem, Esme não vai sentir tanta falta do Noah, até porque você vai voltar a estudar e ele vai ficar com ela todos os dias. E como prometi a Carlisle, talvez eu também volte a estudar.

– Me parte o coração só de pensar que dentro de pouco tempo terei que deixá-lo, mesmo que por algumas horas. Vai ser horrível, Emm – ela olhou para o filho com olhos compridos. – Ele vai chorar muito. Você sabe como ele fica quando não me vê por perto. Ele abre o berreiro só de eu ir ao banheiro. Noah os adora. Adora ficar no colo do vovô, se diverte com os mimos da vovó, brinca horrores com a titia Alice e com o titio Edward. Mas com nós dois é diferente, ele é simplesmente apaixonado. Fissurado.

– Ele é mais apaixonado por você – comentou Emmett, com uma fisgada de ciúme no tom de sua voz.

– Ah, amor, não brinca. Ele te ama tanto quanto a mim. Não vê como ele te olha quando você brinca com ele ou o mima. Quando o nina em seu colo até ele dormir. É só que ele ainda é muito novinho e requer meus cuidados a toda hora. Quando ele deixar o peito, e começar a crescer e querer jogar bola com o pai vai ser minha vez de ficar com ciúmes, e achar que ele gosta mais de você que de mim.

Emmett a abraçou trazendo-a para pertinho de seu corpo.

– Ah, Rose, meu amor. Nem precisa se preocupar com essa fase. Você sabe que somos dois homens rendidos aos seus pés. Talvez seja loucura dizer, mas eu te amo a cada dia mais. A cada dia que passa você está mais linda. E com a mesma frequência sinto vontade de fazer amor com você.

– Ah, amor, não faz isso... Está me provocando – murmurou, subindo no colo dele. – Eu te amo com a mesma intensidade de sempre. O tempo só nos faz bem.

Emmett apertou a cintura curvilínea, firmando-a em seu colo.

– Nesse instante estou exatamente pensando em fazer amor com você... – sussurrou, com a voz rouca, beijando-a no pescoço. Ela inclinou o pescoço para o lado recebendo a caricia. – Mas você está interditada...

Rosalie beijou o pescoço dele varias vezes seguidas. – Mas podemos dar uns beijinhos... – sussurrou entre um beijo e outro.

Noah resmungou e logo começou a chorar. Ambos sorriram olhando para o bercinho ao lado da cama. Rosalie saiu do colo de Emmett e foi atender o filho. Era somente pela chupeta, que tinha caído que ele chorava. Ela lhe devolveu a chupeta e ele logo se calou, voltando a sugá-la.

Emmett deitou na cama, precisava descansar antes de ir pro Pub. Mas pediu que Rosalie trouxesse o filho para deitar na cama junto a eles. Ela retirou Noah do bercinho com cuidado e foi deitar ao lado do marido como ele havia pedido. Emmett acomodou Noah sobre o peito enquanto Rosalie se aconchegava ao lado, grudada em seu corpo, repousando a cabeça no ombro largo.

Notas finais
Se não for pedir muito, deixe um comentário. Quem ainda não conhece minha nova fic, deixarei aqui o link: http://fanfiction.com.br/historia/486663/Direito_De_Amar/ Beijo, beijo Sill