Amor Amigo

32 Capitulo 32 – Nosso Cantinho


O dia de folga de Emmett chegou e com ele o retorno ao apartamento, também. Esme e Alice os ajudaram com tudo que foi preciso durante a mudança. Embora o quarto deles, na mansão, tenha sido preservado para noites de visitas, muitas coisas foram levadas para o apartamento.

Mesmo o apartamento sendo há apenas algumas quadras dali, Esme ficou triste. Eles lhes fariam muita falta, tinha se acostumado a vê-los todos os dias, a qualquer momento. Noah nunca tinha ficado em outra casa que não fosse à mansão. Não ouvir o choro de dele, fosse de manha ou por um motivo válido, iria fazer tudo parecer tão vazio entre aquelas paredes.

O casal havia se mudado no dia anterior, passaram todo o dia e a noite se organizando no cantinho deles. Com o bebê, muitas das vezes tinham que parar o que estavam fazendo para lhe dar atenção e cuidados necessários. Á noite, depois do jantar, caíram na cama e adormeceram quase que imediatamente. Rosalie só tornou acordar nos horários da amamentação de Noah e, mesmo assim, exausta. Emmett acordou apenas uma única vez, mas voltou a dormir assim que Rosalie lhe disse que estava tudo bem. Mal tiveram tempo para trocar beijos e caricias.

[...]

No dia seguinte, como de costume, Rosalie acordou cedo para cuidar das coisas do filho. Emmett tinha saído pela manhã com Carlisle, deixando-a sozinha com Noah no apartamento. Quando ele voltou trouxe o almoço pronto, do restaurante da família. Almoçaram juntos e depois ele foi tirar um cochilo, antes de ir trabalhar, como quase sempre acontecia. Rosalie deitou ao lado dele e tirou um cochilo com Noah entre ambos.

Mas seu cochilo durou muito pouco, ela lembrou que tinha uma pilha de roupas para pôr na máquina, para serem lavadas. Deixou o filho dormindo ao lado do pai e foi cuidar das coisas pendentes.

Emmett dormia somente de cueca boxer, e Noah de fralda. Rosalie sempre se via sorrindo ao vê-los dormir, ambos esparramados, achando que a cama pertencia somente aos dois.

Ela estava pendurando as roupas de Noah no varal, depois de tê-las retirado da máquina, quando ouviu o choro dele. Se preparou para ir buscá-lo, mas logo ele se calou e seu chorinho foi substituído por uma gargalhada gostosa. Não foi preciso muito para que soubesse que Emmett também tinha acordado e estava brincando com ele.

Sorriu consigo mesma, imaginando os dois. Terminou de pendurar as roupas, com um pouco mais de pressa, e então foi vê-los.

Parou no umbral da porta e ficou observando a cena; Noah sentadinho com as costas apoiadas aos travesseiros e Emmett sentado de frente para ele, beijando seus pezinhos fazendo barulho propositalmente.

Ao sentir a presença da esposa na porta, Emmett olhou em sua direção.

– Olha só quem chegou filho – brincou ele, cutucando a barriguinha de Noah, que mantinha um sorriso banguelinha no rosto. – Você sabe quem é aquela moça bonita, filho? Sabe? – Noah agitou os bracinhos, olhando na mesma direção que o pai.

Rosalie rolou os olhos, sorrindo. Mal podia acreditar o quanto era feliz ao lado deles. Emmett sempre fazia sua vida melhor, e ter lhe dado Noah só fez engrandecer sua vida com o melhor presente de todos; ser mãe.

Usando um shortinho jeans e uma camiseta branca. Os cabelos presos em um rabo de cavalo, uma rasteirinha nos pés, ainda assim, aos olhos de Emmett, ela estava tão linda quanto se estivesse vestida para um baile.

– Está brincando com o papai, amor?! – murmurou ela, entrando no quarto. Noah soltou um gritinho empolgado quando ela pulou de joelhos na cama. – Cadê o bebê da mamãe? – pedia, cutucando a barriguinha do filho, que estava todo saliente. Ela olhou para Emmett, que tinha uma expressão satisfeita no rosto. Estendeu a mão raspando as unhas no queixo dele. – Ele te acordou né, amor. Eu vou com ele lá pra sala assistir à tevê, e você volta a dormir...

– Não, não é preciso – queixou-se ele, rapidamente. – Quero os dois aqui, pertinho de mim – completou abraçando-a por trás, lhe beijando o pescoço.

Noah resmungou, agitando os bracinhos e pernas.

Rosalie suspirou. – Ai meu Deus, estou encrencada com dois homens ciumentos como vocês – segurou os pezinhos de Noah, e comentou. – Porque tinha que ser igual ao papai, filho?! Por quê?!

Noah olhou para o pai, porém, sem entender nada.

– Porque nós somos assim – confirmou Emmett, olhando para o filho. – Fala pra mamãe que ela tem que nos aturar mesmo assim. Porque ela não tem escolha.

Rosalie gargalhou gostosamente, chegando a inclinar à cabeça para trás. E então, pegou Noah no colo cobrindo todo o seu rostinho de beijos. Depois se virou na direção do marido e lhe beijou os lábios rapidamente.

– Que nada, não tem essa de aturar, não. Eu os amo mesmo assim, ciumentinhos. Chatonildos e tudo mais.

– Acho bom, porque você nunca vai se livrar de mim – afirmou Emmett.

– Bobo! – disse ela.

– Te amo! – ele respondeu.

– Também te amo... – dizia ela, quando Noah, impaciente, puxou sua camiseta. – Alguém aqui está com fome – comentou, afastando a mãozinha dele do tecido da camiseta. No mesmo instante, ele começou a chorar. – Calma, filho, mamãe já vai dá o peitinho – ela o pegou cuidadosamente e encostou-se aos travesseiros onde ele estava antes. O ajeitou no peito e imediatamente ele se acalmou.

– Eu também estou com fome – comentou Emmett.

– O que disse? – perguntou Rosalie a ponto de cair na gargalhada.

– Quero comer – disse ele, simplesmente. – Ainda tem do almoço?

Rosalie sorriu, beliscando de leve o queixo dele.

– Tem sim, mas é preciso esquentar.

– Você pensou besteira, né? – arriscou Emmett. Rosalie não disse nada, apenas encostou a cabeça no ombro dele. – Não precisa dizer nada... – sussurrou. – Quando Noah terminar de mamar, ele empresta esse peitinho aí para o papai.

Ela o calou com uma cotovelada de leve.

– Seu safadinho. Pare de pensar em bobagens.

Emmett lhe deu um beijo breve no pescoço, enquanto seus lábios se curvavam em sorriso travesso.

– É tão bom pensar em bobagens que envolvam você... – lhe sussurrou ao pé do ouvido. – Mas é sério, amor, eu estou com fome. Vou lá comer alguma coisa, não importa se esteja fria.

– Quer que eu vá lá e esquente o resto do almoço para você?

– Não, não precisa. Fica aí cuidando do bebê.

– Tem certeza? – ela pediu, enquanto passava a mão livre pelos cabelos louros de Noah.

– Tenho – confirmou, e então segurou o queixo dela e se inclinou para beijá-la.

– Tudo bem, mas se precisar de ajuda, me chame.

– Fique tranquila. Já esqueceu que sou um homem prendado – brincou ao sair da cama. De pés descalços, usando apenas uma cueca boxer preta, ele saiu do quarto.

– Gostoso... – comentou Rosalie.

Emmett parou de andar no mesmo instante, um sorriso travesso escancarado em seu rosto, e virou-se para olhá-la.

– Eu sei que você deseja o meu corpo nu, baby – ele deslizou a mão no peito, seguido de uma piscadela.

Rosalie se abandou com as mãos, entrando na brincadeira.

– Lindo! – brincou, sorrindo com um jeito sapeca.

– Deixe de assanhamento mulher, e cuide do nosso pequeno rebento – com essa fala, ele saiu do quarto fingindo andar em uma passarela.

– Papai está pirado, filho – comentou, maneando a cabeça, com sorrido bobo estampado no rosto. Beijou a mãozinha de Noah, que estava ficando sonolento; os olhinhos abrindo e fechando em um ritmo exageradamente lento enquanto olhava para ela.

Rosalie sabia que ele adormeceria a qualquer momento. E foi exatamente assim; minutos depois ele estava dormindo, com a boquinha ainda no peito. Antes de ajeitá-lo para dormir, ela lhe beijou a cabecinha loura. O retirou do peito cuidadosamente e lhe deu a chupeta. O colocou na cama, cercado de travesseiros para não cair, e antes de se afastar lhe deu um cheirinho na bochecha.

Deixou a babá eletrônica ligada e, mesmo assim, a porta aberta ao sair.

Quando chegou à cozinha, encontrou Emmett colocando a louça suja dentro da pia para ser lavada. Ela se aproximou de mansinho e o abraçou por trás, colando seu corpo ao dele, as mãos deslizando sobre os músculos do peito.

Emmett dispensou a louça imediatamente, e segurou nas mãos que acariciava seu peito.

– Eu sabia que você estava desejando meu corpo nu – murmurou ele, com a voz se tornando rouca, sentindo a respiração dela em suas costas. – Onde está o Noah? – perguntou.

– Ele dormiu novamente... – respondeu ela, seu queixo roçando nos músculos das costas dele.

Emmett esboçou um leve sorriso. – Hummm... Isso que dizer que temos um tempinho só pra nós.

Ela nada respondeu apenas lhe beijou os músculos das costas. Um beijo lascivo, fazendo com que ele suspirasse com ansiedade surgindo.

Emmett se virou de frente para ela, segurando-a pela cintura em um aperto obsessivo que a fez arfar. Beijou toda a extensão do pescoço dela, que suspirou fechando os olhos apreciando a carícia.

– Te amo tanto... – confessou ele, entre um sussurrou abafado.

Rosalie apertou, com os dedos, os músculos das costas dele, reafirmando seu desejo.

– Faz amor comigo... – ela pediu em sussurro, sentindo o deslizar suave das mãos do marido, acariciando suas costas sobre o tecido da camiseta. A textura e o calor da língua dele em sua jugular pulsante.

Suas palavras sussurradas foram para ele um estimulo ainda maior, num desejo que já se alastrava. Ele lhe tomou os lábios em beijo voraz, ao passo que a conduzia até o balcão no centro da cozinha, parando somente quando as costas dela encostaram à bancada fria de mármore.

Rosalie raspou as unhas nos músculos do peito dele, deixando-o ainda mais excitado e ansioso. Como consequência de sua provocação, um gemido, algo como um rosnado, escapou na garganta dele. As grandes mãos percorreram o corpo curvilíneo, apreciando, reconhecendo cada curva com desejo voraz.

Percorreu as coxas e voltou, parando então no botão do short jeans que ela usava. Desabotoou e abriu o zíper com ansiedade. Voltou a beijá-la, sugando o lábio inferior, sustentando seu olhar, enquanto suas mãos trabalhavam livrando-se do short. Aspirou o perfume no pescoço dela se embriagando no frescor e suavidade. Beijou-lhe a orelha roçando a língua devagar. As grandes mãos ainda trabalhando, e então o short estava no chão, nos tornozelos dela, que afastou os pés empurrando a peça de roupa para longe.

As unhas compridas cravaram nos músculos rígidos das costas largas dele, o obrigando deixar um gemido preso na garganta escapar.

– Você ainda me mata... – confessou ele, com a voz arrastada, rouca.

Suas mãos continuavam trabalhando, retirando agora a camiseta que ela usava. Ela ergueu os braços para ajudá-lo no processo. Em pouco tempo a camiseta fazia companhia ao short no piso frio da cozinha. Antes mesmo que se desse conta, o sutiã também juntou-se a pilha de roupa. Os seios fartos, por causa da maternidade recente, exibindo-se intumescido, revelando o desejo que queimava seu corpo em ondas de calor alucinantes.

Ela presenciou o desejo ardente nos olhos do marido naquele mesmo instante. Emmett umedeceu os lábios analisando-os com olhar faminto. As grandes mãos, de palmas grossas, apalparam ambos os seios pela lateral até apertá-los de frente, deixando pequenas marcas vermelhas por onde passava. Ele respirou fundo antes de abocanhar um dos mamilos, lambendo-o e mordiscando. Rosalie arqueou as costas gemendo baixinho ao sussurrar seu nome.

Depois de se dedicar exclusivamente aos seios, ele voltou a beijá-la, um beijo faminto enquanto uma de suas mãos apertava os cabelos dela, na região da nuca.

As mãos delicadas de Rosalie percorreram os músculos do abdômen dele até descansarem na cintura de elástico da cueca boxer. Mantendo contato visual, ela manteve as mãos trabalhando, empurrando a cueca do marido até que estivesse aos seus pés. Emmett terminou de retirá-la empurrando para junto das outras peças de roupas.

– Quero você dentro de mim agora – exigiu Rosalie, desafiando-o com o olhar.

Emmett a agarrou pela cintura com possessividade, mostrando-se um dominador, fazendo seus corpos colidirem com força. Rosalie arfou no momento em que seus corpos se chocaram. Com uma só mão, ele arrancou, literalmente, a pequenina peça intima que ela ainda usava. Deslizou seus dedos por entre as coxas dela, enquanto o corpo inteiro reagia, e a tocou intimamente, onde nenhum outro homem a tocou e jamais a tocaria, estimulando, arrancando arfadas enquanto ela derretia-se inteira em sua mão.

– Ah, Rose – ele pronunciou entre um gemido rouco, próximo ao ouvido. – Minha Rose. Você ainda me mata... – arfou, beijando o pescoço dela.

A mesma mão que antes a tocara, uniu-se ao trabalho que a outra fazia, apertando-lhe as coxas. Emmett a ergueu do chão, mantendo-a presa em seu quadril, e uniu seu corpo ao dela em um único ato, forte e ansioso. Rosalie arfou inclinando o corpo, forçando-se contra ele. Ele deslizou o membro separando seus corpos, e voltou uni-los novamente. Movimentava-se dentro dela, ora suave e sem pressa, ora forte e rápido.

Arfadas pesadas e gemidos preenchiam o interior da cozinha. Vez ou outra sussurravam o nome um do outro. Emmett continuou nesse mesmo ritmo até que alcançarem o ponto alto do prazer; ela primeiro, ele segundos depois, derramando seu liquido quente dentro dela. Deu mais duas investidas arrastadas e separou seus corpos, seu sexo ainda gotejante sujando o piso da cozinha. Sentiu o corpo de Rosalie desfalecer em seus braços e a abraçou contra seu corpo suado. Beijou-lhe o pescoço e depois os lábios.

Saíram da cozinha sem se importar em ser vistos, estavam sozinhos agora, e Noah dormia tranquilamente. Era disso que Emmett sentia falta, dessa intimidade. De fazer amor sem medo, sem que paredes tivessem ouvidos, de poder se amar onde bem entendesse, desde o que bebê estivesse dormindo.

Com a esposa nos braços, ele passou direto para o banheiro. Tomaram banho de chuveiro juntos, cuidando um do outro, despertando o desejo novamente. Mas dessa vez não tiveram chance, Noah acordou chorando exigindo a presença da mãe.

Rosalie terminou seu banho apressada, e saiu do banheiro usando apenas um roupão de banho floral. Emmett continuou no banho por mais um tempo, enquanto ela ia ao auxilio do filho.

– Que foi amor? – murmurou ao se aproximar da cama. – A mamãe esta aqui. Olha a mamãe aqui... – ela andou de joelhos sobre o colchão até chegar pertinho dele. Noah estava com as mãozinhas agitadas, uma delas enganchada na manta. Rosalie libertou a mãozinha, depois afastou os travesseiros que o cercavam e o pegou no colo. – Pronto. Pronto à mamãe já pegou o bebê – sussurrou, beijando a cabecinha loura do filho.

Aos poucos Noah foi parando de chorar, ela levantou da cama com ele no colo e foi para o quarto ao lado, o quartinho dele. Com cuidado o colou deitado sobre o trocador e lhe entregou o brinquedinho de borracha, para mantê-lo calmo enquanto lhe trocava a fralda. Com o uso de lencinhos umedecidos limpou o bumbum, depois passou pomada para assaduras e colocou uma fralda limpa. Como antes ele estava só de fralda, vestiu nele uma blusinha.

– Rose? – Emmett a chamou.

– Aqui no quarto do Noah – ela avisou, olhando por sobre o ombro na direção da porta.

Um leve sorriso chegou aos lábios dele ao ouvi-la dizer onde estava. No minuto seguinte, ele parava no umbral da porta do quarto do filho.

– Está tudo bem? – perguntou.

Rosalie, que estava de costas, segurando Noah no colo, virou-se para olhá-lo.

– Sim. Só estava trocando a fralda dele.

Emmett pareceu relaxar os ombros, aliviado. Sempre ficava preocupado quando o filho chorava.

Rosalie o observou de cima a baixo. Ele estava usando uma bermuda preta e o elástico de sua cueca boxer branca aparecia um pouco na cintura.

Ele entrou no quarto e ao se aproximar segurou a mãozinha de Noah, beijando seus dedinhos. Noah olhou para ele e lhe estendeu a outra mãozinha, a que segurava o brinquedo.

– Quer dá um brinquedinho para o papai é, filho – brincou Emmett.

Noah agitou a mãozinha, pulando no colo da mãe. Emmett lhe afagou as costas enquanto lhe dava um beijo na bochecha. Rosalie os observava com os olhos brilhando, olhos de uma mulher apaixonada e feliz.

Emmett se inclinou e a beijou rapidamente nos lábios. Noah logo resmungou ameaçando um chorinho.

– Esse bebezão do papai é muito ciumento – ele comentou em tom de brincadeira enquanto mexia na mãozinha dele.

– Ele é igualzinho a você – resmungou Rosalie com certo divertimento no tom de sua voz.

Emmett sorriu satisfeito.

– Porque esse é o bebezão do papai, que vai ficar de olho na mamãe quando o papai não estiver por perto – Rosalie rolou os olhos fazendo pouco caso. – Não rola os olhos, não – ele avisou, lhe roubando um beijo no canto dos lábios. – Te amo – completou, lhe dando um selinho. Depois beijou a cabecinha loura do filho. – Bom, eu vou voltar lá pra limpar a cozinha.

– Não quer ficar com o Noah e eu vou lá limpar? – ofereceu Rosalie.

– Não. Não é só a louça que eu tenho que limpar – ele deu uma piscadela, e Rosalie concordou já sabendo do que ele estava falando.

Ambos saíram do quarto do bebê, mas seguiram direções opostas. Rosalie voltou para a suíte, deixando Noah deitado na cama, com alguns brinquedinhos, para poder ir se vestir.

Minutos depois, ela chegou à cozinha parando no umbral da porta. O perfume de lavanda chegou imediatamente ao seu olfato. Com o filho nos braços, ela sorriu vendo o marido limpar o chão. Ele estava terminando de passar pano no piso da cozinha. A louça já estava lavada e guardada em seu devido lugar.

– Amor você não existe mesmo – ela comentou, satisfeita com o que vira.

Emmett se virou na direção do som da voz.

– Ah, aí estão vocês – disse ele, sorrindo com covinhas se exibindo. – Noah aprenda com o papai – comentou, recolhendo o balde, sem querer levou um escorregão. – Claro que não essa parte filho – esclareceu se divertindo.

Rosalie gargalhou gostosamente. Emmett sumiu de vista, entrando na área de serviço, retornando minutos depois.

– Pronto, nada para meu amor fazer além de cuidar do nosso pequeno.

– Você é uma coisa, sabia?! – disse ela.

– Uma coisa boa ou ruim?

– Uma coisa maravilhosa.

Ele sorriu satisfeito com a resposta. – Agora eu vou me arrumar para ir trabalhar.

– Você mal descansou Emm – ela comentou, preocupada.

– Não se preocupe Rose, sinto bem-disposto – ao se aproximar dela, sussurrou. – Fazer amor com você é a melhor coisa que existe...

– Bobo – brincou ela, tocando-lhe o rosto.

Ele olhou para Noah. – Mamãe chamou o papai de bobo, filho – Noah soltou um gritinho, sorrindo.

– Acho que isso quer dizer que ele concorda comigo – brincou Rosalie sem conseguir esconder o sorrido faceiro.

– Seu pequeno puxa-saco – brincou ele, cutucando a barriguinha de Noah, que gargalhou gostosamente.

Ambos sorriram, e voltaram para o quarto. Rosalie ficou na cama brincando com Noah enquanto Emmett e vestia para ir trabalhar.

Minutos depois, eles estavam na porta da frente se despedindo.

– Qualquer coisa me ligue – ele avisou.

– Pode deixar. Fique tranquilo, Emm.

– Me liga, e eu volto correndo.

– Está bem, amor.

– Não esquece.

– Ei sei – disse ela, rolando os olhos.

– É sempre bom lembrar – acrescentou ele.

– Vai logo seu bobo, ou vai chegar atrasado.

Emmett se inclinou e lhe roubou um beijo.

– Cuide da mamãe, filho – murmurou, beijando a cabecinha loura de Noah.

– Dá tchau para o papai, bebê – incentivou Rosalie, segurando na mãozinha dele. – Tchau papai – disse ela, imitando uma voz infantil.

– Tchau bebezão – Emmett se despediu, entrando no elevador. Noah ficou vendo as portas se fecharem, tendo um beicinho adorável nos lábios.

– Ô o papai foi trabalhar amor – comentou Rosalie. Noah começou a chorar alto. Ela voltou para dentro do apartamento e fechou a porta. – O papai vai voltar filho. Vamos brincar com a mamãe, vamos – comentou enquanto beijava o rostinho dele.

Ela sentou-se no sofá da sala de tevê, onde ficou assistindo a um programa infantil, com Noah sentadinho em seu colo, interessado em tudo menos da tevê. Algum tempo depois, ele pediu o peito. Enquanto o amamentava ficou acariciando os cabelinhos finos, lhe sussurrando uma canção de ninar, maravilhada com a magia de ser mãe.

Notas finais
Enquanto o Nyah esteve ausente, eu escrevi os capítulos que finalizam a fic. Tendo esse postado, restam apenas mais quatro. Beijo, beijo Sill