Amor Amigo
9 Capítulo 9 - Segundas Intenções
Notas iniciais
Após alguns quilômetros percorridos por entre algumas ruas de Nova Orleans, Emmett parou no estacionamento do Pub, cujo dono, era nada menos que Royce King. Um homem ambicioso e de caráter duvidoso.
Pouco se sabia a seu respeito. A não ser que era um homem extremamente rico, dono de diversas casas noturnas em cidades distintas. Entre elas, Baton Rouge, capital de Luisiana.
No estacionamento, após saltar da garupa da moto de Emmett, Rosalie retirou o capacete deixando que seus longos cabelos dourados caíssem em cascatas em seus ombros tão femininos e atraentes.
Do outro lado do estacionamento estava Royce King, dentro do seu carro de luxo, se preparava para sair, mas desistiu tão logo vira Emmett chegar com Rosalie na garupa de sua moto. Seu objetivo era único, observar a moça que chegara.
Fazia algum tempo que Royce King vinha analisando a beleza incomum de Rosalie Hale com grande ambição. Mas nunca havia a visto ali, em sua área, ou seria recinto?! Sim, pois Royce King é um homem de instinto indomável quando se tratava de seus interesses.
Dentro do seu veículo ele observa a jovem Rosalie com ambição e luxuria.
Emmett desceu da moto e retirou o capacete. Antes que pudesse falar algo, Rosalie o beijou ficando na pontinha dos pés.
Royce quase pode sentir o gosto amargo do seu ódio invadindo seu paladar.
Alheio ao que acontecia, Emmett apertou Rosalie contra seu corpo erguendo-a do chão. Rosalie sorriu com o gesto, antes de confessar.
- Amo você, Emm.
Emmett cobriu todo o rosto de Rosalie com beijos carinhosos enquanto lhe dizia.
- Eu sempre te amei.
Rosalie apertou as bochechas de Emmett lhe sorrindo lindamente.
Royce apertou as mãos no volante do carro, cheio de ódio, por Rosalie estar ali com Emmett e não com ele.
De mãos dadas o casal seguiu em direção à porta dos fundos do Pub, uma vez que o local ainda estava fechado para os clientes.
Royce observou eles entrarem antes de se retirar do local, cheio de inveja.
Naquele momento Royce King desejara Rosalie Lilian Hale como jamais desejara outra mulher em toda sua vida. Porém nada disso era relacionando a sentimentos sincero e puro. O que ele sentira era meramente desejo obsessivo.
Cogitou a hipótese de retornar ao Pub, mas daria muito na cara se assim o fizesse. Então decidiu que voltaria a noite antes da casa abrir, para vê-la.
Saiu do estacionamento cantando pneu, pensando em diversas formas de se aproximar de Rosalie Hale; a garota de cabelos dourados que o deixara enfeitiçado desde a primeira vez que a vira, mexendo com seu lado indomável.
Emmett e Rosalie alheios aos pensamentos obscuros de Royce King entraram no Pub indo diretamente ao bar onde Jacob organizava parte das bebidas que fora entregue mais cedo.
- E aí Jake?! – Emmett o cumprimentou.
O bar estava repleto de caixas de bebidas alcóolicas dificultando o acesso.
- E aí cara! – Jacob cumprimentou segurando duas garrafas. – Oi Rose!
- Oi Jake – Rosalie respondeu.
- Vejo algo diferente aqui – disse Jacob se referindo aos dois que acabara de chegar de mãos dadas e com sorrisos bobos estampados no rosto.
Sem enrolação Emmett revelou o motivo de estarem tão felizes.
- Rose e eu estamos namorando.
- Ah cara, já estava mais do que na hora de vocês se acertarem. Sem essa de que “somos só amigos” – disse Jacob abraçando Emmett com tapa amigável nas costas. Depois abraçou Rosalie, sem exageros. – Aproveitem o momento e sejam felizes – completou após abraçar Rosalie.
- Obrigada! – ambos agradeceram.
- Será que conseguimos organizar tudo isso até o horário do Pub abrir?! – disse Emmett em dúvida.
- Foi exatamente por isso que tive que te pedir para vir me ajudar. Sozinho eu não daria conta. O chefe já esteve aqui hoje fiscalizando – disse Jacob. – Ele acabou de sair. Vocês não o viram no estacionamento quando chegaram?
- Não! – ambos responderam.
- Ah, cara que bobeira a minha. É claro que os pombinhos deveriam estar fazendo outra coisa... – Jacob provocou.
Emmett sorriu se denunciando. Rosalie olhou para o lado oposto disfarçando uma timidez que ela desconhecia.
- Ok, depois os pombinhos ficam de pegação por aí, porque agora vamos trabalhar.
- Certo! – Emmett respondeu.
- Eu posso ajudá-los – Rosalie ofereceu sua ajuda e claro que eles aceitaram, afinal precisavam deixar tudo em seu respectivo lugar antes da casa abrir.
- Demetri é um filho da mãe. Era para ele estar aqui arrumando isso – Jacob resmungou pegando uma caixa de bebidas.
Rosalie riu da forma como Jacob se referiu ao colega de trabalho.
[...]
Os três passaram o restante da tarde trabalhando juntos, organizando as bebidas no bar e também no estoque, de acordo como Royce King exigia.
Por volta das dezoito e trinta, Rosalie decidira ir para o restaurante, pois seu turno como recepcionista se iniciava por volta das dezenove horas. O que coincidia com o mesmo horário que o Pub seria aberto aos clientes.
- Rose, eu acho que ainda dá tempo de te levar – disse Emmett no estacionamento do Pub.
- Não precisa Emm – disse tocando o rosto dele levemente. – Você precisa descansar um pouco, vai ficar a noite inteira de pé. Fica aí e senta um pouquinho, bate um papo com o Jake. Eu vou de ônibus, é rapidinho.
Colocando uma mecha dos longos cabelos dourados de Rosalie para trás da orelha, ele disse.
- Mas só terminamos a tempo porque você ajudou. O mínimo que posso fazer é te levar ao trabalho. Não gosto que fique andando por aí sozinha...
Rosalie enlaçou seus braços na cintura de Emmett, dizendo.
- Eu sei... Você sempre foi super protetor meu amor e eu sou grata por isso, mas vou pegar o ônibus bem ali – indicou o ponto de ônibus um pouco adiante. – E já desço bem pertinho do restaurante, não tem porque você se preocupar.
Emmett estava com cara de bobo, já nem prestava mais atenção no que Rosalie falava depois que ela o chamou de “meu amor”.
- Do que mesmo que você me chamou? – questionou fazendo um carinho nas costas de Rosalie.
- Meu amor, afinal, é isso que você é. O meu amor amigo...
Emmett lhe sorriu revelando suas covinhas encantadoras.
- Eu não saberia viver sem você, Rose. Você é a única razão de minha vida. Você é o que faz a minha vida ter sentido. Lembre-se sempre disso.
Com as mãos na nuca de Rosalie, ele a guiou para um beijo. A brisa soprou levemente os cabelos dourados de Rosalie fazendo chicotear no rosto de Emmett
Ao concluírem o beijo. Olhando para Emmett, Rosalie disse.
- Como poderia me esquecer disso se é exatamente o que sinto por você?! – completou com uma beliscadinha no abdômen definido de Emmett.
Emmett sorriu. Se dando por vencido enlaçou seu braço direito na cintura fina de Rosalie e a acompanhou até o ponto de ônibus.
Royce King que vinha chegando, única e exclusivamente para ver Rosalie. Parou o carro um pouco afastado, permaneceu observando para ver aonde o casal iria. Não conseguira acreditar que chegara tarde outra vez.
Emmett e Rosalie se aproximaram do ponto de ônibus, porém, continuaram de pé esperando pela condução. Emmett abraçou Rosalie por trás enquanto lhe fazia companhia.
Demorou apenas alguns minutos o ônibus chegara.
- Te vejo mais trade Rose – sussurrou após um selinho de despedida.
- Estarei te esperando mais ansiosa do que jamais estive um dia – respondeu antes de entrar no ônibus.
Enquanto o veículo se afastava, Rosalie acenou para Emmett através da janela. Ele acenou de volta lhe sorrindo.
Sem notar a presença de Royce King ou até mesmo desconfiar de uma provável atitude suspeita, Emmett retornara ao Pub, que logo mais teria as portas abertas aos clientes que desejavam curtir a noite e beber sem culpa.
Obstinado, Royce King seguira aquele ônibus interessado em cumprir seu ideal.
Cerca de dez minutos depois o ônibus parou, após a esquina de um cruzamento, e então Rosalie descera.
Royce riu sadicamente consigo mesmo ao notar que realmente fora Rosalie dessa vez, e não outro passageiro.
A jovem Rosalie Hale nem imaginava o quão obcecado Royce King estava por ela. Distraída, mexendo no celular, só se dera conta da presença de Royce quando esse passou a segui-la dirigindo devagar próximo a calçada a qual ela se encontrava.
Rosalie achou estranho e muito suspeito. Porém sem demonstrar qualquer tipo de fraqueza a garota continuou andando, afinal, estava bem próximo ao seu local de trabalho. Ele não poderia machucá-la sem que ninguém o visse ou poderia?!
Royce que agora dirigia um conversível e não mais o carro que usara hoje mais cedo. Baixou a capota chamando a atenção de Rosalie com um cumprimento.
- Oi, eu conheço você. É a namorada de McCarty, não é?! – perguntou dirigindo bem devagar, pois Rosalie em momento algum parou para lhe dar atenção.
- Sim! – fora tudo o que ela respondera.
- Onde você está indo? Me diz, que eu te deixo lá – questionou sugestivamente com grande cinismo.
Rosalie pareceu respirar fundo segurando sua raiva diante do cinismo do chefe do seu namorado.
- Olha, você vai me desculpar, mas para onde vou ou deixo de ir não te diz respeito. Cabe apenas ao meu namorado me questionar – Rosalie frisou bem a palavra namorado. Sem mais delongas ela aumentou o passo.
Insistente e cara de pau, Royce King continuou seguindo-a.
- Hummm... – murmurou. – Gênio difícil... Essas são as melhores... Extremamente sedutoras – concluiu sadicamente.
Rosalie olhou irritada para Royce, que a olhava de dentro do conversível.
- Você é patético! – ela esbravejou.
Royce sorriu com seu melhor jeito cafajeste.
- Hei gata, não seja tão difícil. Entra aqui vai. Vamos conversar em um lugar mais reservado – sugeriu com uma expressão em seu rosto que Rosalie deduziu ser nada confiável. Se Rosalie já desconfiava dele, agora então, ela tinha certeza disso.
- Me deixa em paz! – Rosalie exigiu, sem parar de andar.
- Tão linda e vivendo miseravelmente. Eu posso pôr o mundo inteiro aos seus pés, princesa. Dinheiro, glamour, joias, viagens. É só você vir comigo.
- Sabe onde você enfia tudo isso aí junto com o seu glamour?! É exatamente nesse lugar que você imaginou – esbravejou Rosalie extremamente irritada.
- Uma gata selvagem... Extremamente excitante.
- Cara vai pro inferno. Nada do que você vir a me dizer ou me oferecer vai me fazer mudar de ideia a seu respeito. Eu tenho namorado e o amo. Aliás, acabo de descobrir que você me enoja.
- Para de bancar a boa samaritana gata. É muito simples! É só você fechar os olhos e fingir que me ama. Então terá tudo o que o dinheiro possa comprar.
Em frente ao restaurante dos pais, Alice a esperava, ansiosa para contar as novidades.
- Rose! – gritou entusiasmada.
- Te vejo por aí! – disse Royce King ao acelerar o veículo.
Alice saltitou ficando do lado de Rosalie.
- Quem era? – seus olhos brilharam tamanha sua curiosidade.
Rosalie bufou irritada antes de responder.
- Um idiota que se acha dono do poder.
- Nossa, mas então, esquece esse idiota e me fala. Emmett não veio te trazer hoje?!
- Hoje ele foi trabalhar mais cedo. Aliás, fui com ele. Estou vindo de lá agora.
Alice saltitou ao lado com um sorriso enorme.
- Eu tenho uma novidade para te contar – disse Alice.
- Eu também – Rosalie respondeu segurando as mãos de uma Alice totalmente sorridente. – Mas vamos conversar lá dentro enquanto eu me troco – sugeriu.
Juntas foram à sala dos funcionários onde Rosalie pegou seu uniforme de recepcionista, depois foram para o banheiro feminino. Ambas com um sorriso bobo estampado no rosto.
- Me conta! – disseram juntas, logo que a porta do banheiro fora fechada.
- Fala você primeiro – Rosalie pediu enquanto retirava a roupa que usava para vestir o uniforme.
- Ok! – Alice exclamou dando pulinhos frenéticos. – Hoje eu dei o meu primeiro beijo. Foi mágico – revelou sem parar de pular.
Rosalie que se encontrava, agora, de calcinha e sutiã, respondeu segurando o uniforme que iria vestir.
- Eu também.
- Jura?! – Alice ficara surpresa porque Rosalie estava com dezessete anos e ha tanto tempo vivia sozinha com Emmett. Chegara a imaginar que eles tivessem algo mais, mesmo que Rosalie dissesse o contrario.
- Sim, eu juro! – disse Rosalie.
Alice a interrompeu. – Mas eu pensei que...
Entendendo onde ela queria chegar, Rosalie apressou-se a dizer.
- Não, não. Sempre gostei de Emmett, mas a gente nunca arriscou nossa amizade e eu nunca fiquei com nenhum outro garoto, embora ele tenha ficado com Briana. Lembra dela? – perguntou. – Aquela garota loira que trabalhou no Pub por um tempo.
- Ah sim eu lembro. Agora ela está saindo com o Felix, não é?!
- Exatamente – Rosalie confirmou. – Desde que ele ficou com Briana que eu tenho sentido um medo absurdo de perdê-lo.
- Eu lembro também que vocês ficaram alguns dias sem se falar direito depois disso.
O olhar de Rosalie ficou distante, parecendo lembrar de algo.
- É nós brigamos na época e desde então eu não o vi com mais ninguém. Ultimamente o clima estava muito estranho entre nós dois. Não estava mais dando para disfarçar. Emmett sempre me quis como namorada e eu a ele, então decidimos ficar juntos pra valer – revelou Rosalie com um sorriso enorme. Agora ela estava em frente ao espelho arrumando os longos cabelos dourados.
— Então vocês vão, tipo, casar?! – Alice praticamente gritou ao ouvir a constatação vinda de uma Rosalie irradiando felicidade.
- Bem, casar eu acho que não. Não temos condições financeiras para isso no momento. Queremos primeiro nosso apartamento e Emmett quer muito um carro. Vamos ficar juntos e isso é o que importa – disse Rosalie com um sorriso encantador.
- Papai e mamãe bem que tentaram ajudar vocês na compra de um apartamento, mas nem mesmo ajuda para financiar você aceitaram, assim fica difícil. Vocês são dois cabeça dura.
- Não é questão de ser cabeça dura, Alice. Nós já moramos em um local cedido por vocês e nunca pagamos aluguel. Recebemos ajuda financeira por muito tempo. Não podemos explorar sua família a vida inteira, temos que viver com o fruto de nosso esforço.
- Mas a minha família pode ajudar vocês sem problema algum, Rose.
- Não Alice. Não vamos mais falar sobre isso. Não me sinto bem com essa situação e Emmett muito menos. Ele gosta de ter as coisas pelo seu próprio esforço.
- Ok, você venceu – Alice se deu por vencida em sua tentativa de fazer Rosalie aceitar ajuda financeira.
Rosalie tentou voltar para o assunto do beijo.
- Então, você não me disse com quem foi o seu primeiro beijo. Você só chegou falando e pulando sem parar. Me conta?!
- Ai! – a garota serelepe exclamou empolgada. – Foi com o Jasper. ELE DISSE QUE GOSTA DE MIM. Ele gosta de mim, Rose. Nós estávamos conversando depois da aula e acabou que rolou o beijo – revelou sem parar quieta, parecia ter molas nos pés.
- Para de pular, Alice – Rosalie pediu sorrindo.
- Eu não consigo é mais forte que eu – respondeu.
Ambas riram dentro do vestiário feminino.
- Quantos anos o Jasper tem agora?
- Ele está com dezesseis. Somente dois anos a mais que eu. Isso é tão lindo.
Pegando a bolsa que estava sobre o balcão de mármore da pia, Rosalie disse.
- Você não tem jeito, Alice. Agora vamos porque senão vou acabar sendo demitida e eu não posso me dar ao luxo. Emmett e eu estamos economizando para comprar nosso apartamento. Falta pouco para conseguirmos. E você dona Alice assanhada é a filha dos donos só vem pra cá para bater papo – disse Rosalie em tom de brincadeira fazendo Alice sorrir.
- Depois dessa eu vou embora – disse sorrindo, era para parecer magoada, mas não conseguiu fingir, estava feliz demais para isso. – Preciso ir para casa, preparar o terreno sabe... Para quando Jasper for me pedir em namoro – saltitou com a palavra namoro.
- Ok, sua espevitada. Vê se não assusta o coitado antes disso.
Alice gargalhou ao chegarem ao salão do restaurante que ainda estava de portas fechadas.
- Tchau Rose. Tchau pessoal – se despediu dos funcionários que se preparavam para mais uma noite de trabalho em um dos restaurantes da família Cullen.
- Até logo! – todos que estavam por ali, responderam.
Alice era filha do chefe, mas conhecia cada um dos funcionários como se fossem seus amigos. A pequena garotinha que Rosalie Hale conhecera em uma madrugada chuvosa se tornara uma adolescente mantendo suas caraterísticas comunicativa, espevitada e generosa.
Em frente ao restaurante Alice deu um tchauzinho para o segurança enquanto o taxi parava ao lado da calçada. Abriu a porta de trás e sentou próximo à janela do lado oposto.
Estava prestes a mexer no celular quando olhou através do vidro da janela e viu o mesmo conversível que estava seguindo Rosalie quando ela chegara. O veículo estava agora estacionado do outro lado da rua, próximo à calçada. Alice achou suspeito, uma vez que o motorista se encontrava dentro do veículo e sozinho.
- Hummm... Muito suspeito – resmungou consigo mesma.
- O que disse? – o motorista do taxi perguntou.
- Nada não, estou apenas pensando alto.
O taxista deu de ombros a olhando através do retrovisor antes de ligar o motor. Alice lhe deu o endereço de onde ele deveria deixá-la.
Com o celular ainda em mãos, ela decidiu ligar para Emmett e avisar de suas suspeitas.
Depois de algumas chamadas direcionadas a caixa postal, Emmett enfim atendera o bendito celular.
- Alice! – exclamou surpreso. Não era habitual de Alice nem mesmo de Rosalie ligar para ele em horário de trabalho a menos que fosse uma emergência.
Felix que trabalha com Emmett como segurança no Pub, olhou para Emmett imaginando que logo ele pediria para ele lhe dar cobertura. Era sempre assim que acontecia.
- Aconteceu algo com a Rose? – Emmett se precipitou.
- Não, ela está bem.
- O que aconteceu então?
- Eu precisava te alertar de uma coisa... – disse Alice, parecendo escolher as palavras certas.
- Então está acontecendo algo, mas você não sabe como me dizer?! – Emmett ficou apreensivo.
- Na verdade eu acho que sim, Emmett.
- Então diz logo o que é Alice?!
- Sabe, hoje quando a Rose chegou aqui no restaurante tinha um carro seguindo ela, mas ai quando eu apareci o cara saiu fora. E agora acabo de ver o mesmo carro estacionado do outro lado da rua em frente ao restaurante. E não venha dizer que é um carro semelhante não, porque eu sei bem que é o mesmo. E sabe o que me dá ainda mais certeza? O cara está dentro do carro. Se o interesse dele fosse jantar, não estaria dentro do veículo, não acha?
Do outro lado da linha Emmett sentiu a preocupação dominá-lo. Ele bem sabia o quanto Rosalie Hale é bonita e o quanto sua beleza despertara ao longo dos anos o desejo e a cobiça de muitos adolescentes e até mesmo homens feito.
- Onde a Rose está agora? – seu tom de voz soou exigente.
- Ela está lá dentro trabalhando. Eu estou agora em um taxi a caminho de casa. Acho que você deveria vir buscá-la quando o restaurante fechar. Esse cara é no mínimo muito suspeito, não acha?
- Obrigada por avisar, Alice. Eu vou dar um jeito de estar lá, antes mesmo que restaurante feche as portas.
- Não há de que. Tchau Emmett.
- Tchau, baixinha.
[...]
- Algum problema? – Felix perguntou.
- Eu preciso sair antes de meia noite para ir buscar a Rose no restaurante. Alice disse que um cara estava seguido a Rose quando ela chegou para trabalhar hoje. E que agora o mesmo carro está parado em frente ao restaurante. Você precisa me dar cobertura para que eu possa ir buscá-la mais tarde.
- Não seria bom ligar para a polícia?
- Não, talvez seja só suspeita de Alice. Não podemos criar caso sem ter certeza, mas por via das duvidas eu vou buscá-la e se algum cara estiver espionando a minha Rose com intenções perigosas ele irá se vê comigo.
- Tudo bem – Felix concordou. – É arriscado, o chefe pode descobrir, mas darei cobertura sim.
- Valeu cara! – disse Emmett com um cumprimento na mão de seu colega de trabalho.
Emmett bem sabia que Rosalie não atenderia o celular em seu horário de trabalho, pois não podia deixar de atender aos clientes para falar ao telefone. Os frequentadores assíduos do restaurante eram todos da alta sociedade. No entanto, Emmett deixara recado no celular, dizendo que iria buscá-la na saída.
Torceu para que Rosalie chegasse a ler a mensagem antes de sair. Pois ele ainda dependeria do trânsito para chegar a tempo.
Com a preocupação atormentando-o Emmett permanecera em seu trabalho até que chegasse a hora de ir buscá-la.
Desejava que o que Alice falou fosse apenas um equivoco e que Rosalie não saísse antes que ele chegasse ao local, para levá-la para casa em segurança.
Notas finais
O que vocês pensam a respeito dessa abordagem do King Kong?
Vejo vocês nos reviews
Beijo, beijo
Sill
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