Amor Amigo
8 Capítulo 8 - Não apenas seu amigo...
Notas iniciais
Nessa fase que se inicia, Rose estará com 17 anos e Emmett com 18.
Quatro anos depois...
2008
Com ajuda dos novos amigos, Rosalie e Emmett conseguiram se fixar em um lugar onde pudessem chamar de lar. Embora durante os primeiros meses tivessem conseguido se manter em segredo, logo eles tiveram que falar a verdade para os pais de Alice e Edward.
No ano de 2005, o furacão Katrina atingiu a cidade. A tempestade tropical alcançou a categoria cinco da escala de furacões de Saffir-Simpson – regredindo a quatro antes de chegar à costa sudeste dos Estados Unidos –, os ventos do furacão alcançaram mais de 280 quilômetros por hora, e causaram grandes prejuízos na região litorânea do sul dos Estados Unidos, especialmente em torno da região metropolitana de Nova Orleans, mais de um milhão de pessoas foram evacuadas. O furacão passou pelo sul da Flórida, causando em torno de dois bilhões de dólares de prejuízo. Foi a 11ª tempestade de 2005 a receber nome, sendo o quarto entre os furacões.
O Katrina causou aproximadamente mil mortes, sendo um dos furacões mais destrutivos a ter atingido os Estados Unidos.
Com isso, Rosalie e Emmett precisaram de toda ajuda possível da família de seus novos amigos para saírem da cidade tão logo foram dados os avisos.
Ao contrario do que eles temiam. O casal Cullen não os entregou para o instituto. Oferecera ajuda, e em pouco tempo um emprego onde eles pudessem ter seu próprio dinheiro para se manter. De início ambos trabalhavam como ajudantes de cozinha no restaurante da família Cullen, mas aos poucos isso fora mudando.
O casal Cullen se tornou o tutor legal dos amigos até que eles atingissem a maior idade.
No entanto, Emmett e Rosalie haviam decidido que seriam apenas os dois. Certamente que tiveram grande apoio da família Cullen, tanto financeiro quanto emocional. Mas nunca aceitaram formalizar algum termo de adoção.
Hoje aos dezoito anos Emmett trabalha como segurança de uma Public House, mais conhecido por Pub. Cujo dono chama-se Royce King.
Rosalie aos dezessete anos, no entanto, permanecia trabalhando para os pais de Alice e Edward, como recepcionista em uma das filiais da rede de restaurantes que vem crescendo a cada ano na cidade de Nova Orleans.
Alice, Edward e seus pais já não vivem mais na mesma casa de quando os conheceram. Hoje eles vivem em uma mansão em um bairro nobre no centro de Nova Orleans.
Aos quatorze anos, Alice, vive suspirando pelos cantos. O garoto que lhe arranca suspiros é nada menos que Jasper Whitlock. O mesmo que ela mencionou anos atrás quando se conheceram.
Edward está namorando Isabella Swan, a garota por quem sempre teve uma queda. No entanto o irmão mais velho de Isabella, Jacob, sempre esteve por perto mantendo o casal em rédeas curtas.
Jacob sempre fora um irmão extremamente ciumento, embora no quesito namorar, esse sempre passara dos limites. Agora namora Leah Clearwater. Mas ao que parece a relação está quase por um fio. Motivo?! O ciúme da parte dos dois.
Emmett McCarty e Rosalie Hale, ainda vivem uma relação apenas de amizade e companheirismo. Embora as faíscas do amor e do desejo que existe entre ambos possam ser notada há quilômetros de distância por qualquer pessoa.
Entretanto existe algo que os impossibilita de oficializar essa relação. O medo de não dar certo e acabar destruindo o laço afetivo que desenvolveram ainda na infância. Preferiam ser amigos, mesmo o coração dizendo o contrario, apenas para não correr riscos.
Cresceram juntos, dividiram momentos bons e ruins. Mesmo que digam o contrario o fato é que o garoto de covinhas encantadoras e a garota de presença marcante se amavam desde sempre.
Ainda vivem na mesma quitinete, porém, jamais precisaram pagar aluguel. Dividiram o mesmo quarto e a mesma cama por certo tempo, até que a situação se tornara desconfortável. Ainda dividem o mesmo quarto, mas não mais a mesma cama.
Aos dezoito anos Emmett já não conseguia mais esconder o desejo que sentia por Rosalie cada vez que seu corpo esbarava ao dela. Rosalie agradecia mentalmente por essa decisão, pois ela também já não conseguia disfarçar o poder que tudo em Emmett exercia sobre ela. Seu corpo, sua mente, tudo clamava por ele.
Juntos decidiram guardar suas economias no banco, visando comprar um bom apartamento, onde pudessem viver melhor. Embora procurassem um apartamento com dois quartos, no fundo eles queriam mesmo era dividir a mesma cama.
[...]
Sexta-feira 16:23 hs
Rosalie estava sentada no pequeno sofá de apenas dois lugares, uma vez que o espaço na quitinete era mínimo. Eles não tinham muitas opções ali.
A garota tomava sorvete vendo TV, antes de seu turno como recepcionista do restaurante da família Cullen.
Emmett, no entanto, estava no quarto tirando um cochilo antes de ir para o Pub. Esse era um dos únicos momentos em que ele podia dormir, uma vez que seu emprego abrangia praticamente toda à noite.
Assistindo um romance na TV, Rosalie chorou quando o mocinho gritou na cara da mocinha que nunca mais queria vê-la em sua vida. Dilemas do amor...
Isso a fez pensar em Emmett. Em o quanto o amava, mas, o quão burra vinha sendo tentando evitar esse sentimento. A hipótese de que um dia Emmett pudesse fazer o mesmo que o mocinho do filme fez, deixara o coração de Rosalie apertado.
Com a colher de sorvete na boca, ela se levantou do sofá. Foi à cozinha onde deixou o restante do sorvete em cima da pia juntamente com a colher.
Foi ao quarto. Lá encontrou Emmett dormindo no colchão ao lado de sua cama. Depois que decidiram não mais dividir a mesma cama, Emmett cedeu à mesma para Rosalie sem objeções.
Rosalie sentou na beirada do colchão, aos poucos fora se aproximando de Emmett. Passou as mãos no rosto, limpando vestígios de lágrimas, por conta da cena que vira no filme. Suspirou trazendo o braço direito de Emmett para sua cintura.
Ainda de olhos fechados Emmett sentiu a aproximação de Rosalie, causando sensações novas. Apertou a cintura dela puxando-a para mais perto de seu corpo. Lembrando que desde que decidiram não mais dividir a mesma cama, Rosalie só corria para o colchão quando sentia medo, então de olhos ainda fechados ele perguntou.
– Está com medo de que?
– De te perder... – Rosalie sussurrou.
Imediatamente Emmett abriu os olhos encarando-a.
– Por que está falando isso agora, Rose?
– Medo de ficar sem você... – sussurrou novamente.
Emmett tocou a pontinha do nariz de Rosalie, dizendo.
– Boba, eu nunca vou te deixar. Não vê que sou atado a você?!
– Mas e se você começar a namorar alguém?! Eu sei que muitas das garotas que vão ao Pub, vão para te ver. E se você resolver namorar uma delas?!
Parecendo chateado, Emmett retirou sua mão da cintura de Rosalie. Deitou de barriga para cima com as mãos por baixo da cabeça.
– Eu já decidi quem eu quero como namorada há muito tempo.
Rosalie sentiu os batimentos de seu coração acelerar, tamanho o ciúmes que sentira. Ficou de pé se atrapalhando com os cobertores. Resmungou algo inaudível antes de responder.
– Que bom... – disse entre dentes ao se aproximar da porta, pronta para se retirar do quarto.
– Mas ela só me quer como amigo... – Emmett sussurrou olhando para o teto.
Segurando a vontade de chorar, Rosalie perguntou, mesmo não querendo saber.
– Como ela é?
– É a loira mais linda que já vi na vida – respondeu sem olhá-la.
De costas, cerrando as mãos em punho, Rosalie imaginou Briana, uma loira que trabalhava no mesmo Pub que Emmett, mas que há algum tempo pediu demissão.
Cheia de raiva, ela continuou perguntando.
– Qual o nome dela?
Conhecendo Rosalie como ele conhecia, Emmett sabia que ela estava com raiva.
– O nome dela é Rosalie... – sussurrou ao sentar no colchão.
Rosalie fechou os olhos e lágrimas vieram à tona.
– Porque ela, Emmett?! – resmungou sem se dar conta. – Espera, você disse... – virou para olhá-lo. – Rosalie?!
– Sim! – confessou revelando covinhas encantadoras. – Em minha cabeça você sempre foi minha namorada, mas não sei por que você só me ver como um amigo.
– Não, Emm. Eu quero...
– Quer o que Rose? Eu não posso viver querendo adivinhar. Eu preciso que você me diga.
– Quero ser o seu amor... Quero ser sua namorada, Emm. Você é muito mais que um amigo. Você é o meu amor amigo – revelou com lágrimas nos olhos, suas mãos demonstravam seu nervosismo em admitir o quanto o amava.
Feliz com o que acabara de ouvir, Emmett abriu os braços convidando-a a um abraço.
– Seja o meu amor, Rosalie Hale...
Com o coração seguindo um ritmo frenético, mãos trêmulas, felicidade no nível mais alto, Rosalie correu a curta distancia entre a porta e o colchão, se ajoelhou abraçando-o.
– Não sabe o quanto senti falta de te abraçar a todo o momento. Como quando erámos apenas crianças, mas o meu corpo vinha tendo reações diferentes a cada dia, a cada toque, a cada gesto. Cheguei ao ponto de acreditar que você não correspondia – Emmett sussurrou ao pé do ouvido de Rosalie.
Devagar, Rosalie afastou seu corpo do de Emmett até que seus rostos ficaram frente a frente.
– Me beija?! – Rosalie sussurrou em forma de pedido. Em seus olhos havia um brilho diferente misturado com ansiedade.
Aos olhos de Emmett, aquele pedido saíra em câmera lenta. Fora como se a frase ecoasse em seu mais profundo sonho.
Emmett levou sua mão à nuca de Rosalie guiando-a para um beijo lento. Fora apenas necessário esse toque para que seus corpos se aquecessem de forma extremamente intensa e perigosa.
Os pelos dos braços de Rosalie se arrepiaram como se uma corrente elétrica o percorresse por completo.
– Seja o meu amor amigo, Emm – Rosalie sussurrou antes do beijo se tornar intenso.
Em meio aquele beijo intenso e carícias ousadas, Rosalie sentiu o membro de Emmett enrijecer, causando uma leve pressão contra seu corpo.
Envergonhado beijou o pescoço de Rosalie.
– Desculpa, mas eu já não consigo mais controlar o poder e o fascínio que tudo em você exerce sobre mim. Por isso nos últimos anos eu vinha evitando contato físico, até mesmo um simples abraço me confundia. Eu te amo, Rose. Quero que aceite ser minha namorada. Que possamos ficar juntos para sempre como deve ser – colou novamente seus lábios aos dela, porém, dessa vez com mais urgência.
Com cuidado Emmett a deitou no colchão, ficando sobre ela enquanto a beijava. Retirou a blusa de Rosalie deixando-a apenas de sutiã. Essa, por sua vez, ergueu o corpo para ajudá-lo.
Enquanto Emmett, com o coração fora do ritmo, analisava o contorno dos seios de Rosalie cobertos pela renda delicada do sutiã. O celular tocou interrompendo o momento.
Irritado, Emmett esbravejou. – Droga!
Rosalie o observava com ansiedade. Seu peito arfava ainda se recuperando das sensações que as carias lhe causaram.
O celular insistia.
– Atende Emm. Pode ser importante.
Frustrado ele deu um rápido selinho em Rosalie, depois levantou para atender o celular que não parava de tocar, a pessoa do outro lado da linha parecia querer mesmo falar com Emmett.
Rosalie sentou no colchão, colocou a blusa de volta, permanecendo ali observando Emmett falar ao celular.
Depois de ter visto quem era o grande insistente, Emmett atendeu.
– Fala Jacob!
– Atrapalhei algo?! – Jacob brincou.
Em uma ação involuntária, Emmett olhou para Rosalie.
– Fala logo cara?! – Emmett insistiu.
– É o seguinte. O fornecedor de bebidas acabou de fazer a entrega e eu estou sozinho nessa bagaça. Não darei conta de pôr tudo no lugar e organizar o estoque até a noite.
– E você quer que eu vá te ajudar, agora?!
– Exatamente! – Jacob constatou o óbvio.
– E James e Demetri?!
– Cara, James foi para a maternidade, a esposa dele, Victória, deve estar dando a luz nesse exato momento.
– Então ele deve estar morrendo de nervoso essa hora – Emmett riu.
– É o novo papai da área – Jacob brincou. Demetri sumiu do mapa, não consigo encontrá-lo em lugar algum, nem com reza braba. E Felix esse nem adianta chamar que não vem. O chefe vai ficar uma fera se não estiver tudo no lugar antes da casa abrir.
– Você tá ligado que essa não é minha função, não é?! – disse Emmett. – Mas beleza em poucos minutos estarei aí.
– Falou cara, vou adiantando aqui o que eu puder – disse Jacob encerrando a ligação.
Emmett jogou o celular sobre a cama, olhando para Rosalie disse.
– Desculpa Rose. Vou ter que ir para o Pub agora, ajudar o Jake.
Rosalie ficou de pé, foi até onde Emmett estava. Passou as mãos delicadamente no rosto dele, que fechou os olhos ao toque.
– Tudo bem, mas eu posso ir junto? Não estou afim de ficar sozinha até a hora de ir trabalhar.
– Claro que pode Rose, mas eu não posso demorar...
– Ah não se preocupe, Emm. Tomei banho agora a pouco enquanto você dormia, vou só trocar de roupa. É rapidinho – avisou correndo indo abrir o guarda-roupa. – Sonho com o dia que terei um closet lindo e bem grande – disse enquanto escolhia a roupa que iria vestir.
Emmett deixou Rosalie escolhendo o que vestir e foi tomar um banho rápido.
[...]
Rosalie já estava pronta quando Emmett retornou do banheiro que ficava ao lado do quarto. Estava com uma toalha branca presa a cintura, os pés descalço. Gotas de água percorriam seu abdômen definido.
Rosalie escovava os cabelos dourados lentamente, apenas para passar o tempo enquanto Emmett não voltava. Através do reflexo do espelho ela o viu entrar no quarto. Seu coração vacilou uma batida ao vê-lo só de toalha.
– Eu vou sair para que você possa se trocar... – avisou ficando de pé.
– Pode ficar se quiser. Agora que é minha namorada não tem porque sair do quarto cada vez que eu for me vestir – fez um carinho na bochecha de Rosalie, que corou um pouco.
– É melhor não... – disse ela mordendo o lábio inferir, parecendo envergonhada. – Te espero na sala – disse ao se retirar, olhando para trás.
Depois de alguns minutos Emmett estava pronto. Em uma mochila de mão ele colocou a roupa que usaria a noite. Como trabalhava de segurança sua roupa de trabalho era um terno preto.
Na sala, ele chamou por Rosalie.
– Vamos?!
Rosalie lhe sorriu, desligando a TV. Estendeu a mão para Emmett, que prontamente aceitou segurando com vontade. Com sua mão livre, Rosalie pegou a bolsa que estava sobre o sofá.
Emmett abriu a porta do minúsculo apartamento, ao saírem ele fechou entregando a chave para Rosalie. De mãos dadas desceram a escada, por ser apenas sobrado, não tinha elevador.
Enquanto Emmett abria a garagem, cumprimentaram alguns conhecidos do bairro que ali passavam.
– Acho que não poderei te levar para o trabalho hoje, Rose – disse assim que a porta da garagem fora aberta, revelando sua moto comprada ha pouco tempo, uma Yamaha YZF-R1 azul marinho com preto.
Emmett conseguira sua moto a custo de muito esforço e muitas economias. Mas para ele isso ainda não era o bastante. Pretendia comprar um carro, assim que efetuasse a compra do apartamento que estavam avaliando.
– Não tem problema, Emm. Eu pego o ônibus e desço pertinho do restaurante.
– Vem! – ele a chamou entregando o capacete que lhe pertencia, após ter fechado a porta da garagem.
Rosalie prendeu os cabelos em um coque frouxo, colocou o capacete, então sentou na garupa da moto de seu, agora, recém-namorado, não apenas amigo.
Já com o capacete, Emmett olhou para Rosalie, acelerou se exibindo e recebeu em troca um beliscão no abdômen.
– Não precisa correr tanto, Emm – Rosalie resmungou.
Emmett fez um carinho na mão dela que estava em sua cintura. Acelerou mais uma vez antes de sair pelas ruas de Nova Orleans com Rosalie na garupa de sua moto. Certamente que isso acontecia com frequência, no entanto, era a primeira vez que a levava como sua namorada e não apenas sua amiga.
Notas finais
Agora entramos em mais uma fase da vida dos nossos amores ♥
Vocês perceberam, não é?! Eis que um certo traste começa a entrar na história.
Espero que tenham curtido, porque a partir de agora muitas coisas estão por vir hsuhsusushu
Vejo vocês nos reviews
Beijo, beijo
Sill
Fale com o autor