Amor Amigo
6 Capítulo 6 - Dificuldades
Notas iniciais
Para quem estava se perguntando se terá outros personagens, além de Emmett e Rose. Vai ter sim, eles irão aparecendo aos poucos a medida que a história for se desenvolvendo.
Os amigos, Emmett McCarty e Rosalie Hale andaram por alguns minutos até chegarem a Av. Canal Street, uma das principais avenidas de Nova Orleans.
Enquanto andavam, observavam as ruazinhas centrais, onde podem ser encontrados muitos antiquários, lojas de arte, pinturas, esculturas e joalherias.
- Eles devem estar nos procurando, não é? – Rosalie perguntou desviando de algumas pessoas que encontraram em determinada esquina.
Prestando atenção em volta, Emmett disse.
- A senhora Ornella vivia querendo se livrar da gente, logo, logo ela desiste... Na verdade acho que ela nem vai se dá ao trabalho de nos procurar. Em todo caso ficaremos atentos. Vem Rose! – Emmett a incentivou assim que vira o bonde se aproximando.
Aproveitando que uma família com algumas crianças entraram no bonde, Emmett e Rosalie entraram sorrateiramente e permaneceram nos fundos, agachados para não serem notados. Pois não tinham dinheiro para pagar a breve viagem.
Tão próximos que um podia sentir a respiração do outro.
- Emmett se nos pegarem, estamos fritos. Podemos ser mandados de volta para o instituto ou para um reformatório.
Emmett colocou o dedo indicador em seus próprios lábios, indicando que Rosalie ficasse em silêncio. Rosalie assentiu com um sorriso cumplice e sapeca.
Após alguns minutos, Emmett começara a sentir seus pés ficarem dormentes. Depois de alguns bairros percorridos o bonde começara a ficar um tanto vazio, sendo assim, Rosalie e Emmett decidiram descer.
Um grande relógio em frente a um café marcava meio dia e trinta e cinco. Apressados eles desceram a rua sem olhar para trás.
- Emmett porque estamos praticamente correndo?
- É que se alguém no bonde desconfiou de nós, podem vir nos procurar... Aí seremos separados pra sempre.
- Ah, isso nunca – Rosalie afirmou aumentando o passo.
Depois de algum tempo de caminhada, Rosalie começara a mancar. Fato que não passou despercebido por Emmett.
- O que aconteceu, Rose? – ele parou de andar, prestando atenção na expressão de Rosalie.
Com as bochechas coradas, devido ao esforço da caminhada, ela respondeu.
- Meus pés estão doendo, mas podemos continuar andando. Eu aguento.
- Claro que não, vamos parar um pouco – Emmett respondeu compreensivo aceitando o fato de que exigira bastante de Rosalie em tão pouco tempo.
Atravessaram a avenida e sentaram em um banco de ferro preto do outro lado da rua, próximo a um telefone público.
- Eu já disse Emmett, podíamos continuar. – Rosalie resmungou ao sentar retirando os sapatos, seguido de um suspiro de alivio. Seus pés estavam cheios de calos e os dedos amassados e vermelhos.
Emmett olhara para os pés de Rosalie, surpreendeu-se com tantos machucados. Agachou um pouco pegando em um dos pés de sua amiga.
- Olha só para os seus pés, Rose. Desculpa, por te fazer andar tanto. Eu não tinha ideia que seus sapatos estavam te machucando dessa maneira.
- Está tudo bem, Emm. Não se preocupe! – fez um carinho no rosto do amigo com seus dedos delicados.
O garoto sentou novamente no banco. Colocou sua mão na cabeça de Rosalie a guiando para seu ombro onde a garota se aconchegou confortavelmente sem questionar.
Ali naquele banco, os amigos, Rosalie e Emmett descansavam observando o vai e vem de pessoas pela rua. Até que uma garotinha de aparentemente dez anos de idade saiu de um restaurante que ficava ao lado de um estacionamento coberto, próximo à esquina.
A garotinha esbanjava felicidade ao lado de um garoto mais velho. A pequena serelepe usava um vestidinho gracioso, branco com detalhes lilás na barra, bolero de manga comprida lilás, meia calça branca, um arquinho lilás com um laço lateral e um par de sapatinhos de boneca preto. O arquinho se destacava entre seus fios de cabelos negros na altura dos ombros.
O garoto que a acompanhava tinha os cabelos em um tom de bronze. Supostamente a mesma idade que Emmett, quatorze anos.
- Devagar, Alice! – o garoto de cabelos cor de bronze sugeriu para a garotinha que saltitava pela calçada ao seu redor.
- Você gosta da Bella. Gosta sim... Eu sei que sim – cantarolava.
Parecendo não gostar do que a garotinha estava dizendo, ele a reprendeu.
- Para de falar isso aqui no meio da rua senão eu não te levo para comparar algodão doce.
A garotinha parou em frente a ele com as mãos na cintura.
- Ah é. E eu falo para mamãe que você não comprou o meu algodão doce – respondeu fazendo um biquinho extremamente gracioso.
O garoto que ao que dera entender era seu irmão mais velho, se aproximara da garotinha segurando sua mão.
- Para! – a pequena exigiu escondendo as mãos atrás das costas. – Não precisa segurar minha mão, sabia?!
- Tudo bem, você que sabe, mas se acontecer alguma coisa, não vá falar pra mamãe que a culpa foi minha.
- Eu não vou falar – respondeu com o nariz empinado. – Porque eu já sou grande.
Do outro lado da rua um mendigo fazia planos para atravessar a mesma.
A pequena, que se chamava Alice, correu e agarrou a mão do irmão com força.
- Ué, não falou que não precisava segurar minha mão e que já era grande?! – o garoto zombou.
- Mas eu tenho medo dele... – Alice sussurrou entre dentes, olhando para onde estava o mendigo.
O mendigo atravessou a rua, passando a andar na mesma direção que eles.
Agarrada a mão do irmão mais velho, Alice passou em frente ao banco onde estavam sentados, Rosalie e Emmett.
A pequena serelepe olhou para Rosalie e lhe deu tchau. Rosalie retribuiu o gesto mesmo sem conhecê-la.
O mendigo sentara no mesmo banco onde os amigos, Rosalie e Emmett estavam. Olhou para Rosalie parecendo admirá-la, com um sorriso de dentes amarelos.
- Que garota bonita – disse o mendigo.
O cheiro de álcool era muito forte. Certamente que era um dependente químico o pobre infeliz.
Rosalie chegou mais perto de Emmett com intuito de se afastar o máximo possível do mendigo.
- Muito bonita... – continuara repetindo, sem desviar os olhos de Rosalie. Erguera a mão para tocar nos cabelos dourados da garota, mas Emmett prontamente se manifestou.
- Não toque nela! – exigiu afastando a mão do mendigo.
- Rapazinho valente... – respondeu com seu hálito de pinga, bem próximo ao rosto de Rosalie.
Rosalie ficou de pé convidando Emmett a sair dali.
- Vamos Emmett?!
O garoto pegou os sapatos da amiga que estavam ali ao lado do banco. Segurando sua mão saíram sem ao menos olhar para trás. Descalça, Rosalie ainda mancava um pouco.
- A rua é perigosa demais para você, Rose.
- Eu posso me defender Emmett, mas sem você não irei a lugar algum.
- Também não ficaria sem você, meu anjo – respondeu balançando as mãos entrelaçadas.
Um pouco mais a frente, encontraram a mesma garotinha serelepe, agora em frente à barraquinha de algodão doce.
O irmão pagava pelo doce enquanto a pequena se lambuzava, esbanjando um sorriso contagiante.
Olhando para o doce, Rosalie sentiu sua boca se encher de água tamanha a fome que sentia, quase pode sentir o sabor do açúcar derretendo em sua boca.
- Emm, estou com muita fome. O que faremos?!
- Eu também estou com fome, mas o que me preocupa mesmo é você.
- Espera Emmett. Tive uma ideia! – Rosalie soltou a mão de Emmett e correu descalça, até onde havia uma senhora comprando cachorro quente para o neto, um pequeno garotinho de quatro anos de idade.
- Senhora, por favor! – Rosalie pediu por sua atenção.
- Oi minha criança. O que deseja?
- A senhora se incomodaria de pagar um cachorro quente para mim e para meu irmão? – perguntou apontando para Emmett, que se aproximava devagar.
- Onde está à mãe de vocês, minha criança?
- Ela está muito doente e não temos nada para comer em casa – disse Rosalie fazendo cara de anjo.
- Oh querida, lamento por isso. Chame seu irmão, eu pagarei um para cada, venha querida.
Rosalie olhou para trás e sorriu. – Vem Emmett!
Emmett maneou a cabeça indo ao encontro de Rosalie.
Enquanto o rapaz recheava os cachorros quentes, a senhora notou que Rosalie estava descalça.
- Onde estão seus sapatos, criança?
- Não me servem mais, estão me machucando. Veja – Rosalie ergueu um pouco o pé esquerdo para que a senhora visse seus calos.
- Que lástima, criança – tocada com a situação de Rosalie, a senhora abriu a bolsa retirando uma quantia razoável de dinheiro. – Tome, compre um par de sapatos novos.
Rosalie olhara para Emmett como se pedisse sua opinião. Emmett deu de ombros, afinal, sua amiga realmente precisava do dinheiro para um par de sapatos novos e para tantas outras coisas que era quase impossível escolher entre elas.
Rosalie aceitou o dinheiro. – Obrigada! – agradeceu guardando a quantia no bolso de sua calça jeans surrada.
- Aqui estão! – disse o rapaz da barraquinha de cachorro quente entregando os lanches.
Emmett e Rosalie receberam o que lhes fora entregue, com um “muito obrigado”.
A senhora se despediu dando boa sorte aos “irmãos”. Segurando a mão do neto ela seguiu em direção a um carro que os esperava.
Satisfeitos com o lanche ambos sentaram em um dos degraus em frente a uma lojinha que estava fechada.
Alice e o irmão retornavam para o restaurante de onde saíram e acabaram passando por Rosalie e Emmett novamente. Alice não deixou de notá-los ali, comendo com muito prazer. Era notável que estavam com muita fome.
- Eddie, eles moram na rua? – perguntou para o irmão.
- Quem? – Edward perguntou surpreso.
- Eles! – a garotinha respondeu apontando o dedo na direção dos dois, sentados no degrau.
Envergonhado, Edward disse. – Não aponte o dedo, Alice. Isso é feio!
- Tá! – Alice respondeu escondendo a mão atrás das costas.
Respondendo a pergunta da irmã mais nova, Edward disse.
- Eu não sei...
- Eu acho que sim – Alice sussurrou.
- Você acha demais, Alice.
- Seu chato! –a pequena serelepe resmungou ao entrar no restaurante.
[...]
- Rose, precisamos encontrar um local seco e seguro para passar a noite. Está esfriando...
- Emm, eu não quero dormir na rua – abaixou a cabeça, então disse. – tenho medo...
Emmett limpou um pouco de mostarda no canto da boca de Rosalie, então lhe respondeu.
- Eu vou encontrar um abrigo para passarmos essa noite. Não se preocupe Rose.
Rosalie lhe sorriu agradecida.
- Se importa se ficarmos um pouco mais aqui? É que estou com os pés doendo – disse tocando os mesmo.
- Está bem, ficamos mais um pouco – o garoto respondeu com um lindo sorriso de covinhas encantadoras.
Os amigos que a vida fez questão de unir, tornando-os anjo da guarda um do outro, passaram o resto da tarde sentados embaixo da marquise da loja que estava fechada.
Mesmo diante de tudo que lhes acontecera nas últimas horas, ainda assim os amigos, Rosalie Hale e Emmett McCarty sorriram ao lembrar-se da fuga. Riram também das coisas que possivelmente Heidi, sua ex-colega de instituto, poderia estar falando a essa altura do campeonato. Porém bastou Rosalie lembrar de que seu melhor amigo a vira pelada, mais cedo, que suas bochechas coraram e seu sorriso ficara fraco.
Emmett, no entanto, não questionara o porquê de sua amiga Rosalie ter corado. Apenas virou para o lado oposto e ficara mexendo em uma pedrinha. Talvez, estivesse envergonhado, ou até mesmo com medo de que Rosalie nunca o perdoasse de verdade.
Embora a garota jurasse tê-lo perdoado, o garoto ainda sentia-se receoso quanto a isso.
No fim da tarde o céu escurecera rapidamente de forma inesperada. Uma nuvem negra de chuva cobriu o céu fazendo-o virar noite.
Uma forte ventania varria as ruas daquele bairro de classe média. Raios e trovões mostravam a que vinham.
Preocupados, Emmett e Rosalie saíram de baixo da marquise da loja onde passaram à tarde, e foram em busca de um abrigo seguro.
Algumas pessoas que passavam naquele horário, também foram em busca de um abrigo.
Os amigos, Rosalie e Emmett, correram de mãos dadas, lutando contra o vento da tempestade tropical.
Na esquina encontraram o estacionamento coberto que fazia parte do restaurante, onde viram a garotinha serelepe e o irmão entraram horas mais cedo. Juntos entraram correndo para se abrigar da chuva.
O restaurante estava fechado e no estacionamento havia apenas dois carros, um deles estava coberto com uma capa de cor cinza. Um pouco molhados, sentaram atrás do carro que estava coberto, deduzindo que esse não sairia dali tão cedo.
Emmett passou as mãos em seus próprios braços eliminando algumas gotas de chuva. A sua frente Rosalie tremia de frio, seu queixo chegava a fazer um pequeno barulho. O casaco do instituto que usava por baixo da blusa, não fora suficiente para bloquear o frio que estava sentindo naquele momento.
Não demorou muito para que a chuva torrencial caísse lá fora. Raios e trovões extremamente fortes, cortando o céu.
Emmett abriu sua mochila, retirou uma pequena tolha e entregou para Rosalie. Em silêncio a garota secou o rosto, os cabelos e previamente os braços para que a água que estava nas mangas do casaco não se aprofundasse. Devolvera a toalha para Emmett, que repetira o gesto.
Emmett retirou da mochila o lençol que haviam usado na noite anterior, dobrado ao meio colocou sobre os ombros de Rosalie enquanto ela tremia sem parar.
- Obrigada, Emm! – agradeceu envolvendo seus braços na cintura do amigo. Esse por sua vez a apertara conta seu corpo tentando aquecê-la.
Ambos sentaram no chão frio, onde ficaram abraçados, usando o lençol para aquecê-los enquanto a chuva assolava a cidade de Nova Orleans.
A noite fora caindo e a brisa fria ficando cada vez mais incomoda.
Com a cabeça apoiada no ombro de Emmett, Rosalie cochilava, mas como estava muito frio; algumas vezes ela tremia mais que o normal.
Quando Emmett fechou os olhos tentando seu primeiro cochilo naquela noite fria e chuvosa, fora acordado por uma forte luz de faróis que vinha do outro lado do estacionamento.
De trás do carro onde estavam, Emmett pode ver que o carro que chegara era muito bonito e sua cor era preta.
De dentro do carro saíra um casal e duas crianças. Emmett reconhecera as crianças, como sendo, a pequena serelepe e seu irmão.
O jovem casal conversava entre si. O garoto de cabelos cor de bronze ria da irmã que se mostrava com medo dos trovões.
O homem de cabelos dourados retirou uma chave do bolso e usou para abrir uma porta lateral a parede do restaurante. Ao abri-la revelou uma suntuosa escada de mármore preto e corrimão branco.
A garotinha serelepe se assustara com os trovões, se agarrando a cintura da mulher de cabelos castanhos que possivelmente seria sua mãe.
Rosalie acordou com a conversa entre a família que chegara. Um espirro quase lhe escapara, porém segurou a tempo. Ainda assim a pequena garotinha serelepe notara algo estranho, curiosa como minguem, percorreu o local com os olhinhos de jabuticaba.
O casal subira as escadas na frente. O garoto ficara observando a atitude suspeita da irmã caçula.
Notando a presença dos amigos atrás do carro, Alice lhes sorriu amigavelmente.
- Vem logo, Alice! – Edward reclamou sem se dar conta do que ela vira.
Dando uma última olhada, Alice correu para as escadas, onde sua mãe os chama.
- Alice, Edward, entrem e feche a porta. Está tarde!
- Já estamos indo mamãe – Edward respondeu.
- Você viu Eddie? – Alice perguntou enquanto subia as escadas pulando os degraus.
- Mamãe, Alice está pulando na escada! – Edward a denunciou.
- Para seu dedo-duro! – a pequena resmungou parando de pular quase que instantaneamente. – Você não me respondeu.
- Respondeu o que? – o irmão perguntou sem entender aonde ela queria chegar.
- Se você viu?! – ela rolou os olhos.
- Eu não vi nada – respondeu ao abrir uma grande porta de vidro, revelando uma ampla sala de estar.
- Aff, que bobo! – a pequena serelepe resmungou correndo para seu quarto. – Mamãe, eu já estou indo para minha cama.
- Não se esqueça de escovar os dentinhos antes querida. Daqui a pouco a mamãe vai te dar boa noite.
A pequena entrou no quarto batendo a porta. O irmão, Edward, também fora para seu quarto, depois de dar boa noite aos pais.
Enquanto isso os amigos, Rosalie e Emmett continuavam onde estavam antes. No chão duro e frio enquanto a chuva caia lá fora.
- Emm, a garotinha nos viu. Acha que ela vai contar para os pais que estamos aqui?
- Acho que não... Mesmo que ela conte, não podemos sair daqui agora, não com essa chuva.
Um trovão fez com que Rosalie se assustasse. Emmett a beijou na cabeça como se dissesse “estou aqui”.
Ambos se aconchegaram um ao outro. Recostados na parede, fecharam os olhos para tentar dormir um pouco.
A chuva torrencial continuava, alagando alguns bairros de Nova Orleans.
Por volta das duas da madrugada, Alice saiu de seu quarto sorrateiramente, segurando um edredom. Abriu a porta de vidro e desceu as escadas usando a luz de uma lanterna da Barbie. Usando a chave do pai, ela abriu a porta que dava acesso ao estacionamento coberto.
Sem chamar atenção começara a procurar por Rosalie e Emmett. Seus pezinhos com pantufas de patinhos, amarelinhas, não faziam barulho algum, exceto sua respiração ofegante por medo dos raios e trovões.
No momento em que os viu ali dormindo no chão frio, usando apenas um lençol para se aquecerem, pensou.
“Coitadinhos, eles não devem ter papai e mamãe”
Com cuidado colocou a lanterna no chão. Estendeu o edredom colocando sobre Rosalie e Emmett, com cuidado.
“Amanhã eu volto, bem cedinho”, pensou recolhendo a lanterna e fazendo o caminho de volta para casa.
Rosalie abriu os olhos minimamente e a viu entrar na mesma porta de antes.
“Obrigada”, a garota de cabelos dourados agradecera mentalmente a gentileza da pequena serelepe.
Devagar para não acordar os pais e o irmão, Alice voltou para seu quarto quentinho e aconchegante. Antes de deitar em sua cama macia, resolveu falar com deus, pela segunda vez durante aquela noite chuvosa, se ajoelhando ao lado da cama.
- Papai do céu, eu sei que o senhor deve estar muito ocupado agora, cuidando de muitas pessoas necessitadas. Mas por favorzinho eu gostaria de te pedir que cuidasse de meus novos amigos. Não os permita sentir tanto frio essa noite e os proteja de qualquer maldade. Amém!
Alice ficou de pé, puxou os cobertores de sua cama e deitou já fechando os olhinhos.
Enquanto isso a chuva continuava lá fora. O vento frio assoviava; galhos de árvores balançarem pelo bairro a fora causando medo e desconfiança.
Notas finais
Viram só que fofa querendo ajudar aos dois. O que acham que virá por aí?
Vejo vocês nos reviews!
Beijo, beijo
Sill
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