Amor Amigo

24 Capítulo 24 - Sendo Parte de uma Família


Notas iniciais
Capítulo dedicado a Andarilho das Fics. MUIIIIIIIIITO obrigada pela recomendação linda :))

**

Boa leitura pessoal :)

Antes de sair do hospital, Esme precisou passar na recepção. Enquanto se ocupava com assuntos do hospital, ela entregou a chave de seu carro para Emmett, para que ele levasse Rosalie até lá e a acomodasse enquanto a esperavam.


No trajeto até o estacionamento Emmett levara Rosalie na cadeira de rodas, sendo seguido de perto pela enfermeira que traria a cadeira de volta ao hospital.



Ao se aproximar do carro, Emmett desativou o alarme e abriu a porta do carona. Rosalie saiu da cadeira, cuidadosamente, com o apoio da enfermeira, mas logo Emmett estava ao seu lado novamente ajudando-a a entrar no interior do veiculo. A enfermeira se despediu de ambos com um “até logo” e “se cuida”. Em pouco tempo ela refazia o caminho de volta ao hospital levando consigo a cadeira de rodas.



Rosalie suspirou afagando a barriga ao se recostar ao assento do veículo. Emmett estava de pé ao lado da porta, que permanecia aberta. Ele olhou para ela, com carinho, e lhe afagou a lateral da barriga.



– Está tudo bem? – perguntou ele.



– Sim, amor – respondeu Rosalie, com um sorriso fraco. – Estou aliviada por nosso bebê estar bem. E por poder voltar para casa. Foi assustador ontem, quando pensei que fosse perdê-lo. Ele se virou completamente dentro do útero, minha barriga ficou torta. Como nunca havia ficado antes. Além da dor o medo de perdê-lo foi assombroso.



Emmett afastou a mão que afagava a barriga de Rosalie, e ergueu tocando-lhe o rosto que ainda estava um pouco pálido.



– Desculpa por não estar com você quando tudo estava acontecendo... Não foi culpa minha, Rose – disse ele, sentindo-se mal por isso. – Esme só me avisou quando saí do Pub. Eu fui pra casa acreditando que você estava lá. Pensei que estivesse dormindo em nossa cama. Mas não estava. Você estava aqui. Assustada e precisando de mim. Me perdoa? – pediu, se inclinando para lhe dar um selinho.



Emmett se afastou ao ouvir som de passos se aproximando. Ao olhar para trás, ele constatou o que já suspeitava, era Esme que chegava. Então ele fechou a porta do carro e estendeu a mão através da janela para tocar a mão de Rosalie.



– Eu irei seguindo vocês – avisou Emmett.



– Tenha cuidado – pediu Esme no instante em que abriu a porta do lado do motorista. –Você está há muito tempo sem dormir direito, e isso não é bom. Muito menos aconselhável para sair por aí pilotando uma moto.



– Eu terei cuidado não se preocupe. Estarei logo atrás de vocês.



Esme assentiu e entrou no veículo. Girou a chave na ignição dando vida ao motor. Cuidadosamente ela manobrou até sair da vaga no estacionamento. Ambas acenaram para Emmett quando o veículo se afastou.



Ainda olhando em direção ao carro que se afastava, Emmett subiu na moto e colocou o capacete. Em pouco tempo ele seguia o carro em uma das principais avenidas de Nova Orleans.



Rosalie olhou através do espelho retrovisor certificando-se que ele as seguia. Esme não pode deixar de fazer o mesmo. Ela suspirou, parecendo aliviada, e tocou a mão de Rosalie.



– Emmett te falou que vocês irão ficar comigo por um tempo? – pediu ela, um tanto ansiosa, talvez por medo de que Rosalie fosse externar algum tipo de desagrado.



– Ele falou sim – disse Rosalie, naturalmente.



– E você, meu bem, está confortável com isso?



– Sim – respondeu Rosalie, com um sorriso satisfeito. – Eu vou adorar ter você cuidando de mim.



Esme lhe sorriu sentindo seu coração, cheio de amor materno, flutuar de felicidade.



– Que bom querida. Tudo o que quero, nesse momento, é cuidar de você para que esse bebezinho nasça forte e saudável.



– Obrigada... – agradeceu Rosalie, encarando as próprias mãos. – Mamãe.



– Se você soubesse o quão realizada me faz cada vez que me chama de mamãe – murmurou Esme, com lágrimas nos olhos. – Eu te amo, filha.



– Eu também te amo... Mamãe – Rosalie repetia a palavra “mamãe”, como se fosse música aos seus ouvidos. A palavra soava de uma forma extremamente acolhedora e cheia de calor humano. Era difícil externar tudo o que aquela palavra significava em sua vida, em seu coração. E a falta que lhe fazia não tê-la pronunciado por anos.



Esme passou uma das mãos no rosto, secando as lágrimas que insistiam em cair. Rosalie estendeu o braço e lhe tocou os cabelos, carinhosamente.



– Mas não é para chorar – disse ela.



– Ah, minha menina – murmurou Esme. – Eu não estou triste, muito pelo contrario, estou me sentindo nas nuvens. E para completar essa felicidade só falta Emmett me aceitar também.



– Ele já aceitou há muito tempo. Só fica envergonhado. E um dos motivos é o fato de sermos um casal.



– Você acha mesmo?



– Tenho certeza – afirmou Rosalie.



Institivamente ambas olharam através do espelho retrovisor novamente. E lá estava ele, seguindo de perto o carro. Rosalie suspirou um tanto sonhadora, sabendo o quanto amava aquele homem. Sabendo tudo o que ele significava em sua vida. Sabendo tudo o que seria capaz por ele.



Mentalmente, Esme agradeceu a Deus por aqueles dois fazerem parte de sua vida. E pelo netinho que estava a caminho.



– Carlisle está pensando em dar um carro para Emmett – disse Esme, enfim. – Acha que ele vai aceitar?



– É difícil dizer... – respondeu Rosalie, sinceramente.



– Pensamos que agora, com o bebê a caminho, facilitaria a ida de vocês aos lugares.



– Olhando por esse lado – disse Rosalie. – Acho que ele vai pensar bem antes de dar qualquer resposta. Ele não vai querer ficar longe do bebê nem de mim. Mas é que o orgulho dele é muito grande. Então eu não posso dizer com certeza o que ele irá decidir.



– Foi o que Carlisle pensou.



Ambas sorriram cumplices.



Um pouco mais à frente Esme fez a curva. Não demorou muito para que chegassem à mansão Cullen.



Usando o controle Esme abriu os portões, e ambos os veículos entraram nas dependências do jardim. Emmett parou a moto ao lado do carro. Retirou o capacete deixando-o pendurado em um dos punhos do veículo, e foi abrir a porta do carro para que Rosalie pudesse sair.



Assim que abriu a porta, ele estendeu a mão ajudando-a. Esme também saía do veículo no mesmo momento, recolhendo sua bolsa e fechando aporta devagar.



– Emm, pega a minha bolsa, por favor – pediu Rosalie.



Cuidadosamente ele desviou o corpo do dela para poder pegar a bolsa que estava no chão do carro.



Os três seguiram em direção à porta juntos. Emmett levava consigo a bolsa de Rosalie, enquanto ela segurava em seu braço. Esme abriu a porta e assim que entraram no hall se deparou com uma Alice ainda usando pijama.



– Papai, eles chegaram – gritou Alice, no momento em que correu para abraçar Rosalie.



– Você não deveria estar no colégio agora, mocinha? ! – advertiu Esme.



– Eu não queria ir sem ver como a Rose estava – respondeu ela em meio ao abraço que dava em Rosalie. – O papai me deixou faltar hoje, então se for ficar brava, fica com ele. Mas o Edward foi pra faculdade, ele tinha uma prova hoje. Ah – disse ela, parecendo lembrar-se de algo. – Mas ele deixou um bilhete para você Rose – Alice se afastou e pegou um pequeno pedaço de papal que estava sobre a mesinha do hall de entrada, dobrado cuidadosamente, e entregou para Rosalie. – Oi Emmett – disse ela, agarrando o braço dele.



Emmett bagunçou os cabelos dela antes de responder, feliz.



– E aí baixinha. Matando aula, hein?! – Alice rolou os olhos.



Carlisle chegou ao hall onde eles ainda estavam, e foi, primeiramente, abraçar Rosalie, depois a Emmett. Enquanto todos se encaminhavam em direção à sala de estar Rosalie desdobrou o bilhete e começou a ler para si mesma.



“Nunca mais nos dê um susto desses. Como seu irmão mais velho, te proíbo que faça isso. A propósito, sejam bem vindos ao lar. Atenciosamente, seu irmão mais velho Edward, aquele a quem vocês devem obedecer.”



Rosalie sorriu, estendendo a mão com o bilhete para que Emmett também pudesse lê-lo. Assim como ela, ele sorriu no final da leitura.



– Estávamos esperando para tomar café da manhã todos juntos – avisou Carlisle.



– Espera só mais um pouquinho, querido. Rose vai tomar um banho antes – disse Esme, tocando levemente o ombro do marido.



– Tudo bem, eu espero – respondeu ele, após lhe dar um beijo no canto dos lábios.



– Mas Emmett e eu não temos roupas aqui – murmurou Rosalie, preocupada.



Emmett lhe apertou o ombro direito, como se fizesse uma massagem. – Eu vou ao apartamento buscar algumas coisas, e volto rápido – disse ele. – Mas vou precisar que alguém me empreste o carro.



– Pode ir com o meu querido. Toma, pega as chaves – disse Esme, lhe estendendo a chave do carro.



– Obrigado – disse Emmett.



– Eu vou com ele, mamãe – gritou Alice, entusiasmada.



Olhando para a filha, Carlisle perguntou. – E vai de pijama?



Alice olhou para si mesma antes de sair correndo escadas acima.



– Me espera Emmett que eu já volto. Eu vou te ajudar com as malas. Se você for sem mim, eu juro que te bato – gritou Alice, antes de sumir no topo das escadas.



– Ela deve estar achando que vamos trazer todo o apartamento – brincou Emmett, não contendo um sorriso.



– Tenha cuidado Emm, senão é bem capaz que ela faça isso – avisou Rosalie, sorrindo. Carlisle, que estava ao seu lado a abraçou carinhosamente. Pega de surpresa, ela ficou instantaneamente séria, mas logo relaxou retribuindo ao abraço. Ele lhe afagou a barriga, mantendo um dos braços em volta dos ombros dela.



– Vai ficar tudo bem – assegurou Carlisle, com uma segurança que a fez acreditar que nada de ruim poderia afetá-la agora.



No instante seguinte, uma Alice eufórica descia as escadas correndo.



– Já estou pronta – gritou, mantendo em seu rosto o sorriso gigantesco do gato de Cheshire.



– Alice, quantas vezes eu já te falei que não se deve correr nas escadas?! – repreendeu Esme.



Alice desfez o sorriso e se aproximou devagar. – Foi mal, mamãe. Eu esqueci... – e então ela olhou para Emmett, que estava de pé segurando a chave do carro em uma das mãos. Saltitou até onde ele estava e cutucou seu braço esquerdo. – Vamos! – apressou.



Emmett a olhou estreitando os olhos. – Estou começando a ficar com medo de você baixinha. Até parece que vou te levar um parque de diversões e não ao meu apartamento.



Todos sorriram, olhando de um para o outro. Enquanto Alice fazia cara de indignada, propositalmente.



– É que estou muito entusiasmada com a ideia de vocês virem ficar aqui por uns tempos – confessou Alice, toda serelepe. – Ainda nem estou acreditando que a minha irmã mais velha virá ficar com a gente. Vai ser tão legal. Vamos poder conversar a noite inteira e até dormir no mesmo quarto – os olhos de Alice brilhavam, à medida que ela falava.



– Ela tem marido, sabia?! – provocou Emmett, cutucando o braço de Alice.



– E daí – resmungou Alice. – Isso não impede que a gente durma no mesmo quarto. Você trabalha a noite inteira mesmo – completou, com o nariz empinado.



Emmett passou o braço em volta dos ombros dela. – Você é terrível, sabia?



– Eu sei – respondeu Alice, dando de ombros.



– Mas, mesmo que eu trabalhe a noite inteira, quando eu chego, quero encontrar a Rose em minha cama, ok. E isso não é um pedido, é uma sentença.



– Ok, senhor mandão. A mulher é toda sua. Mas não tem problema ela ser minha irmã nas horas vagas, não é?



– Tudo bem – disse ele, e ambos viraram indo em direção à porta de saída. Emmett ainda estava com o braço em volta dos ombros de Alice enquanto andavam.



– Filho? – sibilou Carlisle. Emmett virou para poder olhá-lo, girando o corpo de Alice junto, propositalmente. – Depois precisamos conversar sobre o seu emprego no Pub e algo que estou pensando em lhe presentear.



– Humm... – murmurou Alice, curiosa, cutucando a barriga de Emmett. – Vai ganhar presente. Presente é tudo de bom – divagou ela.



– Tudo bem, Carlisle – respondeu Emmett, virando-se novamente, arrastando Alice junto.



Esme e Carlisle trocaram olhares significativos. Ambos sabiam que ainda era um caminho a se ter cuidado, mas também sabiam que podiam conseguir cuidar deles como desejavam. Era só ter cuidado com os exageros.



– Venha querida – disse Esme, estendendo uma das mãos para Rosalie. – Você não vai poder ficar subindo e descendo as escadas com muita frequência, então, como você vai tomar café conosco sentadinha à mesa, acho melhor você tomar banho no banheiro aqui de baixo. Depois você pode subir, mas com cuidado, e ficar deitada na cama descansando.



– Obrigada – sussurrou Rosalie em resposta.



Esme a acompanhou até um dos banheiros que ficava próximo a sala de estar, em um corredor a caminho da cozinha. A ajudou retirar o vestido, e pôs ao seu alcance tudo o que ela precisaria durante o banho.



– Eu queria tomar banho com o Emmett – murmurou Rosalie. – Mas ele vai demorar... É que ele sempre massageia minhas costas, e os meus pés quando tomamos banho juntos na banheira.



– Ah, querida. Se você quiser esperar por ele e subir para tomar banho de banheira, tudo bem. Eu quero que fiquem à vontade para fazer o que quiserem. A casa é de vocês também.



– Não, está tudo bem, eu quero tomar banho agora. Estou mesmo me sentindo muito suja. Passei a tarde inteira ontem com essa roupa, e veja, ainda estou com ela.



– Se você quiser depois do café, quando estiver sentadinha em um lugar confortável, eu massageio suas costas.



– Você faria isso? – perguntou Rosalie, surpresa.



– Mães são pra essas coisas também – disse Esme, com um sorriso. – Mas, olha querida, não é porque vocês irão ficar aqui que não podem fazer o que quiserem. Podem tomar banho juntos. Claro que podem. Eu sei que vocês estão em uma fase de lua de mel, e não quero que pensem que os trouxe para cá para interferir. Eu só quero cuidar de vocês. Mas você viu o que o doutor falou. Uma semana sem relações sexuais. Isso é pelo bebê.



Rosalie sentiu suas bochechas corarem, ela podia jurar que estavam vermelhas naquele instante. E para disfarçar a timidez, ela ficou encarando a barriga.



– Não precisa ficar envergonhada, querida. Já falamos sobre muitas coisas, e essa não é a primeira vez. E, além disso, eu sou sua mãe.



Com isso, Rosalie não pode deixar de esboçar um sorriso.



– Obrigada por tudo o que tem feito por mim e pelo o Emm.



– Rose, não faça isso, meu bem – sibilou Esme.



– Isso o que? – pediu ela, confusa.



– Ficar me agradecendo a todo instante. Faço isso porque os amo. Assim como amo Edward e Alice – estendeu as mãos e desabotoou o sutiã de Rosalie, depois se afastou. – Eu vou ao meu quarto pegar um roupão de banho para você vestir até que Emmett volte com suas roupas. Tenho algumas lingeries novas, e trarei uma para você vestir, está bem?! Calça aqueles chinelinhos ali, para não escorregar. Vai tomando banho com cuidado que eu já volto com as coisas para você.



– Obriga... – Rosalie deixou a frase morrer, ao lembrar que Esme havia acabado de pedir que parasse de agradecer tanto, por tudo. – Tudo bem, mamãe.



Esme saiu do banheiro mantendo um sorriso satisfeito no rosto. Essa nova fase ainda a deixava como se estivesse vivendo um sonho. Ao passar pela sala de estar encontrou Carlisle sentado ao sofá lendo o jornal daquela manhã.



– Carlisle – ela o chamou. Carlisle abaixou o jornal, repousando sobre as próprias pernas enquanto a olhava. – A Rose ficou sozinha no banheiro do corredor, eu preciso ir lá em cima pegar algumas coisas. Você fica atento a qualquer barulho diferente – avisou.



– Tudo bem – pode ir tranquila.



Esme subiu as escadas, e então Carlisle voltou sua atenção ao jornal. Maneou a cabeça, com um sorriso bobo nos lábios. Estava feliz por tê-los ali, e sabia que para sua esposa estava sendo como acordar na manhã de natal e encontrar o presente tão desejado embaixo da árvore. Era o maior desejo de Esme, nos últimos anos, senti-los mais perto de si.



[...]



Alguns minutos depois, Esme retornou trazendo consigo as coisas que precisava.



– Está tudo bem, Carlisle?



– Sim. Não precisa se preocupar tanto, meu amor. Ela vai ficar bem.



– Eu sei que vai. Mas, eu não resisto. É mais forte do que eu – sibilou ela, indo em direção ao banheiro onde Rosalie tomava banho. Parou em frente à porta e deu três leves batidas. – Rose, eu posso entrar, querida?



– Pode sim. Eu já estou terminando – respondeu Rosalie, com a voz abafada por trás da porta do banheiro.



Esme abriu a porta devagar e a encontrou enrolada na toalha branca, que tinha retirado de uma das gavetas do lavabo antes de sair.



– Vou deixar você se vestir a vontade. Enquanto isso, eu irei preparar o café. Você deve estar com muita fome, não é?!



Rosalie sentiu seu estomago doer só de pensar na comida. Só agora ela lembrara que não chegou a jantar na noite passada, fizera apenas um pequeno lanche no inicio da noite, antes de tudo o que lhe acontecera.



– Eu estou mesmo faminta – admitiu. – Tem geleia de framboesa? Me bateu uma vontade enorme de comer com torradas.



Esme sorriu. – Tem sim, querida. Veste o roupão e vem para cozinha que eu te sirvo. Vou preparar um café da manhã bem gostosinho e reforçado para você.



Quando Esme a deixou sozinha, Rosalie começou a se secar. Depois vestiu a lingerie nova que ela lhe trouxe e colocou o roupão de banho, branco floral. Aproveitou que tinha um secador de cabelos pequeno no armário do banheiro e usou para secar os cabelos previamente. Depois disso, recolheu suas roupas usadas e deixou dobradinhas sobre o cesto de roupas, que estava vazio. Ela aprendera desde cedo, no instituo, que desorganização lhe acarretaria em castigo. E sempre lembrava disso ao fazer as coisas em casa. Talvez por esse mesmo motivo Emmett fosse tão metódico.



Fazendo um laço no cordão do roupão, ela saiu do banheiro e foi até a cozinha, de onde estava vindo um aroma gostoso de café fresco. Assim que entrou no cômodo encontrou Esme terminando de pôr à mesa. Passou as mãos nos braços ao se aproximar, sentindo-se um pouco desconfortável.



– Quer ajuda? – perguntou ela, em um murmúrio.



Esme ergueu a cabeça, olhando na direção dela. – Não precisa meu bem. Você só precisa sentar aqui – disse Esme, segurando o braço de Rosalie guiando-a até a cadeira. –Vai comer direitinho, hein. Nada de enrolar. Você está comendo por dois, lembre-se disso. A Nora vai chegar um pouquinho mais tarde hoje, por isso estou preparando o café da manhã sozinha. Mas você não precisa fazer nada. Depois que comer tudo direitinho, você vai deitar e ficar quietinha, nada de ficar pra lá e pra cá, pelo menos hoje, querida.



Rosalie sorriu sentando-se na cadeira. – Mas eu não posso dar inicio ao café da manhã sem ninguém à mesa. Assim eu me sinto desconfortável, prefiro que todos estejam aqui.



– Rose, meu bem, não se preocupe com isso.



Carlisle entrou na cozinha, deixando o jornal que estava lendo sobre o balcão.



– Não seja por isso, mocinha. Eu te faço companhia – respondeu ele se aproximando da mesa. Ao passar por trás da cadeira onde Rosalie estava ele lhe beijou o topo da cabeça. Rosalie tocou a mão dele, quando essa encostou em seu ombro.



– Obrigada – murmurou ela.



Carlisle sentou-se à mesa servindo-se de um pouco de café preto. Rosalie estendeu o braço, pegando uma torrada em seguida passando a geleia de framboesa que tanto desejava, levando à boca mordeu devagar.



Carlisle sorriu observando-a de canto de olho. Estendeu o braço, pegando a jarra de suco de laranja e serviu o copo de Rosalie. Nesse meio tempo, eles ouviram os gritos felizes de Alice ao chegar em casa novamente.



– Família. Cheguei – ela entrou na cozinha, toda saltitante. – Sentiram a minha falta?



– Oi filha, senta aí para tomar café conosco – disse Esme, sorrindo do entusiasmo de sua caçula.



– Onde está o Emmett? – perguntou Rosalie, olhando em volta.



– Ele está tirando as malas do carro – respondeu Alice, sentando-se à mesa, pegando um pedaço de bolo e levando à boca.



– Você não trouxe meu apartamento inteiro, não é Alice? E porque deixou meu ursinho tirando as malas do carro sozinho?



– Ah Rose, seu ursinho é bem grande e forte, pode fazer isso na boa. E não, eu não trouxe tudo – respondeu após mais uma mordida em sua fatia de bolo. – Seu marido não deixou. Cara, ele é muito metódico. E, fala sério, até as suas calcinhas foi ele quem decidiu quais traria.



Rosalie ficou um tanto envergonhada por Carlisle ter ouvido aquilo, então levou o copo de suco a boca e tomou um longo gole, evitando encará-lo. Após o gole de suco, ela pigarreou disfarçando o desconforto momentâneo.



– Mas Emmett é muito fofo, Rose. Ele sabe exatamente tudo sobre você. Eu fico impressionada – admitiu Alice. – Até parece o papai e a mamãe. Deve ser porque vocês cresceram juntos. No caso da mamãe e o papai, deve ser os anos de casados.



– Eu sei – disse Rosalie, orgulhosa. – O meu Emmett é um fofo mesmo.



Enquanto Rosalie o elogiava, Emmett entrou na cozinha.



– Ei baixinha, você é folgada, hein?! – resmungou ele. – Até sua bolsa você deixou no carro para eu trazer pra dentro de casa.



Com um sorriso gigante, Alice respondeu. – Desculpa, não foi por maldade. É que estava tão entusiasmada que acabei esquecendo.



– É eu percebi – murmurou Emmett, sentando ao lado de Rosalie, tocando-lhe levemente a barriga. – Amor, eu trouxe tudo o que você, provavelmente, traria, mas se ficou faltando algo, depois me fala que eu volto para buscar.



Rosalie estendeu a mão direita, alcançando o rosto de Emmett, lhe fazendo um afago. – Não se preocupe com isso agora, está bem?! Agora eu só quero que você se alimente e depois vá dormir um pouquinho. Você está sem dormir faz muito tempo Emm.



– Rose tem razão, Emmett – disse Esme, sentando-se à mesa também.



Antes de responder ele olhou de uma para a outra. – Mas Carlisle quer conversar comigo.



– Depois conversamos – avisou Carlisle. – É melhor você descansar primeiro. A conversa pode esperar. Teremos muito tempo para isso agora.



– Tudo bem, então – respondeu ele.



– A Bella vai vir para cá mais tarde com o Edward. Ela ligou no meu celular avisando, e mandou beijos e melhoras para você Rose – avisou Alice sem parar de comer por um segundo se quer.



– Obrigada. Ela anda sumida, faz alguns dias que não a vejo. Vai ser bom pôr o papo em dia. Ela deve estar mesmo atarefada com a faculdade.



– Esses dias os dois estavam reclamando disso – ressaltou Esme, após um gole de café. – Tanto Edward quanto ela está em uma correria, com trabalhos e provas.



Emmett se inclinou para o lado, beijando levemente o pescoço de Rosalie. – Desculpa por não ter massageado suas costas quando tomou banho. Prometo que antes de ir trabalhar eu faço isso.



– Tudo bem – murmurou ela, deslizando os dedos por entre os curtos fios de cabelos dele.



Emmett lhe beijou novamente o pescoço antes de se afastar. Sentindo-se totalmente à vontade na companhia de todos, ele cortou uma fatia do bolo que estava sobre a mesa, levando à boca deu uma grande mordida.



Alice passou a bandeja com croissant para Emmett, que retirou um, seguido de um “obrigado”. Sorrindo Alice colocou de volta a bandeja sobre a mesa.



Rosalie os observava de canto de olho, satisfeita com a interação dos dois. E, ela não percebera, mas bem pertinho dela, Esme fazia o mesmo. Cada gesto de ambos a deixava feliz e orgulhosa de tê-los mais perto de si. Mais perto de seu amor materno. Mais perto de sua proteção e cuidado.



E foi em meio a conversas paralelas que a família unida, seguiu com o café da manhã.



\"\"



Notas finais
Sentir um pouco de calor e aconchego familiar está sendo de extrema importância para eles. É uma fase que eles precisavam passar.

Bem, digam o que acharam :) nem leva tanto tempo assim para deixar um review.

Beijo, beijo

Sill