Amor Amigo
20 Capítulo 20 - Primeira Consulta
Notas iniciais
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Esse capítulo me deu um trabalho danado para escrevê-lo, pois tudo o que sei a respeito foi com base em varias coisas que li nos últimos dias na net. Então, por favor, sejam pacientes porque ainda sou leiga com relação ao assunto. Eu fiz o meu melhor, espero que gostem e que reconheçam o meu esforço deixando um misero review.
Na manhã seguinte Emmett acordou por volta das nove da manhã com o toque insistente do telefone fixo. Era Esme, avisando que passaria para pegar Rosalie e levá-la ao médico por volta das dez da manhã, a consulta estava marcada para as dez e meia. Esme conversou com Emmett por alguns minutos e então desligou para que ele pudesse acordar Rosalie.
Antes de acordá-la Emmett decidiu tomar um banho primeiro. Se vestiu, arrumou os cabelos, passou perfume, somente depois disso foi acordá-la, queria que ela aproveitasse os minutos de sono que lhe restavam, ela sempre acordava muito cedo todos os dias para ir ao colégio.
Sem Emmett dormindo ao seu lado, Rosalie estava abraçada ao travesseiro que pertencia a ele. Emmett sentou-se na beirada da cama, bem ao lado em que ela dormia, e devagar começou acariciar os longos cabelos dourados, afastando alguns fios do rosto ainda sonolento.
- Acorda dorminhoca – brincou, deslizando seus dedos por entre os fios dourados. –Esme ligou – disse ele. Rosalie esboçou um leve sorriso sonolento. – Ela estará passando daqui a pouco para te pegar.
- E para onde eu vou? – perguntou ainda de olhos fechados.
Emmett sorriu.
- Para o médico, lembra?
Rosalie se espreguiçou enquanto abria o solhos lentamente, passou ambas as mãos no rosto e olhou para Emmett, com o rosto marcado pelo tecido da fronha do travesseiro.
- Que soneca gostosa hein, amor?! Está até com marquinhas na bochecha – brincou Emmett.
Mexendo-se na cama, cheia de preguiça, Rosalie resmungou.
- Alice vai ficar chateada quando descobrir que não fui ao colégio hoje – olhou a hora na mesinha de cabeceira. – Na verdade acho que ela já descobriu.
- Com certeza sim – disse Emmett. – Mas o importante é que você vá ao médico hoje. A raiva da Alice passa depois.
Rosalie olhou atentamente para ele e ficou surpresa.
- Você já está pronto?
- Sim, porque enquanto você toma o seu banho eu vou passar um café para nós. Não vou deixá-la sair de casa com o estomago vazio.
Rosalie se espreguiçou, um tanto manhosa, estendendo os braços à altura da cabeça encostando-os ao travesseiro.
- Adorei não ter que acordar cedinho hoje, sabia?!
- Vai, levanta sua preguiçosa – fez cocegas nas laterais da cintura de Rosalie. Ela se mexeu por sob os lençóis, tentando se desvencilhar dos dedos ágeis de Emmett.
- Para Emm... Para já estou indo... – sentou-se na cama resmungando. – Que preguiça...
- É, estou vendo – disse Emmett.
Rosalie saiu da cama empurrando os lençóis para trás de seu corpo, e ao ficar de pé viu tudo a sua volta girar. Seu corpo inclinou para trás perdendo o equilíbrio, rapidamente Emmett a segurou pela cintura puxando-a para sentar em seu colo. Assustado tudo o que ele pode fazer foi ampará-la.
- Rose... – murmurou ele, angustiado fazendo um leve carinho no rosto pálido de Rosalie.
- Eu vou ficar bem... – sussurrou não tão certa disso. – Não, eu não vou... Acho que vou vomitar... – tarde demais, mesmo que ela quisesse correr para o banheiro não daria tempo. Tudo o que pode fazer foi inclinar a cabeça para o lado, vomitando sobre o tapete felpudo lilás. Sem intenção acabou sujando o braço de Emmett com o refluxo de seu enjoo matinal. Certamente sintomas naturais de sua gravidez minuciosamente planejada. Ela só não contava que fosse se sentir tão mal assim.
De forma alguma Emmett sentiu nojo. Longe disso. O que ele sentira fora angustia e culpa. Angustia por vê-la passar mal e não poder fazer nada para mudar isso. E culpa porque ele bem sabia que o pequeno grão que crescia a cada dia no ventre de Rosalie fora ele quem o colocou ali – com permissão dela obviamente.
Seu braço esquerdo estava em volta da cintura de Rosalie amparando-a, e o outro mantinha os cabelos dourados dela afastados do rosto enquanto ela vomitava deploravelmente. Demorou alguns segundo até que toda aquela agonia sessasse. Rosalie já não vomitava mais, no entanto, a ânsia de vomito persistia, vez ou outra ela ameaçava vomitar novamente, mas não saia nada de seu estomago.
Inesperadamente Rosalie começou a chorar, sua ânsia de vomito se transformando agora em soluços angustiantes. Protetoramente Emmett levou sua mão direita à cabeça dela guiando-a para seu ombro. Sua mão que antes estivera em volta da cintura, agora fazia carinho nas costas de Rosalie initerruptamente.
- Por favor, amor, porque você está chorando assim?
- Estou com medo... – sussurrou abafadamente com o rosto escondido no vão do pescoço de Emmett.
- Medo do que?
- Medo disso... De acordar sempre assim – soluçou. – Medo de que aconteçam coisas ruins comigo. Coisas que eu não estou preparada, e não sei como lidar... – Rosalie poderia até desejar imensamente aquele bebezinho que crescia em seu ventre, mas isso não anulava o fato dela ser muito jovem, e por vezes o medo surgia.
- Me perdoa Rose – pediu Emmett.
- Porque está me pedindo perdão? – ergueu a cabeça para olhá-lo.
- É minha culpa que você esteja se sentindo assim. Não imaginei que fosse ser tão complicado, e de certa forma, sofrido para você Rose.
Rosalie passou ambas as mãos no rosto, rapidamente secando as lágrimas.
- Ei para com isso, está bem?! Não é culpa sua que eu esteja me sentindo estranha. Você não me forçou a nada, eu quis tanto quanto você.
Emmett beijou uma das bochechas dela antes de responder.
- Podíamos ter usado preservativo desde a primeira vez, e adiado essa fase... – murmurou sentindo-se culpado.
- Você não quer mais o nosso bebê, é isso? – perguntou Rosalie, com lágrimas nos olhos ameaçando chorar novamente.
Surpreso com a pergunta, Emmett levou a mão direita ao ventre de Rosalie afagando lentamente.
- Eu quero esse bebê tanto quanto quero você em minha vida Rose – afirmou. – Só estou preocupado. Me sinto mal por vê-la assim, como agora a pouco, e eu apenas ficar observando sem poder fazer nada para aliviar.
Só agora, olhando com mais atenção, foi que Rosalie percebera que um dos braços de Emmett estava sujo com seu vomito.
- Que vergonha Emm... Isso é nojento – apontou para o braço dele. – Me desculpa? – pediu envergonhada. – Já pode abrir um buraco no piso para que possa me esconder – sussurrou.
- Não tenho nojo porque foi você. Eu jamais teria nojo de você Rose.
- Ah para com isso Emmett. É nojento sim. Vai lavar esse braço que eu vou jogar esse tapete em uma bacia para ficar de molho. Ai que vergonha meu Deus. Eu sou uma porca – resmungou consigo mesma. Saiu do colo de Emmett, pegando o tapete lilás para levá-lo a área de serviço.
- Tem certeza de que se sente bem agora?
- Sim. A tontura e o enjoo já passaram – Emmett ficou indeciso entre ir ao banheiro ou ficar ao lado dela. – Vai Emmett, eu estou bem – assegurou.
- Eu não estou seguro disso, Rose.
- Vai seu bobo.
Emmett gesticulou ambas as mãos como se fosse falar algo importante, mas desistiu e foi para o banheiro lavar o braço. Já Rosalie, levou o tapete para a área de serviço e mergulhou ele em uma bacia com água e sabão para lavar quando voltasse do médico. Depois disso foi ao banheiro para fazer sua higiene matinal e acabou encontrando Emmett fazendo xixi. Rapidamente levou ambas as mãos a cabeça, estranhamente nervosa, virando para se retirar do banheiro.
- Desculpa. Desculpa... – murmurou envergonhada.
- Ei para com isso – pediu Emmett enquanto ajeitava suas calças. – Não tem porque agir assim. Estamos juntos agora como marido e mulher. O que há de errado nisso? Não tem nada aqui que você não já tenha visto – ele se dirigiu a pia, abriu a torneira mergulhando ambas as mãos embaixo do jato forte e espumante. Eu sei que você se incomoda de fazer xixi comigo no banheiro, mas eu já falei que quanto a mim não há problema algum.
Rosalie relaxou, e começou a se despir para tomar seu banho, enquanto Emmett falava ao mesmo tempo em que lavava as mãos. Ele olhou fixamente através do reflexo do espelho para os seios de Rosalie quando esses ficaram expostos. Ele era completamente fascinado pela aquela visão maravilhosa, desde muito cedo, quando os viu sem querer ainda na pré-adolescência.
- Ainda me lembro da primeira vez que os vi – sibilou secando ambas as mãos em uma toalha de lavabo. Agora ele olhava diretamente para Rosalie, que se encontrava apenas de calcinha.
- A primeira vez que viu o que? – disse ela, em duvida.
- Seus seios – respondeu chegando mais perto. Rosalie se encolheu com a lembrança do passado. Passado esse, o qual ela quase morreu de vergonha. – Não fica assim Rose – pediu, colocando ambas as mãos cuidadosamente sobre os seios de Rosalie. – Eles eram tão pequeninos naquela época, mas já eram tão lindos... – sussurrou com o timbre de voz levemente rouco. – Eu seria capaz de ficar por horas observando, mas você ficou brava comigo. O que eu poderia fazer?!
- Seu safado! – exclamou Rosalie se afastando dele, deixando-o com as mãos no ar. – Você me prometeu que nunca mais falaria sobre isso.
- Amor não fica brava comigo vai – pediu ele. – Depois de anos estou falando sobre isso com você. Não é com qualquer pessoa, e, eu sempre te respeitei. Nunca excedi os limites até que você me permitiu.
- Naquela época você sentiu...? – abaixou a cabeça envergonhada. – É você sabe...
- Se eu fiquei excitado? – perguntou. – Sim eu fiquei. Eu era um pré-adolescente com os hormônios começando a fervilhar – sorriu descaradamente. – Gostei bastante do que vi, tanto que nunca esqueci. Confesso que nunca pensei que fosse me permitir tocá-los um dia – Emmett se aproximava de Rosalie com um olhar sem-vergonha. – Eu amo absolutamente tudo em você Rose.
- Emmett não me beije?! – disse rapidamente. Emmett parou e ficou observando-a com a expressão séria no rosto. – Esqueceu que eu vomitei e ainda não escovei os dentes? – apressou-se em dizer.
Emmett sorriu, aliviado. Achou que fosse porque ela estava com raiva e lhe daria o gelo.
- Ok, eu te espero na cozinha – deu um beijo na testa de Rosalie antes de sair do banheiro. – Eu te amo Rose. Qualquer coisa me chama – avisou ao longe. – Vou fazer o café para você.
- Eu não quero.
Emmett estalou a língua, incomodado.
- Vai ter que tomar pelo menos um suco.
- Eu não quero – insistiu ela.
Emmett maneou a cabeça, inconformado com a insistência de Rosalie.
- Você não vai sair de casa com o estomago vazio.
- Melhor assim pelo menos eu não vomito.
- Eu vou falar isso para Esme e para a doutora, hein?! – ameaçou.
- Vai seu fofoqueiro – Emmett gargalhou com a mão na boca para Rosalie não perceber. – Pode ser um doutor, sabia? – ela provocou.
Incomodado com essa última frase, ele voltou e colocou a cabeça para dentro do banheiro.
- Se for eu peço para Esme trocar.
Rosalie gargalhou embaixo do chuveiro.
- Estou falando sério, Rosalie Hale – avisou um tanto bravo e se retirou, deixando Rosalie curtindo a cena de ciúme.
[...]
Alguns minutos depois Emmett e Rosalie desceram para encontrar Esme que os aguardava no carro, estacionado em frente ao prédio.
Ao vê-los se aproximar Esme saiu do veiculo para recebê-los. Primeiro abraçou Rosalie, achando-a muito pálida aquela manhã, muito mais que os últimos dias. Logo em seguida abraçou Emmett, e perguntou se ele estava bravo, pois parecia estranho naquela manhã. Ele disse que não, que estava tudo bem, mas Esme não acreditou muito.
Ambos entraram no carro, Rosalie sentou no banco traseiro e Emmett no banco do carona. Enquanto manobrava para entrar na avenida movimentada, Esme falou com Rosalie.
- Já soube que passou mal ontem a noite no trabalho, querida.
Rosalie estendeu a mão, alcançando o ombro de Emmett cutucando-o.
- Eu não falei nada Rose – resmungou em sua defesa.
Esme olhou para Rosalie através do espelho retrovisor antes de responder.
- Não foi ele quem me disse, querida. Rose eu te pedi tanto para ficar em casa e descansar. Você estava tão enjoadinha e ainda assim não me obedeceu.
- Eu insisti para ela não ir, mas a Rose é muito cabeça-dura às vezes – disse Emmett.
Rosalie cruzou os braços, chateada. Esme olhou brevemente para ela, depois tornou a prestar atenção no transito.
- Não fica chateada filha. Rose – apressou-se em corrigir com receio de que Rosalie não aceitasse, mas ao contrario do que ela pensara, Rosalie sentiu uma grande sensação de conforto com aquelas palavras, porém continuou olhando para fora do carro através do vidro da janela sem demonstrar o que sentira. – Você se sentiu mal agora pela manhã? Está mais pálida que ontem, estou preocupada com você.
A barreira que Rosalie usava, nesse momento cedeu, e então ela olhou para Esme, com os olhos angustiados. Seus olhos praticamente imploravam por carinho materno.
- Foi horrível... – sussurrou.
Emmett virou-se no banco e olhou para ela preocupado. Esme estendeu a mão direita para trás tocando a de Rosalie.
- É normal que algumas mulheres sintam mais enjoos que outras, mas você é tão novinha, meu bem... Não gosto de vê-la com tantos enjoos assim.
- Acha que fui precipitada, não acha?
- Já falamos sobre isso ontem, Rose. E eu fui bem sincera com relação a tudo o que disse. Você é jovem sim, os dois são, mas tem capacidade para cuidar desse bebê. Eu sei que tem.
- E eu sou o culpado... – resmungou Emmett olhando para fora através do vidro da janela.
- Culpado? – Esme questionou. – Nunca mais repita isso mocinho – exigiu como se falasse com uma criança que fizera algo errado. – Você não é culpado. Você a ama e faria qualquer coisa para vê-la feliz, eu sei disso. Vocês buscam aquilo que lhes fora tirado ainda na infância. Quem pode julgá-los por querer construir uma família com base em tanto amor e carinho?! Eu sei que vocês irão amar esse bebê loucamente. E quanto a mim? Estarei aqui, pronta para amá-lo e ajudá-los no que for preciso. Praticamente serei vovó duas vezes porque os amo da mesma forma – concluiu, tocando a mão esquerda de Emmett, que estava apoiada na própria perna.
Ele lhe sorriu fracamente.
- Isso é estranho.
- O quê? – pediu Esme.
- Você nos amar como filhos, quando na verdade, Rose e eu somos um casal agora.
Esme o olhou brevemente em seguida voltou sua atenção para o transito.
- Eu os amei desde a primeira vez que os vi. Tão decididos, mas no fundo tão assustados e sozinhos, como não amaria. Não é porque agora é um casal que deixarei de amá-los. Vocês não tem o mesmo sangue, não há nada que os recrimine por querer construir uma família, não tem porque se preocuparem com isso.
Esme entrou no estacionamento da clinica já visualizando uma vaga. Ela estacionava o veiculo quando Emmett a surpreendeu com uma pergunta.
- Acha que Rose e eu fomos precipitados em ter nos envolvermos sexualmente nessa fase de nossas vidas? Que deveríamos ter esperado um pouco mais?
- Na verdade... – disse Esme assim que desligou o motor do carro. Olhou de um para o outro antes de concluir. – Levando em consideração a relação que vocês estabeleceram entre si desde muito cedo. E ao que sentem um pelo outro, eu achei que até demorou pra isso acontecer.
Ambos saíram do veículo. Rosalie estava em silencio, talvez porque estivesse ansiosa, ou até mesmo, nervosa com a consulta. Esme a abraçou pela cintura enquanto andavam em direção à porta principal da clinica.
- Está tudo bem, querida? – perguntou Esme, inclinando a cabeça para olhá-la atentamente.
- Sim – respondeu quase em um sussurro, então Esme soube, ela estava realmente nervosa. Esme apertou Rosalie um pouco mais no abraço. Depois olhou novamente para Emmett. – Desde que a Rose veio falar comigo sobre a primeira menstruação que eu comecei a me preparar para o momento em que vocês me procurariam para falar sobre a primeira relação sexual. Isso me assustava porque eram duas crianças se descobrindo sozinhas, temia que acontecesse cedo demais.
Rosalie estendeu sua mão direita para Emmett, que segurou firme e a olhou de soslaio com um sorriso sapeca.
- O que foi? – perguntou Rosalie, balançando a mão que segurava a de Emmett.
- Estou me lembrando de como você ficou quando menstruou pela primeira vez – Rosalie apertou a mão dele em protesto, mas ainda assim ele continuou. – Você me bateu dizendo para não chegar perto, e que também não era para te olhar. Chorou e depois me pediu para chamar Esme, eu queria que me falasse o que estava acontecendo, mas você só sabia me mandar sair do quarto. Quando eu vi que sua roupa estava suja de sangue fiquei desesperado e sai correndo para chamá-la – nesse momento ambos acabavam de entrar na recepção da clinica. – Ainda me lembro da conversa que tiveram – continuava Emmett a dizer.
- Você é um sem- vergonha, ficou escutando atrás da porta – Rosalie resmungou e Esme sorriu.
- Eu só estava preocupado com você Rose – ele fez uma breve defesa.
- É feio ouvir atrás da porta sabia Emmett?
- Para Rose. Não foi por maldade, e você sabe disso.
Esme se afastou de Rosalie para falar com a moça da recepção. A jovem de cabelos negros beirava os vinte e dois anos de idade, usava óculos e seus cabelos estavam presos em um coque bem feito. Esme falou brevemente com a moça, que olhou a ficha no computador e avisou para Esme que logo Rosalie seria chamada.
Esme voltou para perto de Rosalie, segurou sua mão e a guiou para o sofá de espera, enquanto aguardavam que fosse chamada. Emmett parecia um tanto sem jeito por estar ali. Não demorou muito uma moça saiu do consultório, poucos minutos depois Rosalie foi convidada a entrar. Ela apertou a mão de Esme com força e sussurrou.
- Estou com medo...
- Não precisa ficar com medo Rose. Hoje fará apenas alguns exames para confirmar a gravidez.
- Vem comigo – pediu como se fosse uma criança assustada.
- Claro que irei filha. Quero ouvir tudo o que a doutora Green vai falar. A próxima consulta já deve ser com o obstetra que acompanhará toda a gestação. Então Emmett também poderá acompanhar.
Emmett deu um selinho nos lábios rosados de Rosalie, e lhe sussurrou ao pé do ouvido.
- Vai ficar tudo bem...
Segurando a mão de Esme, ambas estraram no consultório médico. A doutora Green as aguardava, sentada atrás de sua mesa trabalho. As cumprimentou com um sorriso receptivo, e pediu que Rosalie fosse se trocar, indicou com a mão uma porta branca, supostamente um banheiro. Não demorou muito Rosalie retornou, usando a tão conhecida roupa hospitalar.
Atrás da cortina, Rosalie encarava a cama, a qual a doutora pediu que ela deitasse. Olhou mais uma vez para Esme, que lhe sorriu incentivando-a, e quando Esme fez menção de esperar do outro lado, Rosalie segurou firme sua mão.
A doutora Green preparou tudo que seria usado, e então se aproximou de Rosalie segurando o aparelho transdutor pronto para dar inicio ao exame, deu instruções de como seria realizado e isso deixou Rosalie um tanto desconfortável.
- O que? – disse Rosalie tentando se sentar. – Mas eu pensei que fosse apenas um ultrassom comum.
Esme lhe afagou os cabelos dourados, lhe dando apoio e segurança que precisava.
- Eu já tinha falo sobre isso com a sua mãe. Hoje realizarei uma ultrassonografia (ecografia) transvaginal. Não vai doer nada, e é rapidinho você vai ver. Se você relaxar um pouco e fingir que nada está acontecendo será menos desconfortável. Sei que sente envergonhada por ser sua primeira vez aqui, mas não há motivo para isso.
- Isso é impossível... – sussurrou Rosalie.
A doutora sorriu um pouco do desconforto dela, mas Rosalie respirou fundo e disse que tudo bem. Segundos depois a doutora Green deu inicio ao exame. Esme olhava com atenção a tela do monitor onde imagens ilegíveis foram surgindo aos poucos.
Rosalie estava com os olhos fechados enquanto segurava a mão de Esme. Ela não sabia ao certo o porquê disso, mas definitivamente estava envergonhada pelo tal exame.
- Olha isso Rosalie – pediu a doutora Green. – Esse pequeno grãozinho é o seu bebê. Pelo tempo de sua gestação só podemos percebê-lo através deste exame, querida. Agora você entende?!
Rosalie abriu os olhos. Olhou para o monitor e lá estava um pequeno embrião que aos seus olhos não revelava muita coisa, era mais como um grãozinho. Ainda assim Rosalie esboçou um sorriso e ao mesmo tempo seus olhos se encheram de lagrimas, não sabia se sorria ou se chorava. Era tudo tão novo, e uma sensação de algo incompleto gelou seu coração.
- Ao que tudo indica é uma gestação de cinco semanas e meia. Parabéns futura mamãe, seu bebezinho está crescendo saudável.
Rosalie olhou para Esme, e encontrou sua mãe de coração, com os olhos cheios de lágrimas. Esme sorriu ao notar que ela lhe observava.
- Parabéns filha – disse ela, logo depois depositou um beijo na testa de Rosalie.
Uma lagrima solitária escapou no canto do olho esquerdo de Rosalie, fazendo caminho até o travesseiro, o qual ela repousava a cabeça.
- Doutora Green deixe o Emmett entrar, por favor – pediu Rosalie.
- Quem é Emmett, querida?
- É o pai do meu bebê. Ele está lá fora, mas eu quero muito que ele veja isso.
- Você tem certeza de quer que ele entre aqui agora?
- Sim... – sussurrou Rosalie.
Esme olhou sugestivamente para a doutora, e ela lhe permitiu que o chamasse. Dentro de poucos segundos Emmett já estava ao lado de Rosalie lhe segurando a mão.
- É o nosso bebê – sussurrou para Emmett com a voz falha enquanto apontava em direção ao monitor.
Emmett observava atentamente a tela do monitor, no local exato onde aparecia o pequeno embrião, enquanto segurava a mão de Rosalie. Seus olhos ficaram marejados de lágrimas. Olhou novamente para ela, aproximando seus lábios em um selinho.
- Eu te amo, e quero muito o nosso bebê – sussurrou ao pé do ouvido.
Logo a doutora finalizou o exame. Rosalie sentou ainda sentindo-se estranha e desconfortável. Foi realizada a coleta de sangue e mais alguns exames, somente depois disso ela foi se vestir.
Emmett e Esme aguardavam conversando com a doutora. Não demorou muito Rosalie juntou-se a eles e recebeu algumas informações necessárias. Ela ouvia tudo com atenção, sentada entre Esme e Emmett, cada um segurava uma de suas mãos. Recebeu alguns panfletos com sugestões do que deve e não se deve fazer. A doutora prescreveu algumas vitaminas, conversou acerca dos enjoos que ela vinha sentindo, e todas as dúvidas foram esclarecidas.
Emmett decidiu fazer algumas perguntas também. Algumas em relação à saúde de Rosalie e outras que quase a matou de vergonha. Ele quis saber se poderiam manter relações sexuais durante a gestação e até quando isso seria permitido. Rosalie teve que se controlar para não dar um tapa na cabeça dele ali mesmo.
E como era de se esperar, levando em consideração todos que estavam no consultório, Rosalie ficou envergonhada com tudo o que foi dito em resposta as duvidas de Emmett. Ele gostou de saber que desde que fosse cuidadoso, não havia contra indicação e que até mesmo o libido de Rosalie iria aumentar nesse período.
Ambos saíram do consultório médico, satisfeitos. Rosalie levou consigo uma fotografia do ultrassom do seu pequeno embrião, a primeira de muitas. Ela estava tão feliz que mal conseguia parar de acariciar seu ventre ainda esguio. Emmett não soltava a mão dela por nada, estava tão orgulhoso e ao mesmo tempo bobo.
Esme os levou para sua casa onde seria realizado um almoço em família para contar a novidade a todos. No caminho para casa ela parou na farmácia onde comprou as vitaminas que a doutora Green prescreveu.
Notas finais
Ele falando a respeito da primeira vez que viu ela pelada, eita ursinho sem-vergonha sô.
E sobre a conversa que ele ouviu atrás da porta há um bom tempo atrás, até hoje a Rose implica com ele u_u por isso hahahaha *releva Rose, não foi por mal*
Bem... Espero que tenham gostado. Eu gostei, mas quero saber a opinião de vocês. Então, por favor, reconheçam o meu esforço em escrevê-lo. Li muita coisa só para escrever essa parte.
Beijo, beijo
Sill
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