Amor Amigo

17 Capítulo 17 - Cada um sabe o que traz no coração


Notas iniciais
Capítulo de hoje é dedicado especialmente a Laura Moreira Galvão pela recomendação fofa feita a fic, me arrancando um duplo sorriso :)) Obrigada, flor.
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Boa leitura pessoal :)

Longos minutos se passaram desde que o casal entrara naquele banheiro e se amaram pela segunda vez. Revivendo sensações, que até poucos dias atrás, eles nem imaginavam que pudessem existir.

Já sentindo sua pele enrugar, Rosalie saiu da banheira e vestiu um roupão de banho lilás, extremamente macio. Manteve os cabelos envoltos em uma toalha felpuda branca bloqueando os respingos de água. Se olhava ao espelho enquanto passava um adstringente facial. Através do reflexo viu Emmett sair da banheira, e envolver uma toalha felpuda de cor preta a cintura.

Devagar ele se aproximou de Rosalie, tocando levemente seus ombros com as pontas dos dedos, em seguida lhe beijou demoradamente o pescoço. Emmett era fascinado por sentir a sensibilidade que seu toque causara a pele delicada daquela jovem mulher que estava predestinada a ser sempre sua.

Rosalie inclinou a cabeça para o lado e lhe sorriu.

- Te espero na cama – sussurrou ao pé do ouvido de Rosalie, que raspou as unhas em seu peito nu, que ainda preservava gotículas de água.

Emmett saiu do banheiro, seguindo direto ao closet. Sorriu consigo mesmo ao olhar em volta, estava tudo impecável, exatamente do jeito que Rosalie imaginara. Ela sempre fazia divagações enquanto olhavam o apartamento ainda vazio, e Emmett como um tolo apaixonado guardava na memoria tudo o que ela falava, com isso ele pode repassar alguns detalhes a Esme e Alice que conspiraram a favor.

Emmett estava grato por ter a família que tem. A família que o destino lhe reservara. O coração não se enganara quando os permitiu entrar e fazer moradia.

[...]

Ele vestia uma cueca boxer branca quando Rosalie entrou no closet de mansinho.

- Você gostou amor? – perguntou olhando em volta, assim que notara a presença dela.

- Ficou perfeito, mas sempre irei preferir você. Não importa se na chuva, na fazenda ou em uma casinha de sapê... – confessou enquanto retirava a toalha dos cabelos deixando-os cair em uma cascata dourada sobre seus ombros.

Com um sorriso travesso Emmett se aproximou, acariciando levemente os cabelos molhados de Rosalie.

- Farei sempre o melhor para você Rose.

- Eu sei que fará, mas não quero que se sacrifique – disse ela ao desfazer o nó no cordão do roupão de banho.

Emmett deslizou suas mãos sobre os ombros dela, afastando gentilmente o roupão, deixando a mostra os ombros tão femininos e atraentes. Lhe beijou as costas nuas, tocando levemente os lábios quentes na pele macia com frescor de banho recém-tomado, antes de se afastar com um gemido preso na garganta.

Afastou-se minimamente recostando-se a algumas divisórias do closet enquanto observava a mulher que ama se vestir.

Totalmente à vontade com sua nudez diante Emmett, Rosalie pegou em uma das gavetas que lhe pertencia, uma pequena peça intima de cor lilás com duas pequenas florzinhas laterais, e a vestiu. Enquanto a aquela pequenina peça deslizava pelas coxas de Rosalie, finalizando cobrindo minimamente parte de seu corpo, Emmett sentiu uma vontade absurda de tocá-la, de estimulá-la, mas apenas continuou observando.

- Você é tão linda amor – as palavras serpentearam em sua garganta, pedindo que fossem ditas.

Rosalie lhe sorriu timidamente ao vestir seu pijama de seda novo, em tons salmão – um minúsculo short com uma blusinha de alças finas que deixavam grande parte de suas costas a mostra. Tão sutilmente leve que até mesmo um sopro seria capaz de movê-lo.

Ainda meio hipnotizado com tamanha beleza, Emmett se moveu de maneira atrapalhada, recolhendo as toalhas e o roupão de banho que Rosalie usara.

- Vou levá-los para o banheiro, já volto – avisou.

- Emm?

- Sim amor – disse ele ao virar para olhá-la.

- Você está com fome? – perguntou Rosalie.

- Não, mas se você estiver e não quiser comer nada do que tenha na geladeira eu posso pedir uma pizza para você.

- Não precisa Emm. Só queria saber se você estava com fome, porque se estivesse eu iria lhe preparar um sanduiche. O seu favorito, com bastante queijo cheddar.

- Não se preocupe com isso Rose. A única coisa que eu quero no momento é deitar em nossa cama com você ao meu lado, e ficar sentindo o seu perfume à noite inteira.

- Isso não é tão difícil de conseguir – brincou ela.

Emmett lhe deu uma piscadela sem-vergonha e saiu do closet andando naturalmente, usando apenas a cueca boxer branca.

Rosalie foi logo atrás, sentou na cadeira em frente à penteadeira, onde escovou levemente os fios dourados de seus cabelos, aproveitando para passar o secador. Quando Emmett regressou ao quarto, Rosalie o observou através do reflexo no espelho. Costas largas extremamente sedutoras, era difícil não desejar acariciar todos aqueles músculos a todo instante.

Deliberadamente sonhadora Rosalie voltou a si somente quando Emmett se jogou de bruços na grande cama de casal, afundando em meio ao jogo de cama macio e perfumado, escolhido por Esme.

- Amor – murmurou ele, se aconchegando melhor aos travesseiros e cobertores. Parecia um garotinho desfrutando do aconchego de uma cama macia. – Isso não é apenas um colchão, é um pedaço de nuvem – brincou, revelando suas covinhas encantadoras.

- Mesmo?! – disse Rosalie, com um olhar sapeca. Deixou o secador de cabelos sobre a penteadeira e correu até a cama jogando-se ao lado de Emmett. – Se esse colchão é um pedaço de nuvem então você é o meu pedacinho do céu – disse ela ao abraçá-lo, beijando em seguida a pontinha de seu nariz.

Emmett apertou com vontade o corpo curvilíneo contra o seu corpo másculo.

- E você é o meu anjo... – sussurrou ao pé do ouvido dela, com o timbre de voz levemente rouco.

- Eu te amo Emm. E adoro quando me abraça assim apertado.

- Assim? – provocou ele, apertando um pouco mais. – Ou assim? – exagerou um pouco mais.

- Emm... – murmurou Rosalie, sendo esmagada como em um big abraço de urso. – Assim você vai me esmagar... – sussurrou.

Emmett gargalhou sonoramente ao afrouxar o abraço de urso. Rosalie aproveitou o momento para sentar-se sobre o abdômen definido dele. Seus joelhos ficaram um de cada lado, chegando a encostar aos cobertores. Suas mãos espalmadas sobre o peito nu. Seus longos cabelos dourados lhe caindo ao rosto dando a Emmett uma imagem magnificamente bela.

- Posso te contar um segredo? – disse Emmett, afastando uma mecha dos cabelos dourados de Rosalie para trás da orelha.

- Pode me contar tudo e qualquer coisa – respondeu ela, deslizando seus dedos delicados sobre o peito forte dele.

- Desde que te conheci no instituto que tenho agradecido a Deus, em segredo, todas as noites por me permitir que fizesse parte de sua vida – confessou com um sorriso de covinhas, e ao mesmo tempo algo em seu rosto lhe fazia parecer um garotinho.

Rosalie recostou preguiçosamente a cabeça ao peito nu de Emmett, gesto que fez seus cabelos dourados se espalharem sobre o mesmo.

- Emmett entenda uma coisa, você não é apenas parte de minha vida. Você é a minha vida.

Emmett suspirou satisfeito, afagando os fios de cabelos dourados que estavam espalhados sobre seu peito nu. E então lhe deu um beijo no topo da cabeça.

Rosalie deslizou seu corpo para o lado até repousar no colchão, porém, voltou a repousar sua cabeça ao peito másculo.

- Um dia teremos nossa própria família – sussurrou sonhadora.

Emmett suspirou encarando o teto antes de mencionar.

- Nesse dia terei conquistado toda a felicidade do mundo. Porque não existe felicidade maior que construir uma família com você, minha Rose. Luz da minha vida.

Emmett girou, invertendo a posição dos corpos, deixando Rosalie sob seu corpo másculo e possessivo. Devagar ele ergueu a blusa do pijama de seda que ela usava, deixando sua barriga esguia a mostra. Olhando intensamente no fundo daqueles olhos castanhos, tocou-lhe cuidadosamente o ventre.

O toque das grandes mãos de Emmett sobre a pele delicada do ventre de Rosalie lhe causava sensação de proteção e carinho. Emmett inclinou a cabeça depositando um beijo cálido ao lado do umbigo de Rosalie.

Ao erguer a cabeça ela pode notar que havia lágrimas nos olhos azuis do homem que ama, e esse amor era totalmente reciproco. Não pode evitar que lágrimas se acumulassem no canto de seus olhos castanhos e fizesse o percurso até alcançar a fronha do travesseiro.

- Te darei um filho, amor – sussurrou Rosalie, secando suas próprias lágrimas. – E nesse dia seremos completos – concluiu.

Emmett lhe sorriu revelando covinhas encantadoras.

- Aposto que ele, ou ela, já está aqui – disse ele, afagando o ventre esguio de Rosalie, que respirava descompassadamente.

- Tenho quase certeza que sim amor – disse ela.

- É o ventre mais precioso, não haveria lugar melhor no mundo para meu filho ser gerado. Nosso filho amor – disse ele, antes de beijar levemente os lábios de Rosalie deitando-se ao lado dela. Puxando-a para mais perto de seu corpo, mantendo seu rosto no vão do pescoço dela, aspirando o perfume enquanto suas mãos acarinhavam o ventre ainda esguio por sob o pijama de seda.

Rosalie pegou no sono nos braços do homem que ama, sentindo-se protegida de maneira que não havia lugar igual no mundo.

Notando que Rosalie já dormia, Emmett afastou alguns fios de cabelos dourados depositando um beijo demorado ao pé do ouvido dela. Afastou-se cuidadosamente mantendo-a perto de seu corpo, pegando no sono minutos depois.

[...]

Um mês depois...

Emmett havia recebido uma nova oferta de emprego como segurança de uma Public House – Pub –, concorrente a de Royce King. Embora ele tenha trabalho por um tempo como segurança de um dos restaurantes da família Cullen, ele não resistiu quando recebera o novo convite.

Os restaurantes eram sempre muito calmos segundo ele. Gostava mesmo era de se mostrar útil, de sentir o calor da noite, e não somente ouvir aristocratas falando acerca da alta do dólar, e suas viagens em cruzeiros pela costa oeste do Caribe com suas esposas boçais.

Na Public House ele quase sempre estava em ação, fosse separando uma briga ou livrando uma moça do assedio e algum bêbado. As noites em claro eram bem mais frequentes e desgastantes, mas ele gostava disso. Lá ele não só trabalhava como também via as pessoas se divertirem e se divertia indiretamente.

Rosalie continua normalmente com seu emprego de recepcionista em um dos restaurantes da família Cullen. Geralmente trabalhava das 19 às 23:30 hs. Cursa o último ano do colegial no mesmo colégio que Alice Cullen frequenta.

Quanto ao sujeito nomeado Royce King, esse responde ao processo de tentativa de estrupo e invasão domiciliar em liberdade. Entretanto, havia uma liminar que exigia que Royce King mantivesse no mínimo 300 metros de distancia da jovem Rosalie Lilian Hale.

Como era de se esperar, por ser um homem de grande poder aquisitivo a maré esteve a seu favor. O advogado contratado pela família Cullen fora de grande valia, e ainda estava sendo. Mas lutar contra Royce King era sem dúvida desgastante.

Embora Rosalie tenha ficado desolada ao ficar sabendo que Royce King estaria respondendo processo em liberdade, pois o medo que sentia dele era destruidor, o casal estava agora totalmente adaptado ao conforto do novo lar.

[...]

Terça- feira, 15:00 hs.

Rosalie estava no escritório, montado em seu novo apartamento, com alguns livros e cadernos abertos sobre a mesa, fazendo trabalhos escolares, quando uma ideia travessa surgiu em sua mente. Jogou sobre os livros a caneta que usava para fazer algumas anotações e saiu correndo em direção à suíte principal, onde Emmett descaçava após mais uma noite de trabalho no Pub.

Sem se preocupar com absolutamente nada se jogou na cama, bem ao lado dele, fazendo-o acordar apreensivo. Rapidamente Emmett sentou-se a cama, olhando em volta.

- Desculpa amor – pediu ela, andando de joelhos sobre o colchão, diminuindo a distancia entre ambos.

Emmett bocejou um tanto sonolento.

- Vem cá – disse ele convidando-a com os braços abertos.

Cuidadosamente Rosalie cobriu o corpo dele com o seu. Emmett usava apenas uma cueca boxer preta. Apoiou o queixo no peito forte dele observando-o com atenção.

Emmett afagou levemente o rosto de Rosalie com a mão direita, até alcançar a nuca sob os fios dourados. Ela lhe sorriu com amor.

- Emm sabe em que estava pesando? – disse ela, como se fosse uma criança prestes a pedir algo aos pais. Ele a olhou com os olhos semicerrados. – Que eu gostaria de ir à casa de Esme.

- Tudo bem eu te levo lá – respondeu, girando os corpos, invertendo as posições. Gesto esse que pegou Rosalie de surpresa, o que fez o mundo a sua volta girar.

Uma onda nauseante revirou o mais fundo de seu estomago, fazendo-a fechar os olhos em agonia enquanto segurava fortemente o antebraço esquerdo de Emmett.

- O que foi amor? – perguntou preocupado, enquanto a observava de olhos fechados sem nada dizer. Angustiado ele acariciou o rosto pálido cuidadosamente. Rosalie segurou a mão máscula que acariciava seu rosto mantendo-a ali exatamente onde estava. – Rose – murmurou ele, tão preocupado que lembrava um garotinho com medo de ficar sozinho. – Está se sentindo mal, amor? Olha para mim – pediu. – Me diz o que está sentindo?!

Ainda de olhos fechados, agarrada ao antebraço de Emmett, ela sussurrou.

- Está tudo girando...

Preocupado sentindo-se incapaz, achou que talvez pudesse fazer algo para ajudá-la.

- O que eu faço Rose?

Rosalie liberou o antebraço dele que segurava fortemente, e lhe estendeu os braços.

- Só fica comigo – pediu ainda de olhos fechados.

Sem pensar duas vezes ele a abraçou protetoramente, deitando-se com ela. Sem saber o que fazer começou a murmurar a velha canção de ninar que sua mãe costumava cantar. Sua mão máscula fazia carinho nas costas de Rosalie enquanto sentia a respiração fraca contra seu peito nu.

- Te amo tanto minha Rose... – sussurrou ao pé do ouvido dela após alguns minutos de silêncio. Rosalie não respondeu verbalmente apenas apertou ainda mais o abraço.

Pouco a pouco ela foi ficando sonolenta até que dormiu totalmente. Emmett se afastou cuidadosamente para não acordá-la. Da mesma maneira ele se retirou da cama indo até o closet, onde vestiu uma bermuda preta e uma regata cinza.

Ao sair do closet se aproximou da cama, ainda de pé descalços. Puxou os lençóis e a cobriu cuidadosamente.

Relutante ele se afastou indo em direção à porta do quarto, antes de se retirar permitiu-se observar se havia alguma alteração no sono dela. Não queria que acordasse e não o encontrasse ao seu lado como pedira. Uma vez que estava tudo normal, seguiu para a sala de estar onde pegou o telefone sem fio, digitando o número da residência dos Cullen.

- Residência Cullen, boa tarde – saudou a voz do outro lado da linha.

- A Esme está?

- A quem devo anunciar?

- Sou eu, Emmett.

- Ah sim, me desculpa eu vou chamá-la. Aguarde um instante, por favor.

Enquanto esperava que Esme atendesse ao telefone, Emmett olhava em direção ao corredor de acesso aos quartos para ter certeza de que Rosalie não acordara.

Alguns segundos apenas e Emmett ouviu a voz suave de Esme do outro lado da linha.

- Oi querido – saudou educadamente. – Está tudo bem?

Emmett passou a mão na cabeça, um tanto nervoso.

- É, talvez sim, mas não tenho certeza... A Rose se sentiu mal agora a pouco. O estranho é que ela estava bem minutos antes, até me pediu para levá-la para te ver.

- Onde ela está agora?

- Está na cama cochilando.

- Eu vou dá uma passadinha aí agora mesmo – avisou.

- Obrigada Esme.

- Não precisa agradecer querido, sabe que os amo como a meus filhos. Me preocupa como se sentem. Tenho achado a Rose meio pálida nos últimos dias, mas todas as vezes que perguntava ela me dizia que estava bem e mudava de assunto. Estou indo ver como está a minha menina, e já fico sabendo o que ela queria falar comigo. Até daqui a pouco filho... – com essa frase Emmett esboçou um leve sorriso satisfatório, embora Esme não pudesse vê-lo.

- Quando você chegar pode subir direto, estarei esperando – disse ele.

- Farei isso querido.

A ligação fora finalizada com ambas as partes sentindo-se preocupada. Emmett retornou ao quarto e deitou-se ao lado de Rosalie novamente.

[...]

Cerca de trinta minutos depois Esme chegara. Como Emmett havia sugerido, ela subiu direto ao andar especifico. O porteiro já a conhecia, então não houve objeções quanto a isso. Esme estava sempre liberada a subir em qualquer ocasião.

Emmett fazia cafuné nos cabelos dourados de Rosalie quando a campainha tocou. Ela abriu os olhos, parecendo um tanto confusa. Não sabia se era dia ou noite.

- Se sente melhor? – perguntou Emmett sem interromper o cafuné que estava fazendo.

Rosalie fez cara feia antes de responder.

- Acho que sim... – Quem é Emm?

- Quem é o que amor? – disse ele confuso.

- Que está tocando a campainha – disse ela ao passar ambas as mãos no rosto.

- Ah – exclamou ele parecendo lembrar-se de algo. – É a Esme, ela veio te ver. Eu vou abrir a porta. Já volto! – avisou ao se afastar e sair da cama.

Emmett saiu do quarto a passos largos. Rosalie afundou-se em meio aos travesseiros e cobertores, suspirando levemente. Seus longos cabelos dourados espalhados sobre as fronhas.

Emmett abriu a porta recebendo Esme com um carinhoso abraço de filho. Esme passou os dedos cuidadosamente no rosto dele ao finalizar o abraço.

- Parece cansado querido. Não gosto de vê-lo trabalhando a noite inteira...

Emmett lhe sorriu revelando covinhas encantadoras.

- Está tudo bem Esme. Eu gosto de trabalhar lá – disse ele referindo-se ao Pub, concorrente ao de Roye King, na cidade de Nova Orleans, uma vez que Roye tinha muitos outros espalhados por aí.

- Mesmo assim querido. Podíamos te conseguir outro emprego que fosse durante o dia. Como pretende voltar a estudar se está sempre tão cansado? – Emmett abaixou a cabeça sem saber o que responder. – Tudo bem falaremos sobre isso depois. Como está a minha menina? Ainda está dormido? – perguntou, segurando a mão de Emmett, indo juntos em direção à sala de estar.

- Ela está acordada agora, mas acho que ainda não se sente muito bem – juntos seguiram até o quarto. Emmett cedeu passagem para que Esme entrasse no cômodo a sua frente.

- Rose... – Esme a chamou cautelosamente. – Está acordada, meu bem?

Esme a viu se mexer em meio aos cobertores e então ela sentou-se a cama recostando-se a alguns travesseiros.

- Oi Esme – saudou com um leve sorriso. Um sorriso fadigado pelo mal estar de outrora. – Queria mesmo vê-la, até pedi ao Emm para me levar a sua casa, mas aconteceu um imprevisto – disse ela, mexendo os dedos, um tanto envergonhada. Olhou em volta e então perguntou. – E Alice onde está?

Esme olhava para o jeito nervoso com o qual ela mexia os dedos, e soube que ali havia algo a lhe contar.

- Alice foi ao shopping com Tanya e a Irina. Elas me disseram que você não quis ir – disse Esme ao se aproximar da cama.

- Ah, é verdade, tinha esquecido. Depois do cochilo que eu não esperava tirar, acordei meio lesada.

Esme se aproximou e sentou-se ao seu lado na grande cama de casal. Fez um carinho no rosto de Rosalie que estava pálido, assim como nos últimos dias.

- Como se sente agora, querida?

Rosalie passou uma das mãos sobre os cabelos, deslizando os dedos finos por entre os fios dourados.

- Estou bem, de verdade, foi apenas um mal estar que já passou – olhou para Emmett, que estava de pé ao lado da porta. – Vem cá amor, senta aqui – convidou, dando um tapinha no colchão bem ao seu lado.

Emmett sorriu timidamente olhando para o chão. Caminhou com ambas as mãos no bolso, e ao se aproximar da cama sentou-se ao lado de Rosalie. Ela lhe sorriu segurando sua mão.

- Bem, querida – disse Esme. – Dessa vez você não terá escapatória, vou levá-la ao médico. Marcarei uma consulta para o mais rápido possível. Há dias tenho tentado falar com você sobre isso, mas você sempre fugindo. O que há de errado, hein? Você não é assim. Não precisa ter medo nem vergonha de falar comigo Rose, seja sobre o que for. Quantas vezes terei que falar que para mim é como uma filha?!

- Era sobre isso que queria falar com você, Esme. Por isso pedi para Emmett me levar a sua casa hoje – sussurrou encarando as próprias mãos. Esme lhe segurou a mão livre, incentivando a falar sem que se sentisse envergonhada. – É que... – sussurrou Rosalie, porém, olhando para Emmett, que parecia meio sem jeito diante a conversa que estavam prestes a ter. Ele apertou a mão de Rosalie incentivando-a continuar.

Mesmo indeciso ele disse.

- Eu vou ficar...

- Acho que já sei o que está acontecendo aqui – disse Esme ao olhar para ambos, que pareciam terrivelmente envergonhados. – Tiveram a primeira relação sexual e não se protegeram, é isso? Ah Rose, minha menina você está gravida?! – concluiu um tanto surpresa, mas também evidentemente emocionada.

Rosalie encarava ambas as mãos, mal conseguia olhar Esme nos olhos.

- Na verdade nós não nos protegemos propositalmente. Sei que acha que sou muito nova para isso, e que tenho tanto a conquistar nessa vida, mas Esme, o que eu mais quero mesmo é ter a minha própria família. Sentir que tenho raízes, me fixar a um laço sanguíneo... Me perdoa, mas eu preciso sentir isso... – seus olhos estavam repletos de lágrimas, embaçando completamente sua visão.

Emmett a beijou levemente na bochecha, e então olhou para Esme com confiança pela primeira desde que Rosalie insinuou qual seria o assunto a se tratar naquela conversa.

- Eu posso até ter sido imprudente, e de alguma forma a induzido, mas eu a amo e quero estar ao lado dela para o resto de minha vida. Já amo esse bebê tanto quanto amo a minha Rose. Jamais serei capaz de abandoná-los – ao fim de sua confissão os olhos azuis de Emmett estavam marejados de lágrimas.

Esme chegou mais perto de ambos e os abraçou.

- Ah meu amores. Não precisam ficar com medo de minha reação, muito menos envergonhados. São jovens, claro que são, mas também já aprenderam tanto com vida. A vida os fez amadurecer muito cedo. Tropeçaram e levantaram a cada obstáculo imposto no caminho. Quem sou eu para julgá-los?! Não importa se terão um bebê agora ou daqui dez anos, os apoiarei em qualquer tempo. Sei que estão preparados para receber uma criança, tanto psicologicamente quanto financeiramente. Vocês são muito bons em conquistar independência. Embora isso me deixe triste porque os queria sob minha proteção o tempo inteiro, eu os amo tanto. Se ter um bebê é o que precisam para se sentirem completos, então que esse bebezinho venha ao mundo e receba todo esse amor que o reserva – disse Esme, com lágrimas nos olhos. – Jamais poderei julgá-los por decidir algo com tanto amor. Não nego que me senti de fora por não ter ficado sabendo sobre essa sua vontade antes Rose. Gostaria que conversasse comigo sobre tudo e qualquer coisa filha. Mesmo sendo um casal, isso não me impossibilita de amá-los da mesma forma.

Rosalie lhe sorriu em meio às lágrimas.

- Obrigada Esme por fazer parte de nossa vida e sempre nos entender. Sei que há situações que te deixam triste, mas juro que estou tentando...

- Não me agradeça por amá-los, querida. Não faça isso, o amor é um sentimento despretensioso, não se compra nem se vende apenas se conquista. E isso vocês conquistaram há muito tempo. Vocês vão deixá-lo me chamar de vovó não vão? – perguntou com os olhos marejados de lágrimas.

- Sim, claro que sim – ambos responderam com um sorriso.

Esme passou uma das mãos no rosto, em seguida levou ao ventre de Rosalie acariciando levemente.

- Amanhã vou levá-la a ginecologista. Ela vai examiná-la e encaminhá-la um bom obstetra. Precisamos confirmar essa gestação e dar início ao acompanhamento médico como manda o figurino – brincou Esme. – Assim que estivermos com o resultado em mãos contaremos para o restante da família.

- Toda a família? – disse Rosalie um tanto insegura. – E se eles me julgarem por ser muito jovem?

- Seu pai e seus irmãos não irão te julgar, meu amor. Não precisa ter medo. Eles os amam muito. Estarão felizes com a felicidade de ambos – tocou o ombro de Emmett, que parecia completamente tenso. – Não se preocupe querido, Carlisle o tem como um filho, não o trataria diferente de Edward, não vai te julgar muito menos te condenar, apenas vai conversar. Vem cá me dá um baraço – pediu. E assim Emmett o fez. – É apenas um garoto, mas com caráter de um grande homem. Meu garoto tão crescido. Eleazar e Carmen que tentem roubá-lo de mim – brincou.

Emmett suspirou em meio ao abraço que recebia. Rosalie os observava com lágrimas nos olhos, orgulhosa de vê-los tão unidos.

- Abraçá-la é reconfortante, Esme – disse Emmett ao se afastar. – É como abraçar a minha própria mãe – seus olhos ficaram tristes fora como se tivesse tendo um flashback de sua infância conturbada ao lado de um pai alcóolatra e violento. – Serei para meu filho ou filha, tudo aquilo que meu pai jamais foi para mim – confessou, com lágrimas relutantes querendo escapar de seus olhos.

Rosalie fez um carinho na nuca dele, raspando levemente suas unhas na pele sensível. Ela estava sensibilizada, assim como Esme, com a dor silenciosa que Emmett levava no coração.

- Eu os quero tanto – disse Esme. – Não sabem quantas vezes desejei... – pausou no meio da frase observando a expressão de ambos, que pareciam ansiosos para o que ela iria dizer. Com medo de falar verbalmente, Esme apenas pensou “Quantas vezes passei noites em claro desejando que me aceitassem como mãe. Desejando que me deixassem niná-los em noites turbulentas até que pegassem no sono. Amenizar seus medos e suas angustias com todo o meu amor, mesmo que fosse considerada uma substituta”, Esme não se dera conta, mas enquanto divagava em pensamentos lágrimas molhavam sua face, e os deixavam ainda mais ansiosos e preocupados.

- Quantas noites desejou o que? – ambos perguntaram com ansiedade.

- Vamos deixar isso para outro momento – pediu ela. Secou as lágrimas no rosto e sorriu lindamente para ambos. – Antes de ir farei um chá para você filha. Vai fazê-la se sentir melhor – ficou de pé em seguida beijou topo da cabeça de Rosalie.

- Obrigada Esme por ser a pessoa incrível que é – disse Rosalie.

Prontamente Emmett ficou de pé ao lado de Esme.

- Não se preocupe eu faço o chá para ela – ofereceu-se, movido por seu lado responsável.

- Por favor, querido, permita-me ser por um tiquinho a mãe de vocês – pediu com tanta sinceridade que fez com que Rosalie e Emmett sentissem um pequenino grão de areia contra todo um deserto.

- Ok – ambos responderam com um olhar cúmplice e sorriso vindo inteiramente da alma. – Faça o que te faz bem...

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Notas finais
O que acharam do capítulo?
Eu particularmente gosto bastante por ser o capítulo que mostra um pouco a dor que cada um traz no coração. Emmett também sofre, e Esme sofre por nunca tê-los definitivamente como filhos.
Eles desejam tanto esse bebezinho, mas será que vai dar tudo certo? Deixem suas opiniões.
Beijo, beijo
Sill