Amor Amigo

12 Capítulo 12 - Para Sempre Sua


Notas iniciais
Oi meninas!
Quero desejar as boas vindas as novas leitoras e dizer que adorei conhecê-las.
:)

Manhã Seguinte...

Esme acordara antes que qualquer membro de sua família. Como mãe, ela bem sabia que todos teriam dificuldade para acordar depois da noite de ontem, onde todos foram dormir tarde. Como poderia negar o momento de conforto entre amigos, o momento que Rosalie, sem dúvida, precisava para distrair os pensamentos zombeteiros do terrível incidente com o ser repugnante nomeado Royce King.

Ao entrar na sala de vídeo onde seus filhos – tanto os de sangue quanto aqueles que seu coração escolhera –, se reuniram na noite anterior, percebera que não estava enganada. Todos, sem exceção, estavam em sono profundo.

Sorriu consigo mesma, constatando que todos estavam protegidos e confortáveis na segurança de seu lar. Até mesmo Isabella, namorada de seu primogênito, era sempre bem vinda ao seu lar.

Quanto a Rosalie e Emmett, Esme sempre tentou trazê-los para viver com sua família. Entretanto o jovem casal jamais aceitou estreitar os laços, talvez por medo. Medo de cederem ao amor de uma família e acabarem ficando sozinhos novamente. Medo de se decepcionar. Medo de sofrer. Medo do próprio medo.

Desde muito cedo Rosalie e Emmett aprenderam a cuidar um do outro. Por circunstâncias da vida eles aprenderam a não se entregar por completo a novos laços afetivos. No entanto, foram ficando por ali, mas sem assumir um compromisso sério com aquela família. Na verdade eles já tinham aceitado a todos com o coração, mas a razão os impossibilitava de formalizar qualquer que fosse o vinculo.

Cautelosamente, Esme se ajoelhou no carpete para acordá-los. Levou sua mão direita ao ombro de Edward e o chamou.

- Edward, acorda filho – Edward abriu os olhos devagar. – Você precisa ir para a faculdade e Bella também. Acorda ela, está bem querido?! Eu vou acordar a sua irmã.

Enquanto Edward acordava Isabella, Esme se afastou para acordar sua caçula.

- Princesa, acorda... – Esme a chamou com um beijo na testa. – Está na hora de ir para o colégio – Alice se mexeu e virou-se para o lado oposto. Esme massageou o ombro da filha carinhosamente. – Vamos meu bem, está na hora...

Ainda de olhos fechados, envolvida pelos sonhos, Alice murmurou.

- Eu quero uma festa de quinze anos com um príncipe... Mas ele tem que ser o Jazz...

Esme sorriu consigo mesma. – Vamos Alice, acorda – Esme insistiu puxando os cobertores de cima da filha manhosa. Aproveitou para pegar o coelho de pelúcia que a filha dormia abraçada.

- Thaby... – Alice murmurou, puxando o coelho de volta. Então ao se dar conta de que Thaby não estava mais em suas mãos, ela se sobressaltou. – Mamãe, sequestraram o Thaby – exclamou com os olhos esbugalhados.

- Calma, amor, o Thaby está aqui – disse Esme, mostrando o coelho em suas mãos. –Mas você precisa ir para o colégio, vamos levanta.

- Ah, mamãe... Eu não quero ir pro colégio hoje... Me deixa dormir só mais cinco dias.

- Filha para de manha senão vou te deixar o fim de semana inteiro sem computador, celular e cartão de credito.

A pequena manhosa sentou-se rapidamente com os olhos esbugalhados.

- Estou pronta, mamãe – apressou-se em dizer. Seus cabelos estavam apontando para varias direções.

- Vai de pijama? – questionou Esme, disfarçando um sorriso.

- É. Meu pijama é muito lindo mamãe, mas não vai rolar – ficou de pé se atrapalhando com o amontoado de cobertores e travesseiros, só não caiu porque Esme a segurou.

Edward e Isabella já não estavam mais ali. Não questionaram em momento algum, como Alice fez.

Sem que Esme percebesse, Rosalie, que estava com o rosto escondido no peito de Emmett ouvia a conversa entre mãe e filha. Os olhos da jovem que tinha o coração ferido estavam marejados de lágrimas.

Fazia alguns anos que Rosalie havia perdido seus pais em um trágico acidente de avião. No entanto a falta que ambos faziam em sua vida só crescia com o tempo, embora a dor houvesse se tornado saudade, mas a saudade machucava demais, pisoteando seu coração com passos diabólicos.

Alice falava com sua mãe. – Mamãe a Rose não vai para colégio, então eu também não quero ir – resmungara ao saírem da sala de vídeo.

- A Rose vai sair com Emmett para fechar negócio com a imobiliária – Rosalie ouviu Esme dizer ao longe.

Então aquele diálogo entre mãe e filha despertou em Rosalie o desejo de ter sua mãe ao seu lado ao menos mais uma vez.

“Mamãe, queria tanto poder te abraçar, sentir seu cheiro novamente”, pensou ao fechar os olhos, apertando o medalhão contra seu peito. Ela havia retirado e deixado embaixo do travesseiro, mas agora mantinha em suas mãos.

Emmett fora acordado pelos soluços do choro contido de Rosalie.

- Rose... – Emmett se sobressaltou ao vê-la chorando. – O que aconteceu? – questionou puxando-a para mais perto de seu corpo, pois ela tinha se afastado para pegar o medalhão.

- Emm... Sinto tanta falta da mamãe. De estar com ela. Esse maldito vazio que eu não consigo preencher com nada. Porque essa saudade dói tanto? Por que não passa? – as lágrimas faziam seu caminho livremente, sem receio algum. – Estar cercada por uma família que não é a minha, só faz a dor se intensificar... – confidenciou com soluços sucessivos.

Emmett a abraçou carinhosamente, depois lhe deu um beijo na testa.

- Eu sei que sente falta deles, meu amor. Mas estarei sempre ao seu lado para o que precisar. Tem sido sempre assim, não tem? – tocou a pontinha do nariz de Rosalie lhe sorrindo afetuosamente.

Rosalie o abraçou bem apertado.

Emmett também sentia falta de sua mãe, no entanto, do pai jamais sentiu. Seu pai fora o monstro que destruiu sua família sem dor e piedade. O monstro que quis tirar sua vida inocente. Entretanto Emmett escondia suas dores para tentar curar as de Rosalie.

- Você sonhou com eles novamente? – Emmett perguntou.

- Não – ela respondeu em um sussurro, ainda abraçada a Emmett. – É que vi o jeito carinhoso que Esme acordou Alice, e, eu não sei, mas isso me devastou. Mamãe era tão carinhosa comigo Emm, eu já lhe disse isso tantas outras vezes, mas é que sinto a necessidade de falar.

- Eu sei amor... – ele respondeu, limpando as lágrimas de Rosalie com suas próprias mãos. – Você pode desabafar sempre que sentir necessário, isso jamais será um infortúnio. Eu tenho uma ideia para te fazer sorrir um pouco. O que acha de levantarmos e sairmos para fechar negócio com a imobiliária agora mesmo. A partir de hoje teremos um novo lar. Um lar onde poderemos construir nossa própria família.

Rosalie esboçou um leve sorriso diante o que acabara de ouvir.

- Eu serei a senhora McCarty... – sussurrou em tom de brincadeira. – Quantos filhos você gostaria de ter Emmett? – ao perguntar Rosalie mexeu nos cabelos, um tanto ansiosa pela resposta.

- Quantos você quiser, meu amor – disse Emmett, segurando o rosto de Rosalie entre suas mãos, e lhe deu um selinho demorado. – E então, pronta para darmos um grande passo em nossas vidas?

- Com toda certeza – Rosalie respondeu.

- Então vamos – Emmett ficou de pé e estendeu a mão para Rosalie, que aceitou com um lindo sorriso, e um brilho apaixonante no olhar.

- Mas antes precisamos arrumar essa bagunça, não é?! – disse Rosalie se referindo aos cobertores e travesseiros que todos usaram durante a noite.

- Vamos sim – Emmett confirmou.

Juntos arrumaram toda a bagunça que estava à sala de vídeo. Deixaram todos os cobertores e travesseiros dobrados, divididos sobre duas poltronas.

Rosalie recolheu alguns copos e tigelas e levou para a cozinha com ajuda de Emmett. Lá encontraram Esme arrumando a louça que o pessoal havia usado antes de saírem.

- Bom dia Esme – disse Rosalie ao entrar na cozinha.

- Bom dia Esme – Emmett saudou poucos minutos após Rosalie.

- Bom dia meus queridos – disse Esme com um sorriso iluminando suas feições carinhosas. Deixou de lado o que estava fazendo para dar atenção a ambos. – Pensei que fossem dormir um pouco mais – se aproximou de Rosalie e lhe deu um beijo na testa. – Dormiu bem, querida?

- Sim, foi uma noite muito agradável. Muito obrigada por tudo que tem feito por nós, Esme.

- Por favor, meu bem, não precisa me agradecer. Adoro recebê-los em minha casa, que vocês bem sabem que poderia ser de vocês também, se assim quisessem.

Rosalie ficou um tanto sem jeito. Esme apressou-se a esclarecer.

- Eu sei meu bem... Está tudo certo, não vamos falar sobre isso – lhe deu um beijo na bochecha, depois fez o mesmo com Emmett. – Vão se trocar e voltem para tomar café antes de saírem, por favor, não vão sair sem tomar o café da manhã. Vou chamar Carlisle para tomar café conosco, ele está no escritório lendo o jornal.

Ambos deixaram as coisas que recolheram na sala de vídeo, sobre o balcão da cozinha.

- Obrigado Esme! – ambos agradeceram e se retiraram da cozinha.

[...]

Algum tempo depois...

Emmett e Rosalie deixaram a casa dos Cullen, por volta das dez da manhã. Juntos foram de moto a imobiliária com a qual fecharam negócio. O apartamento que há meses estavam avaliando – decidindo prós e contras –, enfim estava agora em nome de ambos, registrado em cartório, tudo de acordo. Como Rosalie ainda não tinha completado dezoito anos, Emmett foi o responsável legal pela compra, embora o nome dela também estivesse no contrato.

Victória fora a corretora que os ajudara na escolha do imóvel, porém, esta estava de licença maternidade, sendo assim uma colega de trabalho finalizou os tramites legal.

[...]

Depois disso, já com as chaves do apartamento em mãos, Rosalie e Emmett foram almoçar em um pequeno restaurante ali perto. Fora um almoço simples e rápido, nada especial.

- Então, preparada para irmos ao nosso novo lar? – Emmett perguntou para Rosalie, enquanto acenava para que a garçonete lhe trouxesse a conta.

- Preparadíssima – ela confirmou, esbanjando um sorriso contagiante. Sorriso esse que Emmett não via fazia certo tempo.

Emmett segurou a mão de Rosalie que estava sobre a mesa, guiou a altura de seus lábios depositando um beijo suave no dorso da pele clara e macia.

- Farei tudo que estiver ao meu alcance para sempre te ver sorrir assim – confessou com os lábios ainda próximos a mão de Rosalie.

Rosalie lhe sorriu. Estendeu sua mão direita, tocando o queixo de Emmett em um carinho afetuoso.

- O fato de você estar comigo já é o suficiente – sussurrou antes de ser interrompida pela garçonete trazendo a conta.

Emmett se encarregou de efetuar o pagamento, enquanto Rosalie ficava de pé ajeitando a bolsa no ombro. Ao ficar de pé, Emmett espalmou sua mão direita sobre as costas de Rosalie – um pouco acima da cintura –, enquanto se retiravam do restaurante a passos curtos. No estacionamento Rosalie o observou subir na moto, logo depois ela fez o mesmo. E como sempre, envolveu seus braços em torno da cintura dele, sentindo aqueles músculos tão atrativos, e aspirando o maravilhoso perfume que ele usava.

Já com o capacete, Emmett sorriu ao sentir os braços de Rosalie o envolvendo com segurança. Talvez de todas as sensações que andar de moto lhe causava, essa sem dúvida seria a qual ele mais sentiria falta. Claro que Emmett não iria se desfazer de sua moto, ele era fascinado por aquele veículo, mas um carro seria essencial em algumas ocasiões, como por exemplo: em dias chuvosos, e em uma viagem onde fosse indispensável o uso de bagagem.

Quando a levava em algum lugar, Emmett quase sempre recebia um beliscão no abdômen, em protesto para que reduzisse a velocidade. Rosalie não gostava de vê-lo se aventurar em uma corrida desnecessária.

[...]

Algum tempo depois de terem percorrido algumas ruas de Nova Orleans, enfim chegaram ao prédio o qual seria oficialmente seu novo endereço dentro de poucos dias. Um prédio de classe média, recém-saído do projeto. Estrutura moderna, localizado em um ótimo bairro, ficando apenas há algumas ruas da casa dos Cullen. Rosalie poderia ir visitá-los a pé, se assim quisesse.

O porteiro já os conhecia devido todas às vezes que estiveram ali, durante o processo de compra do imóvel. O portão da garagem fora aberto automaticamente para que eles entrassem com a moto. Emmett estacionou em sua vaga na garagem, logo depois subiram para o oitavo andar. O prédio tinha no total, dez andares.

Enquanto o elevador subia para o andar desejado, Emmett não conseguia parar de admirar o brilho intenso no olhar de Rosalie. A jovem estava realmente muito feliz, mesmo depois de tudo que lhe aconteceu outrora. O fato de terem conseguido efetuar a compra de um bom apartamento com fruto de seu próprio trabalho era mais do que suficiente para despertar tamanha felicidade em ambos.

No oitavo andar o elevador teve as portas abertas, ambos saíram e andaram alguns passos adiante, até ficar de frente a porta de seu novo lar. Emmett abriu a porta dando passagem para que Rosalie entrasse primeiro. O imóvel ainda estava vazio, mas não importava, por hora, estavam ali apenas para apreciar sua conquista. Era um grande passo dado em suas vidas.

Rosalie passou correndo pelo hall de entrada, parando no centro da sala ampla e vazia, girando nas pontas dos pés com os braços abertos.

- É nosso Emm... – gritou abaixando os braços. – Nosso lar – gargalhou ao sair correndo em direção aos quartos, parando em frente á porta da grande suíte, parecendo uma criança que acaba de chegar a um parque de diversões com os amigos.

A garota entusiasmada girou a maçaneta e entrou no cômodo, com os olhos brilhando feito joias preciosas.

Emmett a seguia, mantendo sempre um sorriso orgulhoso em seu rosto. Parado na porta, recostado no batente ficou observando o seu anjo correr para o closet, o qual ela já havia admirado inúmeras vezes durante o processo de compra do imóvel.

- Enfim poderei guardar todas as minhas roupas e acessórios adequadamente. – orgulhou-se, correndo em direção a Emmett, se jogando em seus braços. Suas pernas ficando em volta do corpo dele. Esse, por sua vez, a segurava pelas coxas com mãos firmes. Então Rosalie o beijou sofregamente. Até mesmo Emmett se surpreendera com a sofreguidão daquele beijo.

Emmett estava a ponto de levantar a blusa que Rosalie usava, quando de repente ela saltou de seu colo.

- Ainda não – ela respondeu, limpando o canto da boca de Emmett que ficara com uma marca de seu batom.

- Vem, vamos rever todo o apartamento – exclamou animada.

Emmett não pode deixar de gargalhar diante o entusiasmo da garota a qual ele sempre amou, e fez ser questão de honra, defendê-la e fazê-la feliz.

Sendo arrastado por uma Rosalie excitada, Emmett a acompanhou em mais um tour por todo o apartamento, desde a varanda até a aérea de serviço. A cozinha era ampla de muito bem estruturada. Ao total tinha três banheiros, sendo o da suíte, um próximo à sala e outro na aérea de serviço. Próximo à suíte havia apenas mais um quarto, e fora ali que Rosalie se demorou um pouco mais.

Emmett estranhou, uma vez que nos outros cômodos ela não parava quieta, no entanto, ali Rosalie parecia viajar em sua imaginação.

- Em que está pensando, amor? – Emmett perguntou, abraçando-a por trás.

Rosalie inclinou a cabeça para trás, encostando sobre o peito forte de Emmett.

- Estou imaginando o nosso filho... – sussurrou.

Emmett sentiu seu coração se aquecer diante o som daquelas palavras entrando em seus ouvidos. Carinhosamente ele apertou Rosalie contra seu corpo, imaginando o quão perfeito seria construir sua própria família ao lado da mulher que sempre amou desesperadamente.

- Você gostaria mesmo de ter um filho comigo, amor? – ele parecia querer ter certeza de que não se tratava de um sonho, perfeito, mas um sonho.

- É o que eu mais quero... – ela respondeu sonhadora.

Emmett sorriu com os lábios próximos ao ouvido de Rosalie, onde depositou um beijo molhado.

- Acho que deveríamos praticar um pouco então...

Rosalie virou-se lentamente para Emmett, que mantinha as mãos em sua cintura.

- Sabe o que eu acho? – sussurrou manhosa. – Que você tem toda razão. Precisamos praticar bastante para que ele, ou ela, seja perfeito.

Emmett sorriu descaradamente. – Concordo em tudo o que você disse amor, em absolutamente tudo – murmurou inclinando o pescoço de Rosalie para trás enquanto fazia um caminho de beijos na pele clara e macia.

- Me sinto preparada para ser sua – confessou, mordendo levemente o lábio inferior.

Emmett a tomou em um beijo voraz, enquanto Rosalie percorria suas mãos nas costas dele por baixo da camisa que usava.

- Tem certeza de que você quer mesmo fazer isso, amor? – perguntou Emmett, roçando seus lábios aos de Rosalie devagar.

- Sim. Jamais tive tanta certeza sobre algo em minha vida.

Com mãos firmes, mas gentis, ele retirou a blusa que Rosalie usava, deixando que caísse no chão. Rosalie repetiu o gesto deixando que a camisa de Emmett também caísse no chão. Seus lábios sedentos encostaram sobre o peito de Emmett em um beijo demorado. Esse, por sua vez, deslizou suas mãos largas sobre as costas de Rosalie, parando ao encontrar o fecho do sutiã o qual fez questão de abrir devagar. Sem pressa, ele retirou deixando que caísse junto à blusa.

Com os olhos queimando de desejo, ele analisou os seios de mamilos rosados. Não era a primeira vez que os via, no entanto, era a primeira vez que tinha permissão para desejá-los, para acariciá-los.

Engolindo em seco ele aproximou seus lábios, beijando um dos mamilos, não demorou muito aquele beijo se transformara em uma leve lambida. Rosalie arfou sentindo as caricias da língua quente contra seus mamilos enrijecidos.

Rosalie levou suas mãos ao botão da calça que Emmett usava. Não fora preciso palavras para que ele entendesse seu pedido. Sem hesitar, ele retirou sua própria calça, ficando apenas de cueca boxer preta. Seu objetivo agora passara a ser retirar as últimas peças de roupas que sua amada usava.

Com mãos urgentes, ele abriu o zíper do jeans que Rosalie usava. Essa, por sua vez, retirou os sapatos com ajuda dos próprios pés. Lentamente, Emmett fora abaixando a calça que ela usava, até que a retirou por completo. Sem perder tempo ele voltou a beijá-la novamente. Com cuidado ele foi a guiando para o chão. Rosalie fez cara feia ao sentir o piso frio em suas costas. Notando que estava incomodo, Emmett se afastou, pegando sua camisa e forrando o chão onde as costas de Rosalie fazia contato.

Extasiado, Emmett passou a acariciar todo o corpo de Rosalie como se estivesse decorando cada detalhe, como se fosse feito do mais raro Swarovski. Porém ali no corpo da mulher que ele desejava, também estavam os hematomas deixados por Royce King, durante a tentativa de abuso sexual.

Emmett beijou um a um os hematomas, deixando claro que ele jamais a machucaria.

Rosalie sentia seu coração palpitar forte contra o peito, sua respiração ofegante. Ondas de desejo emanavam por todo seu corpo. Sensações até então desconhecidas por ela.

Como se estivesse em câmera lenta, Emmett retirou a pequena peça intima – em tons de vermelho –, que Rosalie usava. Sua respiração que já estava descompassada só ficara pior, assim como a dela. Emmett depositou um beijo no baixo ventre de Rosalie fazendo-a arfar. Fez um caminho de beijos pela barriga, seios, pescoço, até alcançar os lábios rosados de Rosalie. Essa, por sua vez, deslizou suas mãos pelo pescoço de Emmett até alcançar as costas largas tão másculas.

Sob protestos da mulher que ama, Emmett se afastou apenas para retirar a única peça que ainda usava – a peça parecia ter se tornado pequena –, precisava retirá-la o quanto antes. Então fora isso que ele fez. Rosalie arfou ao vê-lo nu. Ela jamais havia visto o sexo de Emmett, muito menos daquela maneira, era totalmente novo para ela.

Emmett posicionou seu corpo entre as pernas de Rosalie, voltando a beijá-la sofregamente. Após o beijo que lhes tirou o ar, Emmett sussurrou ao pé do ouvido.

- Amor pode ser que você sinta um pouquinho de dor, mas se quiser desistir pode falar. Não se sinta intimada a ir até o fim se isso não se tornar confortável a você.

Em um sussurrou sufocado pelo desejo, ela respondera.

— Está tudo bem... Eu quero tentar...

Lentamente, Emmett foi unindo seu corpo ao dela. Rosalie fechou os olhos com força, parecendo sentir dor, então Emmett ficou imóvel.

No mesmo sussurro sufocado ela pediu.

— Continua...

Emmett tomou os lábios de Rosalie em um beijo urgente no momento em que uniu seu corpo totalmente ao dela. Uma lágrima escapou no canto dos olhos de Rosalie, talvez por sentir relativamente um pouco de dor, mas, sem dúvida havia muito mais desejo, amor e emoção por estar nos braços do homem que ama. O único homem o qual ela sonhou um dia se entregar de corpo e alma.

Emmett, no entanto, se manteve imóvel enquanto o corpo dela se adaptava ao seu. Era tudo muito novo para Rosalie. Por sorte Royce não conseguira consumar o ato criminoso. Graças aos anjos e a força de Emmett, Rosalie tinha se mantido pura para o homem que ama, o qual fazia tudo ser perfeito. O qual ela desejava estar ao seu lado para o resto de suas vidas.

Carinhosamente, Emmett passou os polegares em ambos os olhos de Rosalie secando as lágrimas.

- Amo você, meu anjo. Amo muito você – sussurrou com seu timbre de voz rouco pelo desejo e todas as sensações prazerosas que Rosalie lhe proporcionava.

- Eu também amo você – ela respondeu em um fio de voz.

Aos poucos Emmett fora fazendo movimentos que arrancavam gemidos de Rosalie, passando a aumentar à medida que percebia que ela estava entregue ao prazer de forma prazerosa e nada dolorosa.

Em pouco tempo Rosalie já não sentia nenhum tipo de desconforto, tudo fora substituído por sensações mágicas, sensações as quais ela jamais havia sentido antes. E jamais imaginou que pudesse ser tão intensas. Uma verdadeira miríade de sensações.

Emmett a olhou intensamente no fundo dos olhos, no momento em que seus corpos atingiam a ápice do prazer. A beijou lentamente nos lábios com tanto carinho que Rosalie teve plena certeza de que havia feito a coisa certa. Havia se entregado ao homem certo, no momento certo. Emmett era o homem o qual ela seria para sempre sua.

Depois de alguns minutos sem querer separar seus corpos, Emmett deitou no piso frio ao lado de Rosalie, puxando-a para seu peito. Rosalie beijou o abdômen dele antes de repousar sua cabeça ali.

Fazendo desenhos imaginários nas costas nuas de Rosalie, Emmett sussurrava ao seu ouvido.

- Amo você, Rosalie Lilian Hale.

Rosalie fechou os olhos lentamente, sentindo que o sono se aproximava. Ambos com a respiração se normalizando pouco a pouco.

- Amo você... – Emmett repetia. – A quero para sempre em meus braços.

Em um fio de voz, Rosalie respondera.

- Serei para sempre sua...

A relação que suportara o tempo acabara de se tornar intima e de magnitude inexplicável.

Assim era o amor entre Emmett McCarty e Rosalie Hale. De magnitude inexplicável. Única, inalcançável e essencial...

Notas finais
Que bonitinho, Emmett trabalhou praticamente a vida inteira para dar um lar a Rosalie, claro que ela investiu parte de seu dinheiro também, mas certamente a parte de Emmett fora bem maior. E ele só fez isso por ela, tudo que ele faz é pensando nela em primeiro lugar.
*Lembrando que a Rose estava decidida, assim como Emmett a criar uma família, por isso eles não usaram preservativos. Agora se ela ficará grávida ou não, só lendo para descobrir. Ás vezes as coisas não seguem o curso...
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Sill