Amor Além Da Vida
9 nove
Notas iniciais
Caminhamos pela floresta por algum tempo até encontrar Arthur e Christina. Os dois estavam conversando então segurei Nicolas pelo braço e o fiz subir em uma árvore comigo para vermos o que falavam.
– Não acredito que me fizeram andar no meio de uma floresta, que local nojento!!
– Pare de reclamar Christina. Francamente, você reclama de tudo.
– Me perdoe se não sou perfeita, mas não estou afim de sujar meu cabelo ou quebrar minhas unhas aqui nesse lugar. Hello... Não somos índios pra ficar no meio do mato!!!!
– Ai, cala a boca garota.
Vimos que não era nada importante então saímos de nosso esconderijo e fingimos que andávamos ocasionalmente por ali sem estar na verdade seguindo eles. Arthur foi o primeiro a nos ver.
– Nicolas!!!!! Que bom te ver por aqui meu primo, venha aqui vamos caminhar juntos – disse alto e mais baixo só q para o primo pudesse ouvir, mas que eu escutei também – Não aguento mais essa garota reclamando de tudo.
– Ela pode reclamar do que ela quiser, contanto que seja aqui no pé do meu ouvido...
– Nicolas, te emenda, rapaz, você ta saindo com uma menina, e uma menina descente, não fica bem ficar falando essas coisas por aí.
Sorri e andei até Christina. Não somos o que se pode chamar de melhores amiga, nunca fomos e duvido que um dia sejamos, mas achei melhor ficar perto dela e deixar os meninos conversando.
– O que você quer garota?
– Bom dia para você também, Christina.
– Não me venha com essa de boa menina, que eu sei bem que você só está de olho no meu namorado.
– Ah! Meus parabéns, eu não sabia que você estava namorando... – não pude perder a oportunidade única que ela me deu. – Quem é a vítima?!?!?!?!
– Rá, rá, rá, sua engraçadinha, não consigo parar de rir. Não se faça de besta, você sabe muito bem que o meu namorado é o Arthur, todo mundo sabe, é só uma questão de tempo de nos conhecermos melhor e eu oficializar isso para o mundo, sabe como é, né? Sou uma moça de família, nãoposso simplesmente dizer para o mundo que estou namorando um menino que acabei de conhecer... Mas é claro que você não sabe como é isso. De onde você vem não existem essas convenções, não é mesmo?
Não me dei nem ao trabalho de responder, simplesmente rodei os olhos em sinal de desagrado e segui para a árvore mais próxima e subi nela, enquanto Christina foi tentar entrar no assunto dos meninos.
Fomos andando assim por mais uma meia hora, eu por cima dos galhos e os três em baixo, os meninos rindo e brincando e ela tentando inutilmente fazer parte do momento. O que vimos ao chegar em uma clareira não era nem de longe o que nossos olhos esperavam ver.
Notas finais
Continuarei escrevendo, eu prometo!!!!!!!
Fale com o autor