Amor

1 Je me suis battu avec elle...


Notas iniciais
Essa fic está parada há séculos e séculos... E finalmente terminei o capítulo que faltava para poder postar para vocês lerem.

Fic: Félix x Marinette x Adrien

Capítulo 1 — Eu briguei com ela...

Sim. Eu briguei com ela, mas a culpa foi totalmente dela! Aquela garota estúpida e chata que vive me seguindo e irritando. Será que ela não poderia me deixar em paz apenas?

Eu sou Félix Laurent, sou filho de Adam Laurent o grande estilista parisiense e mundial. Eu estudo em Françoise Dupont, um dos melhores colégios de Paris e, infelizmente eu tenho um incômodo chamado Marinette Dupain-Cheng.

Marinette era simplesmente a mais irritante garota de todas! Desde que eu havia entrado no Dupont, ela cismou comigo e ficava a me seguir e eu odeio isso. Aonde eu ia, ela estava atrás.

Sempre me chamando para sair. Sempre me convidando para eventos. Sempre querendo puxar assunto. Sempre querendo atenção.

Eu já disse “Não” a ela várias vezes, mas parece que isso é difícil demais para ser entendido. Marinette é a típica garotinha chata sonhadora. Tem os cabelos até sua cintura, da cor preta azulado em duas chiquinhas baixas. Usa uma blusa branca de botões por baixo de uma jaqueta preta e short jeans.

Acontece que ela havia me chateado muito, então não pude segurar, precisava mandar que calasse a boca e fosse embora. Eu vou contar como tudo aconteceu... Vocês vão me dar à razão...

Era mais um dia bem calmo para mim, eu não tinha sessão de fotos durante esta tarde, então aproveitei para ir ao parque ler um livro em paz... Ou pelo menos tentar. Até que Ela chegou, Marinette.

— O-olá Félix. – Ela gaguejava como sempre e isso me incomodava.

—... – Mas como sempre eu a ignorava.

— O-olha... E-eu comprei um p-par de ingressos para uma a-apresentação e-... – Eu bati meu livro com força, nervoso.

— Não. – Disse simples e seco. – Deixe-me em paz. – Era a terceira vez que ela estava me chamando para sair, só naquela semana.

— M-mas... Eu pensei... – Eu apenas levantei e olhei no fundo de seus olhos.

— Não me importa o que pensou Dupain-Cheng, eu NUNCA sairia com você. – Minha voz era firme e eu soava bastante rude. Marinette havia se assustado e segurava o par de ingressos para a apresentação na região do peito, enquanto seus olhos enchiam d’água. – Será que não vai entender isso? Você vive atrás de mim me incomodando e irritando, quando eu só quero paz. Eu odeio você e essa sua mania de ficar tentando chamar minha atenção. Apenas me deixe só.

Quando meu discurso havia terminado, ela me olhava surpresa demais, com lágrimas descendo por seu rosto branco, liso e delicado de boneca de porcelana. Ela colocou as costas da mão na frente do rosto e começou a chorar. Abandonou os ingressos e saiu correndo.

Por um momento algo de ruim passou em minha mente. Eu havia ferido Marinette, havia sido rude e minhas atitudes eram imperdoáveis. Pude observá-la sair do parque correndo chorando e atropelando outras pessoas.

Me senti culpado, afinal as pessoas não tem que ser atropeladas por uma garotinha bobona. Fui correr atrás dela, seguindo-a quase de perto. Ela não faria nenhuma bobeira, certo?

Pude vê-la saindo do parque e quase sendo atropelada por um caminhão que freou em cima dela, que apenas se assustou e caiu o chão ralando os joelhos e o antebraço.

— MARINETTE! – Eu a gritei, preocupado. Ela poderia ter quebrado algo. A Dupain apenas me olhou com lágrimas nos olhos, se levantou e continuou correndo com dificuldade.

Eu tinha certeza que ela seguiria para casa, então não havia mais perigo algum. Exausto com toda essa confusão, suspirei e decidi ir para casa. Precisava descansar e pensar.

***

Uma semana havia se passado e Marinette não voltou para a escola, apenas decidiu faltar, o que me deu uma paz imensa. Tinha tempo de sobra e muito silêncio para ler meus livros, mas de certa forma isso me incomodava.

A surpresa aconteceu quando eu abri meu livro e dois papeizinhos caíram dele. Eram os ingressos já com a validade vencida. De certa forma, eu comecei a me lembrar de como nós dois nos conhecemos...

Eu era o novato e ela fez de tudo para ser minha amiga, mas sempre senti que havia algo a mais, até que ouvi alguns caras dizendo que Marinette gostava de mim e que eu era um babaca por ignorá-la. E por muito tempo, pensei que não era bom para ela. Ou usava a desculpa, Ela Não É Boa Para Mim!

A semana passou e finalmente estávamos na sexta-feira. A nossa professora, Sra. Bustier explicava mais uma matéria que com certeza, seria facilmente aprendida por mim. Na segunda-feira da semana seguinte, eu tive uma surpresa.

Com licença. – A professora foi interrompida por um triste sussurro, que chamou a atenção de todos.

— Marinette, está atrasada.

Sinto muito Sra. Bustier. – Ela mantinha seus olhos fixados no chão.

— Sente-se ao lado da Alya. – Eu assisti a garota mais sorridente e extrovertida de todas, passar de cabeça baixa por todos e se sentar atrás de mim, junto à amiga.

— Voltando à história... – A professora recomeçou com a aula sobre a Revolução Francesa.

“Tá tudo bem amiga?”— Alya sussurrava.

“Uhum.”

“Marinette você faltou à semana inteira e está com olheiras enormes. E... Você emagreceu?”

“Estou bem Alya.”

“E essa faixa na sua coxa?”

“Um pequeno acidente.”

“Você quer...”

“Alya, por favor, me deixa prestar atenção na aula?”

“Claro... Mas lembre-se, eu ‘tô aqui.”

“Uhum.”

—... E lembrando que a partir de quinta-feira não teremos aula por causa dos eventos da cidade organizados pelo prefeito Bourgeois...

Durante todo o recreio Marinette ficou na sala dormindo, e eu pude ouvir Alya falar com Nino que a amiga não dormia direito há dias, então preferiu deixá-la quieta. No final da aula, ela preferiu não falar com ninguém, apenas sair correndo e ir embora para casa.

Essa foi à rotina da semana, Marinette dormindo nos intervalos das aulas, não conversando e nem comendo direito. E querendo ou não, isso me incomodava. Queria poder fazer algo, mas não me sentia no direito. Afinal era minha culpa a garota estar assim, e pela primeira vez eu me senti culpado – não que eu não sentisse quando a magoava. Talvez eu gostasse da garota, e só não quisesse admitir, ou estava usando a desculpa dela “não ser boa o bastante para mim”, quando na verdade, eu sou o babaca que a ignora.

Mas eu vou concertar isso, ou não me chamo Félix Laurent.

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Notas finais
Eu realmente espero que tenham gostado, eu amei escrever ela! Só demorei rsrs
Até mais!!!