Amor é bem complicado...
1 Um pouco sobre Sara
Notas iniciais
Sara é jovem com um futuro promissor a sua frete, era formada a alguns meses em física e fizera especialização para tornar-se perita forense. Hoje trabalhava como ajudante do medico legista e era acompanhada de perto por sua “mentora”. Sara era praticamente órfã, o pai havia morrido quando ainda era criança e sua mão era uma mulher doente na época e foi internada em um hospital, perdendo assim a guarda de Sara e consequentemente fazendo-a entrar no sistema de adoção.
Nunca de fato foi adotada, sempre passou de lar em lar, porém sempre se destacou por sua inteligência, sendo assim uma das “cuidadoras” de um lar colocou-a em contato com uma amiga Débora, que era professora de Harvard e fazia um trabalho voluntario com crianças órfãs. O primeiro contato entre as duas foi como qualquer contato de Débora com as crianças que passavam por seu projeto que consistia em oferecer as crianças uma espécie de preparo para ingressar em um curso superior e de lá continuar a progredir. Débora ao notar o grande desempenho carência de Sara, acabou por se dedicar a ele um pouco mais do que as outras crianças formando assim um laço tão forte que perdura até hoje quando Sara já é uma mulher feito. Débora mesmo sem adotar Sara, se tornou pai, mãe, amiga, confidente e na verdade a única pessoa que Sara podia chamar de família.
Débora até hoje leciona e apesar de sua área de atuação não ser relacionada com o meio em que sara seguiu academicamente, como era uma professora de muitos anos de carreira e muito conhecida por sua ajuda a sociedade, ficara sabendo que um grande perito forense que era chefe de um dos maiores laboratórios criminalísticos do país iria dar uma palestra para um grupo de alunos pré-selecionados pela equipe de professores, sabendo disso Débora mexeu seus pauzinhos e conseguiu um convite para que Sara padece participar das aulas. Sara apesar de não ser mais aluna, assim como Debora participava de alguns projetos dentro da faculdade, portanto era bem vista e conhecida pelos professores, sendo assim não foi tão difícil para Débora conseguir seu convite, porém como era um evento exclusivo para alunos, ela teria de ser o guia do palestrante na cidade, já que ele pouco conhecia São Francisco.
Débora tinha combinado de almoçar com Sara, como morava só, ela fazia de tudo para ter suas refeições com Sara, pois se sentia solitária em sua casa já que seu marido que fora o único com quem dividira sua casa havia fale cido a alguns anos. No restaurante Débora liga para Sara:
- Cadê tú coisa branca? – Debora costumava ter um carinho meu bruto, mais realmente amava Sara, portanto colocara esse apelido nela.
- Tô chegando tia! Deixa de ser impaciente e pede logo o almoço que tô morrendo de fome. – Sara costumava chamar de Debora de tia mais como implicância, pois a mesma não gostava de ser chamada de tia por seus sobrinhos legítimos. Poucos minutos depois Sara chegue, logo em seguida seus almoços são servidos e elas começam a degusta-lo e a jogar conversa fora.
- Tenho uma surpresa pra você Sarinha...
- Diz logo que você sabe que curiosidade é meu nome do meio. – interrompeu Sara entre uma garfada e outra. Debora sorriu com seu jeito descontraído, tão diferente da menina arredia que um dia conheceu.
- Lembra daquele mini curso que ti falei, com o famoso Gil Grissom? – Sara assentiu já esperançosa que Debora tivesse dado um jeito de ela entrar nem que fosse de penetra em pelo menos uma das palestras. – Bom, consegui um passe livre pra você...
- Jura? Caramba como você é incrível Debora! – Ela vibrou antes mesmo de sua amiga concluir o que falava.
- Pois bem, só que tem um pequeno detalhe, só consegui esse passe porque o palestrante vai precisar de um guia pela faculdade e pela cidade também, você sabe que o mini curso era exclusivo para alunos, então é pegar ou largar. O que acha?
Sara pensou por um segundo na ideia de ter que dar uma de babá do tal palestrante, mas ai lhe veio a mente o porque de todo o seu interesse no mini curso, ao conversar com um perito do mesmo laboratório em que trabalhava, descobriu que estavam a procura de mais um perito para o noturno que estava em falta com a saída de uma perita que entrara de licença maternidade, porém como existia a possibilidade de ser temporário, o chefe do laboratório procurava alguém com experiência em campo, ou pelo menos recomendação de alguém da área, o que não era o caso dele que até então não tinha tido oportunidade de praticar sua especialização, sendo assim com esse mini curso, ela poderia solicitar recomendação do palestrante caso conseguisse se destacar.
- Nem que você me dissesse que eu teria que pagar a estadia dele eu recusaria! Não vou mentir que gostaria de estar 100% como aluna para aproveitar o máximo possível, mas ser babá do cara pode me trazer destaque dentro do curso.
- É assim que se fala, não seixe as oportunidades passarem na sua frente sem aproveitar!
Após essa notícia Sara quis saber mais a respeito de quanto tempo seria, o que exatamente ela teria de fazer como guia do palestrante e depois do almoço foram para suas respectivas casas. O mini curso seria formado por cinco palestras, que durariam o dia inteiro, com um intervalo de duas horas no meio do dia, iniciaria a semana seguinte e este exato dia era segunda, portanto Sara teria tempo para solicitar a seu chefe essa semana de folga.
No dia seguinte Sara foi falar com seu chefe que era o legista do laboratório, para sua grande satisfação, seu chefe se torara um grande paizão pra ela, mesmo com pouco tempo que a conhecia, sendo assim ele ficou mais que satisfeito em lhe dar essa folga. Agora com tudo arranjado só faltava esperar domingo a tarde, horário que deveria ir buscar o palestrante no aeroporto e leva-lo para um pequeno passeio organizado pela faculdade para lhe dar as boas vindas.
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