Amor À Toda Prova

36 Capítulo 36 - Anti-Tédio


Notas iniciais
Oieee gente!
Nesse capítulo temos um mistério e dois novos personagens. Aliás, para quem curte um Beward eu digo que... não nos matem, mas faz parte da trama e nós avisamos que nada acontece facilmente aqui desde o início, eheheheh.
Ah, e nos vemos lá em baixo hein?

Depois de almoçar, Alec já estava cansado demais de ficar no quarto. Ele já havia feito toda a tarefa e até um trabalho que deveria entregar em três semanas. Até mesmo o livro que teria de resumir para o final do semestre já estava lido, analisado, resumido e impresso em sua mesa.

Sem muitas ideias do que fazer, já que Jane continuava monopolizando a sala de televisão com Heide e seus trabalhos estavam todos em dia, ele pegou o notebook e desceu até o jardim.

Gertrudes o viu saindo com o computador em uma das mãos e na outra um controle para jogos, sem contar o fone de ouvido pendurado no pescoço.

- Sabe, no meu tempo costumávamos ler, jogar bola e essas coisas – ela brincou.

- Mas eu jogo bola, aqui oh! – ele levantou sutilmente o computador.

- Deveria usar os pés e não as mãos, sabia? É bom se exercitar também.

- Ah, Ger... Jogar sozinho não tem graça – ele deu de ombros.

- Por que não liga para um dos seus amigos, então? – ela sugeriu esperançosa.

- Talvez depois... Acho que só encontraria o Felix em casa, mas acho que não é uma boa chamá-lo – ele olhou em direção à sala e a empregada entendeu...

-É, talvez não...

- E, bem, no computador tenho como jogar com ele sem atrapalhar ninguém... – ele deu de ombros como se falasse algo muito óbvio.

- Entendo... – porém, ela ficou muito curiosa com o comentário e não resistiu ao perguntar em um sussurro. – Mas eles se dão mal?

- Não que se dêem bem de tudo, né? Mas o problema não é bem ele ou a outra irmã deles. O problema é a pessoa que trará Felix aqui, né? Porque ela não vai perder a chance de vir bisbilhotar agora que a mamãe não está mais aqui... E, bem, na virada, ela é concorrente do papai e pode achar que vai encontrar algo aqui, não sei... – ele diz como quem pensa muito nas possibilidades.

- Sim, e digamos que é bom manter a senhora McCarty longe – ela teve que concordar com aquele argumento. – Tem razão, querido.

- Sou um gênio, eu sei – ele brincou, sorrindo.

- É, é sim – ela bagunçou o cabelo dele, – agora vai lá jogar.

- Sabia que a convenceria – e ele seguiu em direção ao jardim.

As crianças em questão, os “meio irmão” de Heide eram Felix e Chelsea, filhos de Rosalie e Emmett McCarty. Embora Alec soubesse que não havia problemas entre a amiga de Jane e os irmãos, também sabia o quanto Heide e a mãe não se davam nada bem. Não pela menina, que era um amor com todos, mas por Rosalie mesmo. A loira tinha um gênio ruim e uma mania enorme de querer tirar vantagem sobre todos.

Sem contar que Alec sabia o quanto magoaria Heide ao ver Rosalie ali, simplesmente levando um de seus filhos com um falso e teatral ar de carinho. Uma vez que Felix já havia comentado com ele o como a mãe era diferente em casa e na frente das pessoas. E, bem, ele não queria chatear ninguém, apenas se distrair um pouco.

Alec passou pelo corredor e viu o quanto Heide e Jane pareciam contentes, cheias de sorrisos e comentando um milhão de coisas que viam na tela de seus computadores. “Tudo futilidade de menina”, ele pensou consigo, enquanto seguia para fora.

Jane, aliás, teve de chamar a atenção da amiga com uma urgência sem fim, ela havia acabado de encontrar no blog de uma jornalista de moda muito famosa a coleção de esmaltes de seu sonho.

- Olha só isso! Que perfeito! Que sonho! Ai, eu quero!

- O quê? – Heide a olhou curiosa.

- Oras, como “o quê”? É a nova coleção de esmaltes da Dior! – ela disse entusiasmada.

- Ah... – Heide disse sem tanto entusiasmo na voz e Jane revirou os olhos.

- Hei, Heide, é a Dior, bem! Não se deve tratar a Dior com pouco caso. E, esses esmaltes são perfeitos. Olha! – ela virou a tela do notebook para a amiga tentando fazê-la ver o quanto seus objetos de desejo eram perfeitos e deveriam ser reverenciados.

- Para mim, eles não tem nada demais.. – ela disse ao dar de ombros.

- Certo, eu esqueço que a fashion aqui sou eu – Jane comentou abismada.

- Claro, nossa amizade tem que ter o equilíbrio perfeito! – ela brincou.

- “Equilíbrio perfeito”, sei. Uma hora te pego de jeito, esmalto suas unhas com essas belezinhas e vamos ver se continuará tratando a Dior com tão pouco caso assim! – ela disse com tom de ameaça.

- Oh, não, não, não me faça isso! Por favor, nãaaao... – Heide se fez de temerosa, numa atuação digna de atriz.

- Hmm... Espere para ver se não faço isso um dia. É meu sonho te ver fashion!

- Jane – Heide disse pausadamente, tentado dar um ar de seriedade nas palavras que sairiam a seguir, – não podemos continuar com o disfarce de nerd se nos vestirmos de patricinhas, ok? São as regras.

- Que nasceram para serem quebradas! E, aliás, não somos nerds, meu irmão é quem é, isso sim.

- A propósito, e ele?

- Sei lá, deve estar por aí. Por que?

- Ah, por nada não... É que prometi dar a matéria para ele também, né? – ela disse tentando transparecer pouco caso.

- A Ger levou pra ele, fica fria. Ele, nerd como é, já deve ter feito tudo antes do almoço.

- É, capaz... – ela só concordou e voltou a olhar para a tela do computador.

* * * * *

No caminho para casa, Esme fez Carlisle passar em uma cafeteria, pois disse que “necessitava urgentemente de um capuccino”. Mesmo estando há um bom tempo fora do hospital, ele não resistiu à carinha de pidona da namorada. Ela realmente sabia ser uma chantagista de mão cheia, não tinha como não ser uma excelente atriz.

- Quer saber, um dia acho que você ganha o Oscar – ele brincou.

- “Acha”? Eu tenho certeza, baby! – ela piscou para ele, enquanto seguia até o balcão e pegava o cardápio. – Você vai querer o quê, amor?

- O mesmo que você, minha linda.

- Não sabe o perigo que essas palavras podem significar, hein? – ela brincou e se virou para a caixa. – Então, dois cappuccino grandes com chantili, dois brigadeiros dos grandes também e dois pães de queijo com polenguinho.

- Tudo isso para nós? – Carlise perguntou incrédulo. – Amor, você almoçou?

- A resposta é sim, seguida de um não e... Onde vamos sentar? – ela perguntou rapidamente, antes que ele realmente pensasse no que ela disse.

- Você pode escolher... Bem, quanto deu?

A caixa falou o valor e Carlisle pagou a conta a tempo de chegar até Esme antes que ela se sentasse.

- Posso? – ele indicou que puxaria a cadeira para ela sentar e ela sorriu.

- Mas é claro! Amo quando é fofo comigo e... Oh, e agora? – ela parou sua frase aflita.

- O que foi? – ele perguntou enquanto se sentava.

- Minhas flores! Elas vão morrer!

- Ah, bem... Eu compro outras... – ele disse incerto, não sabendo qual reação esperar dela, já que a própria havia insistido tanto pelo cappuccino.

- Ah, ok – ela concordou tranquilamente, enquanto a garçonete servia as xícaras.

Carlisle já estava tranquilo com a reação dela, pois de Esme esperava até que ela levantasse correndo e o puxasse para o carro, esquecendo do que pediram. Mas, de fato, ou estava com fome, ou o cappuccino era realmente uma necessidade dela, pois pareceu tranquila em sua decisão de ficar.

- Oh, não acredito! – uma voz disse e Esme virou devagar, com os ombros tensos para ver quem ela.

Não era preciso muito para lembrar que a última vez que ela ouviu algo semelhante deu de cara com a família toda. “Oh Deus, e quem é agora?”, ela choramingou em pensamento.

- Evita Perón! – a moça disse sorridente, arrastando o rapaz ao seu lado. – A mais que perfeita Evita Peron de hoje cedo!

- Evita Perón? – Carlisle perguntou aos sussurros quando a moça realmente chegou até eles.

Esme levantou contente e a abraçou.

- Kebi! Não acredito que viu meu teste falho de hoje cedo...

- Seu teste falho? Você acabou com a concorrência, minha queria. Não entendi até agora porque o papel não será seu!

- Acho que simplesmente não tinha que ser – Esme deu de ombros, visivelmente chateada.

- Espere – Carlisle disse mais para si do que para as duas, – Evita Perón é aquela argentina, né? Aquela que a Madonna fez no cinema...

- Esse povo que só conhece história por causa da Madonna... – o acompanhante de Kebi falou pela primeira vez.

Esme e Kebi riam, enquanto Carlisle não entendia exatamente o porque disso.

- Mas era, não era?

- Sim, amor – Esme tomou a palavra para si, tentando segurar o riso. – Meu pai também só conhece a Maria Eva Duarte de Péron, que era adorada pelos argentinos pelo diminutivo Evita, porque a Madonna a interpretou no cinema.

- Aliás, duas Marias, hãn? Uma fazendo a outra – Kebi disse sorrindo.

- Mas ela era mais que um rostinho bonito, ela era uma atriz maravilhosa e foi a primeira dama Argentina, aliás, o único país da América Latina que quase foi considerado de primeiro mundo. E ela foi também vice-presidente do país, um expoente de moda, ativista ferrenha dos mais pobres e...

- Dizem que ela era santa – Kebi cortou Esme e foi encarada pela amiga e pelo próprio namorado, então tentou se corrigir. – Bem, mas eles são argentinos, quem confia neles, não? – tentou dar de ombros.

- Ah... – foi tudo que Carlisle conseguiu dizer após se sentir tão diminuído.

E daí que a namorada era atriz? Ela sabia mais de história do que ele que passou cinco anos na faculdade e mais cinco fazendo residência, a inteligente intelectualmente ali era ela e não ele.

- Mas, sentem-se conosco – Esme disse. – Ah, e que cabeça a minha, esse é meu namorado Carlisle, e bem, essa é minha amiga Kebi e meu professor de história da arte, Amun.

- De história? Certo... – ele disse após cumprimentá-los e não resistiu ao sussurrar para Esme. – Qual de nós estava mesmo se sentindo diminuído intelectualmente alguns minutos atrás?

Esme sorriu e deu um tapinha em Carlisle.

- Não é um palhacinho esse meu amor? – ela disse com ar de encabulada.

- Mas, então, você faz o que Carlisle? – era Amum tentando puxar papo.

“Não fui muito para a sua cara, cara”, Carlisle pensou, respirando fundo antes de responder.

- Nada tão... digamos, interessante como vocês.

- Já sei, — Kebi arriscou – Arquiteto? Esme te conhece do curso de arquitetura, hãn?

- Não...

- Ele é médico – Esme respondeu pura e simplesmente, fazendo os amigos encararem Carlisle pasmos.

- Sério? – Kebi perguntou sorrindo. – Então deve ser amigo do irmão da Esme, não?

- Ou, talvez do pai – Amun disse em tom de provocação. – Afinal, me parece um pouquinho mais velho que ela, não?

- Sou amigo do Rafael sim. E, a propósito, Amun, é esse seu nome não? Você também me parece mais velho que a senhorita ao seu lado.

- E ele é – Kebi respondeu pura e simplesmente, sem compreender a briga que aparentemente estava se formando ali.

- Hei, hei, hei! – era Esme, que estava bem mais atenta aos fatos. – Sem brigas aqui, ok? Estamos aqui para nos socializar, tomar cappuccino e agir como pessoas. Se fossemos agir como cães era melhor procurarmos um beco! – Esme disse firme, com o tipo de frase que ouviria de sua mãe numa situação como aquela.

Os dois pararam com as indiretas, mas Kebi desatou a rir.

- É esse meu cãozinho de briga, vou deixá-lo sem osso assim! – Depois, ela tomou um ar mais sério e sombrio em questão de segundos e encarou o namorado. – Peça desculpas.

- Mas eu não fiz... – ele começou, mas ela fez um sinal com a mão para que parasse.

- Fez sim, agora peça desculpas.

E aquela garota sorridente e aparentemente tão tranquila ganhava um ar realmente assustador quando estava séria, era o que Carlisle pensava por si só ali, tentando não ficar de queixo caído.

- Ok, me desculpe pelo ocorrido – Amun disse tentando soar cortês, mas a namorada revirou os olhos e ele suspirou, pronto para melhorar o pedido. – Carlisle, me desculpe, realmente foi grosseiro de minha parte, mas não queremos mais ver Esme chateada por conta de um idiota.

- Ofender não ajuda – Kebi cantarolou, enquanto roubava o chantili de Esme com uma colher, como se estivesse distraída.

- Não o chamei de idiota, apenas apontei os fatos.

- Certo, eu entendi – Carlisle respondeu antes que a situação parecesse ainda mais embaraçosa. – Estamos falando aqui de alguém que eu não conheço, mas que já tenho um ódio profundo por ter deixado minha princesa triste.

Esme sorriu e deu um selinho no namorado.

- Vamos deixar os “falecidos” onde devem estar: enterrados! Agora – ela virou para Kebi, – esse é meu! Espere o seu chegar, sua safada!

- É, você não é tão boazinha como uma Evita, mas está perfeitinha no papel da irmãzinha caçadora e recompensas – ela disse tentando transparecer seriedade, mas fazendo a todos rirem no final.

* * * * *

Rafael havia conversado com o Dr. Wilson por um bom tempo, como nas demais entrevistas que havia feito. Ele tinha esperança, mas teria que aguardar uma ligação para os próximos dias. O fato é que ele tinha certeza de que falariam com Carlisle, uma hora ou outra sobre as entrevistas, só esperava que o antigo amigo não acabasse o queimando, já que ele mesmo havia feito de tudo para parecer que não estava deixando o hospital por algum motivo em especial, apenas tinha finalizado sua residência e estava à procura de um local para trabalhar.

Alice estava sentada no sofá lendo um livro enquanto Bella tomava banho. A amiga havia contado tudo o que havia acontecido e o modo no qual acordou no hospital aos cuidados atenciosos do cliente mais bonito da lanchonete. Depois, disse que ele, além de acompanhá-la enquanto estava em observação, até que acordasse, ainda a havia levado para casa.

E embora Alice estivesse entusiasmada ao extremo pela amiga, ela sabia que ali morava um medo. Bella ainda não estava totalmente curada de Jake, e sentia-se sempre vulnerável, como se algo de ruim estivesse apenas esperando uma distração dela para acontecer.

Tentando tirá-la daquela sensação ruim, Alice a havia feito ir tomar banho e a arrastaria junto para a casa de Rafael, não importando se ela queria ou não. Claro que Bella tentou se esquivar, falando que iria “estragar o clima” e diversas outras desculpinhas que a ajudassem a não ir. Mas Alice estava irredutível, e disse que Esme amaria ver Bella por lá de qualquer forma.

Para aumentar o drama, ela ainda ligou para Sarah para provar que Bella não atrapalharia em nada. Aliás, a senhora Holdford ficou muito empolgada e disse em alto e bom som que ficaria muito triste caso ela não aparecesse. Sendo assim, sem escapatória, ela teria de ir.

As duas, que haviam almoçado enquanto fofocavam as novidades, estavam apenas esperando Rafael voltar para combinar certinho o horário em que iriam para a casa dele.

O que Alice achava que não deveria demorar, já que ele havia saído para a entrevista um pouco antes de Bella chegar e já se passava mais de uma hora desde então.

Ela estava pronta para começar um novo capítulo quando a campainha tocou. Em um salto de susto, Alice olhou ao redor e viu que teria que ser ela mesma a atender a porta e gritou um “já vai”.

Ela levantou do sofá, marcou a página em que parou com um post it colorido e andou até a porta. Pelo olho mágico tudo o que podai visualizar era um monte de flores, então, deu de ombros e abriu a porta, deparando-se com um entregador.

- Olá – ela disse com um sorriso.

- Oi, eu vim trazer as flores.

- Bem, obrigada – ela disse estendendo os braços, mas ele recuou com as flores e a encarou.

- Seu nome, por favor.

- Alice – ela disse incerta.

- Desculpe, mas as flores não são para a senhorita.

- Não? – ela disse pasma, questionando-o em seguida. – E posso saber para quem seriam então? Porque aqui só moram minha amiga e eu – ela cruzou os braços encostando na porta, pronta para esperar pela resposta do entregador.

— Sua amiga chama...? – ele franziu a testa.

- Sim, ela tem um nome, mas quem você procura? – Alice se esquivou, não estava gostando nada daquela situação.

- Isabella.

- Oh, Deus – Alice ficou pasma, e em seguida gritou por a dentro. – Bella, uma encomenda para você! Sai já desse banheiro, menina. Vem aqui! Já! – ela pulava de felicidade enquanto esperava a amiga sair de lá de dentro... E o entregador somente se limitava a encarar a cena se forçando a não rir. Pobre entregador...

Notas finais
Gente, vamos falar disso aqui:
"Amor À Toda Prova" tem 75 leitores, destes 19 no marcaram como favoritos. Temos uma média de 5 comentários por capítulo, ou seja, 70 pessoas devem estar descontentes, né? Mas aí, se você entrar na página inicial da fic vai ver que as 6 pessoas que aparecem ali que a favoritaram NUNCA comentário.
Meus amores, se a fic é a favorita de alguém com toda certeza esses alguém tem algo a dizer, né? Não em matem de aciedade, eu já morri na fic e não é legal (ahuahaua). Por favor, vamos comentar e fazer a Maria feliz, hein?! :D
Aliás, vou puxar o pé na cama de quem não comentar, hein? Huahauhaua
Beijos fofos e quero ver uns comentários hein??! ;D
Maria