Amor À Primeira Briga
5 Capítulo 2 - Duas Bibas e Uma Estilista – Parte 3 Final
Notas iniciais
Duas Bibas e Uma Estilista – Parte 3 (Final)
No capítulo anterior…
Mas não importa. Eu e Edward? Nada a ver. Totalmente opostos. De mundos totalmente opostos. Nem dá para fazer um shipper legal. Bellward, Edella, Isaward, Beward? Credo! Não! Muito feio! E eu também não quero nada com aquele pegador de olhos verdes cintilantes, sorriso torto de tirar o fôlego, braços fortes que tenho certeza que poderiam me pegar com facilidade, ombros largos, nuca que dá vontade de acariciar e… O.k., você já entendeu.
Enfim, dane-se o que esse povo pensa. Eu e Edward nunca vamos ter nada. Ponto final.
(…)
Eu acho que a parede do meu quarto está precisando de outra pintura. Cores diferentes, mais… Discretas. Ninguém merece um quarto em tantos tons de rosa. Deve ser por isso que eu odeio essa cor. Ela também tem uns desenhos estranhos… O que aconteceu com essa parede? Ela não era rabiscada assim antes. Pelo menos, eu não lembro…
– Bella! – Alice me gritou. Poxa, não se pode mais ficar observando a parede com tédio? Isso é tão calmante…
– Vai gritar a porcaria da tua avó, Alice – gritei de volta. O.k., não tão calmante assim.
– Levanta, Bella! Anda logo! – ela começou a bater à porta.
– Vai encher o saco do vovô, vai, Alice. Talvez assim ele saia do estado murcho normal de velhos.
– Para de gracinha, Bella. Levanta; tenho uma surpresa pra você. – as batidas ficaram mais altas e estranhas. Parecia que tinha alguém além de Alice batendo.
– Marie Alice Swan, se você não parar de gritar e esmurrar a porcaria da porta, eu te prometo, garota, que faço de você um acessório para minha mochila.
– Então abre a porta.
– Nem se você fosse o Papa ou o FBI dizendo que vai arrombá-la.
– O.k. Você quem pediu.
Ouvi alguns barulhos de chave e cochichos. Um clique me informou que Alice havia destrancado a porta.
– EU DISSE PARA VOCÊ NÃO EN… – Minha voz morreu no instante que meus olhos se prenderam na linda figura atrás de Alice.
– Oi, Bells. Não fala mais com as primas, não? – brincou, sua voz grave e doce estranha pelo choro visivelmente preso.
Oh, meu Deus, eu não acredito que Dianna está aqui!
Dean, nossa prima, é uma das mais conceituadas estilistas dos Estados Unidos. Ela adora mudar a aparência das pessoas – mudar mesmo. Ela já transformou muitas celebridades – Tom Cruz (antigamente conhecido como Tomas Cruz credo) e Megan Fox (essa, diz ela, foi seu caso mais grave; a Megan era feia de doer!) estão no topo de sua lista de realizações. Sua personalidade é bem parecida com a de Renesmee; alegre, louca, super na moda, engraçada, autoritária… Uma superamiga!
Nem liguei pro meu cabelo despenteado e minha cara de sono, corri para seus braços e a abracei forte.
– Meu Deus, como senti sua falta, magrela – a voz dela saiu embargada pelo choro que ela não tinha conseguido mais conter. Eu a acompanhei, também não conseguindo segurar.
– Também senti muito sua falta, Girl Power. – respondi, sentindo seu corpo balançar com o riso causado pelo apelido.
Nos afastamos e olhamos uma para a outra, avaliando-nos. Ela estava linda: cabelos castanhos escuros caindo em ondas sedosas até o meio de suas costas; pele lisa e morena (bumbum de neném, segundo ela); maquiagem perfeitamente aplicada em seus olhos grandes verdes e expressivos; feições doces e sempre determinadas que exalam uma inocência desconhecida por mim (santinha é o cacete! Essa aí é pior que senhor e senhora Grey em dia de experimentar brinquedos novos); lábios carnudos e bem delineados – no momento, contorcidos em um sorriso torto cheio de saudade; corpão de violão que deixa os marmanjos de boca (e zíper) aberta, e roupas de ótimo tecido escolhidas a dedo (aposto que tinha uma La Perla* ou Victoria's Secret* metida nesse meio, se é que me entende). Ela estava tão… Dianna.
*La Perla e Victoria’s Secret são marcas famosas de lingerie.
Dianna Cherrie Swan, como ela detesta ser chamada (nome de pobre, ela diz. Tia Carmen não foi feliz ao dar esse nome), é brasileira. Nasceu e foi criada no Rio de Janeiro – por isso a pele morena e o corpão. Tem 22 anos, mas é muito bem resolvida. Completou a escola mais cedo por ter um QI um pouco mais elevado que o normal, por isso já é formada em moda e agora faz faculdade de engenharia.
Olhando uma a outra nos olhos com admiração, secamos nossas lágrimas. Era bom ter Dianna por perto. Eu a amava como uma irmã e tê-la longe de mim por quase dois anos foi muito ruim. A falta que senti dela só não ganha da saudade de Mike e Tyler. Pois é, ficar anos sem ver alguém que você ama, mesmo falando por telefone ou internet, não é fácil.
– Que saudade, amiga! – exclamou.
– Eu também estava com saudade. Você sumiu… – acusei-a.
– Você sabe que montar uma coleção e estudar ao mesmo tempo não é fácil. Mas eu ando muito estressada, então completei uma coleção e deixei o resto com Alec e Demetri. Também deixei tudo preparado para a próxima estação e tranquei a faculdade.
– Que bom, prima. – Alice comemorou, nos fazendo lembrar que ela ainda estava ali. – Você precisa tirar férias de vez enquanto. Não é só porque você é um gênio que não precisa de um tempo para curtir. – deu bronca.
– Eu sei, por isso decidi tirar férias de um ano. – justificou sorrindo.
Meu sorriso se ampliou. Um ano matando saudade dessa perua. Eba!
– Meninas, eu sei que a saudade é muita e que a conversa está boa, mas que tal jantarem, uh? – chegando à porta do quarto, mamãe ofereceu. – Aposto que estão morrendo de fome.
– Eu estou faminta, tia. – Dianna concordou. – Só vou tomar banho. Mesmo quarto de sempre?
– Sim. Suas malas já estão lá.
– O.k. Obrigada, tia. – mandou um beijo pra gente e foi pro seu quarto.
Quando Dianna sumiu de vista, descemos para a sala de jantar e nos servimos. Dean chegou alguns minutos depois de começarmos a comer. Enquanto jantávamos, começamos a questioná-la.
Ela disse que Alec, Felix, Irina, Kate e Riley, a equipe dela, tinham ficado para preparar toda divulgação e os preparativos para a próxima coleção. Disse que Mike e Tyler quiseram roubar minhas primeiras lágrimas de felicidade de hoje, por isso foram para a escola. Nos avisou que trouce roupas, sapatos, joias e maquiagens para mim, Alice e mamãe. Comentou que não estava namorando, e que foi recentemente ao Brasil. Disse que vai nos levar lá no Ano Novo para que possamos pular onda, vestir roupa branca, comer rabanada e fazer a contagem regressiva a beira-mar. Saudade, Brasil, saudade…
Estávamos sentadas no sofá, depois do jantar, morrendo de rir de uma piada “suja” que Dianna tinha feito, quando Emmett finalmente chegou. Ela pulou no colo dele e encheu ele de beijos no rosto, dizendo o quanto ele estava gostoso, lindo e fofo. Sim, ela tem uma queda por Emm, nada muito grave, mas tem.
Olhei para o relógio: passava das onze.
– Vou dormir, gente. – informei. – Está tarde e amanhã tem aula. Boa noite.
– Eu vou também. – Alice se levantou. – Não quero olheiras. Boa noite, babys.
– O.k., primas. Sonhem com seus príncipes. Até amanhã. – Dianna, ainda abraçada a Emmett, zoou.
– Não faço ideia de quem você está falando. – murmurei, tentando disfarçar que Edward Cullen estava sorrindo torto em minha mente. – Boa noite, de novo.
Deia as costas para eles e subi para meu quarto, pensando em como se desativava o modo “Olhos de Edward Cullen”.
(…)
POV Edward
– Hmmm. Ah! Mais forte, Edward! Isso. Não para, Edward, não para.
– Ah, Bella – suspirei.
O movimento acima de mim cessou bruscamente. Olhei para cima e vi Jessica vermelha de raiva. Ops. Jessica, não Bella.
– Bella? BELLA??? – Jessica gritou, saindo rapidamente de cima do meu quadril, deixando o Júnior carente – VOCÊ TÁ ME CONFUDINO COM ELA? – mesmo a situação sendo séria, e o Júnior continuar carente, só que agora guardadinho, tive que me segurar muito para não rir. Confudino… Ha, ha, ha. Fred Flintstone, o Dino está confuso!, ri mentalmente. – Me diz que eu não ouvi o nome dessa mócrea saindo da sua boca enquanto fizemos sexo – pediu, exagerando nos erros gramaticais.
Deus a ajude na vida. Com esse vocabulário excelente vai ser difícil conseguir sair do colegial.
Eu fiquei quietinho enquanto ela gritava comigo e pegava suas roupas espalhadas pelo quarto. Afinal, o que se diz pra sua namorada quando você diz o nome de outra garota no meio do sexo?
– Você é um filho da puta! Conhece a vadia a dois dias e já tá apaxonadino. – Olha o Dino ai de novo, gente! – Vadio. Não quero mais saber de você, seu viado! Sai da minha casa agora! – engraçado como ela é boa com xingamentos, né?
Como eu estava muito envergonhado pela merda que fiz e o Júnior estava reclamando pacas, terminei de pôr minhas roupas e meti o pé dali com o rabo entre as pernas. Ou quase isso. Desci as escadas da casa de Jessica correndo e fui direto pra porta. Quando estava com a mão na maçaneta, a ouvi gritar:
– Ah, e fiquei você sabenu que não sou mais sua namorada!
OBRIGADO, SENHOR, eu quis gritar.
Depois de sair de dentro daquilo que um dia foi como um motel – sim, porque eu e Jessica só íamos pra casa dela para transar –, praticamente corri pro meu Volvo, querendo apenas um pouco de paz.
Finalmente! Depois de quase dois meses aguentando aquele traste, eu finalmente, finalmente, consegui me livrar dela. Ficar com Jessica foi apenas para manter meu lugar no time. Nenhum capitão ficou mais de um mês no posto sem namorar a capitã das Cheerleaders, e eu, sinceramente, não estava a fim de ser rebaixado ou sair do time.
Mas agora eu não namorava mais a capitã das Cheerleaders, então eu precisava urgentemente de um plano. Eu precisava urgentemente falar com Rosalie.
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