Notas iniciais
*Toque* Hey gente, mais um capítulo pra vocês como o prometido. Não consegui terminar TBPOM, mas se conseguir terminar ainda hoje eu posto. Boa leitura.

German Castillo.

Depois que Angie saiu furiosa da sala percebi nunca entenderia a lógica feminina, de mau humor me joguei em minha poltrona retirando a gravata sem compreender o motivo de ter agido daquele modo com ela, o que tinha na cabeça? Nunca costumo agir por impulso mas Angie me tira completamente do sério, fitei o pilar onde há pouco tínhamos nos beijado e sorri meio perdido ao lembrar como fiquei arrebatado ao sentir seus lábios doces se movimentando com entrega, nossos corpos se encaixando com perfeição, seu perfume de morango, seus cabelos loiros sedosos entre meus dedos, o modo como mordia os lábios… Tudo nela me deixava louco, não consigo pensar direito quando ela fica perto demais. Na verdade, mal posso pensar quando isso ocorre.

Tamborilei a caneta na mesa impaciente, éramos de mundos completamente opostos e ela ia se machucar, e isso pra falar a verdade era a última coisa que desejava pra ela. Angie de alguma forma era diferente, mas sendo uma romântica que curte Jane Austen nunca adaptaria ao meu mundo obscuro. Tudo que eu senti por ela desde quando a vi inquieta aqui na sala pela primeira vez foi um intenso desejo e esmagador, precisava saciá-lo, necessitava encontrá-la mais alguma vez e eu sabia que era só pela questão do sexo… Angeles era diferente, tinha algo mais que me instigava.

Eu precisava dela, mesmo que nossa relação fosse perigosamente excitante, eu a queria ao menos uma vez. Pouco a pouco meu plano ia ganhando forma na minha cabeça, eu sabia exatamente o que teria de fazer, mas por hora era melhor me concentrar no trabalho.

Angeles Saramego.

Eram por volta das cinco e meia quando cheguei finalmente em casa, abri a porta encontrando tudo num silêncio só, será que Fran ainda não havia chegado? Dei ombros me jogando literalmente no sofá e permitindo que todo meu corpo relaxasse, meu pensamento vagava longe e um pequeno sorriso permeou minha boca ao relembrar o beijo que German havia me dado, tinha sido magnífico, me arrisco a dizer até que foi o melhor beijo da minha vida. Era perfeito em tudo, entretanto uma ponta de mim sabia que não podíamos ficar juntos porque éramos completamente diferentes. E o que ele ia querer com uma universitária?

Mordi meu lábio inferior feliz com a hipótese de ter algo com ele, ser a namorada de German Castillo e caramba como isso soa bem! Ri sozinha com pensamento agradável. Mesmo estando brava com o que houve preferi acreditar em sua palavra que não tinha nada a ver com as manchetes, e isso foi inacreditável até pra mim que quase nunca cedia em nada. Peguei o telefone o desbloqueando, meu dedo moveu-se pela lista de contatos ávidamente até achar o nome German Castillo, cliquei em cima pronta para ligar até cair na real e lembrar que não tínhamos assuntos em comum e tampouco tinha assunto para falar com ele agora. Confesso que murchei na hora só de pensar que não o veria tão cedo ou não escutaria sua voz sexy carregada de mistérios tão cedo.

— Angie?

Francesca me tirou dos meus devaneios, sobressaltei assustada do sofá me pondo em pé.

— Ai Fran! Desde que horas está em casa?

Me dirigi a cozinha enchendo um copo com suco.

— Faz horas, por que se assustou?

Ruborizei, porque eu pensava no German. Porém fiquei calada.

— Nada, nada. – A analisei, estava arrumada. – Pra onde vai vestida assim?

Francesca revirou os olhos me encarando cínica.

— Para a festa de formando do Chris, afinal, nós vamos.

Arregalei meus olhos surpresa, como pude me esquecer da festa de um amigo? Essa semana haviam acontecido tantas coisas que mal pude perceber coisas simples como a festa de alguém tão próximo. Bebi o suco rapidamente quase me engasgando.

— Vou me arrumar! — Exclamei indo como uma bala para meu quarto.

Quase uma hora depois eu me encontrava devidamente pronta, pisquei maravilhada com o que tinha feito em frente ao espelho do roupeiro branco. Usava um vestido vermelho simples e justo que contornava todo meu corpo com alças que mediam uns dois dedos de largura, sem nenhum decote e seu cumprimento ia até poucos centímetros acima do joelho ressaltando minha pele branca e deixando minhas pernas a mostra. Meu cabelo liso caia solto como cascata pelos ombros assim com a franja posta para um lado da testa, fiz uma maquiagem leve procurando dar destaque aos meus olhos com rímel e um delineado não tão marcado.

Para completar pus meu scarpin da mesma cor do vestido de saltos finos, peguei minha bolsa colocando tudo o que precisaria como identidade, celular, cartão, e um gloss caso esse saia durante a festa.

— Tá pronta? — Fran perguntou entrando, observei seu reflexo pelo espelho. – Uau, está perfeita.

Ri corando.

— Obrigada. Você tá incrível Fran.

Foi sua vez de corar, e não havia mentido. Francesca usava um vestido longo azul baby justo ao seu corpo com um decote em V nos seios.

— Valeu…

Minha boca se curvou num pequeno sorriso, respirei forte.

— Vamos?

Francesca segurou meu braço, quando ia sair do quarto.

— Espera Angie, tem algo que precisa saber…

A fitei séria, mas que raios eu precisava saber ainda hoje? A última coisa que eu soube terminou em minha pessoa indo confrontar um empresário multimilionário e nós nos beijando. Inferno! Ruborizei só de pensar em seu beijo ardente, era como se meu corpo pegasse fogo.

— Melhor conversamos depois Fran. — Murmurei um tanto calma.

— Eu só quero dizer que já sabia das manchetes, e estou fazendo o possível para retirá-las. — Explicou rapidamente. Arregalei os olhos surpreendida.

— Desde quando?

— Desde quando você e German se encontraram no Butlers, espero que não fique brava Angie.

Certamente, mas não com ela. Peguei em sua mão segurando por entre a minha.

— Você é minha melhor amiga, eu não vou ficar brava até que realmente tenha um bom motivo para isso, e acredite eu não tenho. – Francesca murchou me abraçando, retribui seu abraço. – Mas, quero que me conte quando acontecer algo assim. Quando Thiago me contou eu surtei, literalmente.

Nós rimos nos separando.

— É sério? — Riu ainda mais e eu a companhei.

— Sim, agora vamos. Temos um longo caminho pela frente.

A puxei pra fora do meu quarto, fomos até a garagem e entramos em seu carro. O trajeto pelas ruas de Londres foi tranquilo, coloquei Locked Out The Heaven de Bruno Mars pra nos distrairmos um pouco ou ao menos eu já que Francesca estava concentrada como uma águia no trânsito, conversamos pouco e a noite já caia sob a cidade iluminada quando chegamos no luxuoso hotel Dimonds Pallace onde seria a festa. Descemos do carro animadas, prontas para diversão. Fran jogou sua chave para o manobrista e longo entramos indo direto para o elevador que nos levaria até a cobertura.

Arrepiei só de lembrar que a última vez que estive em um elevador apertando a cobertura, havia beijado German. Meu ventre retorceu queimando com a lembrança, sim o Sr. Castillo era tão quente como o inferno. Minha deusa interior dava piruetas entre as barras bilaterais de sua sala de ginástica particular. Ao chegarmos na imensa cobertura que dispõe de pequenas piscinas quentes ou frias, grandes sofás, deck, iluminação, música com DJ e muita bebida servida por garçons bem fardados além de um minibar. Como Chris tinha conseguido essa festa? Meus olhos brilharam ao ver aquilo, obviamente eu não era de sair, parecia uma balada.

Havia muita gente circulando pelo local, Fran pegou dois shots de tequila me entregando um. Fiz careta, pra mim era muito cedo pra beber porém não recusei.

— Isso tá incrível! — Fran disse animada. Bebeu o shot balançando o corpo ao som de TakiTaki.

Concordei virando o copinho de tequila contra minha boca, a careta veio de imediato, balancei a cabeça rápido ao sentir a bebida descer queimando minha garganta. Minha amiga puxou-me para o meio das pessoas na pista de dança e começou a dançar, repeti seus movimentos dançando também, ela não podia ver um barman passando que sempre pegava algum shot e já estava bem solta. Enquanto eu preferi ficar apenas com o shot de tequila da entrada pra nos levar em segurança pra casa.

— Olha só vocês! — Chris disse animado, juntando-se a nós na dança.

— Christopher! — Fran se jogou nos braços do amigo o envolvendo. Fran tinha uma queda por ele, uma queda não! Um penhasco, mas quem nunca? É lindíssimo.

Sorri tímida.

— Oi princesa. — Ele beijou sua testa cortês. – Angie, você está maravilhosa.

Chris beijou a palma da minha mão.

— Obrigada Chris, parabéns pela festa e pela sua formatura! — Falei um pouco mais alto por conta da música, que agora tocava Rockabye. Ele riu mostrando seus dentes brancos, me analisando.

— Tem bastante bebida, muita gente bonita e petiscos a vontade então divirtam-se! Vou cumprimentar os outros convidados.

Chris não nos deu tempo responder e saiu indo cumprimentar os outros, dançamos ao menos umas três músicas animadas até que meus pobres pés com saltos não aguentaram mais. Deixei Fran se acabando de dançar na pista, e saí sorrateira por entre as pessoas indo até o bar onde os barmans usavam calça e uma gravata borboleta sem nenhuma camisa.

Decidida a esquecer o que houve entre mim e German, sorri para o barman que aparentava ser 1 ano mais velho que eu e ele sorriu de volta vindo até a bancada para me atender.

— O que uma moça tão linda faz sozinha?

— Acompanho minha amiga na pré rodada antes que ela fique bêbada e se esqueça de tudo. — Nos rimos.

— Em que posso te ajudar?

Mordi meu lábio inferior nervosa, o observando.

— Uma vodka com tônica, por favor.

— Não. Dê a ela um suco de laranja gelado.

Ouvi sua voz grave deslizando como mel por meus ouvidos, todo meu corpo se arrepiou entrando em contato com sua voz. O barman olhou um pouco acima da minha cabeça assutado e concordou indo pegar meu suco. Virei-me espantada sem conseguir acreditar que German Castillo estava atrás de mim, usava um paletó cinza de tecido fino que lhe caia muito bem.

— O que faz aqui? — Perguntei envergonhada, minha voz saiu irônica.

— O que você faz aqui? — Rebateu sério, pondo as mãos no bolso da calça. – Estou te impedindo de ficar bêbada e causar algum acidente.

Bufei, como era controlador. Que controlador mandão.

Ri cínica.

— Então veio aqui me controlar?

Mirei seus olhos castanhos sob a baixa luz, eles ficavam ainda mais intensos assim.

— Não Srta. Saramego, vim aqui parabenizar meu irmão pela formatura e me divertir. Alias, você está belíssima.

— Obrigada. — Murmurei. – Você também está lindo.

Deu ombros, percebi que um sorriso descontraído queria brincar em seu rosto e ele o segurava. Por Deus, poderia admirá-lo o dia inteiro. Meu queixo quase caiu ao saber que Chris era irmão de German e me perguntei o motivo dele nunca ter mencionado ou já deve ter mencionado mas não tinha achado relevante, céus agora eu sei de onde vinha toda a beleza.

— Aqui seu suco moça. — O barman anunciou. Virei-me pegando o suco e bebericando. – Mais alguma coisa?

Suspirei.

— Parece que não tenho muitas opções. — Olhei pra German de relance que sorriu sem mostrar os dentes. Todo meu corpo vibrou com seu sorriso, cada célula.

— Você tem muitas opções Angie, porém beber hoje não é uma delas.

Fez graça vindo até meu lado, não pude evitar de sorrir também.

— Quer comer alguma coisa?

Forcei um sorriso.

— Não, obrigada.

German continuou me observando por cima dos cílios bem-feitos, sua expressão séria e seus olhos ávidos por algo. Dei graças por não lembrar de nada a que se referia ao beijo de mais cedo.

— Ao menos tome todo o suco, é forte caso queira gastar energias na pista de dança.

O encarei de cara fechada abrindo ainda mais seu sorriso, lindo. German era todo lindo, meus olhos se fartavam com sua imagem.

— Você é muito mandão Sr. Castillo.

Ele se aproximou de mim encurralando meu corpo contra a banqueta, arfei com sua proximidade perturbada. Ele sabia exatamente como mexer comigo, beberiquei o suco fingindo não ser afetada pelo calor de seu corpo me envolvendo.

— E você é muito contestadora senhorita Saramego.

Terminei de beber meu suco, com um sorriso travesso. Contestadora? Não era tão ruim assim.

— Ai meu Deus! Você é German Castillo! — Uma moça que aparentava ter minha idade disse animada.

Os fitei confusa, e German me deu um olhar incomodado.

— Sim sou eu. — Respondeu educado.

— Oh meu Deus, sempre quis te conhecer! E agora está aqui na minha frente… Desculpa eu me chamo Ashley, mas pode me chamar de Ash!

A moça literalmente me ignorou, sentei-me na banqueta a analisando, estava nervosa porém a entendia pois esse era o efeito que ele causava em qualquer mulher. Ela sim devia fazer o tipo de German, era linda. Longos cabelos pretos, encorpada, curvilínea, olhos claros, pele corada. Minha deusa interior me analisava comparando-me com ela, eu era só uma coisinha branca e sem graça perto de “Ash”. Cocei minha garganta irritada com meu próprio pensamento idiota.

— Prazer Ashley. — German apertou sua mão com um sorriso.

— Podemos dançar?

Seus olhos ansiosos praticamente engoliam German, um ciúme arrebatador varreu cada poro consumindo-me. Ele é meu! Meu subconsciente gritou rude querendo a afastar dele, ademas me contive ao lembrar que não tínhamos nada. German mirou-me conformado como se me pedisse desculpas.

— Você não se importa né? Devolvo ele em um minuto.

Forcei um riso.

— Claro que não, pode ir Sr. Castillo.

German suspirou e saiu com Ashley até a pista de dança que diga-se de passagem estava lotada, para minha infelicidade começou a tocar Burn de Ellie Goulding. Começaram a se movimentar, ela dançava conforme as batidas da música colada nele que tinha as mãos em sua cintura a guiando severo no ritmo da música. Me virei para o bar ignorando aquilo, ele era livre pra fazer o que quiser certo? O ciúme que me corroía dizia outra coisa.

A música deu as últimas batidas quando German voltou, sentou-se na banqueta ao meu lado.

— Me dê uma dose de Absolut misturado com um Vermouth Extra Dry e limão.

Me virei para ele indignada que segurava um sorriso divertido e vitorioso sobre a minha pessoa.

— Isso é injusto!

— Não quero que nada aconteça com você Angie.

Sua expressão divertida se converteu para séria rápido, ruborizei soltando lentamente a respiração pelo nariz. Ele se importa, German Castillo se importa ou é impressão minha? Balancei a cabeça afugentando essa pergunta.

— E como foi a dança com a Ash? — Não pude evitar de rir entre a pergunta. – Parecem ter se divertido.

— Sim, pisou no meu pé umas três vezes mas é legal… Só que curiosamente eu prefiro ficar com você.

Desviei o olhar para o chão extremamente envergonhada.

— Preciso ir, tenho que encontrar a Fran.

— Espera Angie, me concede essa dança?

German levantou-se estendendo sua mão pra mim, nervosa e com o coração a mil dei um pulinho da banqueta indo para chão, peguei sua mão sentindo correntes elétricas passearem pelo meu corpo.

— Sim.

Ele me conduziu até a pista que por sorte ou não, tocava Earned It, The Wekeend. As batidas da música eram extremamente sexy, ele pôs as mãos na minha cintura juntando nossos corpos e me movimentando conforme a música. Arfei ao senti-lo erguer-me em uma pirueta, quando me desceu fez questão de deslizar seu corpo contra o meu lento, o sentir assim era incrível. De imediato meu ventre retorceu o querendo, desejei por um minuto não ser uma maldita virgem inexperiente e envergonhada.

Aproveitei para sentir seu cheiro, cheirava divinamente bem. Meu coração batia mais rápido do que gostaria, German me rodou habilidosamente trazendo-me de volta para si e descendo-me até que meus cabelos encostarem no chão. Tinha definitivamente muitas habilidades, e dançar, com certeza era uma delas. Suas mãos dominavam meu corpo passeando pelo meu quadril, girou-me longe e logo me trouxe de volta grudando nossos corpos, era como se faíscas saíssem de mim. O olhei ofegante.

— Não pense que eu esqueci o beijo. — Sussurrou com seu hálito fresco batendo contra me rosto.

Ruborizei, meus olhos oscilavam entre os seus e sua boca convidativa. Mordi meu lábio inferior, claramente aturdida com a proximidade.

— Desculpe.

— Não quero que se desculpe. Na verdade estou com vontade de morder esses lábios agora.

— Por favor.

Pedi com as pernas moles, a música tinha mudado tocando agora Capital Letters, uma de minhas preferidas. Queria que ele me beijasse, como de manhã, um beijo sensual algo que nunca tinha provado em minha vida. O queria.

German levou a mão até meu rosto acariciando minha bochecha, fechei os olhos ao seu contato. Seu polegar tocou em meus lábios e ele encerrou os poucos centímetros que tinham entre nossos lábios, me enchendo de selinhos, sorri boba retribuindo. Era tão diferente o modo como se comportava, queria entendê-lo, necessitava o entender.

— Vem comigo.

Pediu num murmúrio fitando meus olhos tão intensamente como se quisesse ver algo a mais, nossos lábios unidos enquanto arrepios percorriam todo meu corpo.

— Pra onde?

Indaguei baixo de uma maneira que só ele pudesse me ouvir, em meio a música alto parecia que só existia nós dois.

— Confia em mim.

Assenti sentindo meu coração querer pular fora do peito, ele pegou em minha mão me conduzindo. German Castillo era encantador, nunca imaginei que fosse uma caixinha de surpresas. Andamos até uma parte reservada do terraço, onde tinha um jardim imenso bem cuidado, banquetas e uma vista magnífica de Londres. Sorri com o coração aquecido ao ver aquilo.

German Castillo.

Levei Angie até o jardim da cobertura onde não tinha ninguém, ainda se escutava a música alta que tocava. Angie sentou-se num banquinho perto do parapeito de vidro olhando a vista da iluminada Londres, me encostei na parede a observando serena. Estava perfeita naquele vestido vermelho, o pensamento me deixava duro só de imaginá-la sem nada gemendo por mim enquanto eu a fodia lento. Ofeguei com o pensamento proibido, imaginei retirando esse vestido aqui e beijando cada centímetro de pele branca exposta. A ideia de tê-la me arrebatou, conseguir Angie era como se fosse um prêmio e a recompensa seria incrível.

— German?

Ela virou para mim, chamando-me. Seus olhos verdes tão puros e expressivos fitavam-me como se quisesse decifrar o que eu pensava, coloquei as mãos nos bolsos da calça, as apertando temendo por perder todo o autocontrole que tinha. Sempre fui muito controlado, mas era Angie ali, não sabia até onde todo desejo que reprimia podia ir.

Levantei as sobrancelhas a mirando, em resposta.

— Tá tudo bem?

Angie continuou me analisando.

— Está sim.

Dei um mínimo sorriso. Angie sorriu mais passiva levantando-se.

— É lindo aqui não é?

Vi seus olhos brilhando, era romântica demais para mim. Meu rosto se contraiu e relaxou quando suspirei fitando o céu sem estrelas.

— É sim, muito bonito.

— German aconteceu algo? Você ficou pensativo quando a gente veio pra cá.

Me aproximei lentamente dela como um predador que cerca sua caça, ela mordeu os lábios me excitando e me enchendo de pensamentos impróprios com ela. Animei-me ao imaginá-la amarrada como minha submissa, na cruz ou apenas me servindo sexualmente. Era tentador.

— Eu quero você. — Respondi firme.

Meus dedos tocaram na pele macia de seus ombros expostos fazendo uma carícia, Angie me observava com os olhos arregalados por minha informação, a boca entreaberta como se quisesse puxar um ar. Desci meus dedos por seu braço fino o acariciando habilidosamente, senti sua pele se arrepiar e vi que gostava do que fazia.

— Está incrivelmente linda com esse vestido Srta. Saramego.

Angie levantou a cabeça permitindo nossos olhares se encontrarem, cauteloso envolvi uma mão em sua cintura puxando seu corpo bem-feito ao encontro do meu.

— Também quero você. — Admitiu baixo me fitando por cima dos cílios longos, pude ver suas bochechas ganharem cor. Era extremamente linda.

Uma verdadeira Deusa desenhada a mão, que parecia ter saído daqueles livros de mitologia grega.

Levei a mão que estava em seu braço até seu rosto o acariciando, ela fechou os olhos com os lábios entreabertos. Aspirei o seu delicioso cheiro de morango, beijando sua testa. O que ela tinha que me deixava aos seus pés? Angie abriu os olhos com um pequeno sorriso perambulando seu rosto perfeito que parecia ter sido feito cada detalhe minuciosamente.

Merda, o que acontecia comigo perto dela?

— Não posso ter você.

Resmunguei encostando nossas testas apertando ainda mais sua cintura contra mim, sentindo seu corpo encaixar-se perfeitamente no meu.

— Por que?

Sua voz ainda era baixa, lenta. Como se processasse atentamente o que lhe dizia. Minha mão moveu-se de seu macio rosto até sua nuca, segurando-lhe pelos cabelos sedosos entre meus dedos.

Angie roçou seu nariz no meu, impactada. Uma massa de sensações, aliás, nós dois estávamos. Com meu polegar circulei sua nuca numa carícia lenta, percebi seu corpo amolecer e apertei ainda mais sua cintura, ao som de Wild, ela se arrepiou completo me instigando a querê-la ainda mais. A friagem bateu contra a gente, porém não liguei, e ao que me parece nem ela.

— Não quero te magoar.

Confessei. O que não deixava de ser verdade, a última coisa que eu não precisava era me envolver num relacionamento e Angie já aparentava querer muito mais do que eu podia dar. Ela merecia muito mais do que ser uma submissa sexual de um maluco dominador obcecado por sexo sadomasoquista para seu próprio prazer, não podia deixá-la ir, porém não podia assustá-la com meus gostos depravados.

Eu nunca fui cara de está com uma só mulher, com Angie não seria diferente. E ainda sim, queria que ela ficasse.

— Então não faça. Por favor.

Sua voz doce entonou baixa numa súplica, ofeguei sobre seu olhar, era tão pura. A segurando contra mim pude ter a certeza do quanto eu a queria, moveria céus e terra pra tê-la do meu jeito. Talvez fosse a bebida, ou fato de que seus lábios estavam a milímetros de distância, mas sem aguentar tomei seus lábios num beijo voraz tendo dela tudo o que podia, Angie gemeu na minha boca entregue e ali me rendi totalmente aos seus encantos.

Notas finais
Comentem!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.