Notas iniciais
Espero que tenha ficado do agrado e digno de final de Temporada... ~Enjoy♥

—Como está se sentindo? – Auterpe colocou a mão no ombro de Perseu, fazia um tempo que ele estava nos porões do castelo, era onde ele guardava todas as coisas que ele encontrava que tinha os traços e feitiços de sua mãe, isso contava com todas as pedras que ela pegou ao destruir os reinos, fazia anos que Perseu não entrava naquela sala especifica, apenas o ambiente já os deixava mal, poucos segundos ali e era palpável a presença da antiga Rainha de Saphiral. – Se ficar aqui muito tempo pode consumir você.

Perseu fechou a porta e se virou para Auterpe.

—Estava refletindo. Tenho encontrado muito com Hades. – Auterpe ergueu uma sobrancelha.

—Achei que sua representante era Atena.

—E é. – Auterpe ficou em silêncio. – Quem é o seu?

—Ares. Mas, no máximo eu vejo os de Ruphira. – Perseu respirou fundo. – O que foi?

—Na batalha contra os Cristais, eu cheguei ao meu limite. Eu consumi não só energia, mais uma vida. – Ela o olhou assustado. – Eu posso fechar os portais em todas as aberturas de Pardóx. Mas, quando eu consumi a vida do outro Rei e quase morri. – Auterpe deu um empurrão em Perseu.

—Você prometeu não morrer antes de mim. Já nasceu primeiro, quer morrer primeiro também? – Ele curvou os lábios em um quase sorriso, ele estava retrocedendo, de novo. – Sobre o que você estava refletindo?

—Quem era o protetor de Éfellya?

—Não sei. Não acho que antes de nós nascermos ela precisava de muita proteção.

—Não ela. – Perseu começou a andar pelos corredores abaixo do castelo. – Antes dela, quem foi antes de Éfellya?

—(...) – Auterpe pensou um pouco. – Blumya?

—Que seria o protetor dela? – Ela não entendeu.

—Está achando que Hades era protetor de uma delas duas?

—Blumya morreu tragicamente, Éfellya, viveu sangrentamente. Porque Hades iria querer ser o protetor de Artemisa?

—Uou! Calma, muita informação para mim. Como assim? O protetor dela não é Hermes?

—Hades disse que ele é mais legal.

—(...) Perseu. Isso não é bom, se ele quer proteger ela, tudo bem, mas, ele está mexendo com um deus olimpiano, está te incomodando. – Ela faz uma pausa. – Ele deu deixou algum presente, por favor, diz que não.

—Deixou.

—E você guard.

—Dei pra Artemisa e pra Eilon!

—Ah pelos deuses! – Auterpe exclamou. – Você não é tão burro assim... – Perseu fechou os olhos, a falta de sua sabedoria iria chatear Atena. – Você tem que chamar o Oráculo! As duas crianças têm que consultar o Oráculo antes de sair de Saphiral.

—Hãn, como se você tivesse feito isso com Orion...

—Eu fiz. – Ela disse séria. – E você sabe que se não consultar um Oráculo, nunca vai saber o que o destino reserva. E pode não ser bom, usa sua sabedora para ver como será a vida de Artemisa sem você. – Houve um silêncio.

—E como será a vida de Orion sem você?

—Ele não estará sempre sozinho, e pelo que a Oráculo disse, ele será o mais forte entre seu futuro irmão.

—Irmão? O que? Agora? Mais já? Foi muito.

—Oh, não! Não agora, está muito distante, é só uma coisa, de alguém irá governar Vermel de Ruphira.

—Os Rubis Vermelhos... – Perseu fez uma expressão de surpresa. – Podemos ver uma aliança?

—Provavelmente. – Ela sorriu para ele e em seguida ficou séria. – Vamos invocar o Oráculo!

Estevão em seu pedido de aliança “perfeita”, na qual Heratho comentou, incluía as Amas de leite, as duas Cléota que Navi escolheu, elas seriam devolvidas quando os gêmeos desmamassem, e sempre seriam solicitadas novas amas em cada gestação da Rainha de Calasir.
Também ele incluiu os tecidos incríveis do Reino que seriam para comercio, assim como algumas frutas diferentes que particularmente, Estevão poderia optar por negociar ou consumir. Ele pediu também as sementes das mesmas flores que tinham naquele jardim que Perseu construiu. Seria uma rota comercial anual, na qual ambos teriam seus ganhos, como vender algumas joias, e tecidos e devolver em ouro, assim como materiais para que Perseu pudesse enfim reformar o seu castelo, aliás, ele salvou sua esposa, mesmo que ele queria aquele feito; entretanto, ele manteve seus Herdeiros seguros, mas, acima de tudo Estevão pediu joias para poder decorar seu castelo, na qual Perseu concordou de bom grado, foi por isso que Auterpe ficou nervosa, as pedras preciosas eram de Pardóx, não podia sair dali, mas, o Rei disse que era por Estela e por Artemisa, e no fim, quem Auterpe queria enganar? Se William pedisse metade do ouro de Ruphira ela o daria, mais, ele não o fez, o que a deixou mais aliviada. Porque com certeza, se estevão pudesse, pediria aquilo.

Pois, no final das contas, William não era tão ruim. Era o amante perfeito, o pai fantástico e o Rei mais rápido que Ruphira já teve, bom, ela já foi a Rainha mais demorada a tomar a coroa, então, o fator tempo não era tão importante assim.
Ela ficou lembrando e cutucando Perseu para ele finalmente dizer que queria levar os bebês para o Oráculo ver o futuro deles.

—Tem que tentar.

—Estevão não iria gostar.

—Lógico que ele iria gostar! Se ele for acreditar ou não, aí o problema é dele. Quero saber o futuro da minha sobrinha... – Ela colocou o dedo no peito de Perseu. – Sua fil.

—Aí não! – Ele exclamou se afastando, suas cicatrizes ainda não estavam curadas. – Certo, eu vou sugerir isso; mas, cuidado.

—Desculpa. – Ela o abraçou com cuidado. – Mais, sério, as visitas de Hades nunca são boas. Ele sempre tem outras intenções.

—Eu sei, ele sempre tem... – Perseu mordeu os lábios, ele não sabia quais eram as intenções de Hades, mas, ele lhe fez dois grandes favores; deixou Estela sobreviver, assim como ele próprio.

Durante o almoço, a mesa estava cheia, era a primeira vez que Estevão viu os Guardiões de Perseu juntos a mesa, os bebês estavam dormindo, e mesmo que batalhar com eles foi um pesadelo, eles eram muito inteligentes. Agora com Perseu recuperado eles estavam sentados juntos.

—E como foi a batalha naquele dia? Aliás, vocês não comentaram como foi. – William achou que o clima estava mais tranquilo, eles estavam seguros, já que ele até conseguiu ver o filho. Que estava muito bem cuidado, aparentemente saudável e limpo, era o que lhe importava.

—Foi irritante. – Nottpos falou.

—Estão tão despreparados como nós. – Nakumma falou. – Foi um erro de cálculo grave.

—Aquilo foi muito esquisito! – Mandrik exclamou, e os Guardiões riram. Navi não segurou a risada também. – São umas criaturas macabras e assustadoras. Vocês acham aquilo normal?

—Olha, você até que foi bem pra uma primeira luta em Pardóx. – Heratho falou com sinceridade. – Achamos que vocês seriam mortos bem rápido.

—Só quem tinha algo pra se arrepender se feriu naquela porcaria. – Aya resmungou.

—Nós não agimos tão rápidos na nossa primeira batalha... – Heratho retomou a conversa, não queria que nenhum problema do Rei fosse simplesmente exposto.

—E como foi a primeira batalha de vocês? – William perguntou animado.

—Um caos. – Auterpe falou. – Sequestraram Perseu enquanto todo mundo dormia.

—Espera. – Leodak apontou para Perseu. – O Rei Perseu foi sequestrado?

—Sim. – Mandrik iria dizer alguma coisa, entretanto Perseu olhou para ele. – E eles eram criaturas submarinhas, o que foi bem caótico. Ou seja, os Guardiões que você viu naquele dia, não são nada perto de criaturas com guelras.

—No pescoço e no rosto. – Musphee disse passando o dedo embaixo dos olhos e no pescoço. – De dentes enormes.

—Sem detalhes. – Perseu disse para que eles se aquietassem. – Estamos comendo, e eles eram horríveis. – Ele olhou para o prato por alguns segundos, até ele soltar os talheres. – Auterpe me comentou que seria importante se seus filhos rei Estevão fossem comtemplados com o Oráculo.

—O Oráculo? – Mandrik ergueu uma sobrancelha. – Um cara que diz o futuro?

—Se for o Oráculo de Apolo ele é bem preciso. – Navi falou. – Não são enigmas difíceis.

—Acho que eles já têm sorte o suficiente e serão ótimos governantes e.

—É uma grande honra está diante do deus sol. – Auterpe ressaltou olhando disfarçadamente para Estela. – Até porque ele pode ver pelo fio da vida se eles brigaram como irmãos, e claro, se vocês tivessem outros filhos, seria interessante saber, não?

—(...) Eu não gostaria que eles brigassem, não é querido? – Estevão não gostou da ideia de ir encontrar com uma pessoa que tenta se passar por um adivinho para saber como será o futuro. Mas, por um lado, ele queria saber se no futuro eles teriam muitos filhos.

—Acho que podemos dar uma chance a esse tal Oráculo. – Ele disse com um sorriso satisfeito no rosto. Nesse momento Rigel apareceu na porta, Perseu o notou e pediu para ele se aproximar.

—Eu e Nêmesy recebemos notícias de Calasir. – Estevão começou a prestar atenção da última vez que viu o garoto Saphiral tinha sido atacada. – Amanhã de manhã, o cortejo de Calasir vira buscar os visitantes.

—Como você tem certeza que é amanhã? – Rigel olhou para com olhar cansado.

—São três dias para chegar lá ou vi pra cá. Ou seja, eles zarparam a três dias, eles chegam amanhã. – Ele respirou fundo. – Como recebi a carta que eles estavam a caminho. – Ele entregou a carta para Perseu, que passou para Estevão. De fato, constava de dois dias atrás. Eu fiz uma rota para eles seguirem para Aldeia de Apolo, é mais perto e não irá estressar os bebês. – Estevão concordou, ele se curvou para os dois.

—Obrigada Rigel. – Agradeceu Perseu, o garoto acenou e se retirou. – O que acha de irmos visitar o Oráculo após a refeição?

—Por mim tudo bem. – Estevão disse e eles voltaram a comer, Perseu olhou para Auterpe que acenou orgulhosa. Com a expressão “não foi tão difícil. ”

Depois do almoço Navi providenciou uma carruagem para leva-los até a Aldeia de Apolo, o Oráculo ficava no templo, quase no final da Aldeia, sobre todas as casinhas feitas com colunas bem decoradas e algumas desenhadas com desenhos do sol. Mesmo que a Aldeia fosse muito próxima do Castelo, os bebês iam, e havia bastante sol, enquanto Estevão segurava Eilon com extremo cuidado e carinho, Evie ia no colo de Estela, ela estava feliz por poder segurar a filha novamente, Perseu ia atrás com seu Pégasos, não queria atrapalhar a dinâmica entre Auterpe, Estela, William e Estevão. Os Conselheiros não foram, e William e Auterpe foram apenas porque Estevão queria ter certeza que em nenhum momento sua esposa tentaria amamentar seus filhos, Auterpe ainda tinha leite.

Quando eles chegaram ao templo Perseu pediu silencio e entregou dois longos fios dourados semelhantes a uma corda fina e pequena, como de costura; tanto para Estevão quanto para Estela, e lhes instruiu a amarrar nas duas mãos da criança, deixando apenas um pouco de linha para ser desenrolada. William e Auterpe ajudaram eles enrolar nas mãos das crianças, foi quando o Perseu invocou o Oráculo geralmente o Oráculo era uma mulher idosa ou um jovem rapaz; e quem foi invocado foi um jovem de cabelos dourados, brilhantes como o sol, seus olhos tinha uma cor prateada, e ele estava sentado em um trono grande.

—Oráculo de Delfos... – O rapaz encarou Perseu. – Obrigado por sua presença. Quero pedir, como Rei de Saphiral para visualizar o futuro de dois gêmeos. Poderia me conceder isso? – O Oráculo acenou e esticou a mão. Perseu fez uma reverencia e fez com que Estevão colocasse o bebê perto dele o sufi ente para ele puxar a linha e começar a dizer sua premonição.

Eilon, Herdeiro de Calasir, seu fio dourado é longo e reto, terá inúmeras conquistas e trará muito orgulho ao seu reino. Se dará bem com seus cinco irmãos. Sua história vem com boas experiências e ótimas habilidades. Mesmo que no fio tenha algumas farpas, sei que serão os desafios e obstáculos que ele terá que cumprir, mesmo que ocorram acidentes, nada parece tirar ele do fio da conquista. Ele conquistará territórios montará feras. — Nisso o fio estava nas mãos do Oráculo, o futuro de Eilon foi definido.

Estevão estava orgulhoso, tudo o que ele queria estava destinado a acontecer, era apenas as coisas que ele desejava, e agora era uma possível realidade, confirmada. Ele só precisava que a filha seguisse o caminho do destino que ele queria e ser calma como a mãe. Desses mais descendentes dragões.
Perseu perdeu o fôlego, Estela teria mais cinco filhos com aquele ser desprezível? Naquele momento apenas Estevão estava sorrindo, os outros pareciam visivelmente preocupados, então, Estela entregou o fio de Artemisa para ser lido, seu coração parou, que nome o Oráculo iria falar? Herdeira de quem?

Eveline, Herdeira de Balaur, existem muitos nós no fio dourado da sua vida. Nós que não podem ser desamarrados com facilidade. Mais é um fio longo, mesmo com grandes farpas, ele não irá se romper, ele é tão forte quanto seu espírito e obediência, destino ou o futuro, estão completamente fora do alcance de minhas mãos. Mas, ela estará em boas mãos em companhia no seu futuro prospero. Vejo ela domando as feras, e ao seu lado um Rei poderoso. – O fio de Artemisa acabou, seu futuro estava definido.

Estevão deu uma risada gratificante, era tudo o que ele planejou. Auterpe ficou boquiaberta, Estela surpresa, e William interpretou como uma coisa boa. O Rei agradeceu várias vezes á Perseu e quando se viraram para o Oráculo este não estava mais ali. Eles já viram aquilo como um sinal de se arrumarem para partir na manhã seguinte, eles voltaram para a carruagem.

Isso é bom?— Auterpe sussurrou para Perseu quem respirou fundo. Era um futuro não inscrito, significava que ela terá que decidir o destino e o futuro. Pois, ele não foi decido, Eilon vai para Calasir, onde por sangue é o lugar dele, mas, Artemisa, por sangue não é daquele lugar, e os nós seriam desavenças.

É bom pra Saphiral. – Ele sussurrou de volta.

Quando chegaram ao castelo, já estavam arrumando as coisas, Estela gostou desse lado, mesmo com o sequestro, foi mais calmo, não pretendiam mesmo machuca-la, o povo era receptivo, caloroso, não que em Calasir não fossem, mas, havia muita magia, e pessoas misteriosas que apareciam do nada. Mas, era apenas um detalhe.
Quando a tarde se aproximou, Auterpe quis fazer mais um agrado para William, o levou até um lugar escondido na floresta, longe de tudo, de todos, perto das montanhas, e a Rainha de Ruphira o apresentou a um lado cristalino e com água quente, a princípio William ficou receoso de entrar, mais, quando Auterpe tirou a roupa dele e em seguida a sua, dizendo que seria mais uma boa companhia, porque acima de tudo, eles eram a companhia perfeita, os amantes perfeitos e simplesmente, mesmo nascendo em lados diferentes se juntaram, aquilo era magnifico. Era praticamente, uma mágica.

Estela estava colocando sua roupa para descansar, iriam sair cedo no dia seguinte, quando ouviu uma calma discussão no quarto de Mandrik, Estevão estava lá dentro, ela bateu na porta e entrou.

—Está tudo bem?

—Você não disse que nós iriamos para o outro lado do portal! – Era a tia mais velha de Navi. – Não disse com essas palavras, estamos levando vocês.

—Você poderia ter avisado. – Falou a outra. – Isso foi desatenção sua! Não pode viver como Apolo ou Zeus.

—Tia Cliope, deixa eu explicar... – Ele se virou para a mais velha. – Perguntei sim se vocês estavam de acordo. – Então se virou pra mais nova. – Tia Pleione, eles são aliados de Saphiral, será que isso não conta?

—O que está acontecendo? – Estela perguntou ao marido. – O que houve?

—As mulheres não sabiam que iriam sair de Saphiral, acharam que ficaríamos aqui os bebes parassem de mamar. – Estela o olhou surpresa.

—Bom, talvez o certo seja eu afinal dar de mamar para eles e.

—Nõ! Já discutimos isso mais de uma vez! – ele a reprendeu a encurralando na parede. – Não vai atrasar o próximo herdeiro, você ouviu? Eilon terá cinco irmãos, então pare de insistir nisso, não vai acontecer em algumas luas seu leite vai secar e pronto. Aquelas são duas boas amas, tem sangue forte e darão a força para nossos filhos.

—Mas, querido.

—Eu disse não! E se não quiser ouvir, vá dá um passeio com Auterpe, eu não estou com paciência para ouvir suas reclamações. – Estela saiu do quarto arrasada, passou em seu quarto mais uma vez para ver seus filhos, porém, Mérope estava com eles, estava cantando, então ela pode sair para chorar em um lugar que ninguém a iria incomodar.

Perseu estava sentado no chão do jardim de baixo, queria ficar sozinho, não queria que Estela fosse embora, nem sua irmã, teria que se acostumar a ficar sozinho novamente. Foi quando ele ouviu passos atrás dele. Era Estela ela estava chorando, quando ela percebeu que não estava sozinha começou a limpar as lágrimas, ela iria desabar no chão de tristeza, mas Perseu foi mais rápido e amparou e a abraçou, o mais forte que conseguiu, o suficiente para consolar ela. Estela não hesitou em desabar nos braços do Rei de cabelos brancos. Ela segurou firme em seus ombros e colocou o rosto no peito dele. Os soluços dela e a respiração cortada assustavam ele.

Ele engoliu em seco, era horrível ver Estela daquele jeito; de qualquer forma ver ela chorando era péssimo. Se ele pudesse, ele a envolveria em uma camada de proteção perfeita, para impedir de sofrê-la da crueldade de Estevão, porque pra ele, Estevão era o culpado de tudo. Estela podia se passar por um pássaro frágil, mas, era mais poderosa que um dragão, mesmo que naquele momento o dragão que ela era, estava com asas cortadas, mas, estava ali.

—Estela... Porque está chorando? – Ele se sentou com ela sobre o piso liso do jardim. Ela estava no meio das pernas de Perseu, matinha a cabeça da curva de seu pescoço, e tudo o que ele podia fazer era passar levemente a mão pelas suas costas.

O que dava conforto a ela, uma sensação boa, que ela sentia tanta falta do toque carinhoso. Ambos se acomodaram em um silêncio relaxante, era um jeito dele fazer ela parar de chorar, se acalmar, conseguir respirar e falar. Ele a segurava sobre seu corpo, como se ao solta-la ele fosse cair em um abismo. A ponta de seus dedos secava as lágrimas da Rainha carinhosamente, foi quando Perseu aproximou seu rosto, as respirações de ambos se misturavam, aquilo fez Estela encarar os olhos azuis.

—O que houve? Eu já não te disse que você é incrível? (...) E que eu pudesse a salvaria sempre?

—Disse. – Ela tentou aproximar os lábios dos dele, porém, ele segurou em se rosto com as duas mãos examinando os olhos verdes claros.

—Eu estou aqui para te ajudar, o que aconteceu? – Ela respirou fundo. – (...) O que ele te fez?

—Ele está forçando as tias de Navi a abandonem seus filhos para amamentar os meus, sendo que... Eu posso. – Perseu a abraçou forte, como Estela queria morar naquele abraço. – É tão injusto e.

—Eu sei. – Ele passava a mão sobre suas bochechas, a acariciava, até que começou a dar pequenos beijos no topo de sua cabeça, depois em suas bochechas, voltou a olhar o rosto dela, enquanto pegava em sua mão e a conduzia para tocar o rosto dele, era o toque que ele precisava. – Sei o quanto isso te machuca, mas, eu quero o melhor pra Artemisa e não quero que ele te machuque. – Ela concordou. – Você sabia que elas sabem que eu tenho uma herdeira? – Estela o olhou assustada. – É avisando quando nasce o próximo Rei de Saphiral, só quem mora aqui sabe, os deuses sabem, mas, eles não sabem onde estão. Então, não se preocupe. Artemisa vai estar segura com você. As tias de Navi são piores que gaviões vigiando o filhote. Vai ficar tudo bem.

—Eu vi o seu pior... – Ela disse acariciando os cabelos dele e tirando a coroa com calma. – E não me assustei. – Perseu ficou surpreso. – Você disse tantas coisas incríveis naquela noite.

—Eu teria morrido por você! – Ela sorriu, não era exatamente a frase que ela queria ouvir, porque praticamente o viu morto. – Mas, também gostaria de ter mais de você aqui, ao menos uma vez. – Ele a beijou suavemente. – Estando presente ou não, eu sempre estarei com você, isso é uma promessa!

—Eu estou aqui agora... – Perseu a olhou de cima a baixo.

—Não é lua de sangue, não é? – Eles olharam pra a lua, nem parecia lua cheia. – Você tem certeza? – Ela acenou positivamente. – Eu não quero te machucar. – Ela acariciou seu rosto.

—Você está mais machucado que eu. – Ele sorriu de volta.

Perseu a deitou cuidadosamente sobre o piso, ele era morno, enquanto a beijava com amor, dessa vez ele podia dizer que havia amor, ele desamarrava sua camisola verde, ele deu um sorriso grande quando a viu nua novamente, seu coração disparou. Ele não tirava os olhos dela enquanto tirava sua roupa, e quando o fez, esperou que ela concordasse novamente, e ele a penetrou com mais calma, ele queria aproveitar cada momento, pois, se esse fosse o último, ele gostaria de fazer por mais tempo. Do melhor jeito que principalmente ela se sentisse amada, e estarem mais uma vez sincronizados.

Não tinha como ninguém os observar dali, as estátuas tampavam a visão e não era qualquer um que acharia aquele lugar, entretanto havia alguém os observando, sendo carinhosos, cheios de carinho e delicadeza, eram almas gêmeas separadas por dois reinos e duas dimensões diferentes.
E quando viu a garota de cabelos braços entrelaçar as pernas sobre a cintura do rei de cabelos brancos, mantendo-o mais perto dela, com mais beijos, enfureceu quem os espionava, que apenas se retirou na escuridão da noite.

*

Estela voltou para o quarto mais leve, mais feliz, era como se uma parte dela estivesse completamente preenchida, como Perseu disse, ele queria preencher ela com o amor dele. Estevão também estava feliz, havia conseguido com que as amas fossem com eles, que seriam devolvidas assim que os bebês desmamassem, ele estava em tanto Êxtase pelo que o Oráculo disse sobre Eilon e Evie, eles casariam conforme seus planos, e naquela felicidade ele nem se importou em beijar a esposa ou perguntar onde ela estava quando ela chegou no quarto.

—Não faça barulho. – Estevão mandou. – Eveline acabou de dormir, não quero que ela acorde Eilon. – Estela concordou e ele apenas acariciou seus cabelos brancos. – Iremos para casa com nossos filhos. E nos saímos bem. Você se saiu bem.

—Obrigada. – Ele dormiu em seguida, por um lado, Estela estava feliz, estava cheia dos toques de Perseu, não queria que seu marido apagasse o rastro de carinho que o Rei de cabelos brancos lhe deu naquela noite que ela guardaria no coração, com todos os sentimentos que ele lhe entregou. Em cada sentimento do seu corpo, com o maior cuidado que ele conseguia.

Havia uma grande comitiva de habitante os aguardando um pouco depois do sol nascer, o navio de Calasir estava sendo carregado com as exigências que Estevão pediu, enquanto ele estava ocupado vendo o que estava sendo levado, Perseu aproveitou a brecha e foi ver Artemisa, por sorte, as amas não estavam lá, apenas Estela as esperando.

—Eu precisava dar um adeus adequado. – Ele disse pegando Artemisa nos braços e fazendo carinho em suas bochechas a fazendo sorrir. Perseu era cuidadoso, parecia que tinha medo dela cair. Mas mesmo assim a abraçou contra o peito ele não queria chorar, então, a encheu de beijos. Seus olhos iriam mudar de cor quando ela saísse de Saphiral, os mortais veriam a cor que seria mais apropriado. Após um bom tempo sentindo seu cheiro e deixando ela sentir o cheiro dele, ele se virou para Estela lhe dando um beijo, calmo, mais necessário. – Espero te ver novamente...

—Eu também.

—Eu amo você Estela. – Ele se virou para a filha. – E eu te amo Artemisa, por favor, não dê trabalho para sua mãe. – Ambos trocaram sorrisos e o rei saiu do quarto. Ela colocou a mão no peito. Que sentimentos intensos.

Estela olhava o quanto ainda seus filhos recebiam presentes, até Mandrik recebeu um, ele recebeu uma espada nova forjada pelo deus ferreiro, de Nakumma, não era a mesma espada que ele perdeu, mas, era uma semelhante, mais leve, bonita, sem dragões, com detalhes em chamas e dourados e podia cortar uma árvore. Foi aconselhado ele praticar antes de usar. Perseu por sua vez deu um presente para cada um deles, entregou para Eilon a coroa de Esmeraldas do antigo Rei das Esmeraldas, era muito bem detalhada e cheia de perfeições que apenas elas têm, Evie ganhou um ovo de Pégasos, Estevão ganhou uma nova armadura cravejada de Esmeraldas e claro com um dragão desenhado e Estela ganhou uma capa de montaria branca com um dragão prateado desenhado, ele não queria ver ela usando verde, ainda tinha pesadelos. Auterpe presenteou William também, era um anel de Ruphira, diferente do que ele recebeu na coroação, era um anel que indicava se Orion estava bem ou não. O que já foi muito significativo para ele.

Duas mulheres muito bem vestidas se aproximaram de Estela que ainda estava recebendo flores dos habitantes.

—Rainha Estela. Foi uma honra lhe ter aqui.

—Ficamos felizes e lisonjeadas de seus filhos escolherem nascer em Saphiral.

—Gostaríamos de dar-lhe um presente.

—Em nome das deusas que protegem Saphiral. – Estela deu um sorriso.

—Esse brinco deve ser usado sempre. – Uma das mulheres lhe entregou, eram verdes com uma mistura de rosa.

—Já esse colar, deve ser usado em ocasiões especiais... – A outra entregou, eram verdes como esmeraldas.

—Não erre os lugares de usar.

—Lhe dará muita sorte.

—Muito obrigada! – Estela estava encantada, nunca havia recebido tantas joias assim. Porém, ela observava William se despedir de Auterpe, aquele cara era apaixonado por ela, e ela por ele, e pensou, se ela tivesse sido sequestrada

—Muito obrigada pela estádia Rei Perseu. Obrigada pelos presentes e por uma batalha magnifica.

—Eu quem agradeço Rei Estevão, pela aliança.

—Negociamos em um ano?

—Com certeza.

E dizendo isso eles subiram no navio, Navi segurava um pergaminho que Perseu havia lhe dado, o rei lhe confiou uma tarefa e tanto. Eles acenaram para Saphiral que acenava de volta, e fizeram isso para se afastarem o suficiente. Mérope parou de acenar e deu graças aos deuses por eles irem embora. Principalmente Linor, ele tinha muito a aprender, principalmente a olhar pela situação completa. Porque, senão, coitada daquela pobre mulher.

Auterpe segurou na mão de Perseu com força, e ambos apontaram para o portal assim que o navio subiu de sua vista.

—Está pronto para fechar o portal?

—Estou.

—Se arrepende de alguma coisa?

—De não fazê-las, ficar e você?

—De deixa-lo ir. – Ambos riram.

—Vamos recomeçar a arrumar a bagunça que aquela criatura deixou.

—E depois reformar seu castelo. Artemisa merece um castelo lindo. – Perseu concordou.

E recitando um longo feitiço apontaram para o portal, que se fechou devagar, mais com esforço aquele rasgo foi costurado e só voltaria a ser aberto daqui a um ano. O que poderia ser um alívio, também seria uma tortura. Mas, naquele momento, era o certo, para ambos os lados.

Notas finais
~♥Beijos da Autora♥~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!