Notas iniciais
Passei das 3 mil palavras sem querer. Fluiu demais... {Nota aqui, deixei simples assim porque temos a certeza que o próximo capítulo vai pegar fogo.} ~Enjoy~♥

Na noite do baile, completamente diferente das que existiam em Saphiral ou Ruphira, não haviam súditos, foi dentro do castelo. Aquilo não frustrou Auterpe, ela queria mesmo um baile e dançou com todo cavalheiro que pediu para dançar com ela, se divertiu o suficiente e foi quando ela e William começaram a dançar. Ele fechou os olhos por uns segundos, queria sentir o perfume dela. Estar na presença dela era encantador.

—Você está magnifica hoje. – Ela estava um pouco receosa. Mas, não demonstraria que estava preocupada.

—Você também está magnifico hoje! Belo e bastante atraente. – Ela levou seus dedos da garganta dele até a nuca, o que fez se arrepiar e sorrir. Havia um grande problema além da gravidez, sua libido aumentava mais do que tudo. O que poderia assustar William, com certeza. Mas, ela acreditava que ele era forte o suficiente.

—Se divertiu hoje?

—Sim. As crianças são umas graças, a Rainha estava muito feliz em vê-las. – Houve uma pausa. – Mesmo que ela esteja infeliz no amor é tão triste, porque eles não podem se separar? – William colocou o dedo sobre os lábios dela.

Não comentamos essas coisas entre os outros. Eles não podem saber... – Ele sussurrou. Auterpe concordou, enquanto via Perseu e Estela dançando, era uma cena bonita. – Eu não sei se devo te chamar para caminhar e.

—Que tal visitar meu quarto? – Ela sorriu animada. – O que você acha? – Aquilo o deixou animado, exatamente como ele gostava. Do jeito que ele esperava.

Em algum momento da noite, quando ambos estavam basicamente com os corpos suados, após aproveitar a companhia um do outro, a Princesa ouviu algo desagradável e pulou da cama. Era um som de dominação. Um barulho desagradável. Pobre garota, aquele Rei era como um Espírito demoníaco. William acabou levantando e tocando no ombro dela que se assustou.

—O que houve?

—Eu... Ouvi um barulho.

—Que tipo de barulho? – Ele não conseguia ouvir. Auterpe respirou fundo. – Está tudo bem?

—Vai ficar tudo bem!

Naquela manhã William acordou bem mais cedo e saiu do quarto da princesa, não queria encrenca com os Reis; e ao ver seu próprio corpo, como haviam hematomas, que ele nem se lembrava porque haviam tantos. Ele apenas sorriu, estava alegre, feliz e se sentia sortudo.

Quando Auterpe acordou, estava se sentindo zonza, havia uma mistura de enjoo em sua boca, e ela imediatamente gritou a companhia de Hamal depois do baile, já era o seu terceiro dia, os sintomas viriam aos poucos, ela precisaria de um balde, de toalhas e roupas diversas. Perseu apareceu muito antes de Hamal e deu um sorriso.

—Como se sente hoje?

—Tudo gira, o cheiro de tudo me incomoda. – Perseu fez uma expressão de apreensão. – Não faz essa cara! Não vai me ajudar em nada!

—Você contou para ele? – Ela deitou na cama respirando fundo. – Porque não contou?

—Como eu diria? “Eu estou grávida, e é de você! ” – Perseu iria dizer que sim. – Ele vai achar que é de outra pessoa. Sabe quanto tempo demora uma gestação nesse mundo? – Perseu não respondeu. – Entre nove luas e meia! Como eu diria?

—Diria a verdade, a lua ajudou. – Ele não sabia o que mais poderia dizer. – Eu sinto muito.

—Não sinta. – Ela fez um carinho na sua bochecha. – Não me importo. Iria acontecer em algum momento. Do outro lado era certeza, não daqui! – Perseu franziu a testa.

—Está frustrada? Irritada?

—Não! Não estou acreditando. É uma descrença total. – Ela se revirou na cama. – Eu não vou sair hoje. Aproveitei tudo ontem... – Perseu deu um beijo em sua testa. – Mudar pra lua nova era uma boa ideia!

—Eu já disse que não sabia! E não tinha muito o que fazer... – Ele respirou fundo. – Não me odeie!

—Eu não te odeio. – Auterpe olhou para seu irmão, sua expressão parecia suave, tranquila, sem olheiras leves. Ela sorriu, Perseu olhou confuso pra ela. – (...) Oh! O que você aprontou ontem à noite? – O Rei ficou imóvel e ao mesmo tempo sem reação.

—Nada.

—Vai ficar negando? Sério? Esse semblante é de pura felicidade, atração e. – Auterpe se virou para tocar no nariz de seu irmão. – Satisfação. – Porém, antes de terminar a frase quase vomitou e precisou se sentar. –Argh!

—Não estou negando, não estou comentando, porque... Você está assim... – Ela se demonstrou ofendida. – Eu.

—Assim grávida? – Antes que Perseu pudesse retrucar, Hamal entrou com as coisas que foi buscar.

—Desculpa a demora Princesa. – A garota disse rapidamente. – O pessoal daqui é muito devagar em ajudar e cooperar. Não me surpreenda que eles foram atacados tão facilmente.

—Hamal! – Perseu chamou sua atenção. A garota fez uma careta.

—Desculpa. Mas, é verdade! – Perseu colocou a mão em sua cabeça. Ela fechou os olhos. – Não vou comentar alto. Prometo.

—É como dizem, as paredes têm ouvidos. – Perseu falou, dando um beijo na testa de sua irmã. – Me mantenha informado Hamal. – Ela concordou e se virou para Auterpe.

—O que pelos deuses você comeu ontem? – A Princesa colocou um pano molhado na testa.

—Antes eu tivesse comido. – Perseu abriu a porta do quarto rindo. – Eu te conheço Perseu Archi, você tem muito a me explicar!

—Claro. – Ele fez um aceno e fechou a porta.

Admirava a coragem e a força da irmã, quando ele se apresentou para o desjejum, notou que tanto seu Conselheiro quanto o do Rei anfitrião estavam bem dispostos, Perseu o olhou por alguns segundos, conversou com ele, o que aquela interação significava? Antes dele se aproximar da mesa pode ver o semblante sereno e suave em Estela. Na noite anterior sobre a luz da lua era parecia tão bela quanto Afrodite e tão encantadora quanto Perséfone, aquela noite foi mágica, ele quase sorriu involuntariamente para ela, porém, Estevão segurava a mão dela com força, então ele fez um aceno agradável e se sentou à mesa.

—Bom dia vossa Majestade! – Exclamou William entusiasmado. – Onde está a Princesa? – Todos olharam para o lado, geralmente ela vinha atrás, ou aparecia em seguida, mas, não havia sinal dela. Estevão ergueu uma sobrancelha e olhou para o irmão.

—O que você fez? – William iria se justificar porém, Perseu levantou a mão rapidamente.

—Ela está indisposta hoje. – Estela não poderia olhar diretamente para Perseu para não demonstrar nenhum interesse nele, pois, seria percebível a vista de todos á mesa.

-O que ela tem? – Estela perguntou em um tom baixo. Perseu respirou fundo, o que aquele homem fez com ela? Ela parecia tão bem ontem à noite, estava deslumbrante, agora estava silenciosa.

—Foi algo que ela comeu Rei? – Navi perguntou. Perseu olhos para o prato na sua frente. O que exatamente ele iria dizer?

—Ela disse que “Antes eu tivesse comido. ” – Ele fez uma pausa. – Então não foi o que ela comeu.

—É contagioso? – Mandrik perguntou preocupado, pois se fosse uma doença precisaria isola-la, junto com todos que estiveram em contato com ela.

—Não. – Perseu respondeu com hesitação, não era ele quem deveria dar a notícia. – Ela não está doente, está indisposta, apenas. Não conversamos muito, ela pediu desculpas pela ausência. – Aquilo deu uma ideia para Estevão. Que se dirigiu para outro Rei.

—Rei Perseu, você costuma andar a cavalo? – O outro olhou sem entender.

—Claro.

—Estava pensando em deixar a Rainha hoje descansando na noite anterior. – Estevão teve relações na lua de sangue com ela, mesmo que meio fraca, ainda estava lá, Linor apenas errou o dia, mais, estava acontecendo o que significava que dados aos tratamentos era certo que em nove luas ele teria um Herdeiro dragão de cabelos brancos, ignorando tudo o que o Rei “bondoso e bobo” falou, seria seu primeiro de muitos herdeiros, e não queria colocar ela em perigo novamente como da última vez. – E nós e sua comitiva apostássemos uma corrida de cavalos, um bom duelo de espadas, uma atividade menos calma.

—(...) Acho justo. – Perseu falou. – Aceito o convite Rei de Calasir.

—Eu quem agradeço Rei de Saphiral. – Também era uma ótima oportunidade e desculpa para que Estela e Perseu não ficassem próximos. Definidamente era bom vê-los conversando, mas, ela era sua esposa e Rainha e não era adequado outro Rei perto dela senão, ele mesmo.

Quando a refeição foi finalizada, William se recusou a ir, ele deixou Auterpe bem, não encostou um dedo nela, nem poderia, queria saber o que aconteceu, pois ela lhe parecia bem; mas, como Estevão, Mandrik, Perseu, e outros iriam, ele não poderia se recusar a ir só porque a Princesa que ele estava comendo basicamente quase toda hora, não se sentia disposta. Não era uma desculpa plausível o suficiente. Eles começaram a corrida dos portões do castelo até a praia e de lá fariam a corrida de ida e volta de uma gruta bem longe. Seria um passeio que aumentaria a adrenalina de ambos e sairia da rotina, aliás, Estevão estava contando que teve sucesso em gerar um herdeiro com sua esposa.

Com tantos guardas, junto com a comitiva convidada, William começou a se afastar aos poucos, pretendia voltar para ver o que havia de errado com a Princesa, pela expressão do Rei, era algo preocupante, mas, ele não fez nada de errado. Era o que ele repetia para si durante a volta ao castelo.

Estela estava sentada no solário, estava sentada na poltrona com um vestido verde, como sempre, mas, esse era de seda, não prendendo na cintura, nem nos seios, também não apertavam os ombros, era elegante e a deixava completamente relaxada. Ela estava com umas pulseiras e um colar que Estevão havia escolhido para ela e estava se sentindo suave.

Não entendeu bem porque ele não escolheu um vestido chamativo como ele sempre mandava, era apenas uma formalidade? Um pedido de desculpas? O jeito que ele a tratou, apenas dizendo “lua vermelha, meu bem. ” Precisa sim, de um convite formal!

Aquela voz nojenta, repulsiva, com um cheiro desagradável e barulhos que a queriam fazer chorar. Cada estocada doía, profundas, estava completamente desesperado; e quando ela viu que não adiantaria fazer muito senão sentir, ela olhou para o teto e se lembrou ela beijou o rei de olhos azuis. Ele praticamente pediu permissão, onde que Estevão tinha feito isso nas últimas vezes além das primeiras?
Nada daquilo importava. Só importava o quanto aquele Rei e Olhos Azuis a fez sentir-se especial, única, amada, depois de tanto tempo, ela se sentia feliz. E sentia-se diferente. Como parecia tão certo com ele, chegava a ser injusto. Cada beijo dele era atencioso, não pareciam interesses, como Estevão fez e ela só percebeu depois de muito tempo. Quando era tarde demais para voltar atrás.

Por um momento, ela sentiu inveja de William... Perseu disse que podiam levar pessoas para seu lado; se Auterpe quisesse levar seu cunhado, ela conseguiria. Ninguém iria atrás deles, os deixariam lá, criariam provavelmente uma família, ou viveria uma vida confortável. Feliz.
Estevão ordenou que ela não saísse pelos portões, nem do castelo até ele voltar. Mas, ficava lembrando do quão fantástico foi estar com Perseu; ela nem sequer chegou a perguntar, se ele era comprometido ou casado. Provavelmente não, um homem como aquele não trairia uma mulher. Ou trairia? Ele era visivelmente preocupado com os outros; não poderia ser capaz de se aproximar dela apenas por prazer. Ou seria?

Enquanto tinha esses pensamentos loucos, ouviu um cavalo chegar nos estábulos, levou um susto foi quando viu a sombra de William correndo. Algo teria acontecido? Ela se levantou da poltrona e foi atrás dele. Aliás, ainda não tivera a oportunidade de agradece-lo pelo que ele fez na outra noite.

—William! – Estela o chamou, ele pode ouvi-la e parou, olhou para ela assustado. – O que houve? – Ele parecia ansioso. – Aconteceu alguma coisa no passeio?

—Não aconteceu nada! Eu não machuquei a Princesa! – Ele já começou dizendo. – Não encostei em um fio de cabelo dela, muito menos a torturei. – Estela queria lhe parabenizar por fazer o certo, mas, não entendeu do porque ele estava falando aquilo. – Ela estava bem quando eu saí de seu quarto. Eu não fiz nada. E ela está indisposta? Como alguém fica indisposta? – Ele perguntou intrigado. – Será que ela bebeu algo desse lado que ela tem alergia? E. – Estela fez um gesto com as mãos para ele se acalmar.

—Tenho certeza que é algo normal. – Os ciclos as vezes a deixavam muito indisposta. – Eu também fiquei preocupada, o rosto do irmão dela não parecia bom. – William se lembrou do pedido e iria comentar. – Obrigada por me ajudar ontem. Perseu é tão bom com Jaspe que eu quase quero dá-lo para ele como um presente. Como eles fizeram e ficar apenas com Sinler. – William arregalou os olhos, Estevão a mataria por aqueles dragões.

—Não está falando sério cunhada! Estevão iria surtar. Poderia até matar o Rei. E pelo que ouvi de Franny e vi na comitiva dele, o povo dele é ótimo para guerras. –Antes que Estela ia mencionar que tinha os dragões para protege-los. – Você acha que Auterpe não vingaria a morte do irmão dela? Ela montou em Jaspe, teríamos apenas a Sinler. E você sabe, não daria certo para nós. Não queremos entrar em uma batalha que seria facilmente perdida.

—Você está certo. – Ela disse desanimada, não pensou nessa possibilidade. Estela retomou a postura. – Gostaria que eu verificasse como a Princesa está?

—Por favor cunhadinha... – Ele juntou as mãos. – Vou ficar te devendo por uma vida. – Estela sorriu olhando para seu cunhado.

—Não se preocupe com isso. – Ele acenou e ela foi para os aposentos de Auterpe. Assim que ela chegou a porta, Hamal saiu do quarto, estava calma, ela nem precisou chamar ou bater na porta.

—Vossa Alteza. Rainha Estela... – Hamal fez uma reverência. – Como está?

—Eu estou bem. Como está a Princesa?

—Ela está melhor, preciso dizer isso ao irmão dela.

—Aan. O Rei Perseu saiu para galopar com a comitiva e alguns soldados. – Estela disse sem deixar a garota preocupada. – Eles não irão voltar tão cedo. Sinto muito. Tem algo que eu possa fazer? – Hamal colocou a mão no queixo e pensou um pouco, na verdade a Rainha não poderia fazer nada, nem ela sabia o que estava fazendo.

—Vou perguntar se.

—Ela está bem? – William apareceu atrás de Estela. Hamal o olhou de cima a baixo.

—Ele voltou porque estava preocupado com a Princesa. – Não queria passar a impressão que mentiu sobre onde Perseu estava.

—Mas, os outros estão bem. Tem algo que podemos ajudar? – Hamal entrou no quarto e eles ficaram aguardando por um tempo, foi quando ela saiu do quarto e encarou William.

—A Princesa quer ver você. E conversar. – Ele concordou. – Rainha, eu sugiro que você não se aproxime do quarto. Eles são meio... – Ela mordeu a bochecha para não falar mal de ninguém. – Ela vai ficar bem, só precisa descansar,

—Mas...

—Rainha, por favor, você não iria querer ficar aqui para ouvir o que eles provavelmente vão fazer. – Hamal tremeu e saiu de perto o mais rápido que pode, Estela ainda ficou um tempo parada antes de voltar ao solário.

Quando William entrou no quarto percebeu que Auterpe estava nua, apenas um lençol cobria seu belo corpo, ele se sentiu entorpecido, suas pernas tremeram. Mas, ele estava também preocupado. Ela não aparentava estar doente, os cabelos estavam feitos, uma trança longa, estava pensando que Perseu havia mentido. Mas, porque ele faria isso? Ele se aproximou perto da cama dela, não sentou apenas a observou.

—Você está se sentindo melhor.

—Sim. – Ela acenou calmamente e nisso se sentou, seu corpo estava coberto. Ele gostava da sensualidade dela.

—Comeu alguma coisa?

—Não.

—Está com fome?

—Também não.

—A Princesa não pode ficar sem comer. O que aconteceu? Achei que você bebeu algo, que estava doente e. – Auterpe fez um sinal para ele se aproximar mais, e quando ele fez ela rapidamente puxou ele para a cama.

William ficou alguns segundos sem entender e sem falar, foi quando ela começou a tirar a roupa dele aos poucos, como sempre, ela o desarmava, tinha total poder sobre ele, e antes e prosseguir, Auterpe segurou os ombros dele, o prendendo na cama.

—Não estou doente, não se preocupe. – Ela fez carinho em seus cabelos. – Mas, eu não estava disposta. – William tentou se concentrar no que ela dizia, Auterpe deu um sorriso, e em seguida fez o que fazia melhor, montar no cavalo selvagem que era o que ele realmente era e domina-lo, deixa-lo calmo o suficiente, porque, na verdade ela também estava nervosa, estava com medo de que fossem obriga-la a ter seu bebê naquele Reino e ela jamais voltaria para Ruphira.

Depois de um tempo, talvez umas três vezes, William estava em êxtase, foi quando ele foi tentar fazer carinho em Auterpe que se levantou e o encarou.

—Isso foi incrível. – Ele riu, não sabia o que dizer. – Eu não sabia que até com indisposições as mulheres podiam... – Ele parou de falar, seria indelicado.

Auterpe respirou fundo e segurou em sua mão.

—Gostaria que você buscasse uma noite na sua mente. – Ele ergueu uma sobrancelha sem entender. – Uma em que a lua estava linda, extremamente brilhante levemente azulada. Quero que você diga com quem você estava e o que estava fazendo.

William sorriu e dando um beijo em sua boca, começou a colocar sua roupa.

—Estava com você. Dentro da caverna na praia. – Ele suspirou. – Aconteceu alguma coisa? Eu não machuquei você, machuquei? – Auterpe coçou a nuca. Ele realmente parecia preocupado. Seria difícil e torturante.

—Aquela era uma lua Azul. Existe uma deusa da fertilidade e da noite. – William a ouviu. – E na lua Azul, eu posso ficar grávida. E, eu estou. Minha indisposição eram os enjoos da gravidez. – Ele colocou a mão na boca. – E antes que você comece dizendo “Ah, pode ser de. ” Eu serei clara, você faça com a informação o que lhe agradar. – Ela disse firme. Ela tinha uma postura corajosa e forte. – As Rainhas não ficam muito tempo grávidas, são três dias para começar a sentir os sintomas. Juntando com a Lua. Em poucas Luas, darei a luz e serei mãe. – Foi como se o peso do mundo tivesse sido tirado de seus ombros.

William a olhou por alguns segundos, estava processando tudo aquilo. Auterpe mordeu os lábios, esperou ele dizer algo.

—Funciona desse lado do portal? – Auterpe acenou. – Está me dizendo que você está grávida e em dez luas você vai ter um bebê?

—Menos de oito luas. – William deu um pulo.

—Eu vou ser pai? De um filho seu? Pai do filho de uma Princesa?

—Futura Rainha.

—Eu vou ser pai de um Príncipe? – Auterpe concordou. – Ele ficou sem reação. – O que eu faço?

—Aan. O que você quer fazer? – Ele arfou, não sabia o que fazer. Então a abraçou, que foi pega de surpresa.

—Eu vou contar para todo mundo! – Ele saiu batendo a porta. Auterpe ficou atônita. Porém ele voltou. – Desculpe não vou bater, descanse. Ah! Eu preciso avisar seu irmão. Ele iria ficar bravo? – Ele já sabia, mas, seria divertido vê-lo tentar.

—Eu não sei... Nunca fiquei grávida. – Ela começou a rir, e William deu um sorriso sincero. Não achava que fosse se sentir completamente apaixonado, fascinado e enfeitiçado pro uma Princesa, nem que estaria gerando um filho seu. – Acha que você ficara bem até o jantar? – Ela negou. – Eu trago pra você.

—Eu estou fisicamente bem. Não me trate diferente. – Ele acenou fechando a porta com calma e correndo pelo castelo, estava procurando Estela.

—Cunhada! – Estela se levantou da sua poltrona no solário e caminhou até ele, Estevão e a comitiva haviam acabado de chegar. Estevão entrou com tudo indo em direção à William que sorria bobo.

—Onde você esteve estávamos procurando você! – Mandrik perguntou.

—Quem ganhou a corrida? – Ele perguntou, não tinha visto o Rei Perseu, queria dizer de uma vez, mais, com mais gente seria fácil de conter o Rei caso ele ficasse furioso.

—Nakumma. – Estevão rosnou. – Aquela garota é como o vento, foi irritante.

—Mas, o Rei Estevão chegou em segundo. – Perseu apareceu e cumprimentou Estela com um aceno leve e despercebido. – Nakumma é voraz. – Perseu foi o último, estava ali apenas pela diversão.

—Porque você voltou para cá? – Estevão olhou para Estela e com Auterpe já pensou o pior e antes repreender ele, William se aproximou de Perseu e respirando falou de uma vez.

—Auterpe está grávida, eu vou ser pai, você vai ser tio! – Estela abriu a boca surpresa, até parecia mágica.

—Como? – Estevão olhou indignado. – Como assim? Você só fodeu com ela algumas vezes e. – Mandrik o cutucou para que ele não falasse mais nada, Perseu o olhava de cima a baixo. E Estela olhava horrorizada para o marido.

—E quando foi isso? – Perseu sabia, mas, estava imaginando que sua irmã não mencionou.

—Houve uma Lua Azul. E bem... – Estevão fechou o punho. Linor deu a data errada de propósito? – Nós. Eu não sabia... – Estela prestou atenção, estava feliz e encantada; então eles também tinham isso? Que fascinante. – Ela disse que a gestação será rápido e. (...) É inacreditável!

Com certeza... – Estevão murmurou baixinho, fazendo Mandrik dar outra cutucada nele.

-E como você se sente com isso? – Perseu faz uma expressão séria. – Sabe, vocês são de dois lados diferentes.

—Eu farei o que eu puder. E o que ela deixar, claro. Ela disse que não é uma doença. – Estela, Mandrik e Estevão ouviram direito? “Se ela deixar? ” Desde quando William pensa nos outros?

—Bem... – Perseu o olhou fixamente. – Não era assim que eu esperava receber a notícia. Não sabia da Lua Azul... Minhas felicitações. – Perseu apertou a mão dele. – Antes de qualquer coisa, preciso conversar com minha irmã. Com licença. – Ele comentou com Estevão que concordou.

Assim que ele saiu puxou William pelo braço com força o jogando no solário, Estela levou um susto.

—Calma. Você também vai ser tio. – William disse rindo, porém, Estevão jogou um vaso nele, com fúria.

—Que merda! Como você fode com uma pessoa poucas vezes e ela já está com sintomas e grávida? Quem garante que o filho é seu? Ela pode ser muito bem uma puta! Como você vai ter um filho primeiro? Porque? – Estevão deu um chute em seu estomago e ia soca-lo porém, Estela se pôs no meio. Foi quando o Rei segurou-a pelo braço com força. – E você? Tanto tempo e não me deu nenhum Herdeiro! – Ele berrou. – Eu acho que o problema está com você!

—Estevão calma! – Mandrik tentou intervir quando este mesmo acabou levando uma cotovelada no rosto.

—Não me mande ter calma! – Ele começou a arrastar Estela pelo castelo, até seu quarto. No caminho ele pegou uma garrafa de vinho e deu uma longa golada. – Eu vou tentar, uma outra, todas as vezes, e você vai me dar herdeiros! E se eles não tiverem cabelos brancos, todos irão morrer, na sua frente! – Estela o olhou aterrorizada, ela foi jogada na cama enquanto ele puxava seus cabelos dizendo especificamente a cor dos cabelos que as crianças teriam, como se ela pudesse fazer algo sobre. Ele bateu em suas pernas até arderem, e mandou ela ficar no quarto enquanto ele foi beber. Quando ele saiu, Estela foi para a janela esperando dar de cara com Perseu, mais viu Auterpe que estava em um quarto mais próximo.

—Parabéns pelo bebê. – Estela disse com um sorriso genuíno. – Auterpe a analisou um pouco.

—Obrigada. – Auterpe fez uma pausa. – Está tudo bem?

—Vai ficar. – Ela sabia que não estava sozinha, sentia-se muito bem acompanhada.

—Vou te contar um segredo. Ás vezes o problema é dos homens sabia? E pensa, seu corpo só está esperando um momento especial. – Ela já tinha tido esse momento especial. Com uma pessoa que era muito especial para ela, e sem querer ela se corou.

—Deixa eu te fazer uma pergunta...

—Faça. – Se não fosse sobre Perseu estava tudo bem.

—Você já dormiu com William?

—O que? Não! Oh não. – Ela respondeu confusa. – Porque?

—Temos características parecidas. Ás vezes eu até penso que quando estamos juntos ele pensa em você.

—Acho que não...

—Claro, seu marido cortaria a cabeça dele. Mas, isso é um problema, não acha?

—Eu sempre fui gentil e social com ele.

—Você acha que depois que nós formos embora, ele vai encontrar outra mulher?

—Nós? Como assim?

—Não acho que ele seria um bom pai.

—Porque?

—Você não ouviu dizer que ele tortura pessoas?

—Eu...

—Rainha Estela, você acha que William seria um bom pai? Mesmo?

(...)

Notas finais
{Você sabia que quando você comenta em um capítulo, motiva o autor? Algumas histórias são descontinuadas por falta de incentivo... O incentivo é a melhor forma de ajudar um escritor.} ~♥Beijos da Autora♥~