Among Other Kingdoms
2 Porque Outra Vez?
Notas iniciais
Cuidar da reconstrução de um Reino era desconfortável. Mesmo que houvessem súditos muito compreensíveis e prestativos haviam uns poucos que reclamavam. Ele estava fazendo um favor ao pegar seus Guardiões, seus Guardas Reais e ele mesmo em pessoa para poder reconstruir tudo aquilo. Nenhum outro Soberano faria isso pessoalmente. E de verdade, só queria viver em um lugar melhor, em um ambiente agradável e prospero. E era muito bom caminhar e ver crianças no Reino, significava que finalmente estava prosperando. Ele fazia pequenas tarefas ao longo do dia, e logo após o café, ele ia caminhar entre as Aldeias, antes eram 23, depois que ele nasceu algumas desaparecem, outras se juntaram, e quando ele se deu por conta eram 14. Catorze Aldeias que ele ia pessoalmente nelas e ouvia muita gente, ouvia elogios e reclamações. O período de batalhas havia parado um pouco, então ele passava seus dias sendo o Rei mais dedicado que podia se ver.
Os dias estavam corridos. Por causa dos acordos de Mérope com deuses, celebrações deveriam serem realizadas. Entre elas, duas se aproximavam: Uma celebração para a deusa Hécate e uma para Ártemis; e como a Aldeia de Ártemis foi destruída, eles estavam juntando com a aldeia de Apolo, pois, era uma Aldeia muito próxima. Então naquele dia Perseu deu atenção para ambas as construções das Aldeias, e mantê-las. Nisso, ele não poderia seguir pelas outras, e depois de uma manhã longa e trabalhosa ele voltou ao Castelo. Lá ele olhou a leste, de onde o sol nascia, conseguia ver algumas Aldeias e podia ver o campo de treinamento, mais o mais importante ele não podia ver. Os animais do Reino; os Pégasos estavam sumidos, as Quimeras estavam em suas grutas, e sua Fênix havia sumido. O que era estranho, não houve nada que atormentasse a sua calmaria...
Assim ele pensava.
Enquanto o Rei voltou para resolver assuntos no Castelo, Guardas, Guerreiros e Guardiões se espalharam para ajudar a manter o Reino mais “novo” possível, haviam algumas Aldeias realmente que eles queriam salvar, e as que não dariam, se uniriam ou destruiriam tudo. Posedone era uma Aldeia que valia a pena manter, era de frente para o mar, ou seja, poderiam pescar, alimentando todo o reino, se banhar sem nenhum perigo nas águas calmas e manter as roupas limpas. Por isso haviam muitos Guardas no lugar. Havia um clima pacifico e harmonioso, tinha risadas e brincadeiras no local, mesmo que fosse um trabalho e dever a serem cumpridos, não tinham com o que se preocupar.
Foi quando alguém assobiou, era um alerta, inesperado, mais agora haviam muitos olhares centrados em um grande navio, de velas brancas. Alguns moradores correram, não havia nenhum Guardião na Aldeia, então um Guarda precisou tirar a coragem dos ossos para impedir qualquer interação; pois, eles pareciam determinados.
—Quem são e de onde vem? – Gritou o mais alto dos guardas, Palas só era responsável pelo trabalho, eles não estavam cientes de que tinham que ficar vigiando o oceano quando estavam reconstruindo a Aldeia de Poseidon, e era um mal sinal; significava que qualquer um poderia entrar no país pela Aldeia que todos julgavam mais importante. Ele gritou alto o suficiente para que o homem estranho ficasse em silêncio e respondesse sem precisarem contra atacar.
—Meu nome é Franny, eu venho do outro lado das rochas! – O homem ergueu as mãos para cima, ele segurava alguma coisa em seus dedos. – Vim em nome do meu Rei trazer esse convite. – Os soldados encararam o homem confusos. Que Rei? Qual? As guerreiras com flechas ainda apontavam para cada um dos membros da tripulação, e outras para as velas da embarcação. Elas estavam escondidas entre os escombros, então não era possível vê-las. Quem entrega uma carta daquele jeito?
—Não se mexam! – Palas ordenou fazendo outro guarda apontar a lança para o sujeito, e foi se distanciando deixando os outros guardas perto da água para que não pudessem descer. – Eu irei chamar o mensageiro! – E as guerreiras continuavam em posição de ataque. Um movimento deles e já era.
Em todo reino tinham cerca de oito Mensageiros, e cada um era responsável por um tipo de carta, apenas um entregava cartas para o Rei, então demorou um pouco para ele se deslocar até a última Aldeia, sendo que ele sempre estava nas três primeiras mais perto do Rei. Por sorte ele precisou fazer compras. E quando foi chamado, não parecia muito feliz. Ele respirou fundo e como se fosse Hermes, o deus mensageiro correu rápido o suficiente deixando seus olhos violetas e cabelos negros como a noite mais vivos na sua pele avermelhada pela corrida. Ele estudou o homem de braços levantados por um tempo, havia algo errado.
—Quem mandou você? – Ele estava furioso. Havia uma brecha entre todos os feitiços de proteção! Em Posedone! Ele tinha que relatar ao Rei.
— Estevão da casa de 2y. Rei de Calasir. – O mensageiro Rigel ficou apenas observando. Eram palavras fracas, por isso os Pégasos e outros seres estavam escondidos a dias. Calasir não era o nome de nenhum Reino que ele conhecia, e ele conhecia muitos. – Fica além das pedras rachadas, sabe? — Ele apontou para um local onde não eram exatamente duas pedras. Para ele pareciam duas pedras, para os outros era uma estátua de Poseidon e do lado partido o braço com o tridente. – O portal!
—Vocês entraram pelo portal?! – Uma onda de pânico e medo se manifestou nele, ele fez um sinal para todos os habitantes se afastarem. – Há anos que ninguém entra pelo portal! – Foi a tanto tempo, Rigel nem era nascido, mais as pessoas contavam sobre um jovem, um “Rei Noledo” do lado da membrana. Mas, para ele, mesmo que jovem, existia algumas exigências a serem cumpridas para a idade não pesar; e ele não atendeu a tudo. Ele voltou seu olhar para o homem, teriam o mesmo destino se não saíssem dali.
—Esse é um convite do meu rei para o seu. – Mesmo sendo entregue com cuidado Rigel queria amassar aquilo. Algo estava errado. Ele estava furioso, estava sendo ríspido.
—Entregarei ao meu Rei – Houve um aceno com a cabeça – Retorne, ninguém fica em Saphiral sem ser convidado! – O homem concordou, e começou a fazer a manobra para retornarem de onde vieram, e Rigel ficou lá parado, esperando eles desaparecem, e quando o fizeram, todos se voltaram para ele.
—O que faremos? – Palas perguntou. – Eu nem sabia que Saphiral tinha um ponto cego. Uma das guerreiras chegou perto de Rigel que deu um pulo de susto.
—Eles voltaram. – Rigel ergueu a sobrancelha. – Á algum tempo, quando estávamos em Marjória, na ilha, vimos algo se aproximar. Contamos à Casa do Extremo. Jogamos algumas flechas, e quando os outros voltaram, eles haviam sumido; eu pensei que eles eram de Blandyca! Bandeiras brancas...
—O que os De Cléota disseram?
—Ficarmos de olho. Mas, o que íamos fazer? – Rigel mordeu os lábios.
—Eu vou entregar isso pro Rei. E o mais importante, deixem todos sabendo, mais, tranquilizem os habitantes. Não são Pérolas Brancas!
—Rigel. – Palas o chamou. – Você acha que o Rei vai gostar?
—Da última vez que ele recebeu uma carta não foi muito legal. – E depois de sentir calafrios ele acenou para os amigos e foi em direção ao Castelo, seguindo até a sala do trono.
As janelas que iam do chão ao teto, viradas para cada ponto do país, norte, sul, leste e oeste. Havia luz ali. Rigel olhou para a janela atrás do trono do Rei, não dava para ver Posedone dali. Nem por nenhuma janela, era um ponto cego. As tapeçarias que estavam no Salão eram das Aldeias que não existiam mais. Nove no total, mostrava o quão determinado Perseu tinha que se manter para reerguer tudo. Os pilares de mármore logo iriam serem enfeitados para as celebrações futuras, mas, sem elas, era estranho.
O Rei queria dormir. O dia tinha sido agitado, ele andou muito, conversou com tantas pessoas e ainda treinou com os Guardiões, no mínimo, girar a coroa no braço do trono fosse a diversão dele, pois, ele nem percebeu que seu mensageiro chegou apenas quando ele se aproximou muito e fez uma reverência. Perseu franziu a testa, não estava interessado em interagir mais.
—O que quer? – Perguntou colocando a coroa na cabeça e o olhou de uma forma que parecia perfura-lo.
—Majestade, vim entregar esse envelope. – Ele entrou e se afastou, se Perseu fosse levantar para andar e ler não queria estar na frente. O Rei ficou olhando para o objeto, tentava entender, era um jeito estranho de carta. De coisas que Rigel geralmente entregava, ele ficou confuso.
—De que de que se trata? – Perseu queria respostas rápidas, tinha tanta coisa ainda para fazer então ele devolveu para o mensageiro poder responder, o que o deixou hesitante, queria ir embora e dizer que foi um equívoco. Mas, podia voltar.
Foi uma cerimônia para finalmente abrir o que era na verdade uma carta, com letras bem longas, e definidas, como o corpo de Afrodite.
—É um convite para visitar Calasir.
—Que Reino é esse? – Foi quando ele puxou o papel irritado para ler. Não era muito grande, não tinha muitos detalhes, realmente, um convite. Ele voltou-se para Rigel franzindo o cenho. Onde estava o Conselheiro naquele exato momento?
—O mensageiro deles disse que fica depois do portal – Perseu parou. – Os picos separados que ficam no mar! – A estátua de Poseidon que sua mãe partiu em dois. O que ela ousou fazer?
—Qual o problema? – O Conselheiro chegou em seguida, ele era um homem alto de olhos verdes e cabelos pretos. Estava sempre vestindo roupas com os tons das estações, era seu tributo a Perséfone, Deméter e Despina.
Perseu entregou a carta para ele e começou a olhar nas janelas não conseguia ver Posedone. E como não conseguia ver, ele ficou frustrado, sentou-se no trono e respirou fundo.
—Será que é uma boa aliança? – Ele não conseguiu pensar em mais nada, além do óbvio. Porém, seu Conselheiro ficou em silêncio. Sugestões eram complicadas na posição que ele estava.
— Seria uma aliança interessante, majestade. – Foi claramente um sussurro do que uma verdadeira sugestão. Perseu ainda analisava as palavras, a carta, tudo, mordeu o lábio, suspirou pesadamente, ele estava receoso, não podia deixar o povo órfão de um Rei, sem Herdeiros ainda por cima. Antes que Rigel pudesse fazer um comentário Perseu jogou a carta nas mãos do Conselheiro e anunciou:
—Quero um navio e uma comitiva! Responderemos esse pedido!
Foi quando a Feiticeira entrou com tudo no castelo, ela nunca entrava pela porta da frente, geralmente ela aparecia na porta lateral, que era mais perto da floresta.
—Não! Vossa Majestade não pode fazer isso! – Ele a encarou. Rigel fechou os olhos e o Conselheiro se afastou. Ele não gostou do que ela “ordenou”.
—Como não?
—Pense um pouco. – Mérope estava com um vestido de tecido azul escuro que iam até seus cotovelos, protegendo o braço, enquanto na sua cintura havia um tecido rosa amarrado na cintura. Tinha muitas conchas pequenas presas em seus grandes cabelos prateados. – Na verdade, nem pense. Você precisa descansar. Total decisões assim nunca são uma boa ideia! – Perseu ia retrucar, mas, a jovem negou. – Todos estão com medo Rei Perseu. E sabemos que se você sair, alguém tem que ficar cuidando de tudo aqui. O povo já está muito assustado. – Ela fez uma pausa. – Principalmente porque apareceram em Posedone. – Mencionou devagar. – Vossa Majestade precisa refletir.
—Não parece algo importante, no sentido de apenas quererem conhecer o Rei. – Rigel quase enfartou no final da frase.
—Eles vieram do OUTRO LADO! Como qualquer um de nós poderíamos confiar em pessoas assim? Que poderiam ser Pérolas Brancas! Eles me pareceram desagradáveis! – Houve silêncio, Perseu o encarou. –Sujos!
—Todo dono de barco é sujo! – O Conselheiro disse. – Tente um argumento melhor.
—E se for uma armadilha?
—Deveríamos mandar informantes para analisar o lugar primeiro. Eles entraram aqui duas vezes, então é seguro explorar antes de ir. – Mérope falou.
—É uma boa ideia. Mas, tem que ser iguais á eles. Menos chamativo possível. – Perseu falou, ele sabia que seus habitantes chamavam atenção, Mérope tinha cabelos prateados e Rigel tinha olhos violeta, nem todo Reino tinha isso.
—Os de Cléota! – O Conselheiro falou. – Assim como a luz do dia, tranquilos. – Perseu deu um leve sorriso.
—Mande os Extremos para o outro lado. Eu vou aguardar a exploração. – E assim naquele mesmo dia, de onde o navio do “Outro Lado” surgiu, três membros da família De Cléota foram investigar o tal país chamado Calasir. Não era uma rota difícil, as estrelas não eram as mesmas, mas, faziam desenhos semelhantes, mais a melhor parte era que, Saphiral estava á Sudoeste de qualquer lugar, eles só precisavam seguir a Noroeste; e mesmo com ventos horríveis e condições precárias eles chegaram a um local onde haviam muitos barcos. Grandes, assim como Rigel havia descrito, tinham soldados no local, alguns homens aparentemente bêbados, e exaustos, um outro ponto havia pessoas que pareciam procurar trabalho. Era de tarde ali, logo anoiteceria.
—Que triste. – Deneb de Cléota assim como seus irmãos, Aspros e Tmalo, tinham cabelos pretos e olhos verdes, usavam roupas simples, sem cores chamativas, cinza era uma cor bem comum. – O que devemos procurar?
—O máximo de informação possível. Antes do sol nascer sairemos daqui. – Deneb falou.
—Não devemos nos aproximar do castelo. – Lembrou Tmalo, vamos conversar com os habitantes. E por favor Aspros, sem alvoroço! – Os ombros do outro caíram.
—Que eu vou fazer então?
—Acredito que tenham outras Aldeias por aqui, veja o que eles vendem, o que compram... – O jovem arfou.
—Sem mulheres?
—Sem mulheres! – Os dois falaram enquanto se “misturavam” com os demais.
*
Quando voltaram, foram direto a ponto crucial.
—O Rei tem uma Rainha! – Aspros falou. – Parece que estão passando por uma reforma. Dizem que ela controla feras. Mas, não vimos nenhuma pelo povoado.
—Mas, parece um lugar seguro, e sem más intenções.
—E pelo que descobrimos também, eles perderam um herdeiro.
—Que coisa terrível. – Perseu falou se recostando no Trono. – Uma Rainha. Então, parece realmente que deve ser algum encontro de negócios. No caso ele fosse mulher poderia ter um interesse. – Ele colocou a mão no queixo. Nessa hora Nottpos e Aya entraram no salão.
—O que temos para negociar? – Aya perguntou séria.
—Eu não sei. Parece autentico, e não parece que tem más intenções. – Perseu estava curioso na verdade. – Mas, eu não vou sozinho.
—Quem acompanharia Vossa Majestade? – O Conselheiro perguntou.
—Uma comitiva maravilhosa. – Perseu se levantou e caminhou até Aya colocando a mão em seu ombro. – Chame Rigel, e chame o mensageiro dos Reinos. – Ela acenou positivamente e fazendo reverencia saiu do castelo, então ele se aproximou de Nottpos. – Chame Nakumma, e se preparem, vocês vão comigo.
—Claro meu Rei. – Falou Nottpos nervoso, á muito tempo ele esteve do outro lado; não era ruim, apenas mais difícil.- O que falo pra ela?
—Que vamos para o Outro Lado. Devem levar algumas roupas. – Ele olhou confuso.
—De que tipo?
—As de celebrações. – O Conselheiro falou. – Elas não se destacam tanto, mais não os mantem no escuro. Ele olhou para o rei. – Tem certeza que quer ir pra lá?
—Sim. – O primeiro mensageiro a chegar foi o dos Reinos, um jovem de cabelos ruivos claros, e olhos azuis parecia surpreso em ver o Rei. – Ah, Nereu! Quero que você vá até Ruphira. E diga que estarei fazendo uma visita. – O mensageiro respirou fundo e assim que ele saiu, Rigel entrou. Perseu deu um suspiro longo, aliviado. – Rigel, mande uma mensagem por escrita para o outro lado, em três dias estarei em Calasir!
—Mas, os De Cléota foram e voltaram rápidos. – O Conselheiro falou.
—Nós não fomos da forma convencional! – Deneb falou. – Por favor, não tivemos muito tempo. Era reconhecimento. – Ela olhou para o Rei. – Mas, chamar a Rainha de Ruphira não ajudará muito.
—Além de Rainha de Ruphira, Auterpe é Princesa de Saphiral. Quero passar uma boa impressão. E claro, rever minha irmã.
—Espera, e quem ficará no lugar do Rei quando estiver fora?
—Os Guardiões, e Mérope. – O Conselheiro ficou boquiaberto. – Mérope protege o Reino com seus poderes a um longo tempo. Saindo não deixaremos brechas paras ninguém invadir e voltamos para a Celebração de Héstia. – Ele falou determinado. – está decidido.
Rigel sentiu que ia passar mal. Aspros o observou.
—Quais serão as cores das bandeiras? – Ele perguntou em tom divertido. – Branca também? – Perseu o encarou. – Rosa?
—Sim. Dispensados. Precisamos nos organizar.
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A chuva ainda caia sobre Calasir, enquanto Mandrik marchava até Estevão entregando um pergaminho com um carimbo azul e fita dourada nas mãos do Rei que estava sentado no Trono conversando tranquilizando Estela sobre a possível aliança desconhecida, pois até ele começara a duvidar de Franny, não receberiam nenhuma respostas em dias. Até que o Conselheiro recebeu o pergaminho, basicamente ele mordeu a língua e apenas entregou para Estevão.
—Que diferente! – Ele exclamou de surpresa pegando o pergaminho e animado o abriu. – Eu sabia!
—Você duvidou! – Resmungou Mandrik. – Ficou pensando e repreendendo Franny para saber se era verdade ou não.
—O que está escrito? – Estela perguntou encolhendo o corpo, por um momento pensou se não poderiam ser um povo violento. Franny estava assustado quando voltou, mas, ela tinha seus dragões para lutar pelo seu Reino dessa vez. Mesmo que fossem um povo violento, não iriam vir em um exercito grande.
—(...) – Estevão olhou para Mandrik nervoso. – Quando isso foi entregue?
—Eu não sei exatamente, a chuva estava forte esses dias, sei que Moah me entregou hoje, cuidado para não molhar. Porque? – Estevão passou a mão no rosto, estava ficando furioso.
—Aqui diz que eles aceitaram o convite, e em três dias eles iriam chegar aqui! Sabe que choveu por dias a fio? – O Conselheiro observou. – Eles podem chegar a qualquer momento, isso é se não já chegaram!
William apareceu na sala do trono com um longo sorriso, Mandrik o encarou, foi quando todos se voltaram para ele.
—Eu estava em meu quarto. – Houve uma pausa. – Olhei para o horizonte no mar. Aparente um navio bem grande está se aproximando do porto. – Ele fez uma expressão divertida. – Mas, ele não estava tendo problemas com as ondas; então me lembrei daquelas loucuras do que Franny disse e vim comentar. Talvez o Rei do “Outro Mundo”, – Ele fez aspas rindo. – chegou e ninguém preparou nada! – Todos congelaram.
—Faz quanto tempo você viu isso? – Estevão perguntou.
—Um tempo. – Ele deu ombros. – As velas são cor de rosa. Eu acho que o Rei tem um gosto peculiar. – William disse rindo. Estevão ficou de pé rapidamente.
—Mandrik, organize uma boa recepção, antes avise para a cozinha fazer algo apresentável, temos pouco tempo para prepara as coisas.
—Claro, mas, culpa não foi minha.- Mandrik disse fazendo uma reverencia e saindo para fazer os preparativos que lhe fora ordenado.
—Que vergonha. – William falou e em seguida se colocou do lado de Mandrik. – Posso ir com ele também?
—Tanto faz! – Estevão gritou. – Ficando aqui você só vai atrapalhar tudo mesmo. – Kaila! Liandra! – Ele berrou e em seguida se virou para Estela. – Você deve estar belíssima, e com um sorriso dócil, não demonstre medo. – Ela recuou um pouco.
—Se eles forem um perigo, não vou conseguir chamar Jaspe e Sinler para nos proteger. Eu...
—Vai ficar tudo bem. Mesmo com a chuva eles viriam. Agora me diz, se eles trouxessem algo iria voar nessa chuva? – Ele deu um beijo em sua testa e foi preparar o que pudesse para receber os visitantes.
Ele prometeu uma recepção calorosa. Não era possível que realmente pudesse existir outros mundos. Ficou frustrado porque era ele quem deveria ter encontrado aquele lugar fantástico.
Eles partiram com duas carruagens, acreditavam que o Rei teria ao menos um criado e um Conselheiro, contavam também com um Guarda, por isso duas carruagens estavam de bom tamanho. Enquanto três guardas junto com Mandrik e para seu desespero, William galopavam para poder receber os visitantes. Os guardas iam a frente.
—E agora? – William perguntou. – E se forem perigosos?
—Acredito que já teriam atacado o porto inteiro. Acho que eles não gostaram mesmo da cara de Franny. – Eles iam rir, mas, foi quando os guardas chegaram perto do braço e um homem de cabelos brancos saiu. Ele não parecia abalado com a chuva.
—Ele é velho! – William exclamou. – Caraca, por isso ele cedeu tão facilmente, ele não devia estar em suas plenas faculdades mentais. Pelo navio julgo que ele é muito rico!
—Cala a boca! – Mandrik ordenou, definitivamente, toda a recepção foi desfocada pela chuva. Que tragédia! Estevão iria berrar nos seus ouvidos.
Os comentários continuaram enquanto eles se aproximavam, o navio não parecia todo de madeira, mais a parte de baixo parecia revestida com couro de algum animal, um réptil, por isso eles estavam navegando tranquilamente.
Mas, quando se aproximaram, perceberam que não era um velho, nem um idoso, era jovem, talvez tivesse a idade de Estevão, senão, mais novo, encantador, por assim dizer, apenas tinha os cabelos brancos, como a rata; ele foi coberto por um capuz azul, e conversava com os guardas.
Nesse momento, uma garota de longos cabelos longos da cor vinho e de olhos cinzas praticamente se materializou do lado de Mandrik.
—É com o senhor que eu devo me reportar? – William quase caiu do cavalo de susto.
—Aan... Eu sou o Conselheiro e. – Ele estava desconcentrado. – Mandrik.
—Sou a Guardiã do Rei Perseu, Nakumma. E nós precisamos sair da chuva. Correto senhor Mandrik Conselheiro do Rei?!
—Correto. – Ele desceu do cavalo e junto com os guardas colocaram primeiro o Rei em uma carruagem, antes de verem a comitiva dele, no total eram em oito, aparentemente duas carruagens não eram o bastante. Mandrik se virou para a garota. – Aan. Onde está o Conselheiro para ir com o seu Rei na carruagem?
—Na verdade, o Rei vai na carruagem com a Princesa na carruagem.
—Princesa?
—Não seria Rainha? – William falou debochadamente se aproximando da garota que o encarou.
—Não nessa comitiva! – William deu um sorriso, gostou da audácia da garota.
Enquanto esperavam todos se organizarem, a chuva diminuiu e de dentro do navio saiu uma jovem de longos cabelos brancos. Que deu arrepios tanto em William quanto em Mandrik; do ponto de vista do Conselheiro a rata se sentiria a vontade. Já do ponto de vista do outro, ela daria uma boa substituída já que não conseguia tocar na cunhada. Mas aquela Princesa, com todos os acordos certos, seria sua sem dúvidas.
Mesmo que ela estivesse de mãos dadas com o Rei. O que era bem estranho. Foi então que a chuva voltou, e eles precisavam voltar ao Castelo, em mente que tudo já estava organizado. Claro que estaria, Estevão estava em êxtase, e via uma boa oportunidade.
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