Notas iniciais
Escrevemos magicamente bem. E nem combinamos tantas coisas assim... Apenas flui! ~Enjoy~♥

Durante toda a viagem ambos se atualizaram sobre seus reinos, e que, como uma visita para o Outro Espelho, como ela dizia, parecia muito divertida, ela foi, até porque ela estava esperando por todas as coisas que os outros Reinos faziam, seus festivais, festas, as celebrações, ela até esperava encontrar algo emocionante.
Assim que desceram do navio foram colocados dentro de uma carruagem, Auterpe olhou para Perseu, não estava incomodada porquê estava em um encontro diplomático por Saphiral; e sim porque, para aquela comitiva, ela era a “Princesa de Saphiral”. Quando na verdade ela era Rainha de Ruphira (faltavam algumas luas para a coroação oficial) mesmo que eternamente ela fosse a Princesa de Saphiral. Quando eles aportaram o navio com escamas de Kraken e a adoráveis velas cor de rosa ela olhou pela janela e viu a chuva.

—Eu devo dizer alguma coisa? – Ela perguntou.

—Se quiser dizer, diga. Apenas não os chame de mortais. Nem de matáveis. – Ela olhou indignada.

—Mas, eles são! – Perseu deu um sorriso de canto.

—Sim, mas, pode ser ofensivo. Não queremos ninguém mais invadindo nosso lado.- Ela concordou.

—Eu nem sabia que nossa mãe podia fazer isso.

—Mas, fez, e infelizmente temos que consertar. – Eles dividiam a cabine, eles eram os gêmeos que ninguém separava. – (...) Sinto muito por não ter trago sua dama de companhia.

—Eu tenho os seus. – Ela riu, o que fez ele rir também. – Mas, por um lado, poderei conversar com uma outra Rainha! – Ela estava animada. – E você vai conversar com um Rei! Sem nos preocupar com nosso passado, nem quem somos, apenas dois visitantes com coroa! – Ela sorriu.

—Eu sabia que você ia gostar. – Ela continuou observando a chuva e o reino pela janela da carruagem. Nottpos e Nakumma como Guardiões não foram dentro da carruagem, e sim, em cima dela, o importante era a segurança, não deixava de ser um lugar estranho e novo. Eles ouviram durante o caminho o suposto Guarda, resmungando algo, eles não ouviram nada, mas, era algo de se manter atento. – Parece que as pessoas por aqui, vivem tristes. – Ela dizia observando a falta de vilas e organização. – (...) Oh ela tem dragões! Como os de Cléota não mencionaram isso?

—E alguém gosta muito de mostrar que os tem. E eles comentaram. Brevemente. – Ao que ele lembrava. – Ele sabia que ela queria entrar lá com o título de Rainha de Ruphira, mas, o fato do outro Rei ter uma Rainha, o deixou envergonhado, e aparecer com uma companhia feminina era um sinal de comprometimento. Aparentemente nos Reinos do Outro Lado eram assim, não sabia exatamente o porquê, mais, parecia fazer parte da cultura deles, sempre em pares. Ele apenas acatou.

Quando chegaram ao destino foram abraçados pelo calor que havia no hall de entrada, havia muitas decorações luxuosas e objetos incríveis, mas, o que lhe prendeu atenção enquanto caminhava pelo local foi uma pintura enorme numa parede; era um homem alto de cabelos loiros escuros e armadura reluzente chegando nos portões da cidade. Pinturas grandes exigiam muito tempo e habilidade, estava observando arte.

—Essa é uma pintura da conquista do Rei. – O Conselheiro explicou de repente. O que deixou Perseu perdido instantaneamente.

—Seu Rei, não é um Rei por nascença? – Em qual circunstância isso seria possível?

—Não! Meu irmão conquistou a coroa. – Ainda parecia incomum. Mas, devia ter um bom motivo, sempre havia um, ele era Rei desde o nascimento, coisas acontecem. Mandrik ignorou o que William falou e prosseguiu.

—Vamos, ele deve estar nos esperando – Ele os guiou por corredores belamente decorados. Quando as portas da sala do trono se abriram, Perseu olhou deslumbrado; aquilo era um lugar mais digno que o seu que mesmo estando em construção não teria tudo aquilo em um único reinado. Foi quando o vitral atrás do trono chamou atenção de Auterpe, haviam imagens de dragões por todo canto, era um exagero. Foi quando que viram os prováveis Rei e Rainha do Reino de Calasir, a fez sorriso largamente. Ela apertou o pulso de Perseu, estava animada, a Rainha também tinha os cabelos brancos.

— Apresento sua majestade real, Rei Perseu, do reino de Saphiral e sua alteza real, Princesa Auterpe. – Estela abriu um pouco a boca, suas visitas também tinham cabelos brancos, era muito confuso, Estevão estava confuso, e enquanto olhava para cada pessoa com os cabelos brancos, Perseu mordeu a bochecha por dentro, ele notou a confusão mental.

—Majestade, agradeço imensamente o convite. – Perseu fez uma reverencia formal, o que era diferente do que ele costumava fazer, Auterpe fez outro tipo e Estevão imitou o Rei.

—Eu agradeço que tenham respondido! – Estevão desceu os degraus observando a todos, peças raras, cabelos com tons diferentes, uma mistura completa, bem ali na sua frente. – Acho que podemos ir para um lugar mais confortável. – E Estevão os guiou para uma sala grande. Como todos notaram, bem exagerados. Nottpos se aproximou de Nakumma discretamente.

—Nem as Pérolas Brancas são tão exageradas! – Nakumma engoliu uma risada, de fato; elas eram limpas, cheias de adornos de ouro e um ambiente extremamente decorado e que dizia: “Somos muito ricas graças à Rá. ” Porém, aquele Rei ultrapassava todas as expectativas. Enquanto a comitiva foi acomodada, o Rei e a Princesa precisavam de roupas mais adequas para interagir com as realezas.

Houve uma insistência de William que se ofereceu para guiar Auterpe, mas Estevão pediu a Estela para fazer isso, nisso observando o trio de cabelos brancos se distanciar. Haviam muitas coisas de dragões pelo lugar, Auterpe observava fixamente, isso ia de quadros, estátuas, vitrais, com certeza em algum lugar havia dragões; diversos deles cada um representado por todo o Reino. Porque, nem todo tipo de dragão dar sorte e você nunca deve guardar símbolos de azar onde vive.

-Será que Mérope está bem? Tomando conta de dois Reinos?

Ela está bem. Segundo você, ela é excelente.— Eles sussurraram entre si, então Perseu tinha que ser cortês com Estela também.

—Então, o Rei monta dragões? – Queria disfarçar que não estava tão bem vestido.

—Não, só eu. – Estela virou sorrindo, como ele nunca havia ficado em uma situação a Perseu retribuiu.

—Porque? Auterpe perguntou curiosa. Estela não sabia o que dizer exatamente.

—Ele é o Rei. Não vai se arriscar a se machucar! – Disse rapidamente. Os gêmeos se olharam, como um Rei não se arriscaria?
Durante o jantar enquanto comiam e se mantinham civilizados, Auterpe fez um movimento com o pulso, um movimento despercebido pra qualquer um, mas, para Perseu era um aviso. “A Rainha não estava confortável, e fazia um bom tempo. Talvez luas. ”

A conversa entre os Reis parecia mais um conto para crianças dormirem, do que uma realidade; o fato de eles terem costumes diferentes impressionavam ambos.

—Então, vocês não precisam conquistar territórios? – Estevão perguntou com uma taça de vinho na mão, conquista era algo importante para um Rei, aliás, foi assim que Estevão chegou aonde está hoje.

—Não... – Perseu olhou para o vinho por uns instantes. – Prefiro fazer alianças, nosso Reino já é grande o suficiente para ter mais território. – Auterpe deu uma risada baixa, todos se viraram para ela. – (...) Prosseguia. – Perseu falou.

—É porque mais território significa, se preocupar com mais gente! – Perseu concordou. – Pensamos que se, tivermos muitos aliados, em casos de batalhas, não gostamos de prolongar as coisas. Aliás, o tempo que gastaríamos para reconstruir tudo, cuidar de feridos, apenas, aproveitamos...

Estela observou impressionada, ela nunca tinha um minuto para conversar com outras pessoas, não exatamente “conversar”, mas, ela nunca tinha autorização ou consentimento de Estevão para finalizar uma frase, ela abaixou a cabeça discretamente, foi quando Auterpe deu um toque em Perseu.

—Vocês admiram mesmo dragões hein. – Estevão encheu o peito de orgulho.

—Sim, eles salvaram meu Reino. – E novamente Estela murchou, era como se ela quisesse falar, mas, tudo era sobre Estevão, seu Reino, suas conquistas, e SUA esposa. Apenas.

Na manhã seguinte havia sol, e depois do dejejum, eles foram convidados para um passeio. Nakumma e Tmalo de Cléota acompanharam eles, enquanto Nottpos, o Conselheiro e Hamal tinham ficado para organizar os presentes que eles tinham trazido. Com a chuva, e as longas conversas não foi possível presentear imediatamente como sempre faziam. Do nada Nottpos começou a rir.

—O que foi? – O Conselheiro perguntou.

—Isso tudo está muito ensaiado de esquisito. – Hamal ergueu uma sobrancelha. – Não sei, eu nunca vi nenhum Rei bondoso e uma Rainha tão educada chamarem outro Rei se não tivessem segundos planos. – Houve uma pausa. – E olha, eu conheci muitos Reis e Rainhas.

—Pelo menos Perseu está feliz porque Auterpe está com ele. – O Conselheiro, Navi de Cléota admirava o bom humor de Perseu, não era algo que sempre acontecia. – Mas, concordo, a Rainha daqui parece um tanto incomodada.

—Um tanto? – Hamal perguntou surpresa. Não era sempre que ela falava. – Muito. E eu só a vi alguns instantes. Ela me parecia infeliz, mas, foi apenas ver o Rei e a Princesa que ela se animou. Foi como se eles fossem trigêmeos.

—Só pelo cabelo branco? – Nottpos perguntou com uma risada.

—Uma Rainha perdida em um Reino novo, sem ninguém que conhece. Assim como nós. – Navi fez uma expressão de “verdade”. – Uma observação, eu prevejo que provavelmente, o Príncipe desse reino vai

—Para de prever o que não deve existir. Qual era a ordem dos presentes? – Nottpos perguntou enquanto eles mantinham a atenção nos presentes, eram muitos, até parecia que Perseu previu o Rei exagerado e exagerou também nos presentes.

Depois que terminaram de organizar tudo saíram para fora para conhecer o reino. Todos os guardas ficavam ali, fazendo a segurança, ou alimentando os cavalos, estavam sempre com a postura firme, sinceramente eles pareciam entediados. Nottpos se aproximou de Calisne, o líder da guarda real, ele estava batendo papo com outro guarda quando o jovem se aproximou.

—Com licença, bom dia. – Carlisle quis rir, era um jovem muito educado, que chegava a ser engraçado. Ele nem era tão alto, e quando chegou em Calasir ele foi em cima de uma das carruagens, não tinha como levar o garoto de cabelos pretos á sério. – Aan, estamos um pouco inquietos. – Para não dizerem entediados, para o guarda, ele não tinha nenhuma responsabilidade em entreter os convidados. – Se importaria de nos oferecer algumas... Espadas?

—Não sei se o Rei aprovaria que os visitantes estivessem em pose de. – Hamal o interrompeu.

—Vai ser meramente rápido e sabemos que você não tem nenhuma intenção em nos entreter, o que não soaria bem para você, não é? Então, por favor, nos entregue duas espadas... – Calasir deu alguns passos para trás e pegou duas espadas entregou para os dois. Ambos colocaram a espada no peito demonstrando alguma coisa antes de literalmente começarem a dançar e a lutar com as espadas. Os guardas se juntaram em volta para observar o duelo dos dois, que estava interessante, depois de um tempo a dança foi encerrada quando as espadas tomaram rumos diferentes, uma cravada no chão e outra voando no ar. Quando os guardas terminaram os comentários, Nottpos tirou a espada do chão perguntando quem queria ser o próximo. O que tornou o dia ensolarado mais divertido, eles conseguiram esquecer que naquele Reino havia dragões, e os visitantes eram divertidos.

Depois da demonstração dos dragões na qual Perseu teve o prazer de montar e se divertir, Nakumma se sentiu muito irritada porque os outros estavam se divertindo com danças de espadas. Os duelos de espadas eram os seus favoritos, até porque ela não fez nada de mais, apenas ficou observando todo o espetáculo com dragões, junto com a irritação do Rei, que nem ela entendeu. Mais classificou como ódio. Ela também percebeu que o Príncipe a todo custo queria se aproximar da Princesa. Não era culpa dele, Auterpe era linda, porém, ele era esquisito demais. E quando eles chegaram perto do castelo imediatamente os guardas pararam os duelos, o que deixou a Guardiã chateada. Todo aquele lugar lhe parecia uma tortura.

Enquanto tomavam chá e comiam biscoitos Perseu e sua comitiva ofereceriam os presentes, que deixou a todos sem palavras. Havia joias. Dois braceletes dourados decorados de jades e diamantes que foram dados para Estevão, e um colar dourado com ametistas e água marinha para a Rainha. Eles levaram também tecidos incrivelmente brilhantes e coloridos, tons de azul como o céu perolado, amarelo como os raios do sol, e outras cores fascinantes. Estevão agradeceu os presentes porém, não tinha a mínima intenção de ficar com aquelas cores que não combinavam com seu reino. Provavelmente ficaria com os braceletes, mas, por raiva, não deixaria Estela ficar com o colar. Houveram outros presentes, como um conjunto de quatro taças de prata com safiras azuis decorando-as, aquilo eles admiraram. Houve mais conversa antes deles se dispensarem para seus quartos.

Auterpe estava pensativa caminhando para os quartos quando Perseu irrompeu á falar.

—Você não acha Estela estranha? Hoje, no passeio de dragão, ela não parece feliz em estar aqui. – Ele sentiu em suas palavras.

—Ela não é feliz! – Auterpe respondeu convicta.

—E se a levarmos para Saphiral? – Era uma ideia boa, aliás, ela poderia fazer diversas coisas para se alegrar, se distrair e principalmente socializar.

—Acho que precisa dormir e pensar. – Ela disse acariciando o rosto do irmão.

—Não gosto de ver ninguém infeliz. – Auterpe o olhou boquiaberta.

—Engraçado, porque eu lembro que vi cinco Guardiões bem tristes porque não viriam e outros que estavam visivelmente infelizes com seu convite. – Ele sorriu com o comentário.

—Você entendeu o que eu quis dizer.

—Nós viemos aqui para eles não invadirem nossos Reinos e os outros não virem pra cá! Não para salvar ninguém. – Houve uma pausa. – E sinceramente, eu achei que quando chegássemos aqui haveria bailes! Imaginei grandes celebrações. Não vi muita coisa. – Perseu concordou com a irmã. – Eu tenho dragões em Ruphira! E devia ter comentado que eu tenho dragões também!

—Você queria passear? – Ela negou. – Aan, então você queria ou não?

—Na verdade, eu achei que os dois Reis voariam juntos. Mas, não foi bem assim. – Ela olhou para o lado. – Se você a levasse para Saphiral, precisaríamos fechar o portal, porque pelo que eu vi, aquele Rei derrubaria mundos atrás daquela mulher. O que significaria que você poderia arrumar problemas com diversos Reinos. – Houveram suspiros. – Mas, você sempre ajuda os outros. Como um Rei de verdade... – Eles encostaram a testa uma na outra. – Quem é você Perseu?

—Eu sou o Rei de Saphiral. Quem é você Auterpe?

—Eu sou a Rainha de Ruphira, mas, hoje sou a Princesa de Saphiral.

Assim que ele entrou no quarto, ela foi surpreendida por uma voz, que a fez dar um salto e levar as mãos ao coração, o Príncipe sorria largamente para ela, ela se conteve. Ele a convidou para passear e aproveitar a vista da praia. Ela pensou que obviamente naquele Reino ser vista sozinha com um rapaz não deveria ser coisa boa; foi por isso que ela aceitou, a noite era boa para passeios, em qualquer lugar do universo.

Depois de uma caminhada agradável, com o clima agradável, e uma curta conversa casual, Auterpe descobriu que William não era parte da realeza, como seu irmão era um Rei por conquista, não deu títulos a ninguém, além do seu Conselheiro e de sua esposa. Nem seus sobrinhos seriam Príncipes. Ela também descobriu que ele, seria um futuro Conde do condado das Esmeraldas, mas, não eram as mesmas Esmeraldas do seu Reino; e esse seria o título de seus sobrinhos quando atingissem a maioridade. Ele a olhava com atenção, e bebia o vinho rapidamente, ela se segurou em dois goles, ela não estava em um lugar conhecido, então precisava estar atenta. Até porque, ficou impressionada quando descobriu que o Rei apenas se casou porque como ela percebeu, era uma estrangeira em um país diferente, assustada, um troféu; ela levou a bebida aos lábios preocupada.

—Me fale de você... – Auterpe não quis rejeitar o beijo que ele depositou em sua mão, era um sinal bom, mas, ela deu um sorriso sem graça.

—Sobre mim? – Ela tirou a mão suavemente. – O que você gostaria de saber sobre mim?

—Me conte sobre você, o que quiser. – Auterpe olhou para o céu.

—Certo, sou a irmã do Rei Perseu, a Princesa de Saphiral. – William já sabia disso, mas, ouvir ela falar, era algo satisfatório; o fazia sorrir. – Somos Herdeiros desde o nascimento, nossos pais eram Reis de Reinos inimigos e nos tiveram. Ele é o mais velho e destemido, eu a mais nova sou harmoniosa. – Ele sorriu, ela era muito espontânea. Diferente de sua cunhada, que era uma prisioneira com dragões. – Claro, ser harmoniosa não ajuda muito.

—Como não? – Ele ergueu uma sobrancelha. – Para você parece funcionar bem. – Se demonstrar otimista era bom para conseguir confiança.

—Para resolver coisas diplomáticas, tem que ser destemida. Eu ainda não estou pronta para isso. – Ela estava, mais ali era a Princesa, não a Rainha. – Sobre mim, gosto muito de celebrações, de bailes, de coisa sofisticadas e de uma boa companhia!

—Eu sou uma boa companhia? – Ele perguntou.

—Até o momento está sendo agradável. – Elevou o ego de William.

—Para o que vossa Alteza não se sente pronta?

—No momento estou apoiando meu irmão. – Ela olhou para o céu novamente. – Tudo leva um tempo, não quero apressar nada se posso aproveitar tudo!

—Faz sentido. – William disse rindo. – E qual a diferença de idade de vocês? Três anos? Quatro?

—Somos gêmeos. Alguns instantes! – Auterpe sorriu.

—Então, enquanto ao seu Rei?

—Perseu?

—Não, o seu futuro noivo. – Auterpe ficou confusa, porém se lembrou que naquele reino não existia Rainha sem Rei. Ela começou a rir e colocou a mão no ombro de William e levou a taça aos lábios.

—Eu sou uma Princesa de nascimento, quando chegar a época perfeita, eu serei coroada Rainha. (...) Claro, de um outro reino.

—Uau. Sem Rei? – Auterpe colocou os dedos sobre o peito de William e começou a dedilhar subindo até a clavícula dele.

—Sem nenhum Rei. Futura Rainha – Nisso ela o puxou para um beijo completamente diferente, era como entrar em êxtase, era como um feitiço, e pelo jeito que Auterpe fez, provável foi sim.

*

O quarto do Rei e da Rainha era muito afastado do quarto de Perseu, mas, havia um porém, a mente do Rei de Saphiral estava a mil. Ele conseguia ouvir, e não era nada agradável, era desgastante na verdade.

—O que diabos foi aquilo? – Estevão berrava no quarto enquanto Estela penteava os cabelos brancos em silêncio, ela sabia que viria, mas, não achava que seria enquanto havia visitantes em seu lado. – Porque ele deixou aquele Rei de cabelos brancos subir nele? Ele é por acaso um deragoniano? – Seu tom era de sarcasmo.

—Ele não é de Deragona. – Ela disse calmamente. – Ele tem os olhos azuis. E eu não sei porque Jaspe gostou dele. Não o obriguei ele. Você estava lá, você viu.

—O que eu vi foi que minha esposa estava se aventurando com meus dragões com outro Rei nas alturas onde eu não podia ouvir nem ver nada. – Antes que ela pudesse dizer que não houve nada de mais, ela acabou levando um tapa no rosto com força fazendo ela soltar o pente das mãos e quase a fazendo cair no chão. Mas, ela se segurou. – O que ele te falou? Aliás, o que você se atreveu a falar com ele? – Estela o olhou assustada. Foi ali que ele a puxou pelo braço com força a fazendo ficar em pé.

—Nada, trocamos formalidades e. – Ele acabou dando-lhe outro tapa forte em seu rosto.

—Ele montou no meu dragão! Você sorriu para ele! Eu sou seu Rei! O seu marido! O que pensou que estava fazendo?

—Chama-lo aqui foi ideia sua e. – Antes que ela pudesse terminar a frase, ele transferiu um soco em suas costas à fazendo perder o ar por completo.

—Como ousar dizer que a culpa foi minha? Eu não mandei ele montar. – Estela não conseguia falar e nesse momento tomado pela raiva ele apertou suas bochechas e a fez encarar em seus olhos, que pareciam vermelhos. – Você não vai ficar com nada que ele lhe deu! Você não merece! Você não se comportou adequadamente. – Dizendo isso ele jogou Estela com tudo na cama, ela sabia o que viria seguir, e quando Estevão começou a apertar suas pernas aquilo deixaria hematomas por uns dias, ela não poderia se levantar, passaria o resto da visita do Rei de cabelos brancos no quarto trancada.

Porém, antes dele fazer qualquer investida nela ouviu um rugido vindo ao longe, o que o assustou, o surpreendeu na verdade, os dragões deviam estar no covil descansando não muito perto dos muros, nem cuspindo fogo parecendo furioso. Estevão a encarou.

—O que você fez? – Ele perguntando saindo de cima dela e indo em direção à janela, Estela se levantou e sentou, estava tremendo com a atitude do marido.

—Não fiz nada. – Jaspe estava furioso, rugia como se houvesse uma grande ameaça na sua frente. – Estou aqui! – Estevão a puxou para perto da janela quase a derrubando.

—Faça o parar! – Quando Estela olhou pela janela para pedir para Jaspe se acalmar viu que do outro lado, á quartos de distância o Rei de cabelos brancos estava a observando. Estela ficou paralisada e nisso ele entrou para dentro.

—Calma Jaspe, estou bem! – Ela exclamou o fazendo se acalmar. – Está tudo bem.

Agora estava tudo bem.

Notas finais
{Você sabia que quando você comenta em um capítulo, motiva o autor? Algumas histórias são descontinuadas por falta de incentivo... O incentivo é a melhor forma de ajudar um escritor.} ~♥Beijos da Autora♥~