Minhas asas doíam, mal conseguia mexer meu corpo, e o pouco que consegui me deu uma certeza: estava no mundo dos humanos. Em meus dedos areia, dançando em meu cabelo água, e um cheiro, nunca avia sentido aquele cheiro, porém logo a briza do mar o espantou.
Meus olhos não abriam e não me lembrava direito de como viria a parar aqui. Fora atacada? Não, isso nunca aconteceu.
Deixe me ver, meu nome é Lauren, sou nascida de um loureiro, isso foi em 1940. Me tornei um anjo da guarda quando fez dezessete anos de meu nascimento. Fui acolhida por um anjo filho do sol, seu nome é... Seu nome... Tá isso não é relevante no momento.
- Minha cabeça — minha voz estava fraca — Louis...
{...}
Meu corpo não doía mais como antes, me sentia quente. E estava agora deitada em algo macio. Me sentei depressa e me deparei com um quarto incrivelmente branco. Tudo era branco, a decoração em tons de azul mas as paredes e moveis brancos. Até mesmo a cama, os lençóis em um tom de azul bebê.
Uma mulher morena de olhos esmeralda entrou no quarto. Sua pele era levemente bronzeada e os cabelos negros como a noite. Seus olhos tinham uma expressão doce, e seu sorriso era acolhedor.
- Meu nome é Sasha Champbell- ela disse se aproximando de mim — Eu e minha filha te achamos desmaiada na praia, estava muito machucada. Está em coma a sete dias.
Eu simplesmente tentei levantar mas ela me sentou novamente na cama, e simplesmente ao colocar os dedos em meio minhas costas minhas asas abriram. E pela primeira vez e minha existência , aquilo realmente doeu.
- Suas asas estão muito machucadas e creio que vão demorar para se reconstruir. Afinal, nenhum remédio tem efeito em você.
- Quem é você?
- Já disse Sasha.
- Não, não foi essa a pergunta — empurrei sua mão de minhas asas- Oque é você?
- Como assim oque sou eu? Eu sou normal, sou humana. Você que tem asas de galinha.
Fechei os olhos, ninguém nunca falara comigo assim. Nem me compara-rá com um animal.
- Olha só eu não tenho asas de galinha. Sou um anjo, por isso nenhum remédio desse mundo vai me ajudar. Eu agradeço por ter me ajudado, mas não era necessário — Me levantei — Vou voltar para o olimpo e tenho certeza que eles vão saber oque aconteceu.
Ela agarrou meu braço.
- Não, você é maluca. Não existe olimpo. Não existem anjos. Você ... Não sei oque é você mas essas coisas não existem.
- Mãe! Mamãe olha oque eu consigo fazer!
Uma menina de mais ou menos dez anos entrou correndo no quarto. Ela tinha a pele mais bronzeada que a de sua mãe e olhos incrivelmente castanhos, eles brilhavam com a luz da janela que lhe davam um tom de carvalho, seu cabelo também era escuro, porém não era preto, era castanho.
Oque realmente me chamou atenção naquela pequena criatura que entrara no quarto era oque ela fez em seguida. Sem dizer nada uma pequena flor brotou em sua mão, ela sorriu para mãe como se aquilo fosse normal.
- Você não é humana — me aproximei — Não é como sua mãe. Mas oque você...
Ela pegou minha mão, e depende várias imagens vieram em minha mente. Um caldeirão borbulhando, um senhor com uma varinha em sua mão " Vejamos, quem sabe essa. É quem sabe", de repente um garoto, olhos incrivelmente verdes, cabelo preto bagunçado " Savannah isso não está me cheirando bem... Nem imagino o gosto então" Ele sorriu. Uma garota ruiva, olhos inteligentes com uma capa preta " Vamos nos atrasar para a aula de transfiguração, rápido Ana"
- Você é uma bruxa — as palavras saíram sem meu consentimento.
- Legal — ela disse sorrindo — Você ouviu mãe, ela disse que sou uma bruxa.
- Não, você não é querida — Ela pegou a menina pelo braços levemente — Essa mulher é louca.
- Não querida, ela está certa.
Um homem, aparentemente alto, de aproximadamente vinte e poucos anos se aproximou de Sasha. Por sua aparecia era pai de Savannah, era tinha belos traços, porém olhos incrivelmente tristes.
{...}
Por algumas horas eu e Savannah ficamos a ouvir seus pais conversando na sala. Ela, não parava de se movimentar pelo quarto, e me fazia diversas perguntas.
Não a respondi, apenas continuei sentada na cama. Minha roupa branca estava co machas enormes, eram rosa escuras. Meus pés descalços estavam frios e isso também me dava uma sensação ruim.
- Quer trocar de roupa? — Savannah estava sentada ao meu lado — Minha mãe tem roupas velhas naquele armário — ela apontou uma porta — Ela deveria ter dezessete dezoito anos, quem sabe caibam em você.
Não me mexi, por isso ela mesma entrou no armário e trouxe com ela um vestido branco, ele deveria acabar antes do meu joelho e tinha camada com panos finos e a ultima era uma renda.
- Nunca usei vestidos.
- Por que não?
- Anjos não tem sexo. Todos nos vestimos iguais.
- Chato, olha pra você não se sentir tão mão, coloque essa blusa — Ela colocou uma blusa, com um tecido parecido com jeans só que mais leve — E use shorts por baixo do vestido, prometo que vai gostar. Quer ajuda? Você não te cara que sabe como colocar isso.
- Não tenho a minima ideia. Obrigada.
E assim, quem sabe. Comece uma amizade.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.