[Amnesia Time Travel] 1: Another Crazy time.
1 Capítulo 1 - Um sonho com o meu futuro.
Notas iniciais
Alguma vez já sentiu-se isolado, como se faltasse algo em sua vida? Alguma vez já teve a impressão de que somos apenas vultos vagando por ai sem direção? Se sim, você está certo! Caso esteja lendo isso na esperança de que eu reconfortasse a sua pacata e insignificante vidinha com enormes historias melancólicas ou cansativas lições de moral, pare de ler este livro agora, pois estará perdendo o seu tempo.
Bem... Como eu devo começar isso? Olá, meu caro leitor, me chamo John Carmine, tenho 15 anos, sou de leão, tenho uma enorme paixão por presunto e meio que... Eu nao sei quem eu sou. Antes que comecem a se perguntar "o que diabos aconteceu com ele?", eu contarei-lhes logo. Eu nao nasci sem me lembrar de nada, foi um acidente. Me lembro apenas pequenos flashes dele. Pelo o que sei, eu estava no parque da cidade, parado, esperando algo, talvez alguém. Era de noite, talvez de madrugada, eu estava cansado. Enquanto esperava, um objeto de metal estranho bateu em minha cabeça, eu apaguei. Não lembro de nada desde então.
Quando apaguei, tive um sonho do qual me recordo claramente: Era uma bela tarde de verão e eu estava no parque da cidade, o mesmo parque de quando eu perdi a memória. O dia estava bonito, calmo, então eu me deitei sobre vasta grama do parque para contemplar o imenso e assustador céu azul. Ao deitar, percebi que havia um corvo acinzentado no meio do parque, porem, antes que eu pudesse de fato prestar atenção nele, ele desapareceu. O sol estava bem em cima de mim e por um momento, usei minha mão direita para tapar a luz intensa em meu rosto mas acabei cansando, então apenas fechei os olhos. Eu estava preste a procurar algum lugar longe da luz, mas eis que percebo que algo está fazendo sombra em cima de mim. Abro os meus olhos, é uma garota.
"Um longo cabelo castanho claro, uma pele clara e macia, uma feição doce e um apaixonante par de olhos cinza claro, tão cinza quanto a neve que cai no fim do inverno. " seria assim que eu descreveria aquela linda garota de regata preta, mini saia azul e um bolero vermelho que estava sobre mim.
Antes que eu pudesse me perder naqueles lindos olhos cinza claro, em um tom misto de abobado e irritado, ela começou a falar:
– Vo..Vo.. Voce não sabe ler?!!– respondi apenas uma cara de confuso e então ela continuou a falar, só que agora mais séria e com as bochechas levemente rosadas – Tem uma placa dizendo explicitamente que é estritamente proibido pisar na grama!
– Mas eu to deitado e não pisando...– retruco.
– Urgh, da no mesmo... Você está em cima dela de qualquer maneira!
– Voce também está em cima dela, espertinha...– retruco novamente.
– Que seja!
– Que seja!– respondo levemente irritado.
Após aquela ridícula discussão sobre deitar na grama, ela acabou se rendendo, sentou ao meu lado e então, começou a puxar assunto para aliviar o clima:
– Então... O que está fazendo aqui?
Não entendo o porque, mas por algum motivo eu acabei iniciando uma cantada boba:
– Eu estou apenas esperando uma garota eu, pessoalmente, acho muito linda...
– E essa garota tem algum nome?– pergunta ela em um pouco entristecida.
– Depende....
– Depende do que?
– Voce tem algum nome?– "Droga, eu acabei fazendo... Por que eu fiz isso? Idiota! Idiota! Idiota!..." Era apenas apenas este tipo de pensamentos que tomava a minha mente no momento. Porem, no mesmo tempo em que acabei de falar, ela ficou mais vermelha que um tomate. Levando isso, e meus incríveis poderes de adivinhação, presumi que ela provavelmente deve pensado algo do tipo: "Oh meus deuses!! Fiquei perdidamente apaixonada por ele! Temos que nos casar... Mas só se eu puder me vestir de gatinha e fazer presunto para ele todos os dias! Isso!", isso, ou ela simplesmente queria me bater de tão irritada(espero que tenha sido a primeira opção).
Eu podia jurar que ela ia soltar sorriso, o que me fez acreditar por um momento que a primeira opção estava certa, mas ela apenas desviou o olhar e com uma fofíssima cara de envergonhada e emburrada, disse:
– O... O... Oque está pensando ao cantar uma pobre donzela indefesa como eu deste jeito? Porque voce não vai fazer isto com os seus...–por um momento,ela excitou em falar, mas logo deu continuidade a frase–... Amigos?– "Amigos"... Por algum motivo, eu nao conseguia saber o significado desta palavra, mas sabia que ela me causava dor, uma dor que dói no peito.
– "Amigos"?
– É, Amigos! Voce não tem nenhum?– nao a respondi, mas pela tristeza estampada em meu rosto ao ouvir essa palavra deu para ela perceber a resposta era obviamente "não"– Bem, sendo assim, meu nome é Annie e eu estou disposta a ser sua primeira amiga– diz Annie alegre e gentil. No mesmo momento, um sorriso surge em meu rosto. Eu acorde em um lugar bem estranho logo após ela terminar a frase
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