Amnesia
6 Capítulo 4 – Please, Forgive me.
Notas iniciais
A viagem de volta para casa estava sendo calma. Marco cantarolava baixinho uma musica, enquanto eu ria um pouco, percebendo que o nosso gosto para musica era parecido. Porém na metade do caminho o nervosismo cresceu dentro de mim e acabei por perceber que não pensei em algo pra falar para Law.
"Preciso pensar em algo, algo rápido" Pensei e logo o sono se apoderou de mim, fazendo me rir um pouco. Sem perceber acabei por atrair a atenção de Marco.
– Você está bem? – Marco perguntou visivelmente preocupado.
– Sim. – Bocejei – Tem algum problema se eu dormir no seu carro?
– Contanto que você não babe nele está ótimo. – Dei um soco de leve no braço dele, fazendo-o rir da minha reação.
– Tanto faz. – Fiz biquinho e encostei minha cabeça na janela.
O sono me pegou momentos depois.
xXx
Senti um vento forte em minha face e abri os olhos quase que instantaneamente. Notei que estava sentado na ponta de um prédio alto e por isso senti o vento forte. Olhei para baixo e percebi que o prédio era bem mais alto do que eu imaginava isso me fez prender a respiração.
– Uma pessoa que anda a 280 km/h em uma Hayabusa tem medo de altura? – A voz veio do meu lado e eu virei a cabeça rápido o suficiente pra estalar o pescoço
Law estava ao meu lado, balançando as pernas e sorrindo debochadamente, provavelmente do meu possível medo de altura.
– Eu não tenho medo de altura. – Disse e suspirei logo em seguida, tentando ignorar a altura.
– Ah claro. – Ele fechou os olhos, provavelmente aproveitando a sensação do vento frio em seu rosto.
– De toda forma, por que estamos em um prédio? – Voltei a olhar para baixo, ignorando o frio na barriga.
– É o prédio da Fenwick. Aparentemente você sente falta do trabalho... – Law franziu o cenho – Aliais, o que você está fazendo aqui?
– Preciso da sua ajuda... – Murmurei, olhando para o céu logo em seguida. – Não sei o que falar pro Trafalgar.
– E por que eu saberia? – Ele riu
– Por que você é minha mente? – Arqueei uma sobrancelha.
– Pense no que você disse... – Ele revirou os olhos. – Eu sou a mente, que por acaso usa logica pra resolver todos os problemas. Você esta falando de amor! Desde quando amor tem logica?
– Não pareceu um problema pra você me ajudar a lembrar que eu amo o Law. – Foi a minha vez de revirar os olhos.
– Claro! Por que é a minha função te lembrar das coisas! – Ele se levantou e andou até estar atrás de mim, fazendo-me ter arrepios. – Se você quer saber o que dizer, pergunte pro seu coração! Ele é bom com isso, não eu!
– Tá e como eu faço--
– Você não tem tempo! – O moreno me interrompeu. – Acorde!
Dito isso ele chutou minhas costas fazendo me cair da beirada do prédio.
xXx
Acordei em um pulo, fazendo Marco rir um pouco, para logo depois bagunçar os meus cabelos.
– Acorde, Bela adormecida, chegamos ao seu destino. – A ironia era palpável na voz do loiro.
Olhei para a casa de Law e tremi um pouco. Marco suspirou e eu sinto que ele acabou de revirar os olhos.
– É só ir lá, cara. – O loiro começou. – Qual é o drama?
– Desde que acordei, eu fui um idiota e ele foi a pessoa que mais me ajudou. – Minha voz virou um murmuro na ultima parte da frase.
Marco arqueou uma sobrancelha e eu lhe dei o meu melhor olhar de "Claro que você também me ajudou..."
– Essa é a hora de consertar tudo, ruivo! – Ele suspirou ao meu lado. – É só ir lá e dizer tudo o que sente.
– Essa é a maldita questão! – Falei visivelmente desesperado. – Eu não sei como falar!
– Então demonstre! – Ele disse como se fosse a coisa mais fácil do mundo.
– Como?! – Acho que o nível do meu desespero é palpável agora.
– Bro, eu não vou te dar uma aula de Educação sexual! Isso ia ser constrangedor! – Marco olhou pela janela e eu posso jurar que o vi corar. – Só o que eu digo é pra você ir com calma... Faz meses desde a ultima vez que... Você sabe! E provavelmente o Trafalgar se desacostumou.
– Você está certo. – Murmurei – Isso é constrangedor!
– Seu rosto está da cor do seu cabelo – Marco sorriu enquanto passava um dedo pela minha bochecha fazendo-me corar ainda mais. – Mas relaxa, quando chegar a hora você vai saber o que fazer.
– Eu espero – Sorri um pouco.
– Agora vai! – Ele revirou os olhos. – Eu estou perdendo uma noite quase toda te ajudando! Eu tenho mais o que fazer!
– Ace? – Perguntei e ri quando o loiro corou.
– Dá pra calar a boca e só ir embora? – Marco fez um biquinho adorável por milésimos de segundos, porém a imagem já estava arquivada em minha mente.
– Okay, okay. – Levantei os braços em sinal de rendição – Aproveite sua noite!
Sai do carro e fui andando calmamente até a porta, batendo suavemente na mesma, esperando muito nervoso. A porta foi aberta por um Trafalgar incrivelmente bonito, que vestia uma blusa social branca meio aberta e boxer preta. Sorri e lambi os lábios inconscientemente, fazendo Law corar.
– Desculpe, eu... Não estava esperando que você voltasse hoje. – Ele disse, ainda envergonhado.
– Eu precisava consertar as coisas. – Sorri, levando a mão a bochecha de Law. – Posso entrar?
– Ah, claro. – Ele se afastou rapidamente, dando-me espaço para entrar – Desculpe.
– Tudo bem – Sorri e fui em direção ao sofá
Law escorou-se a parede, observando-me com olhos atentos, aumentando o meu nervosismo.
– Então... – Ele começou.
– Você pode vir aqui, por favor? – Bati suavemente no lugar que estava ao meu lado.
Law veio, cuidadosamente, e sentou ao meu lado. Puxei-o para o meu peito e apoiei meu queixo em sua cabeça, senti-o ficar tenso em meus braços, mas logo ele relaxou e passou os seus braços ao redor de minha cintura, fazendo suaves círculos com os dedos em minhas costas.
– Eu sinto muito. – Quebrei o silencio confortável que se instalou entre nós. – Por tudo.
– Tudo bem. – Ele respondeu com uma voz triste.
– Não está tudo bem ainda – Inclinei minha cabeça para baixo, afundando meu nariz em seu cabelo macio. – Eu quero que tudo fique bem a partir de agora.
– Por quê? – Ele levantou a cabeça, nossos lábios quase se encontraram.
– Por que eu te amo. – Sussurrei.
A risada de Trafalgar ecoou por todo o cômodo, fazendo-me corar meio de vergonha por ter falado algo tão impulsivamente e meio de raiva por Law rir de meus sentimentos.
– E desde quando você me ama? – Ele voltou a me abraçar, dessa vez mais forte.
– Que eu me lembre desde que acordei no hospital. – Baguncei o cabelo do moreno – Eu só estava em um estado de negação.
– Eu sei – Ele murmurou. – Mas fico feliz que você me ame mesmo não lembrando de nada.
– É impossível não te amar. – Sorri e ele me encarou, sorrindo levemente.
– Fico feliz que você não me abandonou – Ele se moveu, sentando-se em meu colo, beijando a minha bochecha e puxando levemente os meus cabelos.
– Eu nunca vou te abandonar. – Puxei-o um pouco para trás e beijei-o.
(N/a: Então, me pediram pra avisar quando ia começar o Lemon... É aqui que começa, minha gente!! Haha’ Tyra-san, pule essa parte, eu lhe digo quando voltar a ser legível de novo n.n)
Nossas línguas se encontraram e ele gemeu em luxuria, fazendo-me sorrir no beijo. Explorei cada canto de sua boca, só assim percebendo o quanto eu sentia falta de beija-lo. Quebramos o beijo por pura falta de ar, porém logo minha boca estava indo de encontro ao seu pescoço.
Law segurou o meu cabelo, fazendo leves caricias, me instigando a ir mais longe e foi o que eu fiz. Beijei o seu pescoço e dei leves chupões, não me importando se iriam aparecer marcas ou não, desci ao ponto de encontro do pescoço com o ombro e alguma coisa me disse para gastar um pouco mais de tempo nessa área, quando recebi um gemido satisfeito do moreno, eu entendi o porquê.
Uma mão minha desceu até sua perna acariciando a pele quente descoberta, enquanto a outra mão procurava desfazer os botões da blusa social. Acho que nunca na vida odiei tanto uma blusa social por não se desfazer facilmente, sendo assim limitei-me a rasgar a blusa fazendo botões voarem pela sala.
Trafalgar riu da cena e se afastou um pouco para tirar o pedaço de pano inútil, aproveitei e tirei minha própria blusa. O moreno voltou a me beijar, suas mãos passando por cada pedaço de pele em meu abdome e indo em direção ao meu cinto, desfazendo-o com uma habilidade que eu nunca havia visto antes, ou pelo menos não me lembrava.
Sua mão fez caminho até o meu membro que estava semi desperto e acariciou-me por cima da boxer, gemi baixinho enquanto ele fazia uma trilha de beijos em minha mandíbula, arranhando suavemente minhas costas com a mão que estava livre.
Depois de uma semi batalha mental sobre como proceder nessa situação, decidi seguir os meus instintos e enfiar a mão por debaixo da boxer do moreno, pegando o seu membro completamente desperto e fazendo suaves movimentos de vai e vem lentamente enquanto minha outra mão ia em busca de seus testículos para massageá-los.
– Vamos terminar isso no quarto! – Law disse entre gemidos e eu só pude concordar com um aceno de cabeça.
Ele se agarrou firmemente em mim, então percebi que ele queria ser carregado. Levantei-me carregando-o como melhor eu poderia fazer, minha calça foi de encontro com o chão graças a falta do cinto para segura-lo e eu chutei-a para longe, pegaria ela pela manhã. Subi as escadas o melhor que pude, tropeçando algumas vezes graças aos diversos beijos que Law me dava. Tateei a parede até achar a porta e abri-la, sem realmente me importar em fecha-la.
Quando achei a cama, inclinei-me para frente o mais suavemente que pude e logo o moreno se soltou de mim, espalhando-se na cama, enquanto eu voltava a ficar de pé perto da borda da cama para observá-lo. Deuses, ele parecia tão bonito no meio da cama!
– O que você está esperando? – Ele tirou-me de meus pensamentos.
– Nada, é só que você é muito bonito. – Sorri de canto enquanto observava ele corar.
Parti para cima dele dando-lhe um beijo intenso, deixando minhas mãos vagarem por seu corpo, até a boxer, que retirei rapidamente com sua ajuda. Quando o beijo quebrou, ele me indicou a mesinha ao lado da cama e eu estiquei o braço para abrir a gaveta da mesma, encontrando um tubo de lubrificante.
Derramei uma grande quantidade em meus dedos e levei em direção a entrada de Law, enfiei primeiro um dedo, notando o quanto ele era apertado, fiz movimentos de vai e vem e quando senti que ele estava pronto acrescentei mais um dedo, dessa vez fazendo movimentos de tesoura, aproveitando cada gemido que o moreno me proporcionava. Demorou um pouco mais para ele se acostumar com o terceiro dedo, porém ele se acostumou e eu tomei liberdade de ir um pouquinho mais fundo dentro de seu corpo e torcer um pouco os dedos, fazendo-o gemer alto.
– Nesse ponto! – Ele disse respirando pesadamente, a necessidade era notável em sua voz. – Exatamente nesse ponto!
Sorri e removi os dedos, fazendo-o gemer frustrado. Passei uma grande quantidade de lubrificante em meu membro, espalhando um pouco com minha mão e posicionei-me alinhado com sua entrada, afundando lentamente para o calor chamativo que me envolvia.
Gemi e beijei-o quando me encontrei totalmente dentro dele. Dei alguns momentos para ele se ajustar e quando ele começou a dar sinais que queria que e me movesse, eu o fiz, devagar no inicio, mas pegando velocidade com o tempo.
Gemíamos em uníssono, Law mais alto que eu quando eu comecei a acertar o ponto exato que ele queria. Não demorou muito para ele gozar, despejando a sua carga branca leitosa em sua barriga. Enquanto ele ainda aproveitava seu orgasmo, contraindo suas paredes internas em torno de meu membro, dei mais três estocadas antes e gozar dentro dele, retirando meu membro de seu corpo e caindo ao seu lado logo em seguida.
Demorou um pouco para a minha respiração voltar ao normal, mas quando voltou limitei-me a puxá-lo para meus braços, sentindo-o aninhar em meu peito.
– Isso foi incrível – Ele quebrou o silencio, sua voz estava sonolenta.
– Sim. – Respondi simplesmente, fechando os olhos logo em seguida.
– Eu te amo. – Ele puxou minha mão e deu um suave beijinho nela.
– Eu também te amo – Beijei o cabelo suado de Trafalgar e senti o sono me consumir.
(N/a: Okay, já pode voltar a ler Tyra-san ;D Podia ler as declarações ali em cima, mas eu não quis cortar a cena com um N/a chato hahaha’)
xXx
O sol brilhava fortemente no que parecia ser um dia de verão intenso. Olhei para o lago a minha frente, admirando os pequenos patos que nadavam sem preocupação, encostei minhas costas no banco onde estava sentado e virei a cabeça para o lado somente para dar de cara com uma versão minha falando animadamente no celular.
– É serio, eu não estou faltando por algum motivo supérfluo – O ruivo ao meu lado falou. – É algo muito importante, Marco! Você vai saber em breve!
"Marco? Ah, sim, o loiro", pensei enquanto ouvia parte da conversa.
– Sim, eu sei que nós temos projetos importantes... – Vi o ruivo revirar os olhos, levantando-se e começando a andar. – Eu vou termina-los, okay? Eu prometo!
Comecei a seguir o ruivo, não sabendo direito onde estávamos indo.
– Sim, vou tomar cuidado, eu não sou uma criança, bro! Tá, eu também te amo! – Dito isso ele desligou o celular e balançou a cabeça negativamente murmurando um: "Irmãos mais velhos" e eu ri um pouco.
Continuei seguindo o ruivo, até que ele parou em frente a uma joalheria, olhou por alguns momentos e logo depois entrou. Eu parei pra olhar alguns anéis que haviam nas prateleiras, enquanto o ruivo ia falar com o que eu presumo que é o dono do estabelecimento, logo me juntei a ele.
– O que eu pedi está pronto? – O ruivo sorriu, aparentemente nervoso.
– Sim, Mr Eustass. – O dono da joalheria pegou uma pequena caixa de veludo e colocou-a em cima do balcão. – Utilizei Cristais Swarovski como você pediu.
O ruivo sorriu e abriu a caixa para encontrar uma aliança de ouro onde passava um fio de ouro branco pelo meio junto com três cristais colocados verticalmente.
– É perfeito, vou levar.
xXx
"Meu Deus, eu comprei uma aliança pro Trafalgar!" foi o meu primeiro pensamento antes de pular da cama e ir procurar a tal aliança, nem dando tempo para reclamar da dor de cabeça. Depois de procurar em todos os lugares óbvios e não achar a maldita caixinha de veludo, sentei na borda da cama e fiquei pensando no que fazer. Antes de achar uma solução, Law entrou no quarto com um sorriso enorme.
– Bom dia, Eustass-ya. – Ele começou. – Eu fiz o café da manhã e-- você tá bem?
– Sim, eu... – Arquei uma sobrancelha quando uma ideia passou pela minha mente. – Eu preciso do seu celular!
– Ah, claro. – Ele franziu o cenho, visivelmente desconfiado, mas estendeu o celular mesmo assim.
– Obrigado, eu te devolvo depois! – Peguei o celular e sorri.
Law acenou com a cabeça e disse algo sobre esperar que eu descesse para o café da manhã, saindo do quarto logo em seguida. Procurei o numero de Marco no celular e disquei o numero sem nem pensar duas vezes, tentando me acalmar.
– Fala, Trafalgar. – Marco falou com uma voz de sono.
– É o Kid! – Tentei controlar a minha voz, porém ela saiu desesperada.
– Vish, que merda você fez agora? – Ele riu.
– Nenhuma, eu só preciso de informação! – Revirei os olhos.
– Estou ouvindo.
– Okay, algum dia eu pedi dispensa do trabalho certo? Nós tínhamos projetos importantes para terminar, mas você estava de plantão e eu tinha algo importante pra fazer... Que dia foi isso?
– Sim, você me deixou em uma corda bamba com a Ferrari! Tive que terminar aquele maldito projeto sozinho porque você sofreu o acidente... – A linha ficou silenciosa por alguns momentos, ele provavelmente estava tentando lembrar o dia exato. – Bro, isso foi no dia do seu acidente...
– Perfeito! – Então, provavelmente, eu não tinha dado a aliança ainda, porque eu tinha brigado com ele por ciúmes estúpidos!
– Você tá louco né? Seu acidente foi horrível!
– Não, não é isso! Eu tenho mais uma pergunta!
– Tá, fala.
– Onde eu guardaria uma coisa muito importante que eu não quisesse que fosse encontrada pelo Law?
– Provavelmente na sua oficina na garagem...
– Marco, você é um gênio! – Como eu não pensei na minha oficina antes?
– Sim, eu sei! – Ele riu, convencido.
– Para de se achar! – Revirei os olhos, mas ri um pouco. – Só mais uma coisinha.
– Eu quero voltar a dormir! Finalmente eu tenho um dia de folga da Fenwick, do hospital, do Ace! Seja rápido!
– Você vai ser o meu padrinho de casamento né?
Pelo silencio que se estendeu por alguns minutos, eu realmente consegui deixar o loiro chocado.
– Seu grande idiota, é claro! – Ele riu – Vai logo achar a aliança!
Murmurei um "obrigado" e "eu te amo" antes de desconectar a ligação e ir correndo para a oficina, mas antes passei na cozinha, devolvi o celular do Law e lhe dei um beijo na testa.
Chegando a oficina tudo parecia tão familiar e eu não tive muito trabalho em achar o que procurava. Estava atrás de um pote cheio de graxa e dentro de um capacete antigo, sabia que Trafalgar nunca iria mexer na graxa!
Voltei para a cozinha com a caixinha em mãos, escondidas em minhas costas, é claro. Sorri para Law que não parecia estar muito feliz com a minha demora.
– Desculpe a demora.
– Tudo bem, eu só quero saber o porquê da correria...
Suspirei e fiquei de joelhos na frente dele. É agora ou nunca!
– É só que eu me lembrei de certas coisas e não pude deixa-las para depois.
– E o que é tão importante assim? – Ele arqueou uma sobrancelha.
– No dia do acidente eu estava muito nervoso. Eu faltei o trabalho para procurar algo muito especial que iria mudar a minha vida para sempre e eu encontrei, então eu estava decidido a fazer o dia ser perfeito, então fui no hospital te ver e acabei vendo a Nami com você e fiquei com ciúmes... O resto você já sabe: Você chegou em casa, eu estava de cabeça quente e particularmente muito inseguro, nós brigamos, eu sai de casa e acabei sofrendo um acidente... Mas agora, depois de tudo o que nós passamos, eu sinto que estou pronto pra essa mudança.
– Eu estou um pouco confuso, mas ainda curioso, então que mudança seria essa?
Abri a caixinha ainda em minhas costas para logo depois estender a mão em direção a Trafalgar, mostrando-lhe a aliança.
– Trafalgar Law, você quer se casar comigo?
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