Amizade É Maior Que Tudo

2 Capítulo 2- Amizade por um fio


Notas iniciais
Demorei mais postei!

Era 14h quando começamos a fazer os deveres, ficamos estudando lá até às 16h. Fomos fofocar sobre o que elas haviam me dito antes da aula. E disse:

–Hum, vocês estão apaixonadas não é?

–Sim- Responderam as duas.

–Por quem posso saber? Falei.

–Ai, eu não vou falar- Falou Patty.

–Nem eu- Disse Lola.

–Vai gente, fala. — Eu disse implorando, quase chorando. – Eu até falo quem roubou meu coração pra vocês.

–O quê, como assim? Você está querendo se dá mal de novo?- Falou Patty, e Lola com concordou com a cabeça.

Ela falou isso porque eu havia tido um “romance” com o Doug- Douglas foi o meu primeiro namorado, e sofri muito com a nossa separação. – e ele virou mochileiro e agora viaja o mundo afora. Respondi a Patty da seguinte forma:

–NÃO! VOCÊ SABE MUITO BEM DISSO PATTY. — Gritei com ela- Eu prometi para mim mesma que não ia gostar de ninguém, nunca mais, mas a gente não manda no coração. – Disse mais calma.

–Então tá, não está mais aqui quem falou. –Disse ela com um tom irônico.

–Calma gente! Não precisa brigar não! — Falou Lola com a sua voz sempre calma.

Lola era loira e tinha os olhos azuis, sua pele era muito branca. Sua voz era muito doce, ela era sempre calma. Quando ficava com raiva valia por nós três, pois ficava muito nervosa. Sempre era a mediadora das nossas brigas, e é a mais “sedutora” de nós três. Ama cachorros, mas sua mãe só a deixa ter um. Foi muito difícil de ela conseguir esse primeiro cachorro, então, cuida muito bem dele. E então continuou:

–Que tal todas nós falássemos o SOBRENOME, dos nossos “amados” primeiro?-Eu e Patty fizemos que sim com a cabeça- Então tá no três!

–Um!

–Dois!

–Três!

–Slim- Falamos todas juntas. – Depois nos olhamos com uma cara de surpresa. — E eu falei:

–O que como assim?Vocês estão “gostando” de quem? Do Louis, do Victor ou do John?

–Aí é outra coisa. –Falou Lola, olhando para todo o quarto sem ter ponto fixo.

–É verdade! –Falou Patty, com um tom de indignação.

–Então tá, se vocês querem assim... — E encarei uma a uma por um tempo, deixando a frase morrer no ar.

Tentamos começar a falar de outro assunto, mas nós não conseguimos e ficamos brigadas até minha mãe chegar para buscar a Patty e eu. Eu nem olhei direito para a cara da Patty no carro, enfim chegamos à casa da Patty e me despedi dela do carro mesmo. Ela também se despediu de mim e entrou em sua casa. Demorei a dormir pensando no dia que havia se passado, então pensei que era melhor eu fazer as pazes com as minhas amigas no dia seguinte, enfim adormeci. Acordei no outro dia com o toque do despertador, me arrumei e fui tomar o café da manhã que mamãe havia preparado. Então disse:

–Oi mãe, bom dia, tudo bem?

–Sim, minha filha- Disse ela já emendando com uma pergunta- Você foi dormir tarde ontem por quê? Brigou com suas amigas?

Eu pensei “Nossa mãe sabe de tudo mesmo hein!”. E falei-

–Não mãe tá tudo bem, é que eu... –Disse com os olhos percorrendo toda a cozinha. – É que eu tava ansiosa para o dia de hoje, pois avisaram ontem que teriam uma surpresa na escola.

–Então tá se é só isso mesmo. –Minha mãe falou com um tom de desconfiança- Então vai lá pega sua mochila e entra no carro, vamos logo antes que você chegue atrasada.

Cheguei à escola e fui logo para a aula de Educação Física, a aula era no ginásio, sentamos na arquibancada. E o professor começou a falar:

–Todo mundo se prepare, pois hoje eu vou passar um roteiro de uma “mini-peça” de teatro que todos vocês vão ter que fazer!-Eu já olhei com uma cara de que não “comeu e não gostou”, e ele continuou. –Essa “mini-peça” é um trabalho que serve para vocês se interagirem e se conhecerem melhor.

Continuou falando até que uma hora resolveu entregar os roteiros e disse “Olha vocês vão treinando e sexta-feira eu vou fazer os testes”. Depois disso a gente foi para a próxima aula, era aula de Física, eu fui umas das primeiras a chegar. Sentei lá no fundo, não vi Patty e nem Lola. Mas em compensação vi John, que chegou atrasado e sentou ao meu lado mais uma vez. Foi estranho quando o vi, eu comecei a senti um frio na barriga, uma tremedeira, um nervosismo, eu não sabia explicar o que tava sentindo. Então resolvi falar com ele.

–Oi- Disse já ficando vermelha de vergonha.

–Oi... — ele respondeu sorrindo pra mim, isso me deixou mais calma- Tudo bem?-Disse ele completando a frase que havia deixado morrer no ar, ainda com aquele lindo sorriso no rosto.

–Tudo e você? –Disse bem mais calma de quando havia dito o “oi”, e pensei “nossa ele deve está achando essa conversa tão emocionante”.

–Bem também- Disse ele já virando para o lado pra se arrumar.

Naquela hora que eu fiquei “conversando” com ele, parecia que o mundo tinha parado; e era só nós dois que existia naquele momento. Pareceu que a gente ficou “conversando” mais de dez minutos, mas na realidade não deu nem um minuto. Depois continuou a aula de Física, nós dois prestamos atenção e copiamos tudo. Lola e Patty ainda não haviam aparecido, fiquei preocupada, então resolvi que quando chegasse a casa eu ligaria para elas.

O dia na escola continuou até que bateu o sinal e eu fui encontrar-me com a minha mãe em um restaurante lá perto. Ao chegar lá ela disse:

–Oi, filha tudo bem?

–Sim- eu respondi, e percebi que ela estava nervosa e preocupada. E completei. –Mãe você está querendo me falar alguma coisa?

–Filha é o seguinte, hoje de manhã depois que eu voltei da sua escola sua amiga ligou para a nossa casa.

–E o que foi que ela disse?Fala mãe, fala!

–Se você me deixar falar eu até que falo! –Disse minha mãe um pouco impaciente.

–Desculpa foi sem querer, estava nervosa, continua, por favor.

–Tá bom, mas vamos para um lugar menos movimentado.

Fiz que sim com a cabeça e ela me puxou para o carro e fomos até uma parte “sinistra” da cidade.