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9 Capitulo 09: Fuga para a luz
Acordei sozinha no quarto mais uma vez, me senti cansada, como se tivesse resolvido todos os problemas do mundo e agora não tivesse nenhum neurônio, fiquei deitada tentando separar o sonho do real, eu estava sonhando que estava na praia correndo enquanto Sebastian me puxava levando para o fim da praia que se juntava a uma floresta enorme, devido a estar correndo eu não podia ver quem estava me perseguindo, tudo que eu ouvia era a voz de Sebastian dizendo que tudo ficaria bem, que ele não deixaria ninguém me machucar e que eu tinha que confiar nele, então acordei, então de fato ele tinha me arrastado para aquele lugar, o sequestro não foi sonho, eu tinha que fugir, por mais que meu coração se apertasse com isso era o certo, e com essa certeza levantei silenciosamente e fui em direção a janela que claro estava fechada e eu não tinha força suficiente para abrir olhei para fora vendo uma floresta ao fundo e olhando a altura nem adiantaria abrir mesmo, o jeito era tentar a porta. Desci torcendo para ser silenciosa ou ele não estar em casa, seria um milagre que ele tivesse saído e esquecido de trancar a porta, meu coração batia tão alto que eu temia que alguém o ouvisse, andei no escuro descendo as escadas e vendo que tudo no andar de baixo era silencioso e escuro, a noite já tinha caído e eu sabia que era arriscado, mas eu tinha que fugir, ele era um assassino, eu repetia a mim mesma tentando ser silenciosa, mas não ouvia nada, fui até a porta que ficava de frente com a escada e que surpresa, estava trancada, deve ter uma porta dos fundos, se não terei que pular uma janela, andei devagar quando tropecei e cai sentindo minha perna doer por ter batido em alguma coisa dura e quadrada.
— Ai! – tentei ficar quieta, mas a dor era intenção e senti algo quente e molhado na minha perna, por um momento senti meu coração erra uma batida, eu estava sangrando, mas não era muito tentei me acalmar e ficando de pé.
Me apoie no que tropecei com a minha visão se acostumando e vi que se tratava de um baú, minha curiosidade foi mais forte do que meu medo então acendi o interruptor e uma luz acendeu no corredor, aproveitei olhando para a cozinha uma porta dos fundo e sorri pela primeira vez sabendo que logo estaria livre, olhei a grande peça de madeira e vi que tinha uma tranca puxei e vi que para minha sorte estava aberta, fiquei por um momento olhando para o que estava dentro do baú, peguei alguma folha e senti meu coração acelerar, eu não sabia o que sentir, eram várias e várias fotos minhas, em vários momentos e dias, tinha prints impressos de conversas minha e Sebastian, tinham bilhetes que falavam sobre mim, sobre o quanto ele me amava e me protegeria, o quanto ele me achava incrível, meu olhos ameaçaram transbordar com as lagrimas, mas eu me parei, isso era doente me sentir especial e adorada ao ver aquilo, sem me importar em fechar aquilo me levantei de novo dando um passo em direção a porta e senti uma pontada na perna, eu tinha um pequeno corte horizontal na perna, fechei meu olhos me concentrando e quando abri voltei a andar ignorando a dor. Por sorte a porta estava aberta e sem nenhum empecilho sai para a noite que estava morna e agradável, andei em direção a frente da casa e por um momento não sabia o que fazer, não tinha casas vizinhas, estávamos no meio da floresta, sentindo meu coração acelerar mais uma vez eu entrei na floresta torcendo para estar indo para o lado certo.
Não sei por quanto tempo andei, mas a floresta escureceu e clareou, ainda bem que estávamos em lua cheia, não sei qual distancia andei, mas minhas pernas reclamavam e meu corte queimava quando me sentei encostada em uma arvore alta e larga, eu estava cansada e com fome, minha boca estava seca, minha cabeça doía, eu não sabia o que ele tinha me dado pra apagar, mas eu sentia que estava me fazendo mal, senti uma dor aguda e tive que virar o corpo para não vomitar em mim mesmo, meu corpo não estava bem, era como se eu estivesse drogada, não podia ser fome ou qualquer coisa já que tinha comido ontem no hotel, será que tinha realmente sido ontem, fiquei sentada mais um pouco quando o cheiro do meu próprio vomito começou a me incomodar e eu obriguei meu corpo a levantar, eu tinha que continuar andando, eu tinha que correr, achar meus amigos, ouvi ao longe vozes, e senti meu coração errar uma batida, eu sabia que era arriscado, mas eu não tinha escolha.
— Aqui, por favor me ajude! – gritei o mais alto que conseguia e ouvi as vozes ficarem quietas.
— Quem é? – uma voz masculina um pouco longe gritou de volta.
— Por favor eu sou Selena, me ajude. – tentei ser o mais clara possível, mas minha garganta doía.
Quando ouvi passos vindo em minha direção comecei a tossir e vi dois homens e um menininho aparecendo entra as arvores.
— Você e a garota sequestrada. – um dos homens veio na minha direção e com isso mais uma vez tudo escureceu.
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