Amizade? Ou Amor?
2 Capítulo 2
Assim que cheguei à escola, havia um moreno com olhos castanhos encostado na parede da escola, não daria para não reconhecer aqueles músculos que chamavam atenção. Ali estava Daniel, me esperando com um sorriso malicioso em seus lábios. Logo que o vi, tentei disfarçar e passar o mais longe possível dele. O que deixou ele meio perdido com aquela multidão de alunos. Então fui ao armário guardar alguns livros e fechei-o o mais rápido possível quando ouvi alguém chamar meu nome.
- Emily!! Fica parada!! Eu só quero conversar... – gritou Daniel.
- Nem a pau – resmunguei, quando vi que ele aumentava a velocidade de seus passos, dei o melhor de mim, para ir até um lugar onde Daniel não poderia entrar. Pensei, então, no banheiro das meninas, mas eu estava no Bloco A e o banheiro da sala do Ensino Médio era no Bloco D então não iria rolar eu ter que subir 4 andares só para me defender do Daniel. Foi quando avistei Jack, havia em sua mão, um copo de café.
- JACK!! ME DÁ ESSE COPO DE CAFÉ, AGORA!!!!
- NÃO EMS, É MEU CAFÉ DA MANHÃ! – choramingou Jack.
- POR FAVOR, O DANIEL VAI ME MATAR DE COSQUINHAS E EU SOU FRACA, ME AJUDA JACK!! EU ODEIO COSQUINHAS DO DANIEL, PARECE QUE SÃO MORTAIS.
Jack revirou os olhos, estava se arrependendo de ter que me ajudar, mas ele era meu amigo, tinha que me ajudar.
- Toma – ele bufou. Daniel já estava tão perto que não mirei bem na direção dele, e sim na direção da inspetora dos corredores, a Senhora Lídia. Ela era mais chata que Daniel e minha mãe juntos. Daniel e eu trocamos olhares como quem diz: “Fudeu”.
- Eu não acredito nisso, vocês dois! Estão encrencados, para sala do diretor! – ela apontou para a pequena porta que estava no Bloco D, o mesmo andar que o meu, cujo eu não queria ter que subir e descer as escadas duas vezes. Chegamos quase mortos de sede na sala, Daniel transpirava demais, parecia que tinha voltado de um futebol americano e tivesse sido atacado por alguns animais da selva.
- Ai, vocês de novo aqui – resmungou o diretor, o nome do estrupício ainda era Arthur, um nome que eu acho lindo, para uma pessoa tão feia, sorte minha não?
- A gente não fez nada, só estávamos nos divertindo um pouco, o senhor sabe como é diretor, o senhor já foi jovem como nós, eu sei que aprontava bastante assim como nós também aprontamos. – Daniel implorou pelo diretor, mas mesmo assim não deu certo.
- Primeiro: quando eu tinha a idade de vocês, o tempo era muito diferente, nós não poderíamos aprontar nenhuma encrenca, senão... – ele pausou – Segundo: as regras da escola são bem óbvias, sinto muito, mas ficarão aqui depois da aula. A senhorita Lídia ordenará à vocês o tempo que ela desejar que vocês fiquem. Agora, se me permitem, tenho compromissos a resolver, com licença.
- Que inferno! – sussurrei no ouvido de Daniel. Caminhamos lentamente pelo corredor vazio da escola, todos os alunos estavam em suas salas.
- Eu que o diga, foi culpa sua Ems, se você não tivesse tentado jogar café em mim, nada disso teria acontecido, nós não iríamos ser chamados aqui, não iríamos ficar depois da aula... – interrompi-o.
- Aaah, quer dizer que a culpa é toda minha cabeça de ovo? – ele riu.
- Não, é claro que não – Daniel segurou minhas mãos de uma forma muito carinhosa que eu meio que estranhei — me desculpa, Emily, preciso falar seriamente com você, por favor, podemos ir para um lugar mais reservado?
- Claro Daniel.
O que Daniel teria de tão importante para me falar? Estava absolutamente curiosa...
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