Amizade Colorida
12 Amigos
Notas iniciais
P.o.v Laura
Houve um tempo em que geria medo de um casamento. Não que não quisesse me casar, é claro que queria
Mas tudo passou tão rápido.
Eu e Rodrigo tivemos dois anos de namoro feliz e comportado. Ele me mimava como meu irmão mimava a pequena Julia, mas tinha um medo perceptível de me machucar, desde Edgar.
Foi fácil me apaixonar por ele.
Elias agora tinha cinco anos. Julia, tinha feito um. Como homem de quase quarenta, Rodrigo fizera tudo como manda o figurino. Meu pai ficou feliz de me ver bem, mas parecia trazer nos olhos, uma certa desconfiança.
Queria que meu melhor igo estivesse aqui. Mas ele não viria, tinha um compromisso no Rio.
Meu vestido era longo e tradicional, o véu era do mesmo comprimento do meu cabelo, apenas para cobri-lo. Olhei o espelho, meu cabelo caía em cachos, em frente ao rosto. Tinha lugar em minhas mãos e uma grinalda discreta. Neco, meu cabeleireiro desde que chegara aqui, sorria, sua mãozinha apoiada no queixo, a outra balançando o babyliss em suas mãos.
– E então, querida, ficou bom pra você? — ele perguntou, impaciente.
Estranho como querida soava falso quando saía de uma boca feminina, mas tão natural quando era um gay quem falava.
O marido elegante de Neco, um estiloso estilista absolutamente habilidoso, apesar de não reconhecido, entrou no salão com seu soriso de sempre no rosto quase idoso.
– Esse é um dos vestidos mais bonitos que já desenhei — vi seus olhos encherem d'água, emocionado — Você está absurdamemte divina, Laura.
Eu sorri, reprimi do minhas próprias lágrimas.
***
P.o.v Rodrigo
Sonhei com você esta noite.
Você estava linda
Seus olhos brilhavam
As lágrimas queriam surgir
Você fica linda quando sorri
Parece uma jóia, meu diamante precioso.
Você estava linda
Naquele sonho impossível
Sorria naquele vestido branco
O brilho dos seus olhos era lindo
Porque você casava comigo
Pra mim um sonho impossível
Meu coração batia forte
Suava tanto naquele terno
Nunca gostei deles
Mas faria tudo por você
Me pediu daquele jeito que só você sabe.
Todos os nossos amigos estavam lá
Até aquele seu amigo mala,
Que eu não gosto.
Mas eu nem me importava
Aquele era o nosso dia
Não o deles.
E todos sorriam pra você
Seus pais estavam felizes
Finalmente aceitaram nosso amor
Mas eles não podiam negar que você era feliz comigo
Apesar de impossível,
Eu não acordei depois de beijar a noiva
Era nosso dia, e não era um sonho.
Eu estava vivendo o que sonhara.
P.o.v Edgar
A ideia da supresa foi de Rodrigo.
Funcionou.
Quando Laura entrou na igreja, estupidamente linda, quase esqueci que Melissa estava nos meus braços. Se não fosse por isso, teria corrido para os braços dela. Senti Catarina apertar minha mão, acho que meu entusiasmo era perceptível.
– Tia Laura — Melissa sussurrou pra mim e sorrriu, eu assenti, sorrindo de volta.
A música que ela entrara era tocada pelo próprio Rodrigo, que dedilhava o violão em frente ao padre, e cantava com sua voz arrastava. Ele mesmo escrevera a música. O cara era bom.
O casamento foi lindo, eu confesso. Laura ainda não me vira. Só na festa de casamento foi que cheguei por trás dela, sussurrando.
– Não tá esquecendo de comprimentar seu padrinho de casamento?
Ela virou-se de súbito, o sorriso e as lágrimas entregando sua felicidade. Me abraçou.
– Edgar ! Você veio!
Eu fiz um gesto para demontrar que estava ali. Catarina veio logo atrás de mim, com Melissa.
– Ei, Catarina, como vai? — ela foi realmente simpática, sem sinismo na voz — Mel, meu amor!
Melissa sorriu pra ela, e se grudou no pescoço da "tia" que só conhcia por telefone e skype.
Rodrigo a abraçou por trás.
– Como foi de viagem, Edgar? — ele me fez um aceno de cabeça — Olá Catarina, oi pequeninha.
Nos comprimentamos. Era o que éramos agora.
Duas famílias de amigos.
***
P.O.V.Narrador
Laura resolveu fazdr uma brincadeira com as crianças, e por isso deixou que sua sobrinha — que era a daminha, de par com o irmão, Elias — — jogasse o buquê.
Melissa o pegou, deixando o pai morto de ciúmes.
O buquê de Laura quem pegou foi Alice, que já era noiva de Jonas há quase quatro anos.
– Então sua filha vai casar logo, ein, — piscou Laura, brincando um pouco com Edgar — Quem sabe eu e Rodrigo não damos um noivo a ela?
Ela e Catarina riram, Edgar se emburrou, como se a brincadeira fosse séria.
– Você é um bobo, Ed — chamou Laura, descongraindo — Ei, Caty, chama esse mala pra dançar.
Edgar a olhou, deslumbrado, tirar a parte de baixo do vestido, que ficou como um veatido balada, curto.
Logo que Laura saiu de vista, Catarina deu-lhe um tapa no ombro.
– Para de babar feito um bobo, Ed — ela disse, em falsete, como se imitasse Laura.
Edgar revirou os olhos.
– Venha dançar, Katy — ele também usou o falsete no apelido que Laura usara.
Os dois riram. Não tinham ciúmes um do outro, pois não se amavam. Tinham essa relação amigável, que na intimidade, era o segredo deles.
***
P.o.v Laura
No início, pensei que minha lua-de-mel fosse ser assustadora, que qualquer coisa ia me lembrar daqurle dia horrendo com Umberto.
Mas assim que ele veio com aquele terno, e seu perfume frânces arrebatador, eu esqueci o mundo todo.
– Vamos pra casa, minha prenda? — fiz que sim, sorrindo.
O carro de Rodrigo foi "presenteado" com as famosas garrafas pets de recém-casados na traseira. Chegamos em casa em cinco minutos.
– Espere não saia ainda. — ele ordenou.
Abriu a porta do carro, fez a volta e abriu o meu lado. Eu sorri. Ele fez sinal pafra que eu esperasse e só então, me pegou no colo e abriu a porta de casa.
Eu ri dele.
Logo ele me colocou na cama e seu rosto e cavalheirismo me fizeram esquecer que existem homens como Umberto.
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