Amizade Além Das Telas
2 Nada mais, só azar
[07/03] Era uma manha linda, então Hemy novamente decidiu sair, além do fato de ter que soltar o Zé da cadeira.
Não se sabia quem estava em apuros dentro da cela, Zé ou os bandidos.
Deixou Maça dormindo enquanto ia chamar a velha da sua vizinha para ir junto a ela, mas recebeu um “não” frio e seco como resposta.
—Por mim tudo bem sua gorda, só vê se sai de casa um pouco. –Estava olhando para Lars sem expressão no rosto até se assustar ao ver alguém atrás dela.
Já ia gritar pedindo que olha-se para trás quando viu ser apenas Mikado com suas roupas amaçadas e desajeitadas, preferiu ela nem perguntar o que rolou.
Virava a esquina quando avistou uma garota entrando em uma biblioteca.
—Tá olhando o que, pirralha? –Disse Iris apontando o dedo para Hemy.
—Nada ué, se não gosta de ser olhada, não seja delicia, amore.
Mas enquanto isso no outro lado da rua, lá estava Yuen indo a prisão ver Zé. Carregava uma cesta com flores e docinhos até esbarrar em Duck em uma carroça.
—Yuen? Aonde tu vai, cara?
—Ver o Zé... –Não aguentou, corou na hora.
—Oras, quer carona? –Perguntou Duck se afastando um pouco, dando espaço para Yuen sentar enquanto se distraia vendo Hemy levar uma surra no outro lado da rua.
—Claro, ele está na prisão!
Duck não comentou nada, apenas sacudiu sua corda e disse: Vamos!
—Para, isso machuca, sabia? –Lá estava Nick, fazia parte de seu castigo.
—Verdade, dói mesmo. –Disse Nami que estava junto a ele.
—Não reclamem, vamos! –Olhou seriamente para os dois que começaram a correr... Cavalgar na hora.
Mais tarde naquele dia, andavam Shi e Kuuso calmamente, quando escutam um animal gemer.
—Que merda é essa?
—Sei lá, deve ser uma cabra.
Tentavam descobrir de onde os gemidos vinham quando alguém pula nas costas de Shi.
Kuuso acabava de pegar uma pedra que estava no chão quando percebe que o que pula em Shi era só a Hemy com sua testa sangrando.
—Sai dela agora se tu não queres levar uma pedrada.
—Me obrigue querido.
Kuuso levantava sua mão e ajeitava sua mira quando alguém o segura por trás.
—Não faça isso, única pessoa que pode jogar uma pedra nela é a Lars. –Lá estava Mikado, já com roupas masculinas, um óculos de sol e com uma expressão séria no rosto.
—Tem razão, por enquanto ainda não tenho motivo para bater nela, mas talvez logo sim. –Afirmou Lars segurando um pau.
Mikado acabara de soltar Kuuso, quando Hemy reclama: “Que gemidos são esses?”.
Todos se aquietaram para ver de onde vinha, quando se escuta barulho de folhas em uma moita chamando a atenção de todos.
—Ainda acho que é uma cabra. –Disse Shi tentando tirar Hemy de suas costas.
—Verei... –Lá vai Mikado, o corajoso, o machão *de dia* ver o que era.
—RAFAERU?! –Todos gritam ao ver quem era, até Shi que é a mais calada entre todos presente.
Mas voltando...
—Zé! –Yuen estava com uma alegria imensa ao ver Zé na cela, e um pouco espantado ao ver todos os bandidos no canto da parede distantes de Zé.
—Eles não te machucaram né? –Perguntou Yuen fazendo beiço para Zé.
—Não se preocupe, não mexeram comigo. –Zé se abaixava e segurava a mão de Yuen enquanto novamente Yuen corava e Zé ousa perguntar: “Casa comigo?”.
Todos falavam “Ownt” admirando os pombinhos enquanto um cara na cela do lado:
—Ótimo lugar para pedir, em? Acho que seria melhor se fosse a um restaurante, ele deve estar te pedindo isso só para você tirar ele daqui. Se for fazer isso poderia me tirar também? Não sabia que assediar um pato me botaria aqui. –Disse Looser com os braços cruzados refletindo.
—Primeiramente não era um pato, e sim eu vestido de um! –Disse Duck que acabará de entrar na cadeia para entregar para Yuen sua cesta que deixou em sua carroça.
Enquanto isso, não muito distante dali estava Hemy fugindo de Kuuso que não se sabe de onde apareceu com uma metralhadora e foi-se atrás de Hemy.
Ta-ta-ta-ta-ta!!!
Felizmente (?) nenhuma das balas acertaram Hemy, mas sim a Nobody que passava perto dali.
Ninguém liga, deixaram seu corpo jogado no chão e foram embora caminho a prisão.
Hemy andava de mãos dadas Com Shi quando olha para Lars que estava com a mão na bunda de Mikado e a outra segurando um pau e decide perguntar.
—Lars, e seu pau? –Percebia que era grosso, e sabia que uma hora ou outra Lars arremessaria em sua cabeça.
—Tá duro, por quê?
—Amostra.
Enquanto isso...
—Vocês estão bem? –Duck olhava para trás e via Zé e Yuen se abraçando enquanto na frente, Nick e Nami levavam a carroça.
—Claro, estamos sim.
Yuen tinha acabado de pegar no sono, Duck estava distraído conversando com Nami e então Zé decidiu aproveitar essa chance parar pular da carroça.
Tinha acabado de pular, quando é visto por Nick que avisa assim que o avista correndo. Zé percebendo ser notado isso o deixa desesperado fazendo correr pro meio da rua.
Perto dali passava um camaro SS e quem dirigia era Mizu com seu braço do lado de fora do carro pela janela, no seu lado Iris e no banco de trás estava Guro e Maçã. Todas com óculos de sol ouvindo uns ‘tuts tuts quero ver’ no volume máximo.
Balançavam suas cabeças no ritmo da musica até ouvirem um barulho.
—Mizu, o que aconteceu? –Guro ficou nervosa assim que ouviu.
Mizu ficou preocupada, pelo barulho achava que tinha atropelado alguma pessoa. Voltando um pouco o carro, sem querer passa por cima de novo e escutam “crack” que a preocupa ainda mais.
Saíram do carro no maior estilo, cabelos ao ventos, salto alto, desfilando e arrasando na cara das inimigas apenas para verem o que atropelaram.
—Zé? –Guro se abaixava e cutucava seu corpo, porque a melhor coisa a se fazer seria isso, cutucar.
—Não, é só um animal, um bem machucado. –Disse Mizu forçando os olhos.
—Seja lá o que for ele está sofrendo, o melhor a se fazer é acabarmos com a dor dele! –Disse Iris enquanto chutava o corpo de Zé.
—O levaremos para o hospital? Mas não tem espaço no carro! –Mizu completamente confusa.
—Errado, vamos matar ele. –Iris acabou de jogar uma pedra no rosto de Zé.
Guro fechou seus olhos e tampou os ouvidos para não saber o que elas estavam fazendo, até ser puxada por Mizu para voltarem para o carro.
Ao colocar as mãos no volante, Mizu sente falta de algo.
Espera, estamos esquecendo algo?
—Se esquecemos, não deve ter importância, acelera! –Iris ligava o som do carro e colocava seu óculos.
—Tem razão, bora! –Mizu acelera o carro, mas logo a frente é parada pela Blitz.
-Espero que a senhorita tenha os documentos. –Diz Karlo enquanto encarava uma por uma.
Mas enquanto isso...
—Como assim ele foi solto?! –Hemy estava furiosa. –Eu que o coloquei nessa merda, quem ousa tira-lo daqui? – Estava quase pulando no policial quando novamente Duck aparece.
—Yuen.
—A sim, de boa então. Como você sabe?
—Eu estava aqui, na verdade fui eu quem o trouxe aqui.
—E onde eles estão?
—Yuen está comigo, Zé é que não sei.
Logo os dois saem da delegacia e vão à direção do povo que estava lá fora.
—Cadê o Zé? –Perguntou Lars confusa.
—Ele tá por ai, Lars, o melhor é procurarmos por ele. –Respondeu Hemy.
—Eu estou fora, vão sozinhos. –Disse Lars virando de costas para todos e seguindo caminho reto.
—Pois vá embora, ninguém te quer aqui mesmo! –Disse Hemy mostrando o minguinho para Lars.
Hemy virava para Mikado quando se da conta que ele já estava indo junto a Lars. Shi e Kuuso sumiram, Rafaeru ia para sua casa e Duck foi-se embora.
Percebendo que estava sozinha, decide ir embora de cabeça baixa até que de repente Hemy escuta gritos cada vez mais altos até ver que Maçã ia a sua direção.
Maçã parecia agitada, carregava com seus braços o corpo de Zé quase de arrasto no chão.
—O que aconteceu com ele?! –Disse Hemy fingindo estar surpresa por que na verdade estava pouco se fodendo.
—Ele foi atropelado, conseguiria leva-lo ao hospital?
—Nem, os que poderiam carcaram fora, Maçã, leve-o que vou em seguida. VOE BRABULETA!
Maçã ouvindo isso foi o mais rápido possível, enquanto Hemy avista e empurra Gaonix que por lá passava andando de Skate e começa a fazer altas manobras, dando a de radical enquanto seguia Maçã até ter que descer um morro e sem querer cair e dar de cara no chão e descer todo o morro ralando seu rosto.
Enquanto isso na casa de Lars...
—Vamos, fique de quatro! –Disse Lars com um cinto na mão. –Agora faz miau!
—Miau. – Mikado estava tremendo de medo, Lars se aproximava dele quando decide pular a janela e carcar-se dali o mais rápido possível.
—Miserável, se é assim nunca mais volte, se ousar aparecer aqui novamente eu chuto teu saco!
—Ei, vai tomar no c*! Cala boca desgraça! –Gritavam os outros vizinhos.
Resumo da tarde, Maçã no caminho ao hospital, percebe que Zé parecia tentar falar algo, se entusiasma e sem querer o solta fazendo-o cair em cima de Nobody.
Depois de ver todo o povo indo embora, Nobody se levanta e vai ao hospital sozinho, tinha acabado de levar alta quando ao sair Zé cai sobre ele.
Maçã se abaixa e pega novamente Zé, agora desmaiado com a queda, ignorando Nobody por completo.
Hemy finalmente parou de rolar pelo chão, viu no outro lado da rua o hospital e Maçã já entrando, ia atrás dela, mas antes decidiu ajudar Nobody que estava jogado na rua.
—Você está bem? –Oferecia sua mão para Nobody se levantar.
—Estou sim obrigado, He. –Interrompido por Hemy.
—Ok, tchau.
O skate de Gaonix ainda descia o morro bem em direção a Nobody que sem dar importância a ele, Nobody levanta e tira um celularzinho do bolso e diz.
—Hora de morfar! –Enquanto o skate passava entre suas pernas e Rafaeru chamando sua atenção dizendo “Hum, que inveja, passaria por ai também”.
Estava começando a anoitecer, Yuen ainda dormia na carroça de Duck, Nick foi para casa e se chateou ao ver que Mizu não estava lá. As senhoritas ganharam uma multa, Guro foi para sua casa enquanto Mizu e Iris estavam no bar bebendo e falando de yaoi.
Mikado já estava em um de seus empregos quando de boa na esquina avista um carro vindo em sua direção. Já estava dando aquela ajeitada na roupa quando reconhece o carro e forçando a vista vê Lars e disparadamente sai correndo com seus saltos vermelhos deixando cair sua bolsa de couro.
Hemy ia entrar no hospital quando é esbarrada por Maçã e em seguida recebendo um ligação de CeeLo que tinha grandes novidades. Após horas de conversa Hemy finalmente entra no hospital.
Mas enquanto isso no quarto, Zé acordava já em uma cama com as pernas enfaixadas. Estava comentando sobre si mesmo quando escuta cochichos.
—Ei, psiu, e ai? –Lá estava Crona,
—Crona, tu aqui?
—Sim, só vim dar um tchau mesmo, vou embora, flw Zé.
—Até mais, Crona.
Zé tinha ficado sozinho, Crona tinha acabado de sair do quarto quando segundo depois, as luzes começam a piscar até se apagarem completamente, passos são ouvidos no corredor, um barulho agoniante ao mesmo tempo como se algo estivesse arranhando o chão ou as paredes do hospital. Zé pode ouvir Crona dizendo.
—Não, meu deus, não... –Por suas palavras e maneira de falar, estava obvio para Zé que Crona estava presenciando algo desagradável. Em seguida gritos e barulhos como se coisas estivessem sendo jogadas no chão.
Um silencio logo toma conta do hospital, Zé tremia e suava frio até a porta do quarto em que estava abrisse rangendo e um vulto entrando. Com medo, rapidamente Zé coloca sua cabeça para dentro do lençol.
Nada aconteceu, Zé então tirou sua cabeça de baixo do lençol e olhou diretamente para porta percebendo que estava fechada. Já pensava que isso era na verdade uma mistura de mal entendido com sua imaginação até.
—Buh. –Zé olhou para o lado e viu alguém com olhos vermelhos e um grande sorriso olhando para ele e acaba dando um grito feminino.
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