Amigos...

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Desculpa por não ter postado... Eu ando ocupada estes dias com provas e mais provas, além de trabalhos... Acho que não vou poder postar esta semana, mas vou tentar assim que conseguir um tempo livre ^^
Aproveitem o capítulo ♥
Boa leitura ^^
Ps.: Ah e, obrigada a Marina que recomendou minha fic ^^ OBRIGADA =D Capítulo especial a você ^^

POV Austin

Era inacreditável a Ally ter nos deixado ficar na casa dela. Tudo bem que eu implorei, mas gostei muito da confiança que ela teve em nós. Gostei também de vê-la morder seus lábios quando ela começou a olhar confusa para nós, e seus olhos brilhando quando se despediu de nós, e... Deixei de lado um pouco estes pensamentos e fui para minha casa, depois de deixar a Trish e o Dez nas suas.

Tomei um banho, comi algo e arrumei uma mochila com roupas para levar. Peguei meu cartão de crédito (pois é eu tenho um cartão de crédito) e um dinheiro extra que meus pais sempre deixavam (quando se lembravam de mim) na gaveta de emergência.

Botei minha mochila da escola e a outra dentro da caminhonete e fui em direção à casa do Dez. Quando fui entrando na varanda da entrada escutei alguns barulhos, que mais se pareciam com gritos, de lá de dentro e esperei um pouco antes de tocar a campainha. Quando cessaram, vi o Dez sair e fechar a porta atrás dele e depois encarar o chão fixamente.

— Dez?

— Ah, oi Austin.

— O que aconteceu cara? Por que eu ouvi gritos de lá de dentro?

— Bem... – Ele tentou desviar o assunto olhando para baixo novamente e eu o encorajei.

— Oi! Sou eu, seu melhor amigo está aqui se lembra? Aquele que sempre te ajuda no que você precisa. – Ele me olhou, e pareceu estar se debatendo se contava ou não, mas no final disse:

— Meu pai. – Ele suspirou e continuou. — Quando eu cheguei, ele estava com uma mulher lá dentro ao maior agarramento e a mulher não sabia que ele tinha filhos... – Ele parou novamente, respirou fundo e prosseguiu: — Resumindo, ela foi embora, ele gritou comigo, e eu pedi para passar uma semana fora e ele disse que se eu pudesse para nunca mais voltar. Eu disse que eu ia voltar sim, dai ele jogou um bolo de dinheiro na minha cara e disse para eu sair da vida dele. Enfim, eu peguei o dinheiro, peguei essa mala, — ele apontou para pequena mala preta que estava ao seu lado que eu não havia notado – e sai. – Ele deu de ombros como se aquilo não importasse.

— E você está bem?

— Estou. Já estou acostumado com os gritos do meu pai. – Ele cerrou os punhos parecendo irritado, mas depois largou, deixando-os soltos, apenas segurando a mala e perguntou:

— Enfim, vamos?

— Temos que buscar a Trish antes.

— Você sabe que ela vai levar uma mala gigante né?

— Basicamente... Coitada da Ally. – Começamos a rir juntos e ele perguntou:

— Você está gostando dela não é verdade?

— Da Trish? Não, ela é minha...

— Depois dizem que eu sou o tapado! Da Ally! – Eu fiquei um pouco nervoso e falei:

— Eu? Não... Não... Por que, está tão na cara assim?

— Sabia que não era só uma questão de ser legal com ela. – Ele riu um pouco e continuou: — Você é muito legal e tudo mais, mas com ela você foi mais... Qual a palavra...

— Amoroso?

— Não era essa palavra que eu estava procurando, mas já ajuda. Enfim, ela parece ser legal.

— E bonita... Eu fico nervoso quando estou perto dela... – Ele sorriu satisfeito e eu continuei. – Vamos logo, não quero ver você se vangloriando por estar certo desta vez. – Ele riu um pouco e fomos em direção à caminhonete.

Algumas quadras depois e chegamos à casa da Trish. Toquei a campainha e esperei. Vimos ela saindo com uma mala rosa muito brilhante e gigante de rodinhas.

— Oi garotos. – Ela sorriu carregando sua mala.

— Você por acaso está se mudando? Você sabe que só vamos passar um tempinho lá.

— Tempo indeterminado.

— São os instrumentos de tortura dela Austin. Ainda bem que eu não vou ficar no mesmo quarto que ela.

— Querido, eu lhe daria um tapa agora, mas ainda tenho que falar uma coisa com minha mãe, então tenha cuidado nas próximas horas. – Ela piscou para o Dez, fazendo o mesmo ficar paralisado e nervoso.

— Trish vai rápido tá?

— Claro. – Ela sorriu e deu meia volta, entrando novamente, mas antes que sumisse de vista falou para nós: — Vão botando minha mala lá dentro, por favor, não vou demorar muito. – E assim ela sumiu dentro de sua casa.

— Vamos Dez, leva a mala.

— Tudo bem. – Ele foi carregando enquanto eu fui à frente abrindo o porta-malas. Colocamos tudo e logo em seguida a Trish veio entrando no carro conosco.

— O que sua mãe queria?

— Ela me deu o cartão de crédito dela para eu não ter que estar voltando em casa toda hora. Ela achou muito legal eu ter uma amiga e eu ir passar um tempo com ela. – Ela sorriu satisfeita e continuou: — Agora vamos, quero ter uma amiga verdadeira, e não vocês... Sem ofensas. – Eu dei risadas junto com ela e dirigi até a casa da Ally.

Conforme nos aproximávamos meu coração ia se acelerando cada vez mais... Será que eu estou gostando mesmo dela? Acalme-se Austin...

Descemos e tiramos nossas coisas da caminhonete e fomos em direção à porta. Tocamos a campainha e logo em seguida ela abriu. Sorriso no rosto: ON!

POV Ally

— Oi Ally, chegamos. – O Austin falou carregando uma mochila, seguido da Trish e do Dez.

— Oi pessoal, querem ajuda?

— Eu quero! – O Dez falou carregando uma mala rosa gigante.

— Ela não tem rodinha?

— Ah é... Obrigada Ally. – Ele falou sorrindo e deixando a mala no chão para poder carrega-la pelas rodinhas.

— Essa mala não é sua né Dez?

— Não, é da Trish, a minha está na caminhonete.

— Eu pego. – Eu disse me direcionando até o carro. Peguei e fechei o porta-malas me direcionando novamente para minha casa.

— Ally, onde vamos ficar? – O Austin perguntou examinando a casa.

— Vamos, eu mostro a vocês.

Um tempo depois mostrando a eles onde iriam ficar e me arrumando no quarto com a Trish.

— Gostei muito da casa Ally. — O Austin falou todo sorridente sentando no sofá ao meu lado. — É bem confortável lá. Obrigada por tudo.

— Obrigada a vocês por estarem ao meu lado nestes momentos. — A Trish sorriu sentando ao meu outro lado.

— Então, o que vamos fazer? – O Dez perguntou sentando no sofá ao lado do Austin.

— Que tal se olharmos um filme? – A Trish falou empolgada.

— Ótima ideia. Que tal titanic? – O Dez falou recebendo olhares meio confusos de todos nós. – O que foi? É um clássico. – Eu ri e peguei o filme botando no aparelho DVD

— Nós vamos mesmo ver? — O Austin perguntou meio emburrado.

— Sim Austin.

— EBAAAAAAA! – O Dez falou empolgado recebendo novamente risadinhas minhas.

Botei o filme e me sentei novamente ao lado da Trish. Eu estava tão exausta pelo decorrer do dia de hoje que acabei dormindo encostada em seu ombro.

POV Austin

Eu também estava empolgado para ver o filme, mas não podia demonstrar isto para a Ally. Então perguntei a ela novamente se teríamos que ver mesmo e ela confirmou. Eu sorri meio de canto, não demonstrando sentimentos e me preparando animadamente para ver o filme.

Quando acabou, o Dez estava chorando muito e eu estava prestes a chorar também, mas eu me controlei e olhei a Ally, a mesma estava dormindo lindamente encostada no ombro da Trish.

— Austin, você poderia levar a Ally lá para cima, ela está dormindo e eu não gostaria de acordá-la.

— Nossa Trish, eu nunca vi esse seu lado bom.

— Eu não posso ser agressiva com a garota logo de cara, o que ela vai pensar, que eu sou maluca? Agora vai logo e me ajuda. – Eu há encarei um instante e depois falei meio desapontado.

— Eu tenho medo de deixa-la cair. – A Trish se direcionou seu olhar para o Dez e perguntou-lhe:

— Dez, você poderia levar ela lá para cima?

— Quer que eu a leve lá para cima?

— NÃO! – Eu falei assustado já me levantando do sofá e me aproximando delas. – É mais perigoso o Dez derrubar do que eu próprio, então deixa que eu a levo. – A Trish sorriu e saiu devagar de perto da Ally, me dando espaço para eu pegá-la em meus braços. Ela era tão leve e delicada que fiquei com medo de carrega-la, mas consegui a confiança adequada para leva-la.

Subi calmamente as escadas, tomando cuidado para não me mexer muito e acabar acordando ela. A Trish foi na frente, abrindo a porta do quarto e se deitando em sua cama improvisada. Quando entrei, a botei lentamente na cama e dei um beijo em sua testa murmurando:

— Bem vinda ao nosso clube minha linda. – Sorri com tal pensamento e deixei elas sozinhas, fechei a porta atrás de mim e me movimentei ao quarto onde iria ficar. Dormi tranquilamente aquele noite, sem nenhum pensamento inoportuno de meus pais, da Kira ou do Jimmy.

Notas finais
Está ai o capítulo =D
Não sei se ficou bom... Mas está ai...
Gostaram? Não gostaram?
Comentem por favor tá? ^^
Beijos e até a próxima queridos leitores ^^