Amigos...

15 Capítulo 15


Notas iniciais
Oiiiiiiiiiiii Pessoal, desculpa a demora para postar, mas acho que estes dias estou meio sem ideias... Mas consegui terminar este capítulo e postei aqui =D
Aproveitem ^^

POV Ally

Tive um final de semana mais que perfeito: três novos e queridos amigos e um lugar como compositora ao lado do Austin!

Mas adivinhem? Tudo isto pode acabar em um piscar de olhos quando você começa a semana e já tem que ir para o inferno onde todos chamam de escola.

Ontem nós ficamos no camarim até acabar o show da outra banda, mas acredito que o Austin foi bem mais falado que eles, até por que quando saímos os paparazzi só faltaram pular em cima de nós.

Chegamos a minha casa lá pelas 05:00 da manhã e nem preciso dizer que acabamos nem dormindo nada, e que eu pareço um zumbi. Fiz um café para todos, nos arrumamos e entramos na caminhonete ainda comentando sobre o que aconteceu na noite passada.

Conforme fomos nos aproximando da escola eu queria mais e mais que este final de semana não tivesse existido e que eu nunca tivesse sido amiga deles. O que as pessoas incrivelmente ignorantes daquele maldito lugar vão falar? Não quero que a reputação deles acabe por mim...

Eu queria ser uma pessoa que não se importasse nem um pouco com a opinião dos outros, mas isto não é possível. Acabo me machucando muito com as palavras e acabo ficando magoada com a pessoa que me feriu.

Isto é uma merda sabe? Eu queria ser um pouco mais espontânea, que não tivesse medo de nada e não ligasse para ninguém, mas sabe como é a vida, ela sempre arranja um jeito de fazermos ter um tipo de prova para ver como estamos indo. Geralmente estes testes são incrivelmente dolorosos, mas é assim mesmo, com o tempo aprendemos a ficar mais fortes, ou não...

- Ally? Você está bem? – O Austin falou perguntando já descendo do carro juntamente com a Trish e o Dez. Só fui me tocar agora que havíamos chegado à escola.

- Só estou muito cansada. – Desci do carro também. – Vou indo. – Comecei a me distanciar deles, até o Austin segurar meu braço e me virar para encará-lo.

- Onde você está indo? Não vai ficar com a gente?

- Eu tenho que ir... Ao banheiro. Sabe como é? Assuntos de garota.

- Mas...

- Austin, a deixe ir. Se for importante deixe-a, e se precisar de algo Ally, estarei aqui.

- Não, tudo bem. Encontro vocês na aula?

- Claro. – Ele falou um tanto desconfiado, mas seguindo o casal até a sala.

Eu fui correndo em direção ao banheiro, obviamente para fugir um pouco. Consegui ficar lá até tocar o sinal da primeira e depois me dirigi rapidamente à sala. Quando estava me aproximando, esbarrei na Kira e nós duas caímos.

- O sua idiota, não vê para onde anda? – Ela falou se levantando e constatando que seu salto tinha quebrado. – Você quebrou meu salto sua putinha.

- Desculpa eu...

- Cala boca sua ninguém. – Ela me olhou furiosa tentando arrumar o salto. – Eu soube que você é a nova compositora do Austin. É verdade?

- Sim, seu...

- Eu não acabei de falar. Fique bem longe dele, não o quero contaminado por sua idiotice. Tenho certeza que você pode fazer isto não?

- Mas...

- Chega. Eu sei que meu pai gosta muito de você e tudo mais e aposto que isto tenha influenciado em sua decisão, mas não a quero mais perto do Austin, ele é queridinho demais e não quero que você acabe destruindo sua imagem entendido?

- Sim. – Falei quase num sussurro.

- Ótimo. – Ela ajeitou sua blusa e passou por mim, mas antes que ela fosse embora eu a chamei.

- Kira.

- O que você quer? — Ela falou em um tom irritado.

- Eu não vou ficar longe do Austin, eu gosto dele e tenho certeza que o sentimento é mútuo. – Nossa, da onde veio toda esta minha coragem?

- Não vai? Certeza? — Ela me olhou surpresa.

- Sim. – Ela pegou seu celular e fingiu estar digitando alguma coisa.

- Que tal se eu espalhasse para toda a escola o seu segredinho? Aposto que todos adorariam saber.

- Não faça isso, por favor.

- Ally, eu sei muita coisa sobre você. Lembra que fomos amigas? Até você decidir me trocar sua vadiazinha.

- Eu não te troquei.

- Não? Nós duas sempre fomos as rejeitadas lembra? As que sofriam caladas? Até você ter aqueles seus dois amiguinhos e me trocar.

- Mas eles apenas me ajudaram.

- Me poupe de suas explicações. – Ela riu sarcasticamente. – Você ficou distante e eu? Aquele pessoal idiota continuou brincando comigo, e lembra-se daquela brincadeirinha que faziam a cada dois meses?

- A pega à ratinha?

- Isso ai. Eu fui à cobaia pelo resto daquele ano. – Agora ela estava chorando. – Na última vez que fizeram aquilo, à polícia me encontrou um dia depois amarrada em uma árvore, fraca e com muitos machucados.

- Geralmente quem era a cobaia era...

- Você! Mas como já tinha mudado de escola, a garotinha mais assustada e bocó entre eles era eu. Depois disto meu pai teve a brilhante iniciativa de me tirar de lá. Tive que dar um jeito na minha aparência e postura, ainda bem que eu tinha uma família rica para fazer este favorzinho a mim. Vim para esta escola e conheci pessoas novas, legais e muito populares. Tornei-me uma pessoa fútil, sem valor, mas sabe como é? Era melhor isto do que nada.

- Eu lembro que você odiava todas aquelas garotas que não tinham cérebro e tudo mais.

- Mas eu me tornei uma e particularmente não me arrependo. Sabe, foi bom você ter me largado, assim eu não tinha mais que me preocupar com você e podia seguir com uma vida feliz.

- E vazia.

- Vazia? Você acha? Tenho várias pessoas ao meu redor que me bajulam, garotos aos meus pés assim que eu estalar os dedos e dinheiro obviamente. E você? Perdeu o pai não? E sua mamãezinha? Está aonde agora? Na África ou em Las Vegas com um trabalhinho melhor? – Não pude controlar minhas lágrimas e comecei a chorar com altos soluços. – Poxa você está chorando. – Ela riu secamente sem se importar. – Me deixa guardar algumas de suas lágrimas como prêmio? Eu preciso.

- Por que mesmo com todos os nossos anos de amizade você me trata mal agora?

- Não escutou o que eu disse? Você me abandonou, eu fiquei sozinha e sofri muito.

- Por que não se distanciou deles assim que eu sai da escola?

-Você se distanciou deles quando teve chance?

- Não, foi preciso meu pai me mudar de escola...

- Por que você não quis fazer isto Ally?

- Eu...

- Você quis estar entre eles não queria? Eu também. Acho que sofria do mesmo distúrbio mental que você, mas agora mudei e sou mais forte.

- Ou acha que é mais forte Kira.

- Você quer me fazer rir? – Ela riu em meio às lágrimas negras (por causa da maquiagem) que escorriam de seu rosto. – Eu sou forte e tenho toda esta escola para provar.

- E seu pulso? Melhorou? Não tem mais tantas cicatrizes assim? – Ela me encarou um instante e depois olhou fixamente para seu pulso, me olhando em seguida com uma expressão vazia.

- Óbvio que não. Você acha que eu ia continuar fazendo aquilo?

- Eu não acho, tenho certeza que você continua.

- E você, continua indo no psicólogo frequentemente? O que a sua psicóloga diz a você? Que continua com a síndrome da idiotice guardada em seu corpo? Não se preocupe, um dia ainda vão conseguir a cura. – Foi a minha vez de rir ironicamente.

- É verdade, você se tornou uma pessoa muito “forte”. Quantas pessoas no dia você fica depreciando ou tentando achar um defeito para você ficar por cima e se sentir melhor? Você ahca que me engana, mas está muito enganada.

- Mas consigo enganar a todos que estão a minha volta e isto é o que basta. Agora, sai da minha frente que eu preciso ir ao banheiro. – Ela se dirigiu ao banheiro e eu fui atrás dela.

- Continue assim e vai sempre estar enganando a si própria.

- Acho que já mudamos muito de assunto não acha? – Ela limpou seu rosto borrado. – Fique longe do Austin.

- E se eu não quiser?

- Já te dei um aviso.

- Pode contar para todos sobre minha vida se quiser, não me importo mais.

- Acredito que seus amiguinhos se importariam sim, e acho que o Austin ficaria muito feliz em saber que você matou uma pessoa e que talvez ele seja a próxima vítima. – O QUÊ? COMO ELA SABE?

- Eu não matei ninguém.

- Não? E como anda o irmão daquele seu outro amiguinho, o John?

- Ele... Ele morreu.

- Assassinato não?

- Sim. — Abaixei a cabeça nesse instante.

- E quem foi à culpada?

- Não fui eu! Eu não me lembro de nada daquela noite.

- Que ironia não? A garota que teve uma perda de memória não se lembrar da morte do próprio amiguinho.

- Ele não era meu amiguinho.

- Obrigada por estar comprovando ainda mais os fatos sua brilhante assassina. Não foi tão boa assim por que a polícia ainda suspeita de você não?

- Eles não acham que sou eu e nunca acharam.

- Tudo bem, você que sabe. – Ela acabou se passar seu batom e botar um pouco de rímel. – Agora fique longe dele, já te dei um aviso querida! – Ela saiu esbarrando em mim de propósito e eu fiquei ali parada acho que até mesmo em estado catatônico.

Não posso deixar que ninguém saiba de nada. Não quero que me achem.

Desculpa Austin, mas vai ser melhor para todos nós, ou no caso, melhor para você e seus amigos.

Notas finais
Gostaram? Não Gostaram? Comentem por favor =D
Beijos e Até a Próxima ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.