Amigos...
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Oii ^^ Novo capítulo ^^ YAY
POV Austin
Chegamos à ponte e avistei a Ally encarando fixamente o rio... Será que ela ia pular? Minha cabeça começou a dar muitas voltas e minha respiração ficou muita rápida e pesada. Estava chovendo muito e meu cabelo e roupa já estavam ensopados, mas não me importei, só estava prestando atenção nela, então eu disse alto para ela poder ouvir. — Ally, se você vai fazer o que estou pensando, não faça. – Ela me olhou e percebi que havia chorado. Ela nos olhou e falou: — Eu não estava... Quer dizer, eu ia... – Ela respirou fundo e se sentou, apenas olhando para baixo. Nos três nos aproximamos dela e sentamos ao seu lado. Ficamos em silêncio um instante e a Trish foi a primeira a falar com ela. — Ally está chovendo, não quer ir para dentro da caminhonete? Lá podemos conversar melhor. — Não me importo com a chuva, até a acho bonita. — Você pode pegar um resfriado. Nós podemos pegar um resfriado. — Tudo bem. – Eu peguei minha jaqueta e cobri seus braços, percebi que ela estava tremendo, mas não disse nada, apenas a levei em direção a caminhonete. A botei ao meu lado, enquanto o Dez e a Trish sentaram na parte de trás. — Ally, quer ir para nossa casa ou algo do tipo, você está tremendo, precisa ao menos se secar. — Eu disse me ajeitando em meu lugar. — Pode ser na minha casa então, vocês não se importam de ir lá? – A Trish respondeu com a maior doçura do mundo (a parte doce que eu nunca conheci). — Claro que não querida. Vamos. – A Ally sorriu meio forçadamente e me deu as coordenadas até sua casa, era perto dali, então foi rápido. Era uma casa azul com um jardim triste, marrom, sem vida. As únicas flores que ainda sobreviviam eram as rosas. Descemos do carro e ela pegou as chaves para abrir o portão. Ela nos convidou para entrar e lá fomos nós a seguindo. — Entrem. – Entramos em sua casa e era bonita, apesar de estar vazia e sem muitos móveis, apenas um sofá grande e uma televisão de tela plana, e com um piano gigante perto da mesa de jantar da cozinha. – Vou pegar umas toalhas para vocês se secarem. Já volto. – Ela foi para o andar de cima e depois voltou trazendo quatro toalhas. Ela deu uma para cada um de nós e a última ela usou, obviamente, para se secar. Ficamos em silêncio um bom tempo apenas nos secando, até o Dez perguntar: — Ally, cadê seus pais? – Percebi que ela ficou meio tensa com a pergunta, mas respondeu com lágrimas nos olhos. — Meu pai morreu. – Ela estava com a cabeça baixa para não mostrar as lágrimas, mas dava para ver pelo seu lindo rosto. — Quando? – O Dez perguntou meio assustado. — Ontem à noite. – A sala ficou em silêncio e com uma leve tensão no ar e só se ouvia os soluços da Ally, até a Trish perguntar: — E sua mãe? — Ela... Ela... Mora na África. — Ela sabe que...? — Não, eu não posso falar para ela... Se eu... Se eu falar, ela me levará junto com ela, e eu não quero ir. – Ela se sentou no sofá com a cabeça baixa e a Trish foi a seu lado e a abraçou. — Calma querida, não chore. Você não tem ninguém para ficar ou cuidar de você? — Não. Eles moram do outro lado do país e com certeza avisariam minha mãe. — Amigos? — Nenhum. — Agora tem. – Ela limpou o rosto com as costas da mão e falou: — Como assim? – Eu, a Trish e o Dez nos olhamos e falamos juntos: — NÓS. – Eu olhei para ela, sorri e falei: — Bem vinda ao clube dos desprezados. — Vocês são como se fossem... O time Austin, não tem como serem o time dos “desprezados”. – Ela fez sinal de aspas no “desprezados” e eu sorri ainda mais ainda e falei: — Bem, todos nós temos problemas, ou tivemos. Nós ficamos juntos desde o começo e agora estamos aqui, lhe convidando a participar do nosso “clube”. Aceita? – Ela fungou e olhou para nós com grandes olhos castanhos lindos... — Problemas? Quais problemas? – Ela perguntou meio confusa e a Trish lhe respondeu: — Eu não conseguia fazer amigos, me chamavam de gorda, baleia, hipopótamo e outros apelidos mais pesados. Eu sofria muito, me escondia, até conhecer estes dois. – Ela sorriu para mim e o Dez. – O Austin já tinha postado aquele vídeo famoso e virei empresária dele. — O currículo dela tinha tipo umas oito páginas. – Sorri todo satisfeito e ela continuou: — Hoje em dia deve ter mais páginas. Mas enfim, só que as coisas não pararam por ai, eu tive um namorado que se aproveitou de mim para conseguir ser dançarino do Austin, até o Dez descobrir que além de ter me usado ele tinha outra namorada. – Ela sorriu para o Dez que ficou todo vermelho. – Dai eu acabei com ele e pronto, segui minha vida como uma garota poderosa e raivosa. — Muito raivosa. Ally, ela é muito perigosa, cuidado. – O Dez caiu na gargalhada e a Trish disse: — E vingativa. – Ele parou de rir e engoliu em seco e a Ally perguntou: — E você Dez? — Bem... Eu sempre fui meio... Alheio. Mas também é que... – Ele respirou fundo e eu botei uma mão em seu ombro. Ele sorriu e falou: — Minha mãe morreu e meu pai nunca foi muito de se importar comigo. Na escola me apelidavam de várias coisas, e eu geralmente ficava muito triste. Quando conheci o Austin, tínhamos uns seis anos de idade, ele virou meu melhor amigo e me protegia das pessoas. Sempre podia contar com ele para o que desse. Depois de um tempo os apelidos pararam até sumirem, e agora estou aqui. Oi. – Ele sorriu para Ally que sorriu de volta e gesticulou um oi em retribuição.
— E você Austin? – Eu a encarei e fiquei tranquilo mergulhando naqueles grandes olhos... Foi ai que me dei conta que tinha mais gente na sala e falei: — Bem... Eu nunca fui bem aceito pelos meus pais por gostar de música. Eles queriam que eu seguisse com a loja deles de colchão, mas eu não quero e eles tem que entender. – Eu segurei minhas lágrimas de raiva e cerrei meus punhos. – Agora eles vivem viajando com a desculpa de que tem negócios importantes, mas eu sei que não é verdade, é só para ficarem longe de mim. – Segurei minhas lágrimas e o Dez ficou do meu lado desta vez. A Ally me olhou, conteve as lágrimas também, e antes eu lhe perguntei. – Ally você vai querer se juntar a nós? – Ela sorriu e vi um brilho se acendendo em seus olhos até ela falar: — Sim. – Todos nós sorrimos, e antes que eu me esquecesse, perguntei, mas me repreendi pela pergunta. — Ally, estava tentando se matar? – Houve um silêncio na sala e vi de relance seus olhos ficarem sem aquele brilho novamente. O que eu fui fazer?
Notas finais
Uhuuuuu mais um capítulo ^^ Não sei se vou conseguir postar amanhã, mas vou fazer de tudo para tentar ^^ Obrigada pelos reviews pessoal ^^
Gostaram? Não gostaram? Comentem por favor =D
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