Amigos...
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Não? :(
Tá enfim, ai está um novo capítulo para vocês =D
Final de semana provavelmente eu não poderei postar, então já me adiantei com um capítulo maior...
Espero que aproveitem ^^
Boa Leitura =D
Obs.: A Música deste capítulo é do Ed Sheeran (The A Team) e não da Ally ou da série A&A... só para avisar ^^
POV Ally
Acabei meu banho, fui ao meu quarto e botei a roupa que eu tinha separado (um shorts e um moletom meio velho que ficava um pouco grande demais em mim, porém que eu amava), botei uma pantufa e amarrei meus cabelos em um coque e desci as escadas para almoçar.
Não sei que técnica ninja o Austin usou por que ele já estava lá com o cabelo perfeitamente bagunçado e uma roupa casual para se usar em casa... Uma calça de moletom que marcava um pouco a sua parte de baixo (acho que eu tenho que parar de reparar um pouco no corpo do Austin) e uma blusa branca (por que ele não usou aquela blusa quando fomos ao parque e ficamos os dois molhados? seria mais divertido).
Ele estava em frente ao balcão da pia cortando o restante dos legumes para fazer a salada que tínhamos combinado. Esse garoto só pode ser ninja ou um ser alienígena de tão rápido que ele foi.
- Demorou no banho em Ally? O que andou fazendo lá dentro? – Ele levantou uma sobrancelha sarcasticamente para mim, fazendo o Dez e a Trish começarem a rir. O pervertido usou minha piadinha contra mim, isto não vale!
- É que sabe Austin, eu tenho um cabelo bonito para se estar cuidando, já não sei você.
- Esta doeu até em mim. – O Dez falou arrumando o cabelo e a Trish rindo tentando ajudá-lo.
- Querida, eu sei que meu cabelo é lindamente incrível e eu não preciso de horas o arrumando para ficar mais perfeito o que já é, e não precisa ficar com ciúmes. Além do mais, um dia eu te passo a receita. – O Austin falou piscando para mim. Como é metido o garoto!
- Não vamos ficar conversando sobre cabelos quando eu sei que o meu é o mais perfeito desta casa. Agora eu só quero provar esta sua salada querido Austin.
- Com toda certeza senhorita Dawson. E ainda aposto que você vai lamber o prato de tão gostosa que está esta salada. – Ele pegou seus legumes que havia feito na frigideira e botou em um dois pratos junto com metade da lasanha em cada um. Pegou dois copos e botou suco neles, logo após me entregou um prato e eu falei antes de começar a comer:
- O que tem demais em uma simples salada feita por você? – Comi um pouco e percebi que eu tenho que ficar quieta de vez em quando. Ele cozinha bem mesmo!
- Gostou da comida Ally?
- Não vou expor minhas opiniões para você não se gabar ainda mais. Mas eu tenho uma perguntinha: aonde você aprendeu a cozinhar assim?
- Todos nós temos nossos segredos não é verdade? – Ele piscou para mim me deixando um pouco constrangida e continuou. – Como eu disse, aprendi a viver sozinho desde a saída constante de meus pais em minha vida. O mais engraçado é que mesmo quando eles estavam em casa à comida era sempre comprada quase pronta ou por tele entrega.
- Então como conseguiu aprender a cozinhar tão bem?
- Você acabou admitindo que eu cozinho bem. Rá! – Ele sorriu satisfeito pela sua mini vitória e prosseguiu. – Enfim, eu tive algumas aulas e comecei a ver aqueles programas de televisão sabe? Então, foi mais ou menos assim.
- E olha que foi só uma salada. Qual seu prato mais delicioso?
- Acho que... Panquecas.
- Por que eu perguntei mesmo? Era óbvia esta resposta, certo?
- Certíssimo minha cara amiga. – Ri com sua formalidade momentânea e falsa e continuei comendo até acabar tudo.
Acho que comi muito ou tudo rápido demais por que logo após senti a sensação da comida voltando pela minha garganta. Acho que a Trish percebeu que eu estava branca demais (mais que o normal) e perguntou se eu estava bem.
- Ally, você está bem?
- Acho que não. Já volto.
Sai correndo para o banheiro e quando parei em frente ao vaso sanitário botei tudo para fora. Só conseguia sentir aquele cheiro e gosto enjoativo e vomitei mais. Acho que o meu coque começou a soltar, mas antes que eu pudesse fazer qualquer movimento o Austin apareceu e segurou meu cabelo para ele não cair e sujar.
- Calma, o Dez e a Trish já foram á farmácia comprar um remédio a você. Fica tranquila.
Eu levantei devagar e comecei a limpar meu rosto e a escovar meus dentes, por que com certeza eu não ia ficar com aquele gosto na minha boca. Respirei fundo e o Austin perguntou se eu estava melhor, apenas acenei a cabeça em concordância e fui até o sofá da sala.
- Você não está bem tenho certeza. Foi a minha comida?
- Não, não foi. É que acho que eu comi demais para um dia inteiro.
- Como assim “comi demais para um dia inteiro”?
- É que quando eu como, geralmente são pacotes de bolachas ou chocolate, e eu só consigo comer uma vez no dia e sempre na escola, naquela máquina de doces sabe?
- Tá, e a comida de verdade? Arroz, carne, batata frita?
- Batata frita? – Comecei a rir. – Não sabia que batata frita era uma comida de verdade? Achei que era mais um tipo de aperitivo.
- Não é feito de batata? Então. – Ele sorriu para mim e depois voltou a ficar sério me encarando. — Não tente mudar de assunto.
- Tudo bem. Eu comia uma fruta no café e alguma coisa na escola.
- Só?
- Sim. Meu pai não comprava muitas coisas sabe... Quando comprava, geralmente era bebida. Era raro ter um cereal aqui em casa.
- E... Era só isso?
- Tinha trigo, arroz, entre outras coisas, só que eu não conseguia ficar em casa durante muito tempo para fazer, então ficava andando por ai.
- Andando?
- Mais ou menos... Geralmente eu fugia para não ter que aguentar ele bêbado. Sempre que podia, eu ficava naquela ponte, sabe? Ou em outros lugares... Compondo músicas ou algo do tipo.
- Espera... Você compõe? Tipo, de verdade mesmo?
- Sim. Por quê?
- Eu nunca consegui de verdade. Todas as músicas do meu antigo álbum são compradas por compositores profissionais... Mas quando eu canto, parece que as músicas não fluem para mim sabe? Eu tento de tudo, tento me jogar de corpo e alma naquilo que faço, mas mesmo assim acaba ruim e muitas pessoas acabam não gostando.
- Para falar a verdade até eu não gosto muito.
- Eu sabia que você não era uma fã, por que se fosse tenho certeza que aproveitaria a primeira oportunidade para vender uma foto minha, certo? – Sorri com tal ideia, sabendo que eu não iria fazer uma coisa daquelas. – Você não quer me ajudar? Você poderia me mostrar uma música sua, o que achas?
- Bem... Eu tenho um pouco de vergonha por que talvez não seja boa o suficiente, mas tudo bem, só não ria tá?
- Vou tentar. – Eu fiz uma cara de indignação o que fez o mesmo rir e falar. – É brincadeira.
- Obrigada por ser tão gentil Austin.
- Nossa, senti esta ironia na minha alma agora. – Ele começou a rir e a me acompanhar até meu quarto onde iria pegar o meu diário e o violão. Quando entramos, ele me segurou pelo meu pulso e falou calmamente com aqueles olhos meigos:
- Ainda não acabamos aquela conversa tá? Quero saber direitinho daquela história.
- Ok. – Ele sorriu para mim e fomos ao andar de baixo. Preciso de toda sorte do mundo agora.
POV Austin
Não acredito que a Ally compõe. Isto é muito incrível, mais que incrível... Acho que ela superou até o cara que criou as panquecas... Por mais que eu ame panquecas... Tá eu vou tentar parar com tais pensamentos...
Ela pegou um caderno com a capa meio desgastada e um violão preto que estava pendurado em um canto de seu quarto e me levou para o andar de baixo novamente... Ela deixou o violão um pouco de lado e sentou-se na frente do piano... Quando se sentou ela pareceu acariciar o piano e falou:
- Meu pai queria vender o piano, mas eu dei um jeito dele não vender e por fim ele ficou aqui em casa comigo.
- Mas ele está tão velhinho e... – Ela me olhou com aqueles seus grandes olhos castanhos como se eu tivesse esfaqueado ela ou algo do tipo, ai eu percebi. — O piando tem algum valor sentimental para você, não tem?
- E quanto... Você não faz ideia. – Concordei com a cabeça e ela começou a procurar uma música em seu caderno... Não contive minha curiosidade e perguntei:
- É um diário certo? Posso ver?
- Se é um diário, óbvio que você não pode ver o que está escrito lá! Mas eu posso lhe mostrar umas músicas. – Ela sorriu e eu falei:
- Você sabe tocar piano? – Ela me olhou como se eu não estivesse fazendo mesmo aquela pergunta e disse:
- Não Austin, eu apenas toco uma tecla do piano de cada vez para testar e a que sair o som mais bonitinho eu crio a música. – Ela revirou os olhos e disse: — Claro que eu toco, além de outros instrumentos. Você toca também né?
- Pelo que eu percebi esta pergunta teve sentido duplo, mas eu vou responder a que seres civilizados responderiam. Sim, toco diversos instrumentos musicais. — Ela revirou os olhos e disse:
- Você já pensou em ser um pouco menos pervertido?
- Não, esta ideia não tinha passado pela minha cabeça ainda.
- Bobo. – Ela sorriu mais me fazendo acompanha-la e ficar admirando-a. – Austin, eu achei uma música... Mas é no violão, ainda bem que eu já o trouxe para cá.
- Não sabia que você tocava violão.
- Como eu disse, sei tocar VÁRIOS instrumentos. – Sentando desta vez no tapete que tinha no chão e eu a acompanhando ela perguntou. — Vou tentar cantá-la tá?
- Claro, sem pressa. – Ela estendeu as mangas do moletom e pude ver algumas de suas cicatrizes em seus braços... Eram extensas e bem vermelhas... Acho que algumas bem profundas também... Por que ela fazia isso? (é uma boa explicação que eu vou querer saber)... Ela respirou fundo e começou a dedilhar, logo em seguida a cantar...
White lips, pale face
Breathing in snowflakes
Burnt lungs, sour taste
Light's gone, day's end
Struggling to pay rent
Long nights, strange men
And they say
She's in the Class A Team
Stuck in her daydream
Been this way since 18
But lately her face seems
Slowly sinking, wasting
Crumbling like pastries
And they scream
The worst things in life come free to us
Cos we're just under the upperhand
And go mad for a couple of grams
And she don't want to go outside tonight
And in a pipe she flies to the Motherland
Or sells love to another man
It's too cold outside
For angels to fly
Angels to fly
Ripped gloves, raincoat
Tried to swim and stay afloat
Dry house, wet clothes
Loose change, bank notes
Weary-eyed, dry throat
Call girl, no phone
And they say
She's in the Class A Team
Stuck in her daydream
Been this way since 18
But lately her face seems
Slowly sinking, wasting
Crumbling like pastries
And they scream
The worst things in life come free to us
A música era linda, mas pude ver algumas lágrimas em seus olhos e pedi para ela parar... Ela soltou o violão e eu a abracei rapidamente...
- Então o que achou da música? – Ela falou em meio às lágrimas. Por que ela estava chorando tanto? A música era linda, não tinha motivos para ficar triste...
- Maravilhosa, que nem você. – Ela me olhou deu um sorriso fraco e eu perguntei. – Mas por que você está chorando? – Ela limpou as lágrimas com as costas da mãos e falou rapidamente tentando mudar de assunto:
- Você me acompanha no resto da música? Vou lá fora rapidinho pegar outro violão. – Ela saiu muito rápido de meus braços e foi em direção à garagem. Eu a segui obviamente e perguntei:
- Como você tem tantos instrumentos musicais em sua casa?
- Meu pai era dono de uma loja de instrumentos e quando fechou acabamos ficando com alguns que restaram.
- Hum... – Quando chegamos eu pude ver uma moto estacionada ali dentro... Espera, uma moto?
POV Ally
Quando entramos na garagem, pude ver minha moto estacionada lá e fiquei feliz em encontra-la sem nenhum arranhão. Ainda bem, por que se aquele veado tivesse a arranhado...
- Motinho linda do meu coração, você voltou inteira. – Cheguei perto da minha moto e comecei a examiná-la mais de perto... Sim, tinha um arranhão, mas nada muito sério, então não precisava socar a cara daquele bocó no momento... Me lembrei de uma coisa, ele ainda estava com a minha chave extra...
- Espera, você tem uma moto? Como assim? Quando, onde você comprou? – O Austin fez várias perguntas muito curioso.
- Sim eu tenho. Só que semana passada, ou retrasada se não estou enganada, eu a emprestei para um amigo e ele não tinha me devolvido até agora... Mas finalmente a tenho novamente em segurança na minha garagem.
- Você compõe, tem uma moto, tinha uma loja de instrumentos, o que mais você esconde de mim?
- Todos nós temos um passado que nos condena não é verdade Austin? Por enquanto o meu ainda vai ficar em meio às sombras, mas no futuro talvez você descubra mais coisas a meu respeito... Coisas que talvez, você não vá gostar muito de saber... – Ele me olhou, sorriu e falou:
- Não tem nada que me interesse mais que você Ally, e tenho certeza, nada que me fará me arrepender de ter te conhecido. – Eu sorri, peguei o violão que estava em cima do balcão e ele me acompanhou até o andar de cima para continuarmos tocando.
Ele ajeitou-se com o violão em seu colo e começou a dedilhar conforme eu fui mostrando a ele, assim eu continuei a música da onde tinha parado...
Cos we're just under the upperhand
And go mad for a couple of grams
But she don't want to go outside tonight
And in a pipe she flies to the Motherland
Or sells love to another man
It's too cold outside
For angels to fly
An angel will die
Covered in white
Closed eye
And hoping for a better life
This time, we'll fade out tonight
Straight down the line
And they say
She's in the Class A Team
Stuck in her daydream
Been this way since 18
But lately her face seems
Slowly sinking, wasting
Crumbling like pastries
They scream
The worst things in life come free to us
Lembranças vieram a minha cabeça novamente, mas eu não podia chorar novamente, o Austin iria me perguntar de novo o por que das lágrimas e pelo o que eu o conheço nestes dois dias, ele não é de desistir assim tão fácil...
And we're all under the upperhand
Go mad for a couple of grams
And we don't want to go outside tonight
And in a pipe we fly to the Motherland
Or sell love to another man
It's too cold outside
For angels to fly
Angels to fly
To fly, fly
Angels to fly, to fly, to fly
Angels to die
Acabamos de tocar a música e eu perguntei novamente a ele, querendo ouvir aquela resposta meiga que eu ouvi antes:
- O que achou?
- Preciso repetir? Perfeita! – Ele olhou para mim, sorriu ainda mais e falou: — Como você. – Eu sorri e ele começou há aproximar-se um pouco mais de mim, acho que para me dar um beijo (acho que na bochecha, se bem que podia ser na boca), mas o Dez e a Trish chegaram e eu me afastei rapidamente. Ele se levantou e ofereceu a mão para eu me levantar, mas recusei sua ajuda e fui em direção a Trish.
- Compramos o remédio Ally. Está melhor?
- Um pouco, mas ainda preciso tomar, acho que ainda estou enjoada. – O Dez pegou um copo de água na cozinha e eu tomei um comprimido. Olhei para o Austin um pouco constrangida com a situação e ele me enviou um sorriso fraco, acho que até mesmo um pouco falso...
Mas se ele fosse me beijar, eu não poderia deixar... Tenho certeza que o que temos não passa de uma mera atração (mais eu por ele do que ele por mim)... Como eu havia dito, acho que o Austin Moon nunca se interessará por uma garota feito eu, até por que ainda tenho muitos segredos que podem fazer ele, a Trish e o Dez se afastarem de mim em um piscar de olhos...
Notas finais
Eu vou ser bem sincera... Eu estava pensando em desistir de continuar escrevendo e ainda estou... Acho que não está tão boa assim a fic... Então sejam sinceros comigo e falem se o capítulo está bom mesmo ou não... Que dai eu paro ou continuo tá bom? ^^
Adorei os comentários do capítulo anterior, Obrigada mesmo, de coração ^^
Bjs e Até a Próxima ♥
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