Amigo Secreto no Hotel Fazenda
17 Capítulo 17 - Julia Drapella POV
A viagem estava sendo bastante divertida. Nem um centésimo da awesomeness que foi mudar meu nome pra Luísa e ir para o Canadá, mas mesmo assim, estava valendo a pena. Até porque tinha uma coisa que o Canadá não tinha: o pessoal retardado do AS.
Depois do (desastroso/divertido/maluco/exagerado/engraçado) jogo de verdade ou desafio, e de todo mundo já ter saído da piscina porque estava frio para caramba, a gente concordou que já estava tarde e era hora de dormir.
O que, numa viagem em que você está num quarto com mais 6 mulheres, totalmente significa "não dormir e ficar conversando até a última de nós apagar".
Na porta de cada chalé estavam presos uns papeis grandes, e eu ouvi a Maria Clara gritar lá da varanda dela:
– SERÁ QUE ALGUM BOY É MEU ADMIRADOR SECRETO???????
Enquanto a Giulia, do outro lado, gritava:
– OMG SERÁ QUE MEU BOY VEIO ME PROCURAR E, COMO NÃO ME ACHOU, DEIXOU UMA CARTA??
No meu quarto as coisas eram um pouco mais complicadas.
– Potezgrila, descobriram que eu roubei vodka do hotel e estão querendo cobrar. — A Esther, em um raro momento de falsa sobriedade, se lamentou.
A Laura, nossa adulta responsável, tomou a frente e foi ler o papel, enquanto a Isa Noal consolava a Esther, que já estava tentando descobrir de onde tiraria dinheiro para pagar tanta vodka.
– Calma, gente. — A Laura começou a explicar — É só um cronograma das atividades de amanhã.
Ela começou a ler tudo em voz alta, mas eu só prestei atenção a algumas coisas, especialmente na parte "adolescentes", porque as partes "pirralhos" e "velhos" (okay, não era assim que tava escrito, mas todos sabemos o que eles queriam dizer) não eram importantes pra mim. De manhã, pelo que eu entendi, o café seria servido no refeitório e, depois disso, os recreadores se dividiriam em três grupos, fazendo com que os hóspedes precisassem escolher. Ou ir à tirolesa no lago, ou à fazendinha andar de cavalo e ver os bichinhos, ou ficar no hotel fazendo atividades na piscina.
Obviamente também estaríamos livres pra não fazer nada com recreadores e simplesmente aproveitar o hotel como quiséssemos. Depois disso o almoço seria servido no mesmo refeitório do café, e mais uma vez poderíamos escolher entre as atividades. Dessa vez era caça à bandeira com um recreador, vôlei com outro e futebol com o último. À noite, depois do jantar, havia apenas uma atividade e, ao lado dela, a Laura disse que tinha um aviso dizendo "altamente recomendada, atividade mais famosa e comentada como a melhor do hotel". Já me animei logo de cara. Era uma atividade de terror que faria com que todos andassem pelo hotel a procura de algo, mas não tinha muito mais detalhes que isso. A Laura terminou de ler e nós entramos no quarto, começando a especular o que seria essa tal atividade, e quais opções escolheríamos no dia seguinte.
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