Amigo Secreto no Hotel Fazenda

15 Capítulo 15 - Ítalo Bianchini POV


Ok, ok, já estava virando humilhação. Perdemos doces para as meninas.

Enquanto o Bond estava todo revoltado no canto, resmungando, as meninas zoavam a mim, ao Caio e ao Claudio, que reclamava por não ter perguntas sobre filmes. Revirei os olhos e foi nesse meio tempo que vi uma garrafinha de agua no chão. Perfeito. Eu tinha esperado por aquilo a noite toda, cara. Empurrei os óculos pra cima do nariz e encarei o povo do AS.

– Ok, agora vamos ao que interessa – Fui rápido até a garrafinha que havia visto. — Verdade ou desafio.

A Panda (Dassi) , Giulia, Thaisa, Alice e Maria Clara gritaram algo como “ATÉ QUE ENFIM!”. A última, soltou um gritinho “Teremos boooys?”. Só revirei os olhos. O Caio observava tudo com um sorriso de canto, o Claudio perguntava se ia ser como nos filmes, a Paula sussurrava algo com a Alice e eu comecei a suspeitar que era sobre mim. Quando comecei a me aproximar delas, eu percebi que minha calça estava caindo e puxei pra cima.

– Não dá pra fazer isso aqui. O chão tá sujo. – A panda disse arqueando uma sobrancelha.

– Não tem problema, tem a varanda do nosso chalé pra issooooooo! – A Maria disse totalmente animada com a ideia de boys MUITO perto de seu quarto.

– Beleza, varanda do chalé delas tá ótimo. – O Caio contestou com um sorriso malicioso.

Não pense nisso, traidor. Eu pensei primeiro.

Fomos pra lá. O chalé até que era legal. Estava nem aí pra quem estava fazendo o que, só sabia que eu estava abraçando a cintura da Paula. E que o Caio tava mimando a Agnes. E que a Rapp, Maria Clara, Bianca, Giu e Alice estavam surtando por causa do clone do tal Will. O Bruno estava se atracando com a Isa Beatriz em algum canto, já que eu não via mais os dois. Na real, eu estava mais concentrado em: Qual é o quarto da Paula? A solução foi rápida: Panda.

– Mozão, já volto, vou ali perguntar pra Panda se ela me empresta o carregador do celular. – Disse olhando pra garota nos meus braços.

– Okay, mas não sei se ela empresta. – Ela respondeu dando de ombros, mas aí ficou me encarando com o cenho franzido. – Isso fica comigo.

E aí ela simplesmente tirou os meus óculos e colocou no bolso. Eu abri a boca pra discutir, mas aí retomei o foco, beijei a testa dela e fui atrás da Júlia.

– Panda, vamos conversar.

– Essa frase é minha, Italo.

– Mas eu roubei. –sorri pra ela- Vamos conversar sério.

– O que tu quer, Bianchini? Já brigou com a Paula?

O maior problema da Júlia é que ela shippa demais Itaula. O que significa que nós conversamos muito sobre isso.

– Calma! Não é isso.

– Então você quer um lugar isolado pra se pegarem?

– Isso não seria uma má ideia... – Eu sorri malicioso só imaginando a cena, Balancei a cabeça. – Na verdade, só quero saber qual o quarto de vocês.

– Eu te diria se não suspeitasse que você pode italar*, errar de cama e me agarrar. – Ela riu e saiu correndo.

Sacanagem comigo. Qual o problema em agarrar a Paula a noite? Vai que ela precisa de algo a noite... Vai que subitamente esfria, ela precisa ficar quentinha, certo? O que melhor do que o meu corpo? Isso mesmo, nada. Nada melhor do que eu agarrar ela.

Voltei pra perto do chalé já procurando no meio da muvuca que se organizava pra sentar em roda, a Paula. Quando a achei, sentei ao seu lado. De frente para a Agnes. Eita.

– Ok, quem não souber jogar, vai aprender na marra. — O Bond disse de mau humor. Pra variar.

– ISSO VAI SER TIPO UMA FESTA DO PIJAMA MISTA, NÉÉÉÉÉ? – Uma pessoa pequena que chamamos de Maria Clara estava surtando.

– Aham, Maria. – A Bea, pessoa paciente do mundo de Volta Redonda assentiu.

– MAS CADÊ OS OUTROS BOYS?

– Não Maria. – A Lara disse séria olhando em volta – A pergunta é; CADÊ A ESTHER?

Eu queria prestar atenção nisso, juro que senti o sumiço de alguém. Mas a Paula de vestido do meu lado não facilitava. Então eu preferi ficar pensando em como, quando e onde agarrar a Paula de uma forma... aceitável na sociedade. Se bem que qualquer indício de pegação no nosso santo grupo era razão de malícia. Depois que eu descobri que esclareceram que a Esther tinha apagado no quarto dela, eu ia sugerir o inicio do jogo quando percebi que a Paula, Alice e Laura estavam cochichando de novo.

– Ok, vamos impor regras. – A Laura disse e eu revirei os olhos.- Ok, todos nós já bebemos o bastante, então não vamos envolver álcool nisso.

– Ah, não pode forçar beijo também. Só selinho. – A Alice disse olhando pra todo mundo. – Sério gente, só pode passar de selinho se a pessoa aceitar.

– Podemos começar o jogo então? – A Thaisa disse assentindo.

– Ah! Não pode, de jeito nenhum, tirar a roupa! – Do meu lado, a Paula disse em alto e bom tom.

– AH NÃO CARA, AÍ JÁ É SACANAGEM! – O Caio soltou em alto e bom tom, pra levar um tapa da Agnes em seguida.

– TÔ DE ACORDO! – Gritei, encarando a Paula com uma careta- Cadê a graça do jogo? Cadê a diversão??? Cadê...

– Meninos. – A Panda interrompeu-me. – Caso vocês ainda não saibam, tem outras oportunidades muito melhores pra tirar a roupa, caso vocês realmente queiram.

– Muito melhores mesmo, sabe? – Olhei pra Paula ao ouvir sua voz e ela sorria de um jeito diferente. Um jeito... malicioso.

Logo todo mundo estava sorrindo assim também e ouviu-se vários “Maliciei”. Olhei pro Caio. O Caio olhou pra mim. Trocamos um olhar do tipo “Vamos embora AGORA com elas”. Nos levantamos.

– Paula, vamos dar uma volta? O céu tá lindo hoje. – Eu disse rápido.

– Hum... Disseram que tem uma sala de jogos interessante aqui, Agnes. – O Caio balbuciou.

Pra nossa infelicidade, ambas as garotas nos fizeram sentar de volta enquanto todo mundo gargalhava. Droga. Olhei pra Paula de novo. Ela estava corada. Gosto dela corada. Paula corada é linda. Mais linda do que já é e... Ei! Que barulho é esse?

Olhei em volta. Garrafa girando. Jogo começando.

Notas finais
Italar = bordão entre os amigos que significa "ser lerdo".